Com uma interpretação de grande nível de Toni Servillo, uma realização segura de Claudio Cupellini e uma utilização assertiva da banda sonora ao serviço do enredo, "Una vita tranquilla" deambula entre os elementos dos filmes sobre a máfia e o drama familiar, enquanto nos coloca diante de um antigo membro da Camorra que se prepara para enfrentar os fantasmas do passado. Será possível escapar ao passado? Existe uma segunda oportunidade para um antigo assassino? Rosario Russo (Toni Servillo), o protagonista de "Una vita tranquilla", bem tenta fugir ao passado, embora seja atormentado pelo mesmo quando menos espera. Outrora conhecido como um mafioso chamado Antonio de Martino, o protagonista de "Una vita tranquilla" decidiu abandonar o espaço napolitano onde habitava, bem como a sua família, com quase tudo e todos a pensarem que o criminoso foi eliminado. Com uma nova identidade, Rosario conseguiu manter-se temporariamente afastado desse passado, tendo entretanto formado família e iniciado um negócio no sector hoteleiro na Alemanha. Diga-se que a morte continua a marcar o quotidiano de Rosario, embora num âmbito distinto, algo notório quando o encontramos a caçar um javali, ou a colocar pregos de cobre nas árvores que se encontram nas imediações do seu Hotel Restaurante. Rodeado por um espaço florestal, o Hotel Restaurante de Rosario encontra-se situado na cidade de Wiesbaden, com o protagonista a viver no local onde labora, contando com a companhia da esposa e do filho, bem como de uma série de funcionários. Este é o local onde o protagonista conseguiu refazer a sua vida, ou melhor, reformular a sua existência, embora seja praticamente impossível escapar ao passado, algo que Rosario vai perceber ao longo de "Una vita tranquilla". Toni Servillo consegue transmitir o peso dos segredos que Rosario guarda no interior da sua alma, com o actor a explorar quer o lado mais leve do antigo mafioso, quer a sua faceta mais pragmática, embora o quotidiano do protagonista sofra uma mudança notória a partir do momento em que Diego (Marco D'Amore) e Edoardo (Francesco Di Leva), dois jovens italianos, aparecem no Hotel Restaurante. Diego apresenta-se como um amigo de Rosario, com este último a ficar francamente abalado com a presença do primeiro. O momento é marcante e bem arquitectado, com Claudio Cupellini a deixar que Toni Servillo exponha o abalo sentido por Rosario, enquanto o actor demonstra mais uma vez que é exímio a atribuir uma dimensão extra aos momentos que protagoniza. O rosto do personagem interpretado por Toni Servillo transmite que este foi surpreendido pela chegada de Diego e Edoardo, a banda sonora muda de tom e contribui para adensar a sensação de que o protagonista se encontra com o batimento cardíaco acelerado, enquanto que a presença da dupla, no lado de fora do Hotel Restaurante, exacerba o mistério em relação aos pensamentos de Rosario e aos objectivos destes elementos. Os dois jovens italianos apareceram quando Rosario se encontrava a dividir as porções das refeições para uma série de clientes, após ter sido recebido em clima de festa, com o protagonista a contar com um espaço respeitável, embora o dia-a-dia do antigo mafioso se prepare para conhecer uma série de alterações a partir do momento em que Diego decide contactá-lo.
Diego e Edoardo deslocaram-se para este território tendo em vista a eliminarem um indivíduo, com o primeiro a não escapar ao mundo do progenitor, ou seja, trabalhar para a máfia, em particular, para o pai do segundo. O personagem interpretado por Marco D'Amore é filho de Rosario, com este último a procurar recuperar o tempo perdido, embora desconheça inicialmente a personalidade do rebento e o facto deste se ter envolvido no interior do mundo do crime. Rosario formou família na Alemanha, sendo casado com Renate (Juliane Köhler), de quem tem um filho, o jovem Mathias (Leonardo Sprengler), embora a relação do casal pareça ter conhecido alguns problemas no passado. Esses problemas tornam-se particularmente evidentes quando Renate efectua um comentário relacionado com uma antiga amante de Rosario, com este último a estar longe de ser o marido e o pai ideal, embora se esforce para evitar repetir os erros de outrora. Claudio Cupellini é eficaz a explanar a situação intrincada em que se encontra o protagonista, com Rosario a procurar que Renate e Mathias não descubram informações relacionadas com o seu passado, enquanto tenta reacender os laços familiares com Diego, com o personagem interpretado por Toni Servillo a deparar-se com uma série de acontecimentos difíceis de gerir. Num determinado momento de "Una vita tranquilla", encontramos Rosario, Diego, Renate e Mathias num canil, com este último a procurar adoptar um cão. Claudio Cupellini e Gergely Pohárnok (director de fotografia que voltaria a colaborar com o cineasta em "Alaska") colocam o espectador diante de um plano que expressa paradigmaticamente a divisão entre a nova e a antiga família de Rosario, com o protagonista e Diego a encontrarem-se de um lado dos abrigos dos cães, enquanto Mathias e Renate estão do lado oposto. A oposição entre o presente e o passado é expressa de forma simples e concisa, com Rosario a perceber gradualmente que não pode apagar os actos de outrora, sobretudo quando a presença de Diego e Edoardo se faz sentir. Francesco Di Leva incute um tom extrovertido e mulherengo a Edoardo, um mafioso violento e abrutalhado que procura cumprir a sua missão e conquistar Doris (Alice Dwyer), uma das empregadas de Rosario. A dinâmica entre Doris e Edoardo permite que Claudio Cupellini a espaços incuta um tom mais leve ao filme, bem como as discussões entre Rosario e Claudio (Maurizio Donadoni), um dos funcionários do protagonista. Se a relação entre Doris e Edoardo permite atribuir algum humor à trama, já a dinâmica entre Rosario e Diego é bem mais complexa. Marco D'Amore consegue introduzir um tom misterioso a Diego, com os actos deste personagem a surpreenderem, sobretudo no último terço, quando parece relativamente óbvio que o protagonista não pode escapar ao passado. Diego demonstra por diversas vezes que não se esqueceu do facto de ter sido abandonado pelo pai, com os personagens interpretados por Marco D'Amore e Toni Servillo a contarem com uma dinâmica pontuada pelos receios de parte a parte, algo abordado de forma relativamente simples e eficaz ao longo de "Una vita tranquilla". Rosario ainda tenta ajudar o filho, embora não queira deitar a sua nova vida a perder ou colocar Mathias e Renate em perigo, com tudo a extremar-se no último terço. Diego e Edoardo surgem como os representantes do passado que chegam para atormentar o presente de Rosario, com o protagonista a procurar esconder que o primeiro é seu filho, embora esse desiderato seja praticamente impossível de alcançar.
Toni Servillo é uma das pedras de toque do filme, com o actor a conseguir explanar as contradições e os dilemas do personagem que interpreta, um indivíduo na casa dos cinquenta e poucos anos de idade, que se procura redimir dos erros do passado embora esteja longe de conseguir cumprir esse desiderato de forma imaculada. Rosario passa boa parte do seu tempo na cozinha quer a confeccionar as
refeições, quer a organizar as tarefas dos cozinheiros, mantendo uma
relação laboral complicada com Claudio,
um dos seus empregados mais fieis e amigo de longa data, com a dupla a protagonizar uma série de discussões. Se Rosario gosta de controlar tudo o que ocorre na cozinha, já a esposa apresenta um zelo latente como chefe de sala, com Renate a surgir como uma peça fundamental do Hotel Restaurante. Renate desconhece que Rosario cometeu uma série de crimes, bem como o facto deste último contar com outro filho, com o protagonista a procurar afastar a esposa de possíveis problemas, embora a relação do casal pudesse ser mais
desenvolvida ao longo de "Una vita tranquilla", bem como a personagem interpretada por Juliane Köhler. O pouco desenvolvimento da relação entre Renate e Rosario é um dos pontos fracos do filme, com "Una vita tranquilla" a ser bem mais eficaz a abordar os dilemas morais e sentimentais do protagonista, bem como a dinâmica intrincada entre o antigo mafioso e Diego. Rosario encontra-se habituado ao estilo de vida na Alemanha, embora os actos que cometeu em Itália prometam trazer-lhe uma série de problemas, com os pecados do passado a parecerem persegui-lo para a vida e a deixarem marca na sua alma e no seu destino. A juntar a tudo isto, Rosario tem ainda de proteger a família que formou na Alemanha, com Diego e Edoardo a surgirem como duas fontes de perigo para a estabilidade do núcleo familiar do protagonista, sobretudo quando alguns segredos são revelados. "Una vita tranquilla" mistura elementos de drama familiar com ingredientes de filmes sobre a máfia, com Claudio Cupellini a tanto avançar pelos lugares-comuns e por caminhos relativamente previsíveis como a surpreender o espectador e a deixá-lo
diante da crueza que rodeia o mundo do qual o protagonista chegou a
fazer parte. Claudio Cupellini controla os ritmos do enredo e das revelações com alguma
eficácia, com o mistério e a violência a pontuarem diversos momentos de "Una vita tranquilla", uma obra cinematográfica onde Toni Servillo exibe mais uma vez que é um actor brilhante. Com uma banda sonora que se destaca pela positiva, um conjunto de planos bem elaborados (a maioria de longa duração), um aproveitamento exímio do espaço hoteleiro que pertence ao protagonista, um elenco secundário competente, "Una vita tranquilla" brinda-nos com um Toni Servillo de grande nível, enquanto somos colocados diante dos dilemas do personagem que este interpreta e das consequências dos actos que Rosario cometeu no passado.
Título original: "Una vita tranquilla".
Realizador: Claudio Cupellini.
Argumento: Claudio Cupellini, Filippo Gravino, Guido Iuculano.
Elenco:
Toni Servillo,
Marco D'Amore,
Francesco Di Leva, Juliane Köhler, Alice Dwyer, Leonardo Sprengler, Maurizio Donadoni.
31 julho 2016
29 julho 2016
Trailer de "Hacksaw Ridge", um filme realizado por Mel Gibson
Foi divulgado um trailer de "Hacksaw
Ridge", um filme inspirado na história verídica de Desmond T. Doss. O filme é realizado por Mel Gibson ("Braveheart"), através do argumento de Robert
Schenkkan, Andrew Knight e Randall Wallace. "Hacksaw Ridge" conta no elenco com Andrew
Garfield, Vince Vaughn, Sam Worthington, Teresa Palmer, Hugo Weaving, Luke Bracey, Richard Roxburgh, entre outros.
Doss foi seleccionado para o exército em 1942. Este recusou-se a carregar ou utilizar armas devido às suas crenças religiosas. Doss passou para a divisão de medicina no teatro de Guerra do Pacífico. Este tornou-se numa lenda ao salvar setenta e cinco homens durante a Batalha de Okinawa. O enredo de "Hacksaw Ridge" começa por acompanhar os soldados durante o campo de treino no Sul da Califórnia, onde aprendem as habilidades básicas de sobrevivência em tempos de Guerra, até serem enviados para o Japão onde participam na Batalha de Okinawa.
"Hacksaw Ridge" estreia a 4 de Novembro de 2016 nos EUA.
Doss foi seleccionado para o exército em 1942. Este recusou-se a carregar ou utilizar armas devido às suas crenças religiosas. Doss passou para a divisão de medicina no teatro de Guerra do Pacífico. Este tornou-se numa lenda ao salvar setenta e cinco homens durante a Batalha de Okinawa. O enredo de "Hacksaw Ridge" começa por acompanhar os soldados durante o campo de treino no Sul da Califórnia, onde aprendem as habilidades básicas de sobrevivência em tempos de Guerra, até serem enviados para o Japão onde participam na Batalha de Okinawa.
"Hacksaw Ridge" estreia a 4 de Novembro de 2016 nos EUA.
28 julho 2016
Novo trailer de "War Dogs" (Os Traficantes)
Já se encontra online um novo trailer de "War Dogs" (em Portugal - "Os Traficantes"), um filme realizado por Todd Phillips ("The Hangover"), através do argumento do próprio, Stephen Chin e Jason Smilovic. O argumento é baseado no artigo “Arms and the Dudes”, de Guy Lawson (publicado na Rolling Stone). "War Dogs" conta no elenco com Jonah Hill, Miles Teller, Bradley Cooper, Ana de Armas, entre outros.
Sinopse: “Os Traficantes” conta-nos a história de dois jovens amigos (Hill e Teller) que vivem em Miami, durante o período da Guerra no Iraque, e que exploram uma iniciativa do Governo, pouco conhecida, que possibilita a pequenos negócios uma participação em contratos militares dos EUA. Iniciando-se devagar, em pequenos trabalhos, começam a ganhar muito dinheiro e a viver à grande, mas tudo se altera quando, ao ter mais olhos que barriga, os dois amigos aceitam uma missão de 300 milhões de dólares para armar o exército afegão – um contrato que irá colocá-los na mira de uma rede de gente duvidosa, onde se encontra o próprio Governo dos EUA.
"War Dogs" estreia a 19 de Agosto de 2016 nos EUA. "Os Traficantes" estreia em Portugal a 18 de Agosto de 2016.
Sinopse: “Os Traficantes” conta-nos a história de dois jovens amigos (Hill e Teller) que vivem em Miami, durante o período da Guerra no Iraque, e que exploram uma iniciativa do Governo, pouco conhecida, que possibilita a pequenos negócios uma participação em contratos militares dos EUA. Iniciando-se devagar, em pequenos trabalhos, começam a ganhar muito dinheiro e a viver à grande, mas tudo se altera quando, ao ter mais olhos que barriga, os dois amigos aceitam uma missão de 300 milhões de dólares para armar o exército afegão – um contrato que irá colocá-los na mira de uma rede de gente duvidosa, onde se encontra o próprio Governo dos EUA.
"War Dogs" estreia a 19 de Agosto de 2016 nos EUA. "Os Traficantes" estreia em Portugal a 18 de Agosto de 2016.
Trailer e poster de "The Great Wall"
Foi divulgado o primeiro trailer e o primeiro poster de "The Great
Wall", o novo filme de Zhang Yimou. Poster via IMP Awards.
O filme é realizado por Zhang Yimou, através do argumento de Tony Gilroy, Carlo Bernard e Doug Miro. "The Great Wall" conta no elenco com Matt Damon, Pedro Pascal, Willem Dafoe, Andy Lau, Jing Tian, Zhang Hanyu, Eddie Peng, Lu Han, Lin Gengxin, Zheng Kai, Chen Xuedong, Huang Xuan, Wang Junkai, Yu Xintian e Liu Qiong, entre outros.
O enredo de "The Great Wall" acompanha uma equipa de elite que tem de defender a humanidade numa das estruturas mais conhecidas do Mundo.
"The Great Wall" estreia a 17 de Fevereiro de 2017 nos EUA.
O filme é realizado por Zhang Yimou, através do argumento de Tony Gilroy, Carlo Bernard e Doug Miro. "The Great Wall" conta no elenco com Matt Damon, Pedro Pascal, Willem Dafoe, Andy Lau, Jing Tian, Zhang Hanyu, Eddie Peng, Lu Han, Lin Gengxin, Zheng Kai, Chen Xuedong, Huang Xuan, Wang Junkai, Yu Xintian e Liu Qiong, entre outros.
O enredo de "The Great Wall" acompanha uma equipa de elite que tem de defender a humanidade numa das estruturas mais conhecidas do Mundo.
"The Great Wall" estreia a 17 de Fevereiro de 2017 nos EUA.
27 julho 2016
Resenha Crítica: "A ciascuno il suo" (1967)
A verdade interessa a poucos personagens de "A ciascuno il suo",
que o diga Paolo Laurana (Gian Maria Volontè), o protagonista desta
recomendável obra cinematográfica realizada por Elio Petri. Laurana é um
professor que procura descobrir quem assassinou Arturo Manno (Luigi
Pistilli) e
Antonio Roscio (Franco Tranchina), dois dos seus amigos, um desiderato
que
promete trazer-lhe alguns dissabores. Diga-se que Paolo Laurana descobre
da
pior maneira que habita num espaço marcado pela corrupção, onde o
estatuto
social parece contar imenso e as ligações entre os diferentes círculos
de poder
acontecem de forma promiscua. No início do filme, Manno é apresentado
como um
farmacêutico que se encontra a ser alvo de ameaças anónimas, sendo
conhecido
pela personalidade mulherenga, bem como por trair a esposa (Anna Rivero)
por
diversas vezes, inclusive com Rosina (Luciana Scalise), uma jovem
adolescente.
Por sua vez, Roscio é um médico casado com Luisa (Irene Papas), uma
mulher
misteriosa, de enorme beleza e presença, sobrinha do Arcipreste (Carmelo
Olivero). Manno e Roscio foram assassinados quando se encontravam a
caçar, algo
que gera uma enorme comoção no interior deste pequeno espaço situado na
Sicília, um território pontuado por gentes com códigos de honra muito
próprios
e um grupo poderoso que parece inicialmente pouco preocupado com o facto
do pai
e os dois irmãos de Rosina terem sido detidos, ainda que não existam provas, ou indicadores paradigmáticos, de que o trio cometeu o duplo homicídio. Os familiares de Rosina
são
considerados os principais suspeitos do assassinato de Manno e Roscio,
embora
Paolo Laurana duvide desta possibilidade. O personagem interpretado por
Gian Maria Volontè conseguiu ler as cartas que
continham ameaças dirigidas
a Arturo Manno, tendo percebido que as palavras de uma missiva foram
recortadas
do "Osservatore Romano", um jornal de circulação restrita. Diga-se
que a juntar a essa pouca circulação da publicação, o pai e os irmãos de
Rosina
são analfabetos, ou seja, é praticamente impossível que tenham sido
estes
elementos a enviarem as cartas, ou a cometerem o assassinato, algo que aguça a curiosidade de Laurana em relação a
todo
este caso. Quase todos pensam que o alvo dos
assassinos era Arturo Manno, ou este não tivesse recebido diversas
ameaças de
morte, sendo conhecido pelos diversos casos que manteve com mulheres
comprometidas. Em contrapartida, Antonio Roscio é considerado um pai de
família
exemplar, pelo menos até Laurana descobrir que algo não bate certo em
relação a
todo este caso. Laurana demonstra o seu descontentamento devido ao facto
do pai e
dos irmãos de Rosina terem sido detidos sem provas, algo que remete para
o
abuso de poder por parte das autoridades, bem como para a pretensão dos
responsáveis deste espaço citadino em fecharem rapidamente o caso, mesmo
que
isso implique prender inocentes. A temática dos abusos de poder por
parte das
autoridades é algo que atravessa obras cinematográficas de Elio Petri
como
"L'assassino" e "Indagine su un cittadino al di sopra di ogni
sospetto", com "A ciascuno il suo" a mesclar elementos de filmes
de investigação criminal e de gangsters, com Gian Maria Volontè a ter a
oportunidade de sobressair como um professor de valores morais elevados,
aparentemente pouco dado a grandes amizades, antigo membro do Partido
Comunista,
que procura aferir a verdade sobre o duplo homicídio. Outro dos
elementos do elenco que se encontra em destaque é Gabriele
Ferzetti, com o actor a dar vida a Rosello, um advogado que é primo de
Luisa.
Rosello procura defender os elementos que foram detidos e ajudar Laurana
na
investigação, embora o protagonista comece a perceber, ainda que
gradualmente,
que praticamente não pode confiar em ninguém.
Paolo Laurana é um professor relativamente solitário, que vive com a mãe e a avó, surgindo como um intelectual algo inconsciente em relação à sociedade que o rodeia, tendo no seu quarto, um local recheado de livros e posters, um espaço para se abstrair de tudo e todos. Se Volontè incute um estilo determinado e algo naïf a Laurana, um professor que não conhece quase nada sobre os podres da cidade onde habita, já Ferzetti surge como um advogado confiante e bem falante, que conta com ambições políticas e apresenta um poder notório no interior deste pequeno espaço urbano. No entanto, a determinação de Laurana e a sua enorme curiosidade conduzem a que o protagonista consiga reunir algumas pistas que começam a incomodar uma série de figuras poderosas. O protagonista descobre que o carteiro enviou exemplares do "Osservatore Romano" para duas pessoas: o pároco de Sant'Amo (Mario Scaccia) e o Arcipreste, embora não consiga retirar informações relevantes destes dois indivíduos, apesar deste último não ter problemas em condenar a conduta que Manno tinha em vida. A banda sonora de Luis Enríquez Bacalov é essencial para adensar a atmosfera de perigo, receio e ironia que a espaços envolve a narrativa, sobretudo a partir do momento em que Laurana descobre que Antonio Roscio contactou um deputado da extrema esquerda, tendo em vista a colocar a hipótese de divulgar informações confidenciais sobre um elemento poderoso que se encontrava a ameaçá-lo. Roscio guardou a informação num local secreto, algo que conduz o protagonista a procurar os documentos na casa de Luisa, bem como na habitação do pai do falecido. O progenitor de Antonio é um antigo oftalmologista que perdeu a visão, sendo interpretado por Salvo Randone, um colaborador habitual de Elio Petri, com o actor a ter um papel secundário com algum relevo. Por sua vez, Gian Maria Volontè tem em "A ciascuno il suo" a primeira participação num filme de Elio Petri, um cineasta com quem colaboraria no marcante "Indagine su un cittadino al di sopra di ogni sospetto", entre outros filmes, com ambos a serem dois artistas de esquerda, politicamente engajados, algo que evidenciam em "A ciascuno il suo". Volontè é o motor de "A ciascuno il suo", com o actor a prender a nossa atenção em relação aos próximos passos de Laurana, um indivíduo bem intencionado mas aparentemente inconsciente das redes de poder e influências que envolvem esta pequena cidade siciliana. A investigação iniciada por Laurana adquire contornos deveras perigosos, com Elio Petri a expor a mesma com algum acerto, enquanto o protagonista exibe pelo caminho que se sente atraído por Luisa, embora esta espécie de tentativa de romance nem sempre funcione no interior da narrativa, com o interesse do primeiro a parecer relativamente forçado, ou introduzido de forma demasiado brusca. Luisa e Laurana ainda chegam a efectuar uma espécie de parceria num determinado momento da narrativa, embora esta figura feminina também conte com diversos segredos, com Paolo Laurana a envolver-se no interior de um caso intrincado e problemático. Diga-se que é raro encontrar um personagem em "A ciascuno il suo" que não conte com segredos ou esqueletos no armário, algo que Paolo Laurana vai perceber da pior forma, com este a entender tardiamente que está a lidar com uma perigosa teia que se estende por diversos sectores da sociedade. Elio Petri consegue manter o mistério e as dúvidas em relação aos personagens em quem devemos ou não confiar, embora transmita diversos sinais para o espectador, enquanto mantém a intriga e brinda-nos com um final recheado de ironia e acidez. Laurana parece querer perturbar uma estranha ordem dominada pela corrupção, enquanto Elio Petri insere uma série de reviravoltas que permitem dar a conhecer facetas distintas de alguns personagens. O caso de Luisa é paradigmático dessa situação, com esta a não ser tão frágil e inocente como indica, bem pelo contrário, tal como Rosello está longe de ser um exemplo moral. Diga-se que Rosello é um dos representantes desta sociedade corrupta, pronta a manter as aparências, tendo uma série de ligações a indivíduos poderosos, com o próprio a contar com um estatuto elevado no interior deste espaço da Sicília.
O argumento, escrito por Elio Petri, Ugo Pirro, Jean Curtelin, procura incutir alguma complexidade a toda esta teia narrativa, tendo sido baseado na obra literária "A ciascuno il suo" de Leonardo Sciascia. O enredo é pontuado pela determinação de Laurana e pela procura daqueles que o rodeiam em evitarem que este continue a "chafurdar" em informação considerada incómoda, com o protagonista a investigar um caso que se revela deveras complexo e perigoso. A utilização dos zooms permite a espaços adensar a carga dramática em volta dos acontecimentos, com Elio Petri a usar imenso este recurso, bem como os close-ups nos momentos mais intensos. Veja-se quando Laurana e Luisa encontram-se no interior do carro desta última, com a viúva a ler uma parte do diário do falecido esposo. A banda sonora, as expressões dos actores, os close-ups adensam a carga quase melodramática do episódio, com Elio Petri a não ter problemas em exagerar um momento que talvez pedisse um pouco mais de contenção. Diga-se que não faltam exemplos para os close-ups e para os zooms em momentos de maior tensão, algo notório quando Laurana recebe uma carta anónima para se deslocar ao tribunal de Palermo, tendo em vista a deparar-se com uma surpresa. Veja-se ainda quando Laurana se desloca até à casa de Rosina, tendo em vista a falar com a jovem, com o trabalho de câmara a permitir incrementar a tensão em volta deste momento e adensar as dúvidas sobre o silêncio daqueles que poderiam falar às autoridades e contribuírem para que o progenitor e os irmãos da jovem fossem ilibados. O silêncio parece ser de ouro para diversos personagens, sobretudo para se protegerem uns aos outros ou evitarem represálias dos mais poderosos. Todos parecem estar conscientes que falar demais, ou questionar aquilo que é dito pelos mais poderosos, pode ser perigoso, com excepção de Laurana, ou o protagonista não surgisse como o intelectual alienado do espaço que o rodeia, algo que talvez explique o interesse que demonstra por Luisa. A certa altura, Laurana começa a descobrir cada vez mais informações, algo que coloca a sua vida em perigo. Este percebe isso, embora não tenha a perfeita consciência do "polvo" que o rodeia, enquanto Elio Petri joga com as nossas expectativas. O cineasta lança as peças, mexe com as mesmas de forma eficaz e aproveita para criar alguns momentos marcantes. O final é impossível de esquecer, simultaneamente negro e mordaz, tal como uma explosão que dinamita as hipóteses da verdade surgir ao de cima, com Elio Petri a colocar-nos diante de um meio onde a corrupção moral permeia boa parte dos personagens. Diga-se que existe ainda uma espécie de comentário sobre o protagonista, um intelectual de esquerda que parece incapaz de compreender a realidade que o rodeia, algo que pode ser encarado como uma crítica à inacção deste grupo. Esta inacção é particularmente notória na representação do deputado com quem Laurana dialoga, um elemento da extrema esquerda que tenta não se envolver no caso quando deveria surgir como um agente de mudança, com Elio Petri a não ter problemas em efectuar comentários do foro político e social. Ficamos entre o filme de máfia e investigação criminal, com Gian Maria Volontè e Gabriele Ferzetti a surgirem como os elementos do elenco em maior destaque, enquanto Elio Petri aproveita para efectuar alguns comentários do foro político e social, contando com o apoio de um argumento sólido e uma banda sonora pronta a adensar as emoções.
Título original: "A ciascuno il suo".
Título em Portugal: "Crimes à moda antiga".
Realizador: Elio Petri.
Argumento: Elio Petri, Ugo Pirro e Jean Curtelin.
Elenco: Gian Maria Volontè, Irene Papas, Gabriele Ferzetti, Salvo Randone, Luigi Pistilli, Luciana Scalise.
Vale a pena ouvir este Q&A conduzido por Alan O'Leary e Nico Marzano: https://www.ica.org.uk/whats-on/elio-petri-we-still-kill-old-way-qa
Paolo Laurana é um professor relativamente solitário, que vive com a mãe e a avó, surgindo como um intelectual algo inconsciente em relação à sociedade que o rodeia, tendo no seu quarto, um local recheado de livros e posters, um espaço para se abstrair de tudo e todos. Se Volontè incute um estilo determinado e algo naïf a Laurana, um professor que não conhece quase nada sobre os podres da cidade onde habita, já Ferzetti surge como um advogado confiante e bem falante, que conta com ambições políticas e apresenta um poder notório no interior deste pequeno espaço urbano. No entanto, a determinação de Laurana e a sua enorme curiosidade conduzem a que o protagonista consiga reunir algumas pistas que começam a incomodar uma série de figuras poderosas. O protagonista descobre que o carteiro enviou exemplares do "Osservatore Romano" para duas pessoas: o pároco de Sant'Amo (Mario Scaccia) e o Arcipreste, embora não consiga retirar informações relevantes destes dois indivíduos, apesar deste último não ter problemas em condenar a conduta que Manno tinha em vida. A banda sonora de Luis Enríquez Bacalov é essencial para adensar a atmosfera de perigo, receio e ironia que a espaços envolve a narrativa, sobretudo a partir do momento em que Laurana descobre que Antonio Roscio contactou um deputado da extrema esquerda, tendo em vista a colocar a hipótese de divulgar informações confidenciais sobre um elemento poderoso que se encontrava a ameaçá-lo. Roscio guardou a informação num local secreto, algo que conduz o protagonista a procurar os documentos na casa de Luisa, bem como na habitação do pai do falecido. O progenitor de Antonio é um antigo oftalmologista que perdeu a visão, sendo interpretado por Salvo Randone, um colaborador habitual de Elio Petri, com o actor a ter um papel secundário com algum relevo. Por sua vez, Gian Maria Volontè tem em "A ciascuno il suo" a primeira participação num filme de Elio Petri, um cineasta com quem colaboraria no marcante "Indagine su un cittadino al di sopra di ogni sospetto", entre outros filmes, com ambos a serem dois artistas de esquerda, politicamente engajados, algo que evidenciam em "A ciascuno il suo". Volontè é o motor de "A ciascuno il suo", com o actor a prender a nossa atenção em relação aos próximos passos de Laurana, um indivíduo bem intencionado mas aparentemente inconsciente das redes de poder e influências que envolvem esta pequena cidade siciliana. A investigação iniciada por Laurana adquire contornos deveras perigosos, com Elio Petri a expor a mesma com algum acerto, enquanto o protagonista exibe pelo caminho que se sente atraído por Luisa, embora esta espécie de tentativa de romance nem sempre funcione no interior da narrativa, com o interesse do primeiro a parecer relativamente forçado, ou introduzido de forma demasiado brusca. Luisa e Laurana ainda chegam a efectuar uma espécie de parceria num determinado momento da narrativa, embora esta figura feminina também conte com diversos segredos, com Paolo Laurana a envolver-se no interior de um caso intrincado e problemático. Diga-se que é raro encontrar um personagem em "A ciascuno il suo" que não conte com segredos ou esqueletos no armário, algo que Paolo Laurana vai perceber da pior forma, com este a entender tardiamente que está a lidar com uma perigosa teia que se estende por diversos sectores da sociedade. Elio Petri consegue manter o mistério e as dúvidas em relação aos personagens em quem devemos ou não confiar, embora transmita diversos sinais para o espectador, enquanto mantém a intriga e brinda-nos com um final recheado de ironia e acidez. Laurana parece querer perturbar uma estranha ordem dominada pela corrupção, enquanto Elio Petri insere uma série de reviravoltas que permitem dar a conhecer facetas distintas de alguns personagens. O caso de Luisa é paradigmático dessa situação, com esta a não ser tão frágil e inocente como indica, bem pelo contrário, tal como Rosello está longe de ser um exemplo moral. Diga-se que Rosello é um dos representantes desta sociedade corrupta, pronta a manter as aparências, tendo uma série de ligações a indivíduos poderosos, com o próprio a contar com um estatuto elevado no interior deste espaço da Sicília.
O argumento, escrito por Elio Petri, Ugo Pirro, Jean Curtelin, procura incutir alguma complexidade a toda esta teia narrativa, tendo sido baseado na obra literária "A ciascuno il suo" de Leonardo Sciascia. O enredo é pontuado pela determinação de Laurana e pela procura daqueles que o rodeiam em evitarem que este continue a "chafurdar" em informação considerada incómoda, com o protagonista a investigar um caso que se revela deveras complexo e perigoso. A utilização dos zooms permite a espaços adensar a carga dramática em volta dos acontecimentos, com Elio Petri a usar imenso este recurso, bem como os close-ups nos momentos mais intensos. Veja-se quando Laurana e Luisa encontram-se no interior do carro desta última, com a viúva a ler uma parte do diário do falecido esposo. A banda sonora, as expressões dos actores, os close-ups adensam a carga quase melodramática do episódio, com Elio Petri a não ter problemas em exagerar um momento que talvez pedisse um pouco mais de contenção. Diga-se que não faltam exemplos para os close-ups e para os zooms em momentos de maior tensão, algo notório quando Laurana recebe uma carta anónima para se deslocar ao tribunal de Palermo, tendo em vista a deparar-se com uma surpresa. Veja-se ainda quando Laurana se desloca até à casa de Rosina, tendo em vista a falar com a jovem, com o trabalho de câmara a permitir incrementar a tensão em volta deste momento e adensar as dúvidas sobre o silêncio daqueles que poderiam falar às autoridades e contribuírem para que o progenitor e os irmãos da jovem fossem ilibados. O silêncio parece ser de ouro para diversos personagens, sobretudo para se protegerem uns aos outros ou evitarem represálias dos mais poderosos. Todos parecem estar conscientes que falar demais, ou questionar aquilo que é dito pelos mais poderosos, pode ser perigoso, com excepção de Laurana, ou o protagonista não surgisse como o intelectual alienado do espaço que o rodeia, algo que talvez explique o interesse que demonstra por Luisa. A certa altura, Laurana começa a descobrir cada vez mais informações, algo que coloca a sua vida em perigo. Este percebe isso, embora não tenha a perfeita consciência do "polvo" que o rodeia, enquanto Elio Petri joga com as nossas expectativas. O cineasta lança as peças, mexe com as mesmas de forma eficaz e aproveita para criar alguns momentos marcantes. O final é impossível de esquecer, simultaneamente negro e mordaz, tal como uma explosão que dinamita as hipóteses da verdade surgir ao de cima, com Elio Petri a colocar-nos diante de um meio onde a corrupção moral permeia boa parte dos personagens. Diga-se que existe ainda uma espécie de comentário sobre o protagonista, um intelectual de esquerda que parece incapaz de compreender a realidade que o rodeia, algo que pode ser encarado como uma crítica à inacção deste grupo. Esta inacção é particularmente notória na representação do deputado com quem Laurana dialoga, um elemento da extrema esquerda que tenta não se envolver no caso quando deveria surgir como um agente de mudança, com Elio Petri a não ter problemas em efectuar comentários do foro político e social. Ficamos entre o filme de máfia e investigação criminal, com Gian Maria Volontè e Gabriele Ferzetti a surgirem como os elementos do elenco em maior destaque, enquanto Elio Petri aproveita para efectuar alguns comentários do foro político e social, contando com o apoio de um argumento sólido e uma banda sonora pronta a adensar as emoções.
Título original: "A ciascuno il suo".
Título em Portugal: "Crimes à moda antiga".
Realizador: Elio Petri.
Argumento: Elio Petri, Ugo Pirro e Jean Curtelin.
Elenco: Gian Maria Volontè, Irene Papas, Gabriele Ferzetti, Salvo Randone, Luigi Pistilli, Luciana Scalise.
Vale a pena ouvir este Q&A conduzido por Alan O'Leary e Nico Marzano: https://www.ica.org.uk/whats-on/elio-petri-we-still-kill-old-way-qa
25 julho 2016
Resenha Crítica: "Deadpool" (2016)
Simultaneamente irreverente (qual é o anti-herói que guarda armas no
interior de uma mala da Hello Kitty?) e convencional (é mais uma
história de origem), "Deadpool" tanto utiliza as convenções
dos filmes de super-heróis como ironiza e subverte as mesmas. Diga-se que "Deadpool" não
tem problemas em ironizar com essas convenções, bem como com outros
filmes de super-heróis, algo latente quando encontramos o personagem do
título a efectuar piadas sobre as linhas temporais da saga
cinematográfica de "X-Men", ou a satirizar "Green Lantern", um dos
grandes fracassos da carreira de Ryan Reynolds, ou a expor os problemas a
nível de orçamento da obra cinematográfica realizada por Tim Miller. Wade Wilson, mais conhecido
como Deadpool, é um anti-herói falador, fã dos "Wham!", extrovertido e violento, sempre
pronto a fazer piadas e desenhos manhosos, a utilizar palavrões e a quebrar a quarta parede,
com Ryan Reynolds a aproveitar este personagem peculiar para brilhar e
expor o seu talento para a comédia. Reynolds não tem problemas em
satirizar alguns fracassos que têm marcado a sua carreira (como
"Green Lantern"), bem como em escarnecer da sua própria persona,
ou de Hugh Jackman (ou de Wolverine), com o actor a parecer divertir-se
imenso e a divertir-nos pelo caminho como Deadpool, enquanto aproveita o argumento que tem à disposição. É a redenção de Reynolds, após uma série de fracassos a nível comercial e diversas tentativas para tirar "Deadpool" do papel, com o actor a dominar os timings nos momentos de humor, enquanto Tim Miller aproveita o talento do intérprete ao serviço da narrativa. Miller consegue mesclar o tom delirante que pontua "Deadpool" com alguns elementos mais convencionais, embora, em alguns momentos, pareça que o cineasta nos está a oferecer mais do mesmo. Veja-se o último terço do filme, com "Deadpool" a mesclar a irreverência
e saudável parvoíce do protagonista com situações
convencionais e cenas de acção completamente genéricas, ou o longo
flashback que nos dá a conhecer como o anti-herói adquiriu os seus superpoderes e a capacidade de regeneração semelhante a Wolverine
(ambos fizeram parte do projecto Weapon X). No início do filme,
encontramos Deadpool em busca de Ajax (Ed Skrein), um dos responsáveis
pelo "tratamento" do protagonista, e dos
elementos que trabalham para o antagonista, com o personagem interpretado por Ryan Reynolds a exibir quer a sua
capacidade para o combate, quer a sua personalidade sardónica, enquanto explica por diversas vezes que não é um super-herói. Deadpool
não tem problemas em eliminar os inimigos, em cortar cabeças ou outras
partes do corpo dos adversários, em disparar asneiras ou lançar piadas
politicamente incorrectas, com o argumento de Rhett Reese e Paul Wernick
a procurar aproveitar ao máximo as características peculiares deste personagem
criado por Rob Liefeld e Fabian Nicieza. Os momentos de violência iniciais, protagonizados pelo personagem interpretado por Ryan Reynolds e os colaboradores de Ajax, são intercalados por alguns flashbacks, com Tim Miller a iniciar a narrativa a meio dos acontecimentos, até recuar para expor diversos elementos sobre o passado do
protagonista. Os flashbacks nem sempre são utilizados na justa medida, com Tim Miller a quebrar em alguns momentos a fluidez da narrativa, enquanto usa e abusa da informação redundante, algo que a espaços contribui para atribuir um tom convencional a um filme que pretende ser irreverente (parte do contexto da "origem" dos poderes de Deadpool é um exemplo paradigmático dessas convenções). É certo que alguns momentos dos flashbacks funcionam e são necessários, sobretudo a exposição da relação
entre Wade Wilson e Vanessa (Morena Baccarin), com
Ryan Reynolds e Morena Baccarin a contarem com uma química latente, algo demonstrado ao longo do filme.
Morena Baccarin incute um tom provocador e sarcástico a Vanessa, com a personalidade desta mulher a combinar praticamente na perfeição com o estilo sardónico de Wade. Esta química é particularmente notória quando Wade e Vanessa iniciam um jogo onde abordam quem teve uma infância pior, enquanto Tim Miller dá uma ajuda ao efectuar uma longa sequência de sexo entre o casal que permite dar a conhecer a passagem do tempo, com as datas especiais a serem comemoradas de forma muito peculiar. As mentes saudavelmente perturbadas de Wade e Vanessa parecem conjugar-se na perfeição, com ambos a contarem com um passado nem sempre recomendável (ele como mercenário, ela como prostituta), uma enorme dose de loucura e uma relação aparentemente perfeita. A felicidade de Wade e Vanessa não dura muito tempo, com a notícia de que o primeiro sofre de cancro e se encontra em estado terminal a mudar por completo o quotidiano do casal, com o protagonista a decidir recorrer a um projecto misterioso. Wade é contactado por um estranho com diversas semelhanças a Mister Smith de "The Matrix", algo que permite mais uma miríade de piadas, com o primeiro a ser inserido no interior de um projecto secreto do Governo que supostamente permitiria que o protagonista conseguisse uma cura para o cancro e adquirisse superpoderes. O mercenário percebe rapidamente que o projecto no qual foi envolvido está longe de ser algo legal ou do Governo, com o protagonista a ser constantemente torturado por Ajax, o médico responsável pelo "tratamento", com quem forma uma peculiar relação de inimizade. Wade fica completamente desfigurado, apesar de adquirir superpoderes e uma capacidade de regeneração surpreendente (que permite mais alguns momentos de humor), com o protagonista a perceber que fez parte de uma experiência que não visa criar super-heróis, mas sim mercenários que são obrigados a cometerem crimes. Sem outras opções, Wade consegue concretizar um plano de fuga, com o protagonista a procurar vingar-se a todo o custo de Ajax, começando uma perseguição a todos aqueles que se encontram ligados a este último. Outrora um elemento das forças especiais e, posteriormente, um mercenário a soldo, Wade Wilson tenta que Vanessa não o veja desfigurado, tendo em Weasel (T.J. Miller), o dono do Sister Margaret, um bar que é descrito pelo protagonista como "um centro de emprego para mercenários", um dos seus poucos amigos. Weasel descobre que Wade está vivo, procurando oferecer algum apoio ao amigo, enquanto este último cria um fato especial (vermelho, já que as vestimentas brancas sujam-se facilmente de sangue) e parte em busca dos elementos responsáveis pelo facto de ter ficado desfigurado. O protagonista pretende recuperar o aspecto físico de outrora, pensando que Ajax tem os conhecimentos necessários para esse feito, embora este último procure apenas eliminar o anti-herói, algo que promete um confronto violento e esperado quer pelo primeiro, quer pelo antagonista, quer pelo espectador. Se Ryan Reynolds tem espaço para sobressair, já Ed Skrein aparece com um antagonista completamente convencional e unidimensional, com o actor a interpretar um vilão que pouco ou nada evolui ao longo da narrativa. Diga-se que Ajax encontra-se quase sempre acompanhado por Angel Dust (Gina Carano), a sua ajudante, uma figura lacónica que também conta com superpoderes, embora esta personagem raramente seja aproveitada ao longo da narrativa.
Gina Carano conta com uma personagem completamente unidimensional, com os vilões a não serem o ponto forte do filme, bem pelo contrário, sobretudo devido a nunca os encararmos como verdadeiras ameaças a Deadpool. Já Vanessa, Colossus (Stefan Kapičić), Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand), Weasel, Blind Al (Leslie Uggams - uma senhora cega que divide o apartamento com Deadpool e é viciada em cocaína) e Dopinder (Karan Soni como um taxista que nunca é pago pelo protagonista, com o anti-herói a pagar em high fives) conseguem ter alguns momentos de destaque, sobretudo a primeira, enquanto Stan Lee tem uma das melhores participações especiais em filmes baseados em super-heróis da Marvel. O facto dos direitos deste personagem da Marvel estarem na posse da 20th Century Fox, bem como de o filme contar com um orçamento menor do que habitual para as obras cinematográficas do género, pode ajudar a explicar a irreverência e o tom que escapa à fórmula "pão com manteiga" que tem marcado diversas películas do género, com "Deadpool" a surgir como uma agradável surpresa. Diga-se que essas limitações a nível do orçamento são utilizadas ao serviço do humor, algo latente quando Deadpool demonstra a sua estranheza por Negasonic e Colossus serem os únicos membros dos X-Men que aparecem, com o protagonista a comentar: "Quase parece que a produção não pode pagar a mais X-Men". A relação entre Deadpool e estes dois membros dos X-Men proporciona alguns momentos de humor, com o choque a nível de personalidades entre o primeiro e Colossus a ser notório. Veja-se quando Colossus apresenta um discurso moralista junto de Deadpool até este último disparar sobre um inimigo só para que o membro dos X-Men não continue a falar, ou quando o personagem interpretado por Ryan Reynolds resolve esmurrar as partes baixas do primeiro, um mutante com corpo de aço. Já o visual de Negasonic é alvo de diversas piadas por parte de Deadpool, bem como os comportamentos desta adolescente que é constantemente comparada a Sinéad O'Connor, embora os poderes da jovem e de Colossus sejam uma ajuda relevante para o protagonista no último terço do filme. Não poderia faltar o confronto entre Ajax e Deadpool, bem como o facto do primeiro colocar Vanessa em perigo, algo que obriga o protagonista a voltar a contactar com a amada, com o último terço a ser pontuado por imensas cenas de acção, algum humor e romance (ou algo que se pareça a romance). Diga-se que "Deadpool" não poupa nas cenas de acção, com algumas a resultarem, enquanto outras surgem como disparos ao lado, sobretudo quando o CGI não convence. Tim Miller aposta imenso na técnica bullet time, enquanto nos deixa diante de tiroteios, lutas corpo a corpo e coloca-nos diante de um anti-herói delirante, que tem a sua primeira oportunidade para sobressair a sério no cinema (esqueçamos temporariamente "X-Men Origins: Wolverine"). A interacção entre Deadpool e os vários personagens que o rodeiam é essencial para o filme funcionar, com o mercenário a apresentar uma mente saudavelmente doente, enquanto nos diverte imenso pelo caminho com as suas falas e gestos politicamente incorrectos. Não faltam piadas de cariz sexual, diversas referências que remetem para a cultura pop (desde "Star Wars" a "The Lord of the Rings", passando pelos filmes de super-heróis e "Taken", até "Closer" e "Voltron"), com "Deadpool" a não poupar nada nem ninguém, com o humor a ser um dos pontos altos do filme. Pontuado por diversos momentos marcados pela estupidez, embora não seja totalmente desprovido de inteligência, "Deadpool" sabe perfeitamente aquilo que está a fazer, ou seja, tentar divertir o espectador, enquanto oferece algo que varia entre o convencional e o irreverente, com Tim Miller a realizar uma obra cinematográfica que, apesar das suas fragilidades, supera possíveis desconfianças iniciais e desperta imensos risos, surgindo como uma lufada de ar fresco no panorama dos filmes do género.
Título original: "Deadpool".
Realizador: Tim Miller.
Argumento: Rhett Reese e Paul Wernick.
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, Gina Carano, T.J. Miller, Leslie Uggams, Brianna Hildebrand.
Trailer de "Deadpool":
Morena Baccarin incute um tom provocador e sarcástico a Vanessa, com a personalidade desta mulher a combinar praticamente na perfeição com o estilo sardónico de Wade. Esta química é particularmente notória quando Wade e Vanessa iniciam um jogo onde abordam quem teve uma infância pior, enquanto Tim Miller dá uma ajuda ao efectuar uma longa sequência de sexo entre o casal que permite dar a conhecer a passagem do tempo, com as datas especiais a serem comemoradas de forma muito peculiar. As mentes saudavelmente perturbadas de Wade e Vanessa parecem conjugar-se na perfeição, com ambos a contarem com um passado nem sempre recomendável (ele como mercenário, ela como prostituta), uma enorme dose de loucura e uma relação aparentemente perfeita. A felicidade de Wade e Vanessa não dura muito tempo, com a notícia de que o primeiro sofre de cancro e se encontra em estado terminal a mudar por completo o quotidiano do casal, com o protagonista a decidir recorrer a um projecto misterioso. Wade é contactado por um estranho com diversas semelhanças a Mister Smith de "The Matrix", algo que permite mais uma miríade de piadas, com o primeiro a ser inserido no interior de um projecto secreto do Governo que supostamente permitiria que o protagonista conseguisse uma cura para o cancro e adquirisse superpoderes. O mercenário percebe rapidamente que o projecto no qual foi envolvido está longe de ser algo legal ou do Governo, com o protagonista a ser constantemente torturado por Ajax, o médico responsável pelo "tratamento", com quem forma uma peculiar relação de inimizade. Wade fica completamente desfigurado, apesar de adquirir superpoderes e uma capacidade de regeneração surpreendente (que permite mais alguns momentos de humor), com o protagonista a perceber que fez parte de uma experiência que não visa criar super-heróis, mas sim mercenários que são obrigados a cometerem crimes. Sem outras opções, Wade consegue concretizar um plano de fuga, com o protagonista a procurar vingar-se a todo o custo de Ajax, começando uma perseguição a todos aqueles que se encontram ligados a este último. Outrora um elemento das forças especiais e, posteriormente, um mercenário a soldo, Wade Wilson tenta que Vanessa não o veja desfigurado, tendo em Weasel (T.J. Miller), o dono do Sister Margaret, um bar que é descrito pelo protagonista como "um centro de emprego para mercenários", um dos seus poucos amigos. Weasel descobre que Wade está vivo, procurando oferecer algum apoio ao amigo, enquanto este último cria um fato especial (vermelho, já que as vestimentas brancas sujam-se facilmente de sangue) e parte em busca dos elementos responsáveis pelo facto de ter ficado desfigurado. O protagonista pretende recuperar o aspecto físico de outrora, pensando que Ajax tem os conhecimentos necessários para esse feito, embora este último procure apenas eliminar o anti-herói, algo que promete um confronto violento e esperado quer pelo primeiro, quer pelo antagonista, quer pelo espectador. Se Ryan Reynolds tem espaço para sobressair, já Ed Skrein aparece com um antagonista completamente convencional e unidimensional, com o actor a interpretar um vilão que pouco ou nada evolui ao longo da narrativa. Diga-se que Ajax encontra-se quase sempre acompanhado por Angel Dust (Gina Carano), a sua ajudante, uma figura lacónica que também conta com superpoderes, embora esta personagem raramente seja aproveitada ao longo da narrativa.
Gina Carano conta com uma personagem completamente unidimensional, com os vilões a não serem o ponto forte do filme, bem pelo contrário, sobretudo devido a nunca os encararmos como verdadeiras ameaças a Deadpool. Já Vanessa, Colossus (Stefan Kapičić), Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand), Weasel, Blind Al (Leslie Uggams - uma senhora cega que divide o apartamento com Deadpool e é viciada em cocaína) e Dopinder (Karan Soni como um taxista que nunca é pago pelo protagonista, com o anti-herói a pagar em high fives) conseguem ter alguns momentos de destaque, sobretudo a primeira, enquanto Stan Lee tem uma das melhores participações especiais em filmes baseados em super-heróis da Marvel. O facto dos direitos deste personagem da Marvel estarem na posse da 20th Century Fox, bem como de o filme contar com um orçamento menor do que habitual para as obras cinematográficas do género, pode ajudar a explicar a irreverência e o tom que escapa à fórmula "pão com manteiga" que tem marcado diversas películas do género, com "Deadpool" a surgir como uma agradável surpresa. Diga-se que essas limitações a nível do orçamento são utilizadas ao serviço do humor, algo latente quando Deadpool demonstra a sua estranheza por Negasonic e Colossus serem os únicos membros dos X-Men que aparecem, com o protagonista a comentar: "Quase parece que a produção não pode pagar a mais X-Men". A relação entre Deadpool e estes dois membros dos X-Men proporciona alguns momentos de humor, com o choque a nível de personalidades entre o primeiro e Colossus a ser notório. Veja-se quando Colossus apresenta um discurso moralista junto de Deadpool até este último disparar sobre um inimigo só para que o membro dos X-Men não continue a falar, ou quando o personagem interpretado por Ryan Reynolds resolve esmurrar as partes baixas do primeiro, um mutante com corpo de aço. Já o visual de Negasonic é alvo de diversas piadas por parte de Deadpool, bem como os comportamentos desta adolescente que é constantemente comparada a Sinéad O'Connor, embora os poderes da jovem e de Colossus sejam uma ajuda relevante para o protagonista no último terço do filme. Não poderia faltar o confronto entre Ajax e Deadpool, bem como o facto do primeiro colocar Vanessa em perigo, algo que obriga o protagonista a voltar a contactar com a amada, com o último terço a ser pontuado por imensas cenas de acção, algum humor e romance (ou algo que se pareça a romance). Diga-se que "Deadpool" não poupa nas cenas de acção, com algumas a resultarem, enquanto outras surgem como disparos ao lado, sobretudo quando o CGI não convence. Tim Miller aposta imenso na técnica bullet time, enquanto nos deixa diante de tiroteios, lutas corpo a corpo e coloca-nos diante de um anti-herói delirante, que tem a sua primeira oportunidade para sobressair a sério no cinema (esqueçamos temporariamente "X-Men Origins: Wolverine"). A interacção entre Deadpool e os vários personagens que o rodeiam é essencial para o filme funcionar, com o mercenário a apresentar uma mente saudavelmente doente, enquanto nos diverte imenso pelo caminho com as suas falas e gestos politicamente incorrectos. Não faltam piadas de cariz sexual, diversas referências que remetem para a cultura pop (desde "Star Wars" a "The Lord of the Rings", passando pelos filmes de super-heróis e "Taken", até "Closer" e "Voltron"), com "Deadpool" a não poupar nada nem ninguém, com o humor a ser um dos pontos altos do filme. Pontuado por diversos momentos marcados pela estupidez, embora não seja totalmente desprovido de inteligência, "Deadpool" sabe perfeitamente aquilo que está a fazer, ou seja, tentar divertir o espectador, enquanto oferece algo que varia entre o convencional e o irreverente, com Tim Miller a realizar uma obra cinematográfica que, apesar das suas fragilidades, supera possíveis desconfianças iniciais e desperta imensos risos, surgindo como uma lufada de ar fresco no panorama dos filmes do género.
Título original: "Deadpool".
Realizador: Tim Miller.
Argumento: Rhett Reese e Paul Wernick.
Trailer de "Deadpool":
24 julho 2016
Novo trailer de "Doctor Strange"
Foi divulgado um novo trailer de "Doctor
Strange". O trailer foi lançado no âmbito da divulgação do filme na San Diego Comic-Con 2016.
"Doctor Strange" é realizado por Scott Derrickson, através do argumento de Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer, Jon Spaihts e C. Robert Cargill. O filme conta no elenco como Benedict Cumberbatch, Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, entre outros. Cumberbatch vai interpretar o protagonista, enquanto Swinton vai dar vida à sua mentora. Ejiofor vai interpretar o Baron Mordo.
"Doctor Strange" é um personagem da Marvel criado por Stan Lee e Steve Ditko. O personagem do título é um cirurgião arrogante que perdeu a capacidade de utilizar as mãos num acidente de carro, algo que o conduz a partir em busca de uma cura. Este encontra a redenção ao tornar-se no maior mago do universo da Marvel.
"Doctor Strange" estreia a 4 de Novembro de 2016 nos EUA.
"Doctor Strange" é realizado por Scott Derrickson, através do argumento de Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer, Jon Spaihts e C. Robert Cargill. O filme conta no elenco como Benedict Cumberbatch, Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, entre outros. Cumberbatch vai interpretar o protagonista, enquanto Swinton vai dar vida à sua mentora. Ejiofor vai interpretar o Baron Mordo.
"Doctor Strange" é um personagem da Marvel criado por Stan Lee e Steve Ditko. O personagem do título é um cirurgião arrogante que perdeu a capacidade de utilizar as mãos num acidente de carro, algo que o conduz a partir em busca de uma cura. Este encontra a redenção ao tornar-se no maior mago do universo da Marvel.
"Doctor Strange" estreia a 4 de Novembro de 2016 nos EUA.
23 julho 2016
"Fantastic Beasts and Where to Find Them" - Comic-Con Trailer
A Warner Bros. continua a lançar online os trailers exibidos originalmente na Comic-Con e nós agradecemos (ou, pelo menos, este blogger). Foi divulgado um novo trailer da adaptação
cinematográfica de "Fantastic Beasts
and Where to Find
Them". O trailer pode ser visto no final do post.
O filme é realizado por David Yates, através do argumento de J.K. Rowling. "Fantastic Beasts and Where to Find Them" conta no elenco com Eddie Redmayne como Newt Scamander; Katherine Waterston como Tina; Alison Sudol como a irmã de Tina; Dan Fogler como Jacob; Ezra Miller como Credence; Samantha Morton como Mary Lou; Jenn Murray como Chastity; Faith Wood-Blagrove como Modesty; Colin Farrell como Graves.
O livro escrito por J.K. Rowling cataloga setenta e cinco espécies de criaturas mágicas que se encontram distribuídas pelos cinco continentes. O filme centra-se em Newt Scamander, o autor ficcional do livro, com os eventos a ocorrerem cerca de setenta anos antes do início da jornada de Harry Potter.
"Fantastic Beasts and Where to Find Them" estreia a 18 de Novembro de 2016 nos EUA.
O filme é realizado por David Yates, através do argumento de J.K. Rowling. "Fantastic Beasts and Where to Find Them" conta no elenco com Eddie Redmayne como Newt Scamander; Katherine Waterston como Tina; Alison Sudol como a irmã de Tina; Dan Fogler como Jacob; Ezra Miller como Credence; Samantha Morton como Mary Lou; Jenn Murray como Chastity; Faith Wood-Blagrove como Modesty; Colin Farrell como Graves.
O livro escrito por J.K. Rowling cataloga setenta e cinco espécies de criaturas mágicas que se encontram distribuídas pelos cinco continentes. O filme centra-se em Newt Scamander, o autor ficcional do livro, com os eventos a ocorrerem cerca de setenta anos antes do início da jornada de Harry Potter.
"Fantastic Beasts and Where to Find Them" estreia a 18 de Novembro de 2016 nos EUA.
Trailer de "King Arthur: Legend of the Sword". Rei Artur "à la Guy Ritchie"
Já se encontra online o primeiro trailer de "King Arthur: Legend of the Sword". O trailer foi divulgado no âmbito da edição de 2016 da San Diego Comic-Con.
"King Arthur: Legend of the Sword" é realizado por Guy Ritchie ("The Man From U.N.C.L.E."), através do argumento do próprio, Lionel Wigram e Joby Harold. O filme conta no elenco com Charlie Hunnam, Jude Law, Annabelle Wallis, Djimon Hounsou, Eric Bana, Astrid Bergès-Frisbey, Katie McGrath, entre outros.
O argumento do filme é baseado nas lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Vale a pena recordar que o estúdio pretende utilizar este filme para iniciar uma nova franquia.
"King Arthur: Legend of the Sword" estreia a 24 de Março de 2017 nos EUA.
"King Arthur: Legend of the Sword" é realizado por Guy Ritchie ("The Man From U.N.C.L.E."), através do argumento do próprio, Lionel Wigram e Joby Harold. O filme conta no elenco com Charlie Hunnam, Jude Law, Annabelle Wallis, Djimon Hounsou, Eric Bana, Astrid Bergès-Frisbey, Katie McGrath, entre outros.
O argumento do filme é baseado nas lendas do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Vale a pena recordar que o estúdio pretende utilizar este filme para iniciar uma nova franquia.
"King Arthur: Legend of the Sword" estreia a 24 de Março de 2017 nos EUA.
"Kong: Skull Island" - Comic-Con Trailer
Dia em grande a nível de lançamento de trailers, com a Warner Bros. a revelar-se particularmente activa. Desta vez foi "Kong: Skull Island" a ganhar um trailer, com o vídeo promocional a exibir um pouco o famoso King Kong. O trailer foi divulgado inicialmente na edição de 2016 da San Diego Comic-Con.
O filme é realizado por Jordan Vogt-Roberts ("The Kings of Summer"), através do argumento de Derek Connolly ("Jurassic World"), Max Borenstein ("Godzilla"), John Gatins ("Flight") e Dan Gilroy ("Nightcrawler"). "Kong: Skull Island" conta no elenco com J.K. Simmons, Tom Hiddleston, Brie Larson, Tom Wilkinson, John Goodman, Samuel L. Jackson, Corey Hawkins, entre outros.
"Kong: Skull Island" acompanha uma equipa de exploradores que se envolve na mítica ilha do título. O filme estreia a 10 de Março de 2017 nos EUA.
O filme é realizado por Jordan Vogt-Roberts ("The Kings of Summer"), através do argumento de Derek Connolly ("Jurassic World"), Max Borenstein ("Godzilla"), John Gatins ("Flight") e Dan Gilroy ("Nightcrawler"). "Kong: Skull Island" conta no elenco com J.K. Simmons, Tom Hiddleston, Brie Larson, Tom Wilkinson, John Goodman, Samuel L. Jackson, Corey Hawkins, entre outros.
"Kong: Skull Island" acompanha uma equipa de exploradores que se envolve na mítica ilha do título. O filme estreia a 10 de Março de 2017 nos EUA.
"Suicide Squad" - Comic-Con Trailer
Foi divulgado um novo trailer de "Suicide Squad". O vídeo promocional foi lançado originalmente na edição de 2016 da San Diego Comic-Con.
O filme é realizado por David Ayer, através do argumento do próprio. "Suicide Squad" conta no elenco com Will Smith, Margot Robbie, Jared Leto, Jai Courtney, Cara Delevingne, Joel Kinnaman, Common, Viola Davis, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Scott Eastwood, entre outros.
Sinopse: Reunir uma equipa com os mais perigosos, até agora encarcerados, Super Vilões do mundo, armá-los com o mais poderoso arsenal à disposição do governo e enviá-los numa missão para derrotar uma enigmática e invencível entidade: eis a missão que a agente Amanda Waller determinou só poder ser levada a cabo por um grupo secreto e variado de indivíduos desprezíveis, com pouco ou nada a perder – o Esquadrão Suicida. No entanto, assim que os seus membros percebam que não foram escolhidos pela possibilidade do sucesso mas antes pela sua fácil culpabilidade se falharem a missão, irá o Esquadrão tentar chegar ao fim ou será cada um por si?
"Suicide Squad" estreia a 5 de Agosto de 2016 nos EUA.
O filme é realizado por David Ayer, através do argumento do próprio. "Suicide Squad" conta no elenco com Will Smith, Margot Robbie, Jared Leto, Jai Courtney, Cara Delevingne, Joel Kinnaman, Common, Viola Davis, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Scott Eastwood, entre outros.
Sinopse: Reunir uma equipa com os mais perigosos, até agora encarcerados, Super Vilões do mundo, armá-los com o mais poderoso arsenal à disposição do governo e enviá-los numa missão para derrotar uma enigmática e invencível entidade: eis a missão que a agente Amanda Waller determinou só poder ser levada a cabo por um grupo secreto e variado de indivíduos desprezíveis, com pouco ou nada a perder – o Esquadrão Suicida. No entanto, assim que os seus membros percebam que não foram escolhidos pela possibilidade do sucesso mas antes pela sua fácil culpabilidade se falharem a missão, irá o Esquadrão tentar chegar ao fim ou será cada um por si?
"Suicide Squad" estreia a 5 de Agosto de 2016 nos EUA.
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