Em "Mr. Holmes", a mais recente adaptação
cinematográfica do famoso detective criado por Sir Arthur Conan
Doyle, encontramos o personagem do título em idade avançada, com
noventa e dois anos de idade, a procurar manter e recuperar as
memórias do passado. "Mr. Holmes" surge como uma das
várias adaptações revisionistas que acrescentam elementos ao cânone do
famoso detective, algo que acontecera em obras cinematográficas como
"The Private Life of Sherlock Holmes", onde o espectador
era colocado diante da distinção entre os mitos criados em volta do
icónico personagem e a "realidade", ou "Young
Sherlock Holmes", um filme realizado por Barry Levinson que nos
apresenta a alguns episódios relevantes da juventude do
protagonista. Barry Levinson incute elementos que são regularmente associados às obras de Sherlock
Holmes, tais como as célebres investigações e o mistério, para além de nos colocar diante de temáticas ligadas à adolescência e ao primeiro
amor, com "Young Sherlock Holmes" a contar ainda com ingredientes de filmes de aventuras como "The Goonies". Diga-se que o argumento é da
autoria de Chris Columbus, o argumentista de obras como "Gremlins" e "The Goonies", tendo ainda realizado filmes como "Home Alone" e as primeiras
duas adaptações cinematográficas da saga "Harry Potter",
algo revelador de que estamos diante de alguém relativamente competente a
construir histórias que envolvam entretenimento para "toda a
família". Nesse sentido, "Young Sherlock Holmes" surge como uma obra cinematográfica que tenta chegar a um público alargado ao mesmo tempo que procura explorar elementos associados ao icónico
detective, enquanto este último forma a sua personalidade e a
amizade com John Watson. É em "Young Sherlock Holmes" que
encontramos o detective a utilizar pela primeira vez o seu famoso
chapéu, mas também o cachimbo, iniciando o filme como uma
figura que não pretende viver de forma solitária, embora termine a
querer o contrário. Curiosamente, em "Mr. Holmes",
encontramos o famoso detective, já em idade avançada, a lidar
exactamente com essa solidão, tendo no jovem Roger, o filho da sua
governanta, a sua melhor companhia. No caso de "Young Sherlock
Holmes", encontramos o personagem do título a estudar na Brompton,
uma escola pública inglesa, destinada apenas para rapazes. Sherlock
Holmes (Nicholas Rowe) apresenta já algumas qualidades para a
dedução e uma arrogância muito própria, embora ainda se deixe
muitas das vezes guiar pelos seus ímpetos, algo que promete trazer
alguns problemas ao protagonista. O início do filme marca a entrada
de John Watson (Alan Cox) em cena, um jovem algo rechonchudo, pouco
confiante e afável, que pretende ser médico e forma amizade com
Sherlock. A juntar a este duo temos ainda Elizabeth Hardy (Sophie
Ward), a sobrinha de Rupert T. Waxflatter (Nigel Stock), um inventor
e professor aposentado que vive no espaço da escola, uma situação
que explica a presença constante da jovem junto dos rapazes.
Elizabeth desperta o interesse amoroso de Sherlock, algo que é
recíproco, com o protagonista a formar ainda uma enorme rivalidade
com Dudley (Earl Rhodes), um jovem pedante que também corteja a
primeira. A inimizade entre Dudley e Sherlock promete trazer
consequências pouco agradáveis para este último, enquanto
assistimos a estranhos casos de suicídios provocados por
alucinações. Logo no início de "Young Sherlock Holmes"
somos colocados diante de um indivíduo que é atingido por um
espinho ou uma espécie de pequeno dardo envenenado, lançado por uma pessoa anónima a partir de um
artefacto egípcio. O dardo contém uma substância que provoca
fortes alucinações, algo que conduz as vítimas a cometerem
suicídio. Sherlock
Holmes decide começar a investigar estes estranhos suicídios, com a
morte de Waxflatter a surgir como o gatilho para este se interessar
ainda mais em resolver o caso, contando com o apoio de Watson e
Elizabeth. Nicholas Rowe tem uma interpretação convincente como
Sherlock Holmes, com o actor a saber incutir alguns elementos
associados ao famoso detective ao mesmo tempo que deixa transparecer
alguma da infantilidade desta figura que ainda se encontra longe de
ser um mestre na arte da dedução. Rowe apresenta uma dinâmica
convincente com Alan Cox, com a relação entre Holmes e Watson a ser
um dos elementos essenciais do filme, com o segundo a surgir mais uma
vez como um apoio relevante embora não tenha a mesma inteligência e
astúcia do protagonista, uma figura que admira. Holmes tem ainda uma
relação de alguma proximidade e respeito com o Professor Rathe
(Anthony Higgins), um indivíduo que esconde uns quantos segredos.
Diga-se que Sherlock, Watson e Elizabeth vão envolver-se em alguns
perigos, enquanto transgridem regras, deambulam pelas ruas de Londres
e deparam-se com o Rame Tep, um grupo que pratica um culto transviado
ao Deus Osíris. A descoberta deste grupo leva a uma mudança na
narrativa, com "Young Sherlock Holmes" a assumir uma faceta
de aventura, com o próprio local de culto a remeter para "Indiana
Jones and the Temple of Doom", ainda que num tom mais leve. Barry
Levinson consegue explorar com alguma assertividade as diferentes facetas do filme, mesclando "ingredientes" de
aventura, mistério e investigação, com
"Young Sherlock Holmes" a surgir como uma obra
cinematográfica que apresenta uma versão
revisionista do célebre detective. No caso de "Young Sherlock
Holmes", o personagem do título ainda nem é um detective, com
Barry Levinson a procurar distanciar-se das obras de Sir Arthur Conan
Doyle no início e no final do filme, através de duas mensagens
deixadas aos espectadores, algo revelador de alguma falta de confiança por parte do cineasta.
Este Sherlock que nos é apresentado ainda comete falhas (tal como
aquele que nos é exposto em "The Private Life of Sherlock
Holmes"), é impetuoso, gosta de praticar esgrima, tem uma
capacidade de dedução acima da média e forma uma amizade latente
com Watson. Já a relação amorosa com Elizabeth é típica de um
envolvimento entre dois jovens a conhecerem o primeiro amor, com a
personagem interpretada por Sophie Ward a deixar marca no
protagonista. Os momentos mais apolíneos são contrastados com a
tensão que rodeia as alucinações sentidas por aqueles que são
sujeitos à substância que se encontra no interior dos dardos, com os elementos infectados a acabarem muitas das vezes por serem compelidos a cometerem suicídio,
enquanto Barry Levinson aproveita estes trechos para explorar o "arsenal"
de efeitos especiais que tem à disposição. Temos ainda as explosivas cenas no templo no último
terço, com a banda sonora a contribuir para a inquietação ao
longo de uma obra cinematográfica que conta com algumas reviravoltas
e uma história que, longe de ter uma grande profundidade ou deixar
uma marcar indelével, consegue cumprir no quesito de prender toda a
nossa atenção. O filme conta ainda com uma série de personagens secundários que sobressaem: o professor Rathe, uma figura que
esconde uma enorme malícia; Lestrade (Roger Ashton-Griffiths), um
elemento da Scotland Yard que inicialmente não liga às teorias de
Sherlock Holmes em relação aos suicídios e ao grupo do culto
relacionado com o Antigo Egipto; Mrs. Dribb (Susan Fleetwood), uma
funcionária da escola com uma agenda muito própria; Chester
Cragwitch (Freddie Jones), um homem misterioso que sabe mais sobre as
mortes e o culto do que poderíamos esperar; Rupert T. Waxflatter, o
mentor de Sherlock, um indivíduo que é admirado pelo protagonista,
com este ex-professor a apresentar uma personalidade excêntrica,
enquanto procura colocar em prática as suas engenhocas que permitem
a locomoção no ar, entre outros personagens. O argumento de Chris Columbus atribui alguma atenção e importância a esta miríade de personagens, enquanto a investigação consegue despertar a nossa curiosidade, apesar de alguns exageros no último terço onde o filme
deambula entre os géneros da acção e aventura, tendo como pano de
fundo a Era Vitoriana. "Young Sherlock Holmes" apresenta alguns
pormenores interessantes relacionados com a formação da personalidade do famoso detective, com Barry Levinson a colocar-nos diante da primeira grande investigação protagonizada por Sherlock Holmes e John Watson, enquanto nos torna
cúmplices da dupla e nos compele a seguir um enredo relativamente agradável de acompanhar.
Título original: "Young Sherlock Holmes".
Título em Portugal: "O Enigma da Pirâmide".
Realizador:
Barry Levinson.
Argumento: Chris Columbus.
Elenco: Nicholas Rowe, Alan Cox, Anthony Higgins, Sophie Ward, Roger Ashton-Griffiths, Freddie Jones, Nigel Stock, Brian Oulton, Susan Fleetwood.
22 novembro 2015
21 novembro 2015
Kenneth Branagh vai realizar e protagonizar "Murder on the Orient Express"
O Deadline noticiou que Kenneth Branagh ("Cinderella") vai realizar e protagonizar a nova adaptação cinematográfica de "Murder on the Orient Express". O argumento está a cargo de Michael Green (Blade Runner 2). Branagh vai interpretar Hercule Poirot.
Uma das adaptações mais famosas do livro de Agatha Christie foi realizada por Sidney Lumet. O filme realizado por Lumet conta com um elenco composto por nomes como Ingrid Bergman, Lauren Baccall, Sean Connery, Anthony Perkins, Jean-Pierre Cassel, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave, Albert Finney, Martin Balsam, Richard Widmark, entre outros.
"Murder on the Orient Express" foi publicado em Portugal com o título "Um Crime no Expresso do Oriente". O livro conta com a seguinte sinopse (via Wook): Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte.
Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes de toda a sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso…de uma maneira a todos os títulos surpreendente!
A nova adaptação de "Murder on the Orient Express" ainda não tem uma data de estreia definida.
Uma das adaptações mais famosas do livro de Agatha Christie foi realizada por Sidney Lumet. O filme realizado por Lumet conta com um elenco composto por nomes como Ingrid Bergman, Lauren Baccall, Sean Connery, Anthony Perkins, Jean-Pierre Cassel, Jacqueline Bisset, Vanessa Redgrave, Albert Finney, Martin Balsam, Richard Widmark, entre outros.
"Murder on the Orient Express" foi publicado em Portugal com o título "Um Crime no Expresso do Oriente". O livro conta com a seguinte sinopse (via Wook): Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte.
Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes de toda a sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso…de uma maneira a todos os títulos surpreendente!
A nova adaptação de "Murder on the Orient Express" ainda não tem uma data de estreia definida.
Críticas publicadas em 2015: Parte 7 (241-280)
241 - Resenha Crítica: "The Walk - O Desafio" (2015)
242 - Resenha Crítica: "Weekend" (Fim-de-Semana)
243 - Resenha Crítica: "Une femme mariée: Suite de fragments d'un film tourné en 1964"
244 - Resenha Crítica: "Pan: Viagem à Terra do Nunca"
245 - Resenha Crítica: "La Femme d'à côté" (A Mulher do Lado)
246 - Resenha Crítica: "The Big Knife" (1955)
247 - Resenha Crítica: "Legend" (Lendas do Crime)
248 - Resenha Crítica: "Le dernier métro" (O Último Metro)
249 - Resenha Crítica: "The Royal Tenenbaums" (2001)
250 - Resenha Crítica: "The Darjeeling Limited" (2007)
251 - Resenha Crítica: "Kiss Me Deadly" (O Beijo Fatal)
252 - Resenha Crítica: "The Haunting" (1963)
253 - Resenha Crítica: "What Ever Happened to Baby Jane?" (1962)
254 - Resenha Crítica: "Cat People" (1942)
255 - Resenha Crítica: "What's Up, Doc?" (1972)
256 - Resenha Crítica: "The Bad and the Beautiful" (1952)
257 - Resenha Crítica: "Vivement dimanche!" (1983)
258 - Resenha Crítica: "Beasts of No Nation"
259 - Resenha Crítica: "I Walked with a Zombie" (1943)
260 - Resenha Crítica: "Manhattan Murder Mystery" (1993)
261 - Resenha Crítica: "Rocky Balboa" (2006)
262 - Resenha Crítica: "The Man Who Shot Liberty Valance" (1962)
263 - Resenha Crítica: "Manhattan" (1979)
264 - Resenha Crítica: "Annie Hall" (1977)
265 - Resenha Crítica: "La stanza del figlio" (O Quarto do Filho)
266 - Resenha Crítica: "Murder on the Orient Express" (1974)
267 - Resenha Crítica: "SPECTRE" (2015)
268 - Resenha Crítica: "Mia Madre" (Minha Mãe)
269 - Resenha Crítica: "The Hound of the Baskervilles" (1939)
270 - "Luther" - Primeira temporada
271 - Resenha Crítica: "The Big Heat" (1953)
272 - Resenha Crítica: "Mr. Holmes" (2015)
273 - Resenha Crítica: "Hannah and Her Sisters" (1986)
274 - Resenha Crítica: "Targets" (1968)
275 - Resenha Crítica: "The Last Picture Show" (1971)
276 - Resenha Crítica: "Le fabuleux destin d'Amélie Poulain" (O Fabuloso Destino de Amélie)
277 - Resenha Crítica: "Hustle" (1975)
278 - Resenha Crítica: "The Private Life of Sherlock Holmes" (A Vida Íntima de Sherlock Holmes)
279 - Resenha Crítica: "Young Sherlock Holmes" (1985)
280 -Resenha Crítica: "The Adventures of Sherlock Holmes" (1939)
Parte 1 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/09/criticas-publicadas-em-2015-parte-1-1-40.html
Parte 2 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/06/criticas-publicadas-em-2015-parte-2-41.html
Parte 3 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/06/criticas-publicadas-em-2015-parte-3-81.html
Parte 4 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/07/criticas-publicadas-em-2015-parte-4-121.html
Parte 5 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/08/criticas-publicadas-em-2015-parte-5-161.html
Parte 6 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/10/criticas-publicadas-em-2015-parte-6-201.html
242 - Resenha Crítica: "Weekend" (Fim-de-Semana)
243 - Resenha Crítica: "Une femme mariée: Suite de fragments d'un film tourné en 1964"
244 - Resenha Crítica: "Pan: Viagem à Terra do Nunca"
245 - Resenha Crítica: "La Femme d'à côté" (A Mulher do Lado)
246 - Resenha Crítica: "The Big Knife" (1955)
247 - Resenha Crítica: "Legend" (Lendas do Crime)
248 - Resenha Crítica: "Le dernier métro" (O Último Metro)
249 - Resenha Crítica: "The Royal Tenenbaums" (2001)
250 - Resenha Crítica: "The Darjeeling Limited" (2007)
251 - Resenha Crítica: "Kiss Me Deadly" (O Beijo Fatal)
252 - Resenha Crítica: "The Haunting" (1963)
253 - Resenha Crítica: "What Ever Happened to Baby Jane?" (1962)
254 - Resenha Crítica: "Cat People" (1942)
255 - Resenha Crítica: "What's Up, Doc?" (1972)
256 - Resenha Crítica: "The Bad and the Beautiful" (1952)
257 - Resenha Crítica: "Vivement dimanche!" (1983)
258 - Resenha Crítica: "Beasts of No Nation"
259 - Resenha Crítica: "I Walked with a Zombie" (1943)
260 - Resenha Crítica: "Manhattan Murder Mystery" (1993)
261 - Resenha Crítica: "Rocky Balboa" (2006)
262 - Resenha Crítica: "The Man Who Shot Liberty Valance" (1962)
263 - Resenha Crítica: "Manhattan" (1979)
264 - Resenha Crítica: "Annie Hall" (1977)
265 - Resenha Crítica: "La stanza del figlio" (O Quarto do Filho)
266 - Resenha Crítica: "Murder on the Orient Express" (1974)
267 - Resenha Crítica: "SPECTRE" (2015)
268 - Resenha Crítica: "Mia Madre" (Minha Mãe)
269 - Resenha Crítica: "The Hound of the Baskervilles" (1939)
270 - "Luther" - Primeira temporada
271 - Resenha Crítica: "The Big Heat" (1953)
272 - Resenha Crítica: "Mr. Holmes" (2015)
273 - Resenha Crítica: "Hannah and Her Sisters" (1986)
274 - Resenha Crítica: "Targets" (1968)
275 - Resenha Crítica: "The Last Picture Show" (1971)
276 - Resenha Crítica: "Le fabuleux destin d'Amélie Poulain" (O Fabuloso Destino de Amélie)
277 - Resenha Crítica: "Hustle" (1975)
278 - Resenha Crítica: "The Private Life of Sherlock Holmes" (A Vida Íntima de Sherlock Holmes)
279 - Resenha Crítica: "Young Sherlock Holmes" (1985)
280 -Resenha Crítica: "The Adventures of Sherlock Holmes" (1939)
Parte 1 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/09/criticas-publicadas-em-2015-parte-1-1-40.html
Parte 2 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/06/criticas-publicadas-em-2015-parte-2-41.html
Parte 3 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/06/criticas-publicadas-em-2015-parte-3-81.html
Parte 4 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/07/criticas-publicadas-em-2015-parte-4-121.html
Parte 5 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/08/criticas-publicadas-em-2015-parte-5-161.html
Parte 6 - http://bogiecinema.blogspot.pt/2015/10/criticas-publicadas-em-2015-parte-6-201.html
20 novembro 2015
Trailer final de "Carol"
Foi divulgado o trailer final de "Carol". O filme é realizado por
Todd Haynes ("Velvet Goldmine"), através do argumento de Phillys Nagy. "Carol" conta no elenco
com Sarah
Paulson, Rooney Mara, Cate Blanchett, Kyle Chandler, entre outros.
O argumento de "Carol" foi baseado no livro "The Price of Salt", da autoria de Patricia Highsmith. O livro foi publicado em Portugal com o título "O Preço do Sal" e tem a seguinte sinopse (via Europa-América): O Preço do Sal é um comovente romance de amor, a história de duas mulheres que escolheram pagar o preço de uma vida à margem das regras convencionais. O preço a pagar por um amor proibido…
"Carol" estreia a 20 de Novembro de 2015 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema
O argumento de "Carol" foi baseado no livro "The Price of Salt", da autoria de Patricia Highsmith. O livro foi publicado em Portugal com o título "O Preço do Sal" e tem a seguinte sinopse (via Europa-América): O Preço do Sal é um comovente romance de amor, a história de duas mulheres que escolheram pagar o preço de uma vida à margem das regras convencionais. O preço a pagar por um amor proibido…
"Carol" estreia a 20 de Novembro de 2015 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema
"The Hateful Eight" ganha um novo poster
Foi divulgado mais um poster de "The Hateful Eight", um filme realizado por Quentin Tarantino, através
do argumento do próprio. Poster via The Playlist.
"The Hateful Eight" conta no elenco com Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern, entre outros.
Sinopse: Após a Guerra Civil, no Wyoming, um grupo de caçadores de recompensas procura encontrar abrigo durante uma nevasca, acabando por se envolver numa teia de vinganças e traições. Será que vão sobreviver?
"The Hateful Eight" estreia a 25 de Dezembro de 2015 nos EUA.
"The Hateful Eight" conta no elenco com Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern, entre outros.
Sinopse: Após a Guerra Civil, no Wyoming, um grupo de caçadores de recompensas procura encontrar abrigo durante uma nevasca, acabando por se envolver numa teia de vinganças e traições. Será que vão sobreviver?
"The Hateful Eight" estreia a 25 de Dezembro de 2015 nos EUA.
Poster nacional de "Brooklyn"
Foi divulgado o poster nacional da adaptação cinematográfica de
"Brooklyn", um livro
escrito por Colm Tóibín. O filme é realizado por John Crowley ("Closed Circuit"), através do argumento de Nick
Hornby. "Brooklyn" conta no elenco com Saoirse Ronan, Domhnall Gleeson,
Emory Cohen, Jim Broadbent, Julie Walters, Sarah Gadon, entre outros.
O livro tem a seguinte sinopse (via Bertrand): Numa pequena vila irlandesa dos anos cinquenta, Eilis é uma das muitas pessoas da sua geração que não consegue arranjar trabalho. Quando surge uma oportunidade na América, é-lhe evidente que tem de partir. Jovem, sozinha e saudosa, Eilis começa uma nova vida em Brooklyn e a sua tristeza vai sendo gradualmente apaziguada. Quando notícias trágicas a obrigam a regressar à Irlanda, vê-se confrontada com uma escolha terrível: entre o amor e a felicidade na terra a que pertence e as promessas que tem de manter do outro lado do oceano. Uma história de partida e regresso, de amor e perda, da escolha entre a liberdade pessoal e o dever.
"Brooklyn" estreia a 6 de Novembro de 2015 nos EUA. "Brooklyn" estreia em Portugal a 7 de Janeiro de 2016. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema
O livro tem a seguinte sinopse (via Bertrand): Numa pequena vila irlandesa dos anos cinquenta, Eilis é uma das muitas pessoas da sua geração que não consegue arranjar trabalho. Quando surge uma oportunidade na América, é-lhe evidente que tem de partir. Jovem, sozinha e saudosa, Eilis começa uma nova vida em Brooklyn e a sua tristeza vai sendo gradualmente apaziguada. Quando notícias trágicas a obrigam a regressar à Irlanda, vê-se confrontada com uma escolha terrível: entre o amor e a felicidade na terra a que pertence e as promessas que tem de manter do outro lado do oceano. Uma história de partida e regresso, de amor e perda, da escolha entre a liberdade pessoal e o dever.
"Brooklyn" estreia a 6 de Novembro de 2015 nos EUA. "Brooklyn" estreia em Portugal a 7 de Janeiro de 2016. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema
Resenha Crítica: "The Private Life of Sherlock Holmes" (A Vida Íntima de Sherlock Holmes)
Sem ter problemas em expor Sherlock Holmes como um indivíduo capaz
de errar, algo neurótico quando não tem um caso para
investigar, ou até de ironizar com a relação próxima entre o
famoso detective e Dr. Watson, "The Private Life of Sherlock
Holmes" mescla sátira, aventura e mistério, com Billy Wilder a
apresentar alguma irreverência, ainda que não deixe cair por
completo as convenções associadas ao icónico personagem criado por
Sir Arthur Conan Doyle. Billy
Wilder coloca o protagonista como se fosse uma figura real, que embirra com as
liberdades tomadas por Dr. Watson nas crónicas escritas para a Strand Magazine. Estas crónicas contribuíram para aumentar a popularidade de Sherlock Holmes e criar uma mitologia em volta do famoso detective, com Billy Wilder a colocar o Dr.Watson como um dos
culpados para os exageros criados em volta dos feitos do protagonista, enquanto aproveita para destrinçar alguns elementos associados ao personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle. Robert
Stephens incute um estilo algo confiante e mordaz a Sherlock Holmes,
um detective que não aprecia casos pouco desafiadores, viciado em
cocaína, fumador de cachimbo, excêntrico, arrogante e pouco dado a
confiar em mulheres. O protagonista irrita-se com a roupa que tem de
utilizar devido às histórias criadas por Watson, não gosta dos
convites para tocar violino quando se considera um amador, tem uma
altura menor do que aquela que é apresentada nos textos escritos
pelo personagem interpretado por Colin Blakely, com "The Private
Life of Sherlock Holmes" a colocar-nos, sobretudo durante os
momentos iniciais, perante a vida privada do protagonista. Os
diálogos entre Watson e Holmes são marcados por alguns momentos
hilariantes, seja quando discutem a quantidade de cocaína consumida
pelo segundo, ou quando o protagonista ironiza com as deduções
falhadas do seu fiel companheiro de aventuras. O filme conta com dois
casos distintos, com o primeiro a surgir dotado de alguns momentos de
humor, enquanto o segundo coloca o famoso detective a ter de se
superar, ainda que cometa alguns erros pelo caminho, com "The
Private Life of Sherlock Holmes" a não ter problemas em
desconstruir a lenda em volta do personagem do título ao mesmo tempo
que explana algumas das suas qualidades. O primeiro caso relaciona-se
com a chamada de Madame Petrova (Tamara Toumanova), uma bailarina
russa que pretende engravidar do protagonista. Não faltam piadas
sobre a orientação sexual de Tchaikovsky e diversas situações
caricatas, com Sherlock Holmes a aproveitar para fugir de cena ao
fingir que o seu interesse amoroso é o Dr. Watson, algo que enfurece
este último, sobretudo quando se andava a divertir alegremente com
bailarinas russas, até o rumor se espalhar e passar a ser alvo do
interesse dos bailarinos. Este é um momento de maior leveza que,
acima de tudo, efectua justiça ao título da obra cinematográfica
ao procurar desconstruir e satirizar as convenções associadas a
Sherlock Holmes e Dr. Watson. O segundo caso promete colocar o
espectador diante de uma investigação mais associada às histórias
de Sherlock Holmes, com este a ter inicialmente de descobrir o
paradeiro do esposo de Gabrielle Valladon (Geneviève Page). Esta
mulher de origem belga esconde uns quantos segredos, sendo
inicialmente transportada para o apartamento e escritório de Holmes
e Watson, na Baker Street, após ter sido encontrada no Rio Tamisa,
prestes a afogar-se.
Geneviève Page incute um estilo misterioso a Gabrielle, uma mulher que inicialmente surge sem memória, obrigando Sherlock a utilizar algumas das suas qualidades para a investigação, até esta recuperar e convencer a dupla a procurar por Emile, o seu esposo. Sherlock e Watson envolvem-se numa investigação que conduz a dupla a lidar com figuras tão distintas como abades, Mycroft Holmes (Christopher Lee), o arrogante irmão do protagonista, a Rainha Victoria (Mollie Maureen), entre outros, com uma ida à Escócia a proporcionar uma série de revelações que envolvem o fabrico de um submarino, a rivalidade entre ingleses e alemães, anões desaparecidos, identidades falsas e algumas reviravoltas. Se a narrativa relacionada com a Madame Petrova serve acima de tudo para expor um lado mais leve de Sherlock Holmes, já o caso iniciado com a chegada de Gabrielle evidencia que as investigações do famoso detective nem sempre são tão fáceis como parecem, com este a cometer alguns erros pelo caminho. A relação entre Sherlock e Watson é um dos vários elementos que incrementam o filme, com o primeiro a não ter problemas em ironizar com as deduções do segundo e a forma como este romantiza os casos que resolvem, enquanto o personagem interpretado por Colin Blakely mantém uma enorme lealdade para com o detective. Colin Blakely apresenta quase sempre um tom mais atrapalhado e caricato como Watson, com este a apresentar um poder para a dedução inferior ao famoso detective, algo latente quando parece acreditar na lenda associada ao Monstro do Lago Ness. Diga-se que estas lendas, ainda que falsas, remetem para uma tradição de adaptações como "The Hound of the Baskervilles" e "The Adventures of Sherlock Holmes", que aproveitavam situações ligadas ao misticismo e sobrenatural para incrementar o mistério em volta das investigações protagonizadas por Sherlock Holmes e Dr. Watson. A juntar a esta dupla temos ainda uma série de personagens secundários que aos poucos sobressaem na narrativa, tais como Gabrielle, com esta mulher a contribuir para o facto de Sherlock não confiar nas figuras femininas, parecendo estar praticamente à altura do intelecto do famoso detective, tal a forma como o consegue ludibriar. Outra das figuras em destaque é o pedante Mycroft, com Christopher Lee a voltar a integrar um filme inspirado em Sherlock Holmes (após ter interpretado o detective em "Sherlock Holmes and the Deadly Necklace"), para além de contarmos com a presença de Mrs. Hudson (Irene Handl), a célebre senhoria do personagem do título. É um universo narrativo marcado por alguma leveza, algo que tira algum peso à investigação protagonizada por Sherlock Holmes, embora permita subverter algumas das expectativas que podemos formar antecipadamente em relação ao protagonista e aos casos que este procura desvendar. Diga-se que o primeiro terço surge marcado por enorme inspiração, com o argumento de Billy Wilder e I. A. L. Diamond a não ter problemas em entrar por caminhos mais arriscados ao mesmo tempo que nos diverte imenso, sobretudo quando Sherlock se procura livrar da Madame Petrova.
A ideia inicial de Billy Wilder centrava-se numa obra cinematográfica com quatro casos, marcada por uma duração a rondar os cento e sessenta e cinco minutos, algo que não se concretizou com os produtores a cortarem a narrativa de forma a contarem com uma duração que potencialmente conseguisse atrair mais público às salas de cinema. Esta situação é abordada por Brian Cady no artigo para o TCM: "The Private Life of Sherlock Holmes was made during a period when Hollywood was sinking its money into road show movies running three hours or more with engagements only at exclusive theaters. Unfortunately, by the time of this film's release in 1970, the fad was long past and the producers insisted on an average-length film". Diga-se que Billy Wilder não terá ficado totalmente satisfeito com o resultado da montagem final efectuada pelo estúdio, embora "The Private Life of Sherlock Holmes" apresente uma interpretação interessante sobre o famoso detective, pontuada por alguns laivos de irreverência e genialidade. Não faltam algumas piadas de cariz sexual, com a orientação sexual de Holmes a ser inicialmente colocada em causa, embora este até se deixe convencer em demasia pela bela Gabrielle, uma mulher com uma agenda muito própria. Os momentos na Escócia, marcados por uma cena onde o forte nevoeiro adensa o mistério, contrastam com os irreverentes e coloridos momentos iniciais, enquanto a banda sonora de Miklós Rózsa surge como um dos muitos destaques desta obra cinematográfica. A proposta efectuada por Billy Wilder nem sempre se mantém ao longo do enredo, embora o cineasta tenha a capacidade de mesclar de forma harmoniosa a desconstrução de alguns mitos associados a Sherlock Holmes ao mesmo tempo que o coloca em acção, com o caso principal a contar com a descoberta de diversas pistas, algumas reviravoltas, traições, humor e explicações inesperadas, com "The Private Life of Sherlock Holmes" a surgir como uma obra cinematográfica que nos apresenta uma versão bastante recomendável do icónico detective criado por Sir Arthur Conan Doyle.
Título original: "The Private Life of Sherlock Holmes".
Título em Portugal: "A Vida Íntima de Sherlock Holmes".
Realizador: Billy Wilder.
Argumento: I. A. L. Diamond e Billy Wilder.
Elenco: Robert Stephens, Geneviève Page, Colin Blakely, Christopher Lee.
Geneviève Page incute um estilo misterioso a Gabrielle, uma mulher que inicialmente surge sem memória, obrigando Sherlock a utilizar algumas das suas qualidades para a investigação, até esta recuperar e convencer a dupla a procurar por Emile, o seu esposo. Sherlock e Watson envolvem-se numa investigação que conduz a dupla a lidar com figuras tão distintas como abades, Mycroft Holmes (Christopher Lee), o arrogante irmão do protagonista, a Rainha Victoria (Mollie Maureen), entre outros, com uma ida à Escócia a proporcionar uma série de revelações que envolvem o fabrico de um submarino, a rivalidade entre ingleses e alemães, anões desaparecidos, identidades falsas e algumas reviravoltas. Se a narrativa relacionada com a Madame Petrova serve acima de tudo para expor um lado mais leve de Sherlock Holmes, já o caso iniciado com a chegada de Gabrielle evidencia que as investigações do famoso detective nem sempre são tão fáceis como parecem, com este a cometer alguns erros pelo caminho. A relação entre Sherlock e Watson é um dos vários elementos que incrementam o filme, com o primeiro a não ter problemas em ironizar com as deduções do segundo e a forma como este romantiza os casos que resolvem, enquanto o personagem interpretado por Colin Blakely mantém uma enorme lealdade para com o detective. Colin Blakely apresenta quase sempre um tom mais atrapalhado e caricato como Watson, com este a apresentar um poder para a dedução inferior ao famoso detective, algo latente quando parece acreditar na lenda associada ao Monstro do Lago Ness. Diga-se que estas lendas, ainda que falsas, remetem para uma tradição de adaptações como "The Hound of the Baskervilles" e "The Adventures of Sherlock Holmes", que aproveitavam situações ligadas ao misticismo e sobrenatural para incrementar o mistério em volta das investigações protagonizadas por Sherlock Holmes e Dr. Watson. A juntar a esta dupla temos ainda uma série de personagens secundários que aos poucos sobressaem na narrativa, tais como Gabrielle, com esta mulher a contribuir para o facto de Sherlock não confiar nas figuras femininas, parecendo estar praticamente à altura do intelecto do famoso detective, tal a forma como o consegue ludibriar. Outra das figuras em destaque é o pedante Mycroft, com Christopher Lee a voltar a integrar um filme inspirado em Sherlock Holmes (após ter interpretado o detective em "Sherlock Holmes and the Deadly Necklace"), para além de contarmos com a presença de Mrs. Hudson (Irene Handl), a célebre senhoria do personagem do título. É um universo narrativo marcado por alguma leveza, algo que tira algum peso à investigação protagonizada por Sherlock Holmes, embora permita subverter algumas das expectativas que podemos formar antecipadamente em relação ao protagonista e aos casos que este procura desvendar. Diga-se que o primeiro terço surge marcado por enorme inspiração, com o argumento de Billy Wilder e I. A. L. Diamond a não ter problemas em entrar por caminhos mais arriscados ao mesmo tempo que nos diverte imenso, sobretudo quando Sherlock se procura livrar da Madame Petrova.
A ideia inicial de Billy Wilder centrava-se numa obra cinematográfica com quatro casos, marcada por uma duração a rondar os cento e sessenta e cinco minutos, algo que não se concretizou com os produtores a cortarem a narrativa de forma a contarem com uma duração que potencialmente conseguisse atrair mais público às salas de cinema. Esta situação é abordada por Brian Cady no artigo para o TCM: "The Private Life of Sherlock Holmes was made during a period when Hollywood was sinking its money into road show movies running three hours or more with engagements only at exclusive theaters. Unfortunately, by the time of this film's release in 1970, the fad was long past and the producers insisted on an average-length film". Diga-se que Billy Wilder não terá ficado totalmente satisfeito com o resultado da montagem final efectuada pelo estúdio, embora "The Private Life of Sherlock Holmes" apresente uma interpretação interessante sobre o famoso detective, pontuada por alguns laivos de irreverência e genialidade. Não faltam algumas piadas de cariz sexual, com a orientação sexual de Holmes a ser inicialmente colocada em causa, embora este até se deixe convencer em demasia pela bela Gabrielle, uma mulher com uma agenda muito própria. Os momentos na Escócia, marcados por uma cena onde o forte nevoeiro adensa o mistério, contrastam com os irreverentes e coloridos momentos iniciais, enquanto a banda sonora de Miklós Rózsa surge como um dos muitos destaques desta obra cinematográfica. A proposta efectuada por Billy Wilder nem sempre se mantém ao longo do enredo, embora o cineasta tenha a capacidade de mesclar de forma harmoniosa a desconstrução de alguns mitos associados a Sherlock Holmes ao mesmo tempo que o coloca em acção, com o caso principal a contar com a descoberta de diversas pistas, algumas reviravoltas, traições, humor e explicações inesperadas, com "The Private Life of Sherlock Holmes" a surgir como uma obra cinematográfica que nos apresenta uma versão bastante recomendável do icónico detective criado por Sir Arthur Conan Doyle.
Título original: "The Private Life of Sherlock Holmes".
Título em Portugal: "A Vida Íntima de Sherlock Holmes".
Realizador: Billy Wilder.
Argumento: I. A. L. Diamond e Billy Wilder.
Elenco: Robert Stephens, Geneviève Page, Colin Blakely, Christopher Lee.
Resenha Crítica: "Hustle" (1975)
Com um tom pessimista, alguma violência, uma narrativa pronta a expor as desigualdades no interior da sociedade e as diferenças no acesso à defesa, "Hustle" coloca-nos diante de um enredo marcado por uma atmosfera de malaise, onde a estranha relação entre um tenente da polícia e uma prostituta parece proporcionar os momentos de maior calor humano. O tenente é Phil Gaines (Burt Reynolds), um indivíduo que trabalha quase sempre em parceria com o sargento Louis Belgrave (Paul Winfield). Phil é um tipo duro, algo cínico e divorciado, que gosta de ingerir bebidas alcoólicas, mesmo quando se encontra em serviço. Este procura resolver os casos de forma rápida e eficaz, muitas das vezes sem levantar grandes questões, parecendo reverenciar diversos elementos associados ao passado. Burt Reynolds incute um estilo duro e sardónico a este personagem que coloca muitas das vezes a sua vida em risco, que inicialmente parece pouco interessado em enfrentar o sistema corrupto que o rodeia, tendo em Nicole Britton (Catherine Deneuve) a sua melhor companhia. Nicole é uma prostituta de origem francesa, que facilmente desperta a atenção pela sua enorme beleza, longos cabelos loiros, olhar misterioso e sedutor, com Catherine Deneuve a incutir uma certa delicadeza esta mulher que ganha a vida com o seu corpo. A personagem interpretada por Catherine Deneuve não parece ter grandes problemas com a sua profissão, embora também não seja um ofício que a entusiasma, uma situação que contribui para incutir alguma estranheza ao envolvimento entre Nicole e Phil. Ele defende a lei, apresenta uma personalidade vincada e uma brutalidade visível ao não ter problemas em pontapear um suspeito ou envolver-se em situações que podem colocar a sua vida em perigo. Ela transgride constantemente a lei com a sua profissão, embora mantenha uma relação relativamente estável com Phil. Catherine Deneuve e Burt Reynolds apresentam uma química relativamente convincente, com o personagem interpretado por este último a começar a demonstrar gradualmente alguma insatisfação e incómodo em relação à profissão de Nicole, parecendo querer levar a relação para um nível mais sério. Deneuve incute algum mistério, pragmatismo e delicadeza a Nicole, enquanto Reynolds exibe uma faceta dura e a espaços descontraída a Phil. O quotidiano deste homem e Louis é marcado pelo caso que envolveu a estranha morte de Gloria Hollinger (Colleen Brennan). Esta foi encontrada morta, na praia, com os relatórios médicos a indicarem que Gloria consumira drogas mas também que continha sémen em quantidade excessiva em diversos orifícios. Louis considera o caso estranho, bem como a presença de uma fotografia na carteira da jovem em que a vítima se encontra acompanhada por Leo Sellers (Eddie Albert), um advogado que conta com uma agenda muito própria. Sellers também é cliente de Nicole, surgindo como uma figura poderosa e influente, quase intocável, algo que inicialmente conduz o protagonista a deixar de lado esta pista, embora Louis considere que existem questões básicas que deveriam ter sido efectuadas antes de se encerrar o caso.
Novo trailer de "Sisters"
Foi divulgado um novo trailer de "Sisters" (Só Podiam Ser Irmãs). O filme é
realizado por Jason Moore ("Pitch Perfect"), através do argumento de
Paula Pell. "Sisters" conta no elenco com John Cena, James Brolin, Amy
Poehler, Tina Fey, Maya Rudolph, John Leguizamo, Madison Davenport,
entre outros.
O enredo de "Sisters" acompanha duas irmãs com cerca de trinta anos de idade que descobrem que a habitação dos pais, um local onde viveram durante a infância, foi colocada à venda. Estas decidem passar um fim de semana na casa, procurando organizar uma última festa no local, ao mesmo tempo que acabam por fortalecer laços, envolver-se em rixas e crescerem como seres humanos.
"Sisters" estreia a 18 de Dezembro de 2015 nos EUA. "Só Podiam Ser Irmãs" estreia em Portugal a 24 de Dezembro de 2015.
O enredo de "Sisters" acompanha duas irmãs com cerca de trinta anos de idade que descobrem que a habitação dos pais, um local onde viveram durante a infância, foi colocada à venda. Estas decidem passar um fim de semana na casa, procurando organizar uma última festa no local, ao mesmo tempo que acabam por fortalecer laços, envolver-se em rixas e crescerem como seres humanos.
"Sisters" estreia a 18 de Dezembro de 2015 nos EUA. "Só Podiam Ser Irmãs" estreia em Portugal a 24 de Dezembro de 2015.
Novo trailer e clip de "The Danish Girl"
Já se encontra online um novo trailer e um trecho de "The Danish
Girl" (A Rapariga Dinamarquesa). O filme é realizado por Tom Hooper, através do
argumento de Lucinda Coxon. "The Danish Girl" conta no elenco com Matthias Schoenaerts, Amber
Heard, Eddie Redmayne,
Alicia Vikander, entre outros. Redmayne interpreta Einar Wegener.
O argumento de "The Danish Girl" é baseado no livro homónimo de David Ebershoff. O livro foi publicado em Portugal com o título "A Rapariga Dinamarquesa" e tem a seguinte sinopse (via Wook): Inspirada na história verídica do pintor dinamarquês Einar Wegener e da sua esposa americana, A Rapariga Dinamarquesa traz-nos um retrato terno e comovente sobre um amor que desafia todos os limites. Tudo começa com um simples pedido. A modelo que Greta está a pintar cancelou a sessão agendada, na altura em que faltam apenas alguns pormenores para a conclusão do quadro. A pintora pergunta então ao marido se se importa de calçar umas meias e sapatos de senhora por alguns momentos, para ela poder finalizar os últimos detalhes. Este pequeno favor irá trazer consigo uma série de transformações à vida de Einar, que descobre em si uma identidade até então desconhecida. Com elas, começa uma das mais apaixonantes e invulgares histórias de amor do século XX.
"The Danish Girl" estreia a 27 de Novembro de 2015 nos EUA.
O argumento de "The Danish Girl" é baseado no livro homónimo de David Ebershoff. O livro foi publicado em Portugal com o título "A Rapariga Dinamarquesa" e tem a seguinte sinopse (via Wook): Inspirada na história verídica do pintor dinamarquês Einar Wegener e da sua esposa americana, A Rapariga Dinamarquesa traz-nos um retrato terno e comovente sobre um amor que desafia todos os limites. Tudo começa com um simples pedido. A modelo que Greta está a pintar cancelou a sessão agendada, na altura em que faltam apenas alguns pormenores para a conclusão do quadro. A pintora pergunta então ao marido se se importa de calçar umas meias e sapatos de senhora por alguns momentos, para ela poder finalizar os últimos detalhes. Este pequeno favor irá trazer consigo uma série de transformações à vida de Einar, que descobre em si uma identidade até então desconhecida. Com elas, começa uma das mais apaixonantes e invulgares histórias de amor do século XX.
"The Danish Girl" estreia a 27 de Novembro de 2015 nos EUA.
Trailer e poster de "The Boss"
Já se encontram online o trailer e o poster da comédia "The Boss" (anteriormente "Michelle
Darnell"). Poster via Coming Soon.
O filme é realizado por Ben Falcone, através do argumento do próprio, Melissa McCarthy e Steve Mallory. "The Boss" conta no elenco com Kristen Bell, Melissa McCarthy, Peter Dinklage, Kathy Bathes, Cecily Strong, entre outros.
O enredo de "The Boss" acompanha Michelle, uma empresária de sucesso que é detida devido à prática de inside trading. A protagonista procura limpar a sua imagem e regressar ao mundo dos negócios. No entanto, Michelle logo descobre que nem todos os elementos estão dispostos a perdoar os actos que cometeu no passado.
"The Boss" estreia a 8 de Abril de 2016 nos EUA.
O filme é realizado por Ben Falcone, através do argumento do próprio, Melissa McCarthy e Steve Mallory. "The Boss" conta no elenco com Kristen Bell, Melissa McCarthy, Peter Dinklage, Kathy Bathes, Cecily Strong, entre outros.
O enredo de "The Boss" acompanha Michelle, uma empresária de sucesso que é detida devido à prática de inside trading. A protagonista procura limpar a sua imagem e regressar ao mundo dos negócios. No entanto, Michelle logo descobre que nem todos os elementos estão dispostos a perdoar os actos que cometeu no passado.
"The Boss" estreia a 8 de Abril de 2016 nos EUA.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









