Rocky (1976):
Rocky II (1979):
"Rocky Balboa" (2006):
"Creed" (2015):
Mostrar mensagens com a etiqueta Fora de Tempo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fora de Tempo. Mostrar todas as mensagens
16 janeiro 2016
14 janeiro 2016
12 janeiro 2016
Quando "Carol" dialoga com "Brief Encounter"
Venero "Brief Encounter". Estou apaixonado por "Carol". A espécie de crítica ao filme realizado por David Lean já se encontra no blog. A crítica a "Carol" sai para a semana. Quero e preciso rever o filme pelo menos mais duas vezes. Todd Haynes realiza uma obra cinematográfica onde os gestos, os olhares, as palavras, os silêncios, o guarda-roupa, os planos, surgem recheados de significado e intenção, enquanto Cate Blanchett e Rooney Mara teimam em demonstrar que são duas actrizes magníficas, com a dupla a interpretar personagens de características distintas que se parecem complementar na perfeição.
13 novembro 2015
26 dezembro 2014
Fora de Tempo - Trecho de "Pride & Prejudice" - O toque
Resolução de final de ano: Fazer regressar a espécie de rubrica Fora de Tempo. Poderia dar uma série de desculpas para esta secção do blog estar praticamente parada: falta de vontade, falta de feedback, outras escolhas para o blog, preguiça, entre outras. Para o regresso da secção Fora de Tempo (quase a chegar aos cem posts) decidi aproveitar a publicação da crítica a "Pride & Prejudice" e seleccionar um trecho que exibe paradigmaticamente a atenção dada pelo filme aos gestos dos personagens: O momento em que Mr. Darcy toca na mão de Elizabeth Benet para ajudá-la a subir ao seu meio de transporte. O trecho é curto mas o impacto da cena é imenso. Elizabeth e Darcy são orgulhosos e apresentam personalidades bastante fortes. Darcy apresenta exteriormente uma capa de arrogância que não corresponde de todo à sua personalidade. Inicialmente é pouco agradável para com Elizabeth mas aos poucos percebemos a dificuldade de Darcy em conversar com estranhos e dançar em público. Elizabeth despreza-o e tem alguns preconceitos em relação a este homem de posses abastadas. Nesta cena assistimos à surpresa de Elizabeth em relação ao gesto de Darcy ao mesmo tempo que encontramos este homem a ficar afectado por ter tocado na mão da personagem interpretada por Keira Knightley. Joe Wright atribui especial importância aos gestos e olhares ao longo de "Pride & Prejudice", algo que podemos encontrar ainda nas sequências dos bailes, na primeira e segunda declaração de Darcy a Elizabeth, entre outros momentos. No trecho em questão podemos ver um dos vários episódios que vai contribuir para uma crescente aproximação entre Elizabeth e Darcy naquele que é um dos vários momentos memoráveis de "Pride & Prejudice":
10 fevereiro 2013
Fora de Tempo: Trecho de "As Tears Go By"
Como prometido na semana anterior, a rubrica "Fora de Tempo" está de volta e para ficar. No nonagésimo quinto post desta rubrica, que visa divulgar pequenos trechos de filmes, entrevistas,
trailers, entre outros materiais de filmes que não digam respeito às
estreias vindouras, o destaque vai para um momento memorável de "As Tears Go By", o primeiro filme realizado pelo (vénia) mestre Wong Kar-wai (outra vénia).
Brevemente teremos a crítica ao filme no Rick's Cinema.
Realizador de obras como "Chungking Express" (1994), "In The Mood For Love" (2000), "2046" (2004), entre outras, o senhor Kar-wai começou a carreira na realização de longas-metragens com "As Tears Go By", uma obra considerada menor em relação aos filmes já citados. Salpicado por pequenos pedaços esteticamente
brilhantes, acompanhados por uma história agradável, onde o amor e
a violência estão sempre presentes, "As Tears Go By" evidencia o engenho do cineasta que com um
material simples desenvolve mais do que um filme
de gangsters, criando um ambiente hipnotizante em volta deste mundo
violento, onde a morte e o amor parecem sempre pairar pelo ar.
O protagonista de "As Tears Go By"
está mais para um rufia do que para gangster, praticando alguns
crimes, enquanto os seus bolsos andam praticamente vazios. O primeiro
contacto que temos com Wah (Andy Lau) é quando este recebe a notícia
que Ah-Ngor (Maggie Cheung), a sua prima, está prestes a chegar a
sua casa, para ficar por lá alguns dias, enquanto recebe tratamento
médico num hospital das imediações, tendo em vista a tratar um
problema nos pulmões. O ambiente romântico que vai rodear Ah-Ngor e Wah
contrasta com o ambiente violento que rodeia o gangster e o "irmão", enquanto lutam para sobreviver no perigoso mundo
do crime de Hong Kong.
O trecho escolhido para o nonagésimo quinto post de "Fora de Tempo" centra-se na cena em que Wah viaja para encontrar a prima
e mostrar que sente mais do que afecto familiar por esta. Tudo
resulta neste trecho. Toca a música "Take My Breath Away"
em versão cantonesa. Não estamos em "Top Gun". Estamos
num filme violento, onde um gangster mostra o seu lado mais frágil. O então jovem Andy Lau expõe as fragilidades do personagem
que interpreta, surgindo bem acompanhado por Maggie Cheung, com os dois a exporem os
sentimentos escondidos pelos personagens, quase sem falarem, em gestos, olhares e pela câmara de filmar de Wong Kar-Wai,
enquanto se beijam feroz e apaixonadamente, beijos que fazem o ecrã
explodir de emoções. Apaixonante e belíssima, esta cena evidencia
a atenção de Kar-Wai ao pormenor, a sua procura em ser relevante, de emocionar e criar um ambiente que
envolve o espectador. Fiquem agora com o trecho de "As Tears Go By":
Brevemente teremos a crítica ao filme no Rick's Cinema.
03 fevereiro 2013
Fora de Tempo: Trecho de "A Beautiful Life"
A rubrica "Fora de Tempo" já conheceu melhores dias, pelo que esperamos que seja desta que volte a ter uma periodicidade mais regular. Nesta rubrica irei voltar a divulgar pequenos trechos de filmes, entrevistas, trailers, entre outros materiais de filmes que não digam respeito às estreias vindouras. Para o nonagésimo quarto post deste espaço, decidi divulgar um trecho de "A Beautiful Life", um filme realizado por Andrew Lau, através do argumento de Theresa Tang.
"A Beautiful Life" (Mei Li Ren Sheng) estreou na China a 13 de Maio de 2011, tendo conhecido uma recepção mista por parte da crítica (brevemente teremos crítica ao filme no Rick's Cinema). Fiquem agora com o trecho em questão:
Protagonizado por Shu Qi e Liu Ye, "A Beautiful Life" é um romance recheado de momentos doces e
lamechas, que acompanha um casal que se conhece de modo
improvável e aos poucos desenvolve uma relação que evolui em algo
mais do que amizade. Este casal é formado por Li Peiru (Shu Qi)
e Fang Zhendong (Liu Ye). Fang é um polícia solitário e
divorciado, que cuida do seu irmão autista. Li é uma agente
imobiliária extrovertida, que mantém um caso com o patrão, um
homem casado que mantém mais casos extra-conjugais. A primeira vez
que se encontram é na casa de banho de uma discoteca de karaoke, na
qual Li Peiru se encontra completamente bêbada e vomita em cima de
Fang Zhendong quando este se encontrava na casa de banho. Como bom polícia e garante da autoridade, este
tira-a da casa de banho e transporta a mulher para casa dela. No dia
seguinte, um carro parado está a travar todo o trânsito, enquanto o
dono está temporariamente fora. Adivinham quem é a dona do carro?
Exactamente, é Li Peiru.
O trecho em questão acompanha os primeiros quinze minutos do filme, nomeadamente, quando o casal se conhece, algo que resulta em algumas das melhores cenas do filme, com Shu Qi a protagonizar alguns momentos hilariantes. Posteriormente o casal vai passar por algumas dificuldades, bem como o argumento do filme que a certa altura parece tirar inspiração numa telenovela mexicana, apesar de não tirar o valor de entretenimento a uma narrativa que beneficia e muito dos bons desempenhos da dupla de protagonistas.
13 novembro 2012
Fora de Tempo: Cena de abertura de "Millennium Mambo"
Após um longo período de ausência, a rubrica "Fora de Tempo" está de volta e pronta a divulgar alguns tesourinhos que andam perdidos por essa internet fora. O nonagésimo terceiro post desta rubrica é dedicado à cena inicial de uma das minhas pequenas paixões, "Millennium Mambo", um filme realizado pelo incontornável Hou Hsiao-hsien.
Realizado por Hou Hsiao-hsien, através do argumento de Chu Tien-wen (colaboradora habitual de Hou), "Millenium Mambo" acompanha a história de Vicky, uma jovem mulher sem grandes objectivos de vida, que procura a todo o custo encontrar o seu lugar na sociedade, durante a primeira década do Século XXI, em Taiwan.
O trecho em questão surge acompanhado pela belíssima banda sonora do filme (quase hipnotizante), um magnífico trabalho de fotografia de Mark Lee e o carisma habitual de Qi Shu, uma actriz cuja beleza iguala o seu talento, enquanto a protagonista apresenta-se ao espectador, ao narrar alguns acontecimentos que experienciou ao longo dos dez anos anteriores. Vale a pena salientar que vários momentos do enredo surgem acompanhados pela narração em off da protagonista, que não tem problemas em revelar ao espectador o que vai acontecer, incutindo um certo fatalismo aos acontecimentos.
Embora não seja uma obra totalmente consensual junto da crítica, "Millennium Mambo" é muito provavelmente uma das mais belas obras de Hou Hsiao-hsien. Com uma estética belíssima, Hou Hsiao-hsien transporta para a contemporaniedade várias das temáticas que aborda ao longo das suas obras, não faltando a protagonista a procurar encontrar o seu lugar na sociedade, a importância do território de Taiwan (a sua geografia, história, sociedade), desempenhos minimalistas, os planos longos, entre muitos outros elementos que serão analisados com mais atenção na crítica a "Millennium Mambo" que vai ser lançada nos próximos dias.
Confesso que a palma da minha mão não chega para contar as vezes que vi esta cena, ou não fosse "Millennium Mambo" uma das minhas obras preferidas de Hou Hsiao-hsien (não confundir com o facto de ser das melhores obras), um filme simplesmente apaixonante, que a cada visualização parece conquistar mais este blogger. Fiquem agora com o trecho (antes que eu continue imparável a escrever sobre tudo o que me atrai neste pedacinho único de cinema):
Realizado por Hou Hsiao-hsien, através do argumento de Chu Tien-wen (colaboradora habitual de Hou), "Millenium Mambo" acompanha a história de Vicky, uma jovem mulher sem grandes objectivos de vida, que procura a todo o custo encontrar o seu lugar na sociedade, durante a primeira década do Século XXI, em Taiwan.
O trecho em questão surge acompanhado pela belíssima banda sonora do filme (quase hipnotizante), um magnífico trabalho de fotografia de Mark Lee e o carisma habitual de Qi Shu, uma actriz cuja beleza iguala o seu talento, enquanto a protagonista apresenta-se ao espectador, ao narrar alguns acontecimentos que experienciou ao longo dos dez anos anteriores. Vale a pena salientar que vários momentos do enredo surgem acompanhados pela narração em off da protagonista, que não tem problemas em revelar ao espectador o que vai acontecer, incutindo um certo fatalismo aos acontecimentos.
Embora não seja uma obra totalmente consensual junto da crítica, "Millennium Mambo" é muito provavelmente uma das mais belas obras de Hou Hsiao-hsien. Com uma estética belíssima, Hou Hsiao-hsien transporta para a contemporaniedade várias das temáticas que aborda ao longo das suas obras, não faltando a protagonista a procurar encontrar o seu lugar na sociedade, a importância do território de Taiwan (a sua geografia, história, sociedade), desempenhos minimalistas, os planos longos, entre muitos outros elementos que serão analisados com mais atenção na crítica a "Millennium Mambo" que vai ser lançada nos próximos dias.
Confesso que a palma da minha mão não chega para contar as vezes que vi esta cena, ou não fosse "Millennium Mambo" uma das minhas obras preferidas de Hou Hsiao-hsien (não confundir com o facto de ser das melhores obras), um filme simplesmente apaixonante, que a cada visualização parece conquistar mais este blogger. Fiquem agora com o trecho (antes que eu continue imparável a escrever sobre tudo o que me atrai neste pedacinho único de cinema):
11 agosto 2012
Fora de Tempo: Catherine Zeta-Jones é uma mulher carnívora em "Crueldade Intolerável"
Protagonizada por George Clooney e Catherine Zeta-Jones, "Crueldade Intolerável" é uma comédia romântica realizada pelos irmãos Joel e Ethan Coen, que efectuou algum sucesso aquando da sua estreia em 2003.
"Crueldade Intolerável" marca o primeiro filme realizado pelos Coen que não conta com um argumento original da dupla, e centra-se em Miles Massey (George Clooney), um advogado especialista em divórcios, e Marylin Rexroth (Catherine Zeta-Jones) uma mulher especialista em casar-se por interesse para posteriormente conseguir divórcios chorudos. Miles é contratado por Rex Rexroth (Edward Herrmann) para evitar que os planos da mulher em extorquir-lhe dinheiro devido ao divórcio consigam concretizar-se. O problema é que aos poucos Miles começa a deixar-se encantar pela bela Marylin e aos poucos começam a desenvolver uma estranha relação que tem tudo para não dar resultado.
Um dos pontos fortes de "Crueldade Intolerável" passa pela relação entre os personagens de George Clooney e Catherine Zeta-Jones, com a dupla a mostrar uma química considerável e a conseguir esconder algumas debilidades no argumento do filme. Para o nonagésimo segundo post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar um trecho de "Crueldade Intolerável". No clip, podemos ver o primeiro encontro fora do âmbito do trabalho entre Miles e Marylin, onde ambos trocam palavras afiadas, onde a personagem de Catherine Zeta-Jones revela que é carnívora, e o personagem de Clooney revela o seu grande objectivo. Podem ver o clip já de seguida:
"Crueldade Intolerável" marca o primeiro filme realizado pelos Coen que não conta com um argumento original da dupla, e centra-se em Miles Massey (George Clooney), um advogado especialista em divórcios, e Marylin Rexroth (Catherine Zeta-Jones) uma mulher especialista em casar-se por interesse para posteriormente conseguir divórcios chorudos. Miles é contratado por Rex Rexroth (Edward Herrmann) para evitar que os planos da mulher em extorquir-lhe dinheiro devido ao divórcio consigam concretizar-se. O problema é que aos poucos Miles começa a deixar-se encantar pela bela Marylin e aos poucos começam a desenvolver uma estranha relação que tem tudo para não dar resultado.
Um dos pontos fortes de "Crueldade Intolerável" passa pela relação entre os personagens de George Clooney e Catherine Zeta-Jones, com a dupla a mostrar uma química considerável e a conseguir esconder algumas debilidades no argumento do filme. Para o nonagésimo segundo post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar um trecho de "Crueldade Intolerável". No clip, podemos ver o primeiro encontro fora do âmbito do trabalho entre Miles e Marylin, onde ambos trocam palavras afiadas, onde a personagem de Catherine Zeta-Jones revela que é carnívora, e o personagem de Clooney revela o seu grande objectivo. Podem ver o clip já de seguida:
17 julho 2012
Fora de Tempo: Trecho de "Walk The Line"
Inspirado na vida do cantor Johnny Cash, "Walk The Line", estreou originalmente no dia 18 de Novembro de 2005, tendo efectuado um sucesso considerável junto do público e da critica ao efectuar uma justa homenagem a uma das lendas da música country.
Realizado por James Mangold, através do argumento do próprio e Gill Dennis, "Walk The Line" contava com Joaquin Phoenix como Johnny Cash e Reese Witherspoon como a eterna amada deste, June Carter Cash. O enredo de "Walk The Line" centra-se na vida de Johnny Cash, desde a infância difícil em que este teve de lidar com a morte do irmão, o tempo em que teve de cumprir serviço militar, o casamento com Vivian e a tentativa de tornar-se um cantor de sucesso, a chegada do sucesso com tours ao lado de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e June Carter, o problema com as drogas e claro está, a paixão de Johnny por June.
"Walk the Line" apresenta uma versão apaixonante da vida de Johnny Cash, uma das lendas da música country. O filme conta com interpretações a roçar o brilhantismo por parte de Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon, que aproveitaram ainda para mostrar os seus dotes vocais, num filme que acompanha grande parte da vida de Johnny Cash e de June Carter, um casal de músicos de talento inegável. Se me pedissem para descrever este filme numa única palavra eu diria: apaixonante. Brevemente teremos uma crítica a "Walk The Line" no Rick´s Cinema, e provavelmente será muito pouco objectiva, visto ser uma das minhas grandes paixões cinematográficas.
Para o nonagésimo primeiro post da rubrica Fora de Tempo, decidi colocar uma das muitas cenas preferidas de "Walk The Line", com Johnny Cash (Phoenix) a interromper um dueto que fazia com June (Witherspoon) para pedir a amada em casamento:
Realizado por James Mangold, através do argumento do próprio e Gill Dennis, "Walk The Line" contava com Joaquin Phoenix como Johnny Cash e Reese Witherspoon como a eterna amada deste, June Carter Cash. O enredo de "Walk The Line" centra-se na vida de Johnny Cash, desde a infância difícil em que este teve de lidar com a morte do irmão, o tempo em que teve de cumprir serviço militar, o casamento com Vivian e a tentativa de tornar-se um cantor de sucesso, a chegada do sucesso com tours ao lado de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e June Carter, o problema com as drogas e claro está, a paixão de Johnny por June.
"Walk the Line" apresenta uma versão apaixonante da vida de Johnny Cash, uma das lendas da música country. O filme conta com interpretações a roçar o brilhantismo por parte de Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon, que aproveitaram ainda para mostrar os seus dotes vocais, num filme que acompanha grande parte da vida de Johnny Cash e de June Carter, um casal de músicos de talento inegável. Se me pedissem para descrever este filme numa única palavra eu diria: apaixonante. Brevemente teremos uma crítica a "Walk The Line" no Rick´s Cinema, e provavelmente será muito pouco objectiva, visto ser uma das minhas grandes paixões cinematográficas.
Para o nonagésimo primeiro post da rubrica Fora de Tempo, decidi colocar uma das muitas cenas preferidas de "Walk The Line", com Johnny Cash (Phoenix) a interromper um dueto que fazia com June (Witherspoon) para pedir a amada em casamento:
15 julho 2012
Fora de Tempo: Prólogo de "The Egyptian"
Inspirado no popular livro "Sinuhe egyptiläinen" de Mika Waltari e nos textos e lendas egípcios sobre Sinué, "The Egyptian" transporta o espectador para o Antigo Egipto, num filme épico, onde não falta aventura, drama, intriga, romance, numa obra que perde-se nos seus ideais de grandeza. Realizado por Michael Curtiz (“Casablanca”) (1942), "The Egyptian" estreou originalmente no dia 24 de Agosto de 1954, tendo recebido criticas relativamente negativas.
O enredo acompanha a história de Sinué, desde a sua infância até ao final dos seus dias, acompanhando diversos episódios da vida do médico, que foram marcando o personagem e moldando a sua personalidade, há medida que este procurava por respostas existenciais. Inicialmente adoptado por um pobre médico, Sinué (Edmund Purdom) aprende do pai o oficio, e mais tarde acaba por ser integrado como médico do palácio de Akhenaton, após ter salvo a Faraó, ao lado do amigo Horemheb (Victor Mature). Durante a sua estadia no palácio, o protagonista conhece Nefer (Bella Darvi), uma bela cortesã, oriunda da Babilónia, que hipnotiza os homens com os seus encantos, enquanto procura tirar todos os bens que estes possuem em troca do “amor perfeito”. Aos poucos, Sinué perde tudo para esta mulher, iludido pelo desejo que esta lhe desperta, ao mesmo tempo que despreza a doce Merit (Jean Simmons). Esta obsessão por Nefer leva a que Sinué desgraça a sua vida, perdendo o seu emprego, os seus bens, a sua família, sendo forçado a deixar o Egipto e a passar vários anos da sua vida a vaguear por territórios estrangeiros, onde seu talento de médico é reconhecido e este aos poucos vai adquirindo muitas e proveitosas experiências, ao lado de Kaptah (Peter Ustinov), o seu leal servo.
O regresso de Sinué ao Egipto, após um longo exílio, é marcado pelos graves confrontos no seio do território, ao mesmo tempo que reencontra-se com várias da figuras do seu passado e descobre que muito mudou no tempo em que esteve fora. É então que este é obrigado a tomar decisões dificeis que prometem não só alterar a sua vida, mas de todo o Egipto.
Drama, traições, romance, aventura, Michael Curtiz oferece ao espectador um épico recheado de emoções, que por vezes perde-se nas suas ambições de grandeza e nunca conseguem prender completamente o espectador. “The Egyptian” procura oferecer ao espectador um épico sobre a lenda de Sinué, acompanhando vários momentos da vida do personagem, desde a infância até à sua idade adulta, enquanto este passa por diversas peripécias, conhece diferentes locais e pessoas e lida com as intrigas no interior dos centros de poder no Egipto, ao mesmo tempo que procura respostas para as suas duvidas existenciais.
Para o nonagésimo post da rubrica Fora de Tempo, decidi postar um trecho de "The Egyptian" ("O Egípcio") e a promessa que brevemente irei tirar a crítica do arquivo do computador e lança-la no Rick´s Cinema. O trecho em questão serve sobretudo para Michael Curtiz dar o mote para a grandiosidade dos monumentos e do território do Antigo Egipto, embora ressalve que a história desta civilização mágica foi formada por homens e mulheres comuns:
O enredo acompanha a história de Sinué, desde a sua infância até ao final dos seus dias, acompanhando diversos episódios da vida do médico, que foram marcando o personagem e moldando a sua personalidade, há medida que este procurava por respostas existenciais. Inicialmente adoptado por um pobre médico, Sinué (Edmund Purdom) aprende do pai o oficio, e mais tarde acaba por ser integrado como médico do palácio de Akhenaton, após ter salvo a Faraó, ao lado do amigo Horemheb (Victor Mature). Durante a sua estadia no palácio, o protagonista conhece Nefer (Bella Darvi), uma bela cortesã, oriunda da Babilónia, que hipnotiza os homens com os seus encantos, enquanto procura tirar todos os bens que estes possuem em troca do “amor perfeito”. Aos poucos, Sinué perde tudo para esta mulher, iludido pelo desejo que esta lhe desperta, ao mesmo tempo que despreza a doce Merit (Jean Simmons). Esta obsessão por Nefer leva a que Sinué desgraça a sua vida, perdendo o seu emprego, os seus bens, a sua família, sendo forçado a deixar o Egipto e a passar vários anos da sua vida a vaguear por territórios estrangeiros, onde seu talento de médico é reconhecido e este aos poucos vai adquirindo muitas e proveitosas experiências, ao lado de Kaptah (Peter Ustinov), o seu leal servo.
O regresso de Sinué ao Egipto, após um longo exílio, é marcado pelos graves confrontos no seio do território, ao mesmo tempo que reencontra-se com várias da figuras do seu passado e descobre que muito mudou no tempo em que esteve fora. É então que este é obrigado a tomar decisões dificeis que prometem não só alterar a sua vida, mas de todo o Egipto.
Drama, traições, romance, aventura, Michael Curtiz oferece ao espectador um épico recheado de emoções, que por vezes perde-se nas suas ambições de grandeza e nunca conseguem prender completamente o espectador. “The Egyptian” procura oferecer ao espectador um épico sobre a lenda de Sinué, acompanhando vários momentos da vida do personagem, desde a infância até à sua idade adulta, enquanto este passa por diversas peripécias, conhece diferentes locais e pessoas e lida com as intrigas no interior dos centros de poder no Egipto, ao mesmo tempo que procura respostas para as suas duvidas existenciais.
Para o nonagésimo post da rubrica Fora de Tempo, decidi postar um trecho de "The Egyptian" ("O Egípcio") e a promessa que brevemente irei tirar a crítica do arquivo do computador e lança-la no Rick´s Cinema. O trecho em questão serve sobretudo para Michael Curtiz dar o mote para a grandiosidade dos monumentos e do território do Antigo Egipto, embora ressalve que a história desta civilização mágica foi formada por homens e mulheres comuns:
08 julho 2012
Fora de Tempo: Audrey Hepburn canta La Vie en Rose em "Sabrina"
Billy Wilder é um nome incontornável na história do cinema, tendo realizado filmes como "Five Graves to Cairo" (1943), "Double Indemnity" (1944), "Sunset Blvd."(1950), entre muitas outras. Entre as obras cinematográficas memoráveis que Billy Wilder realizou encontra-se "Sabrina", protagonizado por Audrey Hepburn, Humphrey Bogart e William Holden.
Inspirado na peça "Sabrina Fair", "Sabrina" estreou originalmente no dia 9 de Setembro de 1954, tende despertado a atenção do público e da crítica. O filme centra-se em Sabrina (Audrey Hepburn), a filha do motorista da família Larrabee, uma rapariga apaixonada por David (William Holden), o mais novo dos irmãos Larrabee, conhecido pelo seu carácter mulherengo e de bon vivant. A atracção de Sabrina por David não é correspondida, no entanto, quando esta regressa de Paris, já uma mulher crescida e deslumbrante, logo chama a atenção de tudo e de todos, incluindo do sisudo Linus Larrabee (Humphrey Bogart) que aos poucos deixa-se apaixonar pela bela rapariga.
"Sabrina" é um romance leve e apaixonante, que conta com uma Audrey Hepburn deslumbrante e talentosa como Sabrina Fairchald, uma jovem mulher que encanta os dois irmãos Larrabee. O filme obteve um êxito considerável, tendo sido nomeado para o Óscar de Melhor Realizador, Melhor Actriz Principal, entre outros. Em 1995, estreou nas salas de cinema norte-americanas um remake de "Sabrina", realizado por Sidney Pollack e protagonizado por Julia Ormond, Harrison Ford e Greg Kinnear.
Para o octogésimo nono post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar um trecho de "Sabrina", onde podemos ver uma cena protagonizada pelos personagens interpretados por Audrey Hepburn e Humphrey Bogart. Na cena, podemos ver Sabrina (Hepburn) a cantar "La Vie en Rose" para Linus (Bogart). Fiquem com o trecho de "Sabrina" já de seguida:
Inspirado na peça "Sabrina Fair", "Sabrina" estreou originalmente no dia 9 de Setembro de 1954, tende despertado a atenção do público e da crítica. O filme centra-se em Sabrina (Audrey Hepburn), a filha do motorista da família Larrabee, uma rapariga apaixonada por David (William Holden), o mais novo dos irmãos Larrabee, conhecido pelo seu carácter mulherengo e de bon vivant. A atracção de Sabrina por David não é correspondida, no entanto, quando esta regressa de Paris, já uma mulher crescida e deslumbrante, logo chama a atenção de tudo e de todos, incluindo do sisudo Linus Larrabee (Humphrey Bogart) que aos poucos deixa-se apaixonar pela bela rapariga.
"Sabrina" é um romance leve e apaixonante, que conta com uma Audrey Hepburn deslumbrante e talentosa como Sabrina Fairchald, uma jovem mulher que encanta os dois irmãos Larrabee. O filme obteve um êxito considerável, tendo sido nomeado para o Óscar de Melhor Realizador, Melhor Actriz Principal, entre outros. Em 1995, estreou nas salas de cinema norte-americanas um remake de "Sabrina", realizado por Sidney Pollack e protagonizado por Julia Ormond, Harrison Ford e Greg Kinnear.
Para o octogésimo nono post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar um trecho de "Sabrina", onde podemos ver uma cena protagonizada pelos personagens interpretados por Audrey Hepburn e Humphrey Bogart. Na cena, podemos ver Sabrina (Hepburn) a cantar "La Vie en Rose" para Linus (Bogart). Fiquem com o trecho de "Sabrina" já de seguida:
27 junho 2012
Fora de Tempo: Trecho de "Arma Mortífera 3"
A saga "Arma Mortífera" alcançou um sucesso bastante considerável junto do público, continuando a permanecer no imaginário colectivo de vários cinéfilos, embora vários anos tenham passado desde a estreia dos quatro filmes da saga.
No terceiro filme da saga, intitulado "Lethal Weapon 3" ("Arma Mortífera 3"), a dupla formada por Martin Riggs (Mel Gibson) e Roger Murtaugh (Danny Glover) revelava-se mais popular do que nunca, com o filme a alcançar o melhor resultado de bilheteira da saga, nomeadamente 321 milhões de dólares ao redor do Mundo (valores que ultrapassam e muito os 35 milhões do seu orçamento. Realizado por Richard Donner (o mesmo dos dois primeiros filmes da saga), através do argumento de Jeffrey Boam e Robert Mark Kaman, o filme contava com os regressos de Mel Gibson, Danny Glover e Joe Pesci, e a adição de Rene Russo.
O enredo de "Arma Mortífera 3" coloca Riggs (Mel Gibson) e Murtaugh (Danny Glover), em busca de um perigoso grupo de criminosos que encontra-se a traficar armas e a coloca-las nas ruas. Este grupo é liderado por Jack Travis (Stuart Wilson), um antigo tenente da polícia, que aproveita os seus conhecimentos na polícia para evadir-se de tudo e de todos. No entanto, Travis terá de lidar com a dupla carismática de polícias, que não parece estar na disposição de abrandar, mesmo que Murtaugh esteja cada vez mais próximo da reforma. A ajudar Riggs e Murtaugh encontra-se o ex-contabilista da Máfia Leo Getz (Joe Pesci), e Lorna Cole (Rene Russo), uma bela e destemida agente dos Serviços Internos.
No terceiro filme da saga, Richard Donner não inventa e obedece a uma estrutura pré-estabelecida, onde não faltam as cenas de acção intensas, perseguições emocionantes, momentos de algum drama familiar no seio da família de Murtaugh, muito humor, e dois protagonistas carismáticos que apresentam uma dinâmica capaz de conquistar o público.
Para o octogésimo oitavo post da rubrica "Fora de Tempo" decidi colocar um trecho de "Arma Mortífera 3", onde é possível vermos Riggs e Murtaugh numa frenética perseguição. Esta é uma das muitas cenas de acção do filme, um dos pontos fortes da saga, com Richard Donner a mostrar-se bastante competente neste quesito:
No terceiro filme da saga, intitulado "Lethal Weapon 3" ("Arma Mortífera 3"), a dupla formada por Martin Riggs (Mel Gibson) e Roger Murtaugh (Danny Glover) revelava-se mais popular do que nunca, com o filme a alcançar o melhor resultado de bilheteira da saga, nomeadamente 321 milhões de dólares ao redor do Mundo (valores que ultrapassam e muito os 35 milhões do seu orçamento. Realizado por Richard Donner (o mesmo dos dois primeiros filmes da saga), através do argumento de Jeffrey Boam e Robert Mark Kaman, o filme contava com os regressos de Mel Gibson, Danny Glover e Joe Pesci, e a adição de Rene Russo.
O enredo de "Arma Mortífera 3" coloca Riggs (Mel Gibson) e Murtaugh (Danny Glover), em busca de um perigoso grupo de criminosos que encontra-se a traficar armas e a coloca-las nas ruas. Este grupo é liderado por Jack Travis (Stuart Wilson), um antigo tenente da polícia, que aproveita os seus conhecimentos na polícia para evadir-se de tudo e de todos. No entanto, Travis terá de lidar com a dupla carismática de polícias, que não parece estar na disposição de abrandar, mesmo que Murtaugh esteja cada vez mais próximo da reforma. A ajudar Riggs e Murtaugh encontra-se o ex-contabilista da Máfia Leo Getz (Joe Pesci), e Lorna Cole (Rene Russo), uma bela e destemida agente dos Serviços Internos.
No terceiro filme da saga, Richard Donner não inventa e obedece a uma estrutura pré-estabelecida, onde não faltam as cenas de acção intensas, perseguições emocionantes, momentos de algum drama familiar no seio da família de Murtaugh, muito humor, e dois protagonistas carismáticos que apresentam uma dinâmica capaz de conquistar o público.
Para o octogésimo oitavo post da rubrica "Fora de Tempo" decidi colocar um trecho de "Arma Mortífera 3", onde é possível vermos Riggs e Murtaugh numa frenética perseguição. Esta é uma das muitas cenas de acção do filme, um dos pontos fortes da saga, com Richard Donner a mostrar-se bastante competente neste quesito:
24 junho 2012
Fora de Tempo: Joe Pesci ensina a lavar dinheiro em "Arma Mortífera 2"
Dois anos depois do enorme sucesso de "Arma Mortífera" no grande ecrã, foi a vez de estrear "Arma Mortífera 2", a sequela do famoso filme de acção protagonizado por Mel Gibson e Danny Glover.
A sequela contou com o regresso de quase todos os nomes envolvidos no elenco principal e na equipa criativa do primeiro filme. O filme é realizado por Richard Donner, através do argumento de Jeffrey Boam (a partir de uma história de Shane Black e Warren Muprhy) e conta no elenco com Mel Gibson, Danny Glover, Darlene Love, Traci Wolfe, e a adição de... Joe Pesci.
Pesci foi uma adição que integrou-se muito bem na saga, tendo posteriormente participado no terceiro e no quarto filme da franquia. Este interpreta Leo Getz (Joe Pesci), um especialista em lavagem de dinheiro, que encontra-se no programa de protecção à testemunha, após ter resolvido denunciar alguns clientes menos recomendáveis. Como não poderia deixar de ser, quem está encarregue de proteger Getz é a dupla formada por Riggs e Murtaugh, enquanto procuram desmantelar um grupo de traficantes de droga sul-africanos.
"Arma Mortífera 2" estreou originalmente no dia 7 de Julho de 1989, e alcançou um sucesso considerável junto do público e da crítica. Posteriormente ainda foram desenvolvidas mais duas sequelas, "Arma Mortífera 3" (1992) e "Arma Mortífera 4" (1998).
Para o octogésimo sétimo da rubrica "Fora de Tempo" decidi postar um trecho de "Arma Mortífera 2", no qual o personagem de Joe Pesci ensina a "lavar a dinheiro":
A sequela contou com o regresso de quase todos os nomes envolvidos no elenco principal e na equipa criativa do primeiro filme. O filme é realizado por Richard Donner, através do argumento de Jeffrey Boam (a partir de uma história de Shane Black e Warren Muprhy) e conta no elenco com Mel Gibson, Danny Glover, Darlene Love, Traci Wolfe, e a adição de... Joe Pesci.
Pesci foi uma adição que integrou-se muito bem na saga, tendo posteriormente participado no terceiro e no quarto filme da franquia. Este interpreta Leo Getz (Joe Pesci), um especialista em lavagem de dinheiro, que encontra-se no programa de protecção à testemunha, após ter resolvido denunciar alguns clientes menos recomendáveis. Como não poderia deixar de ser, quem está encarregue de proteger Getz é a dupla formada por Riggs e Murtaugh, enquanto procuram desmantelar um grupo de traficantes de droga sul-africanos.
"Arma Mortífera 2" estreou originalmente no dia 7 de Julho de 1989, e alcançou um sucesso considerável junto do público e da crítica. Posteriormente ainda foram desenvolvidas mais duas sequelas, "Arma Mortífera 3" (1992) e "Arma Mortífera 4" (1998).
Para o octogésimo sétimo da rubrica "Fora de Tempo" decidi postar um trecho de "Arma Mortífera 2", no qual o personagem de Joe Pesci ensina a "lavar a dinheiro":
18 junho 2012
Fora de Tempo: Trecho de "Dead Reckoning"
Durante a década de 40 e inicio dos anos 50, os filmes noir foram muito populares junto do público e por vezes bem recebidos por parte da crítica. Muitas das vezes inspirados em obras literárias, nomeadamente, nos célebres romances policiais, estas obras captavam um certo sentimento de desilusão dos Estados Unidos da América do pós-guerra, uma sociedade não tão apolínea como muitas das vezes era representada na cultura popular, uma sociedade recheada de personagens de carácter dúbio, moralmente duvidosos, onde a suspeição e o medo pareciam tomar conta da narrativa.
Um dos exemplos dos filmes noir é "Dead Reckoning", realizado por John Cromwell, através do argumento de Steve Fisher e Oliver H.P. Garrett. O filme foi lançado originalmente no dia 2 de Janeiro de 1947, nos Estados Unidos da América, e contava no elenco com Humphrey Bogart, Lizbeth Scott, Charles Cane, Morris Carnovsky, entre outros.
"Dead Reckoning" acompanhava Rip Murdock (Bogart), um antigo soldado que tenta descobrir quem incriminou o seu inocente amigo Johnny. As investigações de Murdock conduzem-no a Coral Chandler (Lizabeth Scott) que em tempos foi namorada de Johnny, e agora é uma cantora num clube nocturno, gerido pelo violento gangster, Martinelli (Morris Carnovsky). Há medida que descobre cada vez mais pistas e envolve-se com a sedutora Coral, Rip vê-se envolvido numa complexa teia de intrigas que irá colocar a sua vida em perigo.
Para o octogésimo sexto post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar um trecho de "Dead Reckoning", no qual, o personagem de Bogie fala com a femme fatale sobre o que pensa que deveria ser feito para as mulheres serem perfeitas:
Um dos exemplos dos filmes noir é "Dead Reckoning", realizado por John Cromwell, através do argumento de Steve Fisher e Oliver H.P. Garrett. O filme foi lançado originalmente no dia 2 de Janeiro de 1947, nos Estados Unidos da América, e contava no elenco com Humphrey Bogart, Lizbeth Scott, Charles Cane, Morris Carnovsky, entre outros.
"Dead Reckoning" acompanhava Rip Murdock (Bogart), um antigo soldado que tenta descobrir quem incriminou o seu inocente amigo Johnny. As investigações de Murdock conduzem-no a Coral Chandler (Lizabeth Scott) que em tempos foi namorada de Johnny, e agora é uma cantora num clube nocturno, gerido pelo violento gangster, Martinelli (Morris Carnovsky). Há medida que descobre cada vez mais pistas e envolve-se com a sedutora Coral, Rip vê-se envolvido numa complexa teia de intrigas que irá colocar a sua vida em perigo.
Para o octogésimo sexto post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar um trecho de "Dead Reckoning", no qual, o personagem de Bogie fala com a femme fatale sobre o que pensa que deveria ser feito para as mulheres serem perfeitas:
16 junho 2012
Fora de Tempo: Trechos de "Academia de Polícias"
No dia 23 de Março de 1984, estreava nas salas de cinema norte-americanas "Police Academy", realizado por Hugh Wilson, e protagonizado por Steve Guttenberg, Kim Cattrall, G.W. Bailey, entre outros. O filme alcançou um sucesso surpreendente e teve direito a mais seis sequelas, embora a qualidade tenha decrescido bastante com o avançar da saga.
Tudo começou em "Academia de Polícias", nomeadamente, quando o novo Presidente da Câmara da cidade decide recrutar todos os voluntários que apareçam na polícia para fazer frente à crescente criminalidade. O filme centrava-se num grupo de indivíduos que têm todas as características para não ser polícias, que acabam por triunfar e surpreender tudo e todos. O personagem principal é Carey Mahoney (Steve Guttenberg), um indivíduo que é obrigado a juntar-se à Academia após conduta imprópria, acabando por tornar-se num dos elementos fundamentais do grupo. Entre os vários elementos do grupo destacavam-se Kim Cattrall como Karen Thompson, Bubba Smith comoMoses Hightower, Donovan Scott como Leslie Barbara, David Graf como Eugene Tackleberry, entre outros.
Embora não tenha colhido unanimidade junto da crítica (poucas são as comédias que o conseguem), "Academia de Policias" foi um sucesso de bilheteira, tendo alcançado cerca de 146 milhões de dólares em receitas de bilheteira ao redor do Mundo. O filme destacava-se por apresentar uma paródia divertida ao Mundo da polícia, e dos recrutamentos, por ter um conjunto de personagens que despertavam a atenção do público com o seu estilo pela pouca apetência para a profissão.
Para o octogésimo quinto post da rubrica "Fora de Tempo", decidi colocar um vídeo que encontrei pelo youtube, com alguns dos momentos mais divertidos de "Academia de Polícias". O vídeo apresenta alguns trechos hilariantes do filme, incluindo a célebre cena no bar "Blue Oyster". Fiquem agora com o vídeo:
Tudo começou em "Academia de Polícias", nomeadamente, quando o novo Presidente da Câmara da cidade decide recrutar todos os voluntários que apareçam na polícia para fazer frente à crescente criminalidade. O filme centrava-se num grupo de indivíduos que têm todas as características para não ser polícias, que acabam por triunfar e surpreender tudo e todos. O personagem principal é Carey Mahoney (Steve Guttenberg), um indivíduo que é obrigado a juntar-se à Academia após conduta imprópria, acabando por tornar-se num dos elementos fundamentais do grupo. Entre os vários elementos do grupo destacavam-se Kim Cattrall como Karen Thompson, Bubba Smith comoMoses Hightower, Donovan Scott como Leslie Barbara, David Graf como Eugene Tackleberry, entre outros.
Embora não tenha colhido unanimidade junto da crítica (poucas são as comédias que o conseguem), "Academia de Policias" foi um sucesso de bilheteira, tendo alcançado cerca de 146 milhões de dólares em receitas de bilheteira ao redor do Mundo. O filme destacava-se por apresentar uma paródia divertida ao Mundo da polícia, e dos recrutamentos, por ter um conjunto de personagens que despertavam a atenção do público com o seu estilo pela pouca apetência para a profissão.
Para o octogésimo quinto post da rubrica "Fora de Tempo", decidi colocar um vídeo que encontrei pelo youtube, com alguns dos momentos mais divertidos de "Academia de Polícias". O vídeo apresenta alguns trechos hilariantes do filme, incluindo a célebre cena no bar "Blue Oyster". Fiquem agora com o vídeo:
05 junho 2012
Fora de Tempo: Mel Gibson, Danny Glover e Richard Donner falam sobre "Arma Mortífera"
Decorria o ano de 1987, quando Mel Gibson, Danny Glover e Richard Donner andavam atarefados a divulgar o primeiro filme de uma saga que iria marcar para sempre as suas carreiras, "Arma Mortífera". O filme estreou originalmente no dia 6 de Março de 1987 e cedo despertou a atenção do público e da crítica, a ponto de terem sido desenvolvidas mais três sequelas.
Para o octogésimo quarto post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar uma breve entrevista concedida por Mel Gibson, Danny Glover e Richard Donner sobre "Arma Mortífera", em 1987. Na entrevista, para além de poderem admirar-se com o visual bem diferente do trio, podem ainda ouvi-los a falar sobre o trabalho que desenvolveram.
"Arma Mortífera" foi realizado por Richard Donner ("Timeline"), através do argumento de Shane Black ("Iron Man 3"). O filme contava no elenco com Mel Gibson como Martin Riggs, um polícia meio suicida que tem dificuldade em superar a morte da mulher. Ao lado de Riggs encontra-se Roger Murtaugh (Danny Glover), um polícia pacato que apenas quer manter-se vivo até chegar à reforma e assim poder desfrutar da vida com a sua família. O enredo "Arma Mortífera" centra-se nestes dois polícias que pouco mais têm em comum, para além de odiarem trabalhar em equipa. O trabalho em conjunto destes dois personagens acaba por ser a chave de sobrevivência de ambos, quando uma investigação de rotina sobre um assassinato transforma-se numa guerra contra uma rede internacional de tráfico de heroína.
Podem visionar a entrevista ao trio, já de seguida:
Para o octogésimo quarto post da rubrica "Fora de Tempo", decidi postar uma breve entrevista concedida por Mel Gibson, Danny Glover e Richard Donner sobre "Arma Mortífera", em 1987. Na entrevista, para além de poderem admirar-se com o visual bem diferente do trio, podem ainda ouvi-los a falar sobre o trabalho que desenvolveram.
"Arma Mortífera" foi realizado por Richard Donner ("Timeline"), através do argumento de Shane Black ("Iron Man 3"). O filme contava no elenco com Mel Gibson como Martin Riggs, um polícia meio suicida que tem dificuldade em superar a morte da mulher. Ao lado de Riggs encontra-se Roger Murtaugh (Danny Glover), um polícia pacato que apenas quer manter-se vivo até chegar à reforma e assim poder desfrutar da vida com a sua família. O enredo "Arma Mortífera" centra-se nestes dois polícias que pouco mais têm em comum, para além de odiarem trabalhar em equipa. O trabalho em conjunto destes dois personagens acaba por ser a chave de sobrevivência de ambos, quando uma investigação de rotina sobre um assassinato transforma-se numa guerra contra uma rede internacional de tráfico de heroína.
Podem visionar a entrevista ao trio, já de seguida:
29 maio 2012
Fora de Tempo: Três trechos de "Arma Mortífera"
"Arma Mortífera" colocava lado a lado Danny Glover e Mel Gibson como dois polícias que formavam uma dupla implacável (e improvável), embora tivessem feitios muito diferentes. O filme estreou originalmente no dia 6 de Março de 1987 e cedo despertou a atenção do público e da crítica, a ponto de terem sido desenvolvidas mais três sequelas (e os fãs ansiarem por um quinto filme).
"Lethal Weapon" foi realizado por Richard Donner ("Timeline"), através do argumento de Shane Black ("Iron Man 3"). O filme contava no elenco com Mel Gibson como Martin Riggs, um polícia meio suicida que tem dificuldade em superar a morte da mulher. Ao lado de Riggs encontra-se Roger Murtaugh (Danny Glover), um polícia pacato que apenas quer manter-se vivo até chegar à reforma e assim poder desfrutar da vida com a sua família. O enredo "Arma Mortífera" centra-se nestes dois polícias que pouco mais têm em comum, para além de odiarem trabalhar em equipa. O trabalho em conjunto destes dois personagens acaba por ser a chave de sobrevivência de ambos, quando uma investigação de rotina sobre um assassínio transforma-se numa guerra contra uma rede internacional de tráfico de heroína.
"Arma Mortífera" foi um sucesso a nível de bilheteira, tendo obtido cerca de 120 milhões de dólares ao redor do Mundo, números muito positivos para o final da década de 80. Apesar dos números bastante positivos, os números ainda estão bem distantes do filme com melhor receita da saga "Lethal Weapon 3" com cerca de 321 milhões de dólares (mundialmente). Para além de ter sido bem recebido pelo público, "Lethal Weapon" recebeu um acolhimento positivo pela crítica, com Roger Ebert a atribuir 4 estrelas em 4 possíveis.
Para o octagésimo terceiro post da rubrica "Fora de Tempo" decidi colocar três trechos de "Arma Mortífera". O primeiro trecho centra-se na tentativa de suicídio de Riggs enquanto assiste a um desenho animado dos Looney Tunes. No segundo trecho temos uma cena que evidencia o pouco entusiasmo de Murtaugh em ter Martin Riggs como companheiro. Quanto ao terceiro trecho temos Mel Gibson numa cena de grande intensidade. Podem visionar os trechos ao clicarem em mais informações.
"Lethal Weapon" foi realizado por Richard Donner ("Timeline"), através do argumento de Shane Black ("Iron Man 3"). O filme contava no elenco com Mel Gibson como Martin Riggs, um polícia meio suicida que tem dificuldade em superar a morte da mulher. Ao lado de Riggs encontra-se Roger Murtaugh (Danny Glover), um polícia pacato que apenas quer manter-se vivo até chegar à reforma e assim poder desfrutar da vida com a sua família. O enredo "Arma Mortífera" centra-se nestes dois polícias que pouco mais têm em comum, para além de odiarem trabalhar em equipa. O trabalho em conjunto destes dois personagens acaba por ser a chave de sobrevivência de ambos, quando uma investigação de rotina sobre um assassínio transforma-se numa guerra contra uma rede internacional de tráfico de heroína.
"Arma Mortífera" foi um sucesso a nível de bilheteira, tendo obtido cerca de 120 milhões de dólares ao redor do Mundo, números muito positivos para o final da década de 80. Apesar dos números bastante positivos, os números ainda estão bem distantes do filme com melhor receita da saga "Lethal Weapon 3" com cerca de 321 milhões de dólares (mundialmente). Para além de ter sido bem recebido pelo público, "Lethal Weapon" recebeu um acolhimento positivo pela crítica, com Roger Ebert a atribuir 4 estrelas em 4 possíveis.
Para o octagésimo terceiro post da rubrica "Fora de Tempo" decidi colocar três trechos de "Arma Mortífera". O primeiro trecho centra-se na tentativa de suicídio de Riggs enquanto assiste a um desenho animado dos Looney Tunes. No segundo trecho temos uma cena que evidencia o pouco entusiasmo de Murtaugh em ter Martin Riggs como companheiro. Quanto ao terceiro trecho temos Mel Gibson numa cena de grande intensidade. Podem visionar os trechos ao clicarem em mais informações.
27 maio 2012
Fora de Tempo: Trecho de "Marketa Lazarova"
Distinguido por um grupo de críticos como o melhor filme da República Checa, "Marketa Lazarova", é um filme profundamente marcante e que sabe captar como poucos o espírito da Idade Medieval. Realizado por Frantisek Vlácil, através do argumento do próprio e Frantisek Pavlícek, o filme conta ainda com um elenco recheado de nomes relativamente desconhecidos fora da República Checa, entre os quais Magdaléna Vášáryová (hoje mais conhecida pelo seu papel na política), Josef Kemr, Naďa Hejná, entre outros.
Inspirado na obra literária homónima de Vladislav Vancura, “Marketa Lazarova” encontra-se dividido em duas partes, a primeira parte é intitulada de “Straba” e a segunda de “The Lamb of God” e subdividida em doze capítulos que integram o espectador na narrativa. O enredo desenrola-se num território inóspito do Reino da Boémia durante o século XIII, um território frio, selvagem, onde dois clãs guerreiros rivais, líderados por Kozlík (Josef Kemr) e Lazar (Michal Kozuc), disputam violentamente a posse da terra e o poder no território.
Enquanto ambos os elementos dos dois clãs procuram sobreviver ao inóspito local que nem o degelo parece tornar mais agradável, Marketa Lazarova e Mikolas Kozlic, dois herdeiros dos clãs rivais, começam a nutrir sentimentos afectuosos um pelo outro, algo que não deixa de ser curioso tendo em conta a forma como se conheceram, nomeadamentem após o herdeiro de Kozlic violar a jovem. Uma relação improvável em tempos dificeis, onde a rivalidade entre o cristianismo e o paganismo estava ao rubro e os homens e as mulheres disputavam a sua sobrevivência de forma dura e violenta.
František Vláčil apresenta-nos uma obra cinematográfica densa, com um argumento forte, boas interpretações e uma atmosfera quase onírica que transporta o espectador para a Boémia durante a Idade Média, unm cenário violento e arrasador que arrasta consigo os seus habitantes. O filme pode não ser o melhor filme checo de todos os tempos, como foi decidido por um conjunto de críticos em 1998, mas certamente é um dos melhores filmes sobre a Idade Medieval.
Para o octogésimo segundo post da rubrica "Fora de Tempo" decidi partilhar os dez minutos iniciais de "Marketa Lazarova". Apesar do vídeo em questão não ter legendas, serve sobretudo para mostrar o que podemos esperar do filme, um trecho onde os contrastes entre as tonalidades negras e brancas, a música épica, a dureza dos cenários e dos actos dos homens sobressaem bastantes. Brevemente teremos a crítica a "Marketa Lazarova" no Rick´s Cinema. Por enquanto fiquem com o trecho de "Marketa Lazarova" (clicar em mais informações)
Inspirado na obra literária homónima de Vladislav Vancura, “Marketa Lazarova” encontra-se dividido em duas partes, a primeira parte é intitulada de “Straba” e a segunda de “The Lamb of God” e subdividida em doze capítulos que integram o espectador na narrativa. O enredo desenrola-se num território inóspito do Reino da Boémia durante o século XIII, um território frio, selvagem, onde dois clãs guerreiros rivais, líderados por Kozlík (Josef Kemr) e Lazar (Michal Kozuc), disputam violentamente a posse da terra e o poder no território.
Enquanto ambos os elementos dos dois clãs procuram sobreviver ao inóspito local que nem o degelo parece tornar mais agradável, Marketa Lazarova e Mikolas Kozlic, dois herdeiros dos clãs rivais, começam a nutrir sentimentos afectuosos um pelo outro, algo que não deixa de ser curioso tendo em conta a forma como se conheceram, nomeadamentem após o herdeiro de Kozlic violar a jovem. Uma relação improvável em tempos dificeis, onde a rivalidade entre o cristianismo e o paganismo estava ao rubro e os homens e as mulheres disputavam a sua sobrevivência de forma dura e violenta.
František Vláčil apresenta-nos uma obra cinematográfica densa, com um argumento forte, boas interpretações e uma atmosfera quase onírica que transporta o espectador para a Boémia durante a Idade Média, unm cenário violento e arrasador que arrasta consigo os seus habitantes. O filme pode não ser o melhor filme checo de todos os tempos, como foi decidido por um conjunto de críticos em 1998, mas certamente é um dos melhores filmes sobre a Idade Medieval.
Para o octogésimo segundo post da rubrica "Fora de Tempo" decidi partilhar os dez minutos iniciais de "Marketa Lazarova". Apesar do vídeo em questão não ter legendas, serve sobretudo para mostrar o que podemos esperar do filme, um trecho onde os contrastes entre as tonalidades negras e brancas, a música épica, a dureza dos cenários e dos actos dos homens sobressaem bastantes. Brevemente teremos a crítica a "Marketa Lazarova" no Rick´s Cinema. Por enquanto fiquem com o trecho de "Marketa Lazarova" (clicar em mais informações)
13 maio 2012
Fora de Tempo: Trechos de "Dom Roberto"
Este Domingo, dia 13 de Maio de 2012, a RTP Memória decidiu exibir pelas 15h00, mais uma obras cinematográficas marcantes do cinema português, "Dom Roberto", realizado por José Ernesto de Sousa (argumentista de "O Natal na Arte Portuguesa"), através do argumento de Leão Penedo.
O filme estreou originalmente no dia 30 de Maio de 1962, no cinema Império e cedo despertou a atenção do público e da crítica, a ponto de ter sido seleccionado para o Festival de Cannes (1963) e recebido a Menção Especial do Júri do Melhor Filme para a Juventude). Curiosamente, José Ernesto de Sousa não recebeu o prémio, visto que tinha sido preso pela PIDE (a terceira vez que fora preso pela polícia política ao longo da sua vida).
Quando estreou, "Dom Roberto" foi muitas das vezes visto como um filme do "novo cinema português", um novo cinema que prometia surgir em Portugal, embora não tenha colhido um aplauso unânime. Por muitos considerado como inovador no panorama do cinema português, por outros visto como uma obra com traços neo-realistas e com diversas imperfeições. Luís de Pina salienta em "A Aventura do Cinema Português" que "Dom Roberto", "acusa muitas deficiências técnicas e certa imaturidade criativa, mas traz o povo para a tela, o povo e uma condição difícil, vista com olhos irmãos que, na miséria maior, se chamam esperança. Fita-bandeira, feita com as pequenas economias e construído na aventura de um novo cinema, «Dom Roberto» não podia salvar, ele só, o cinema português, mas dava o primeiro passo".
Para além de tratar temáticas algo distintas do que estávamos habituados a ver no cinema português de então (talvez com excepção de "Saltimbancos" de Manuel Guimarães), "Dom Roberto" foi produzido sem apoios do Estado, com fundos obtidos pelo movimento cine-clubista, algo pouco comum para época e que mostrou que era possível fazer cinema sem o apoio total do Estado (estava sempre sujeito à censura).
"Dom Roberto" acompanha a história de João Barbelas, mais conhecido por Dom Roberto, um homem pobre, que ganha a vida a fazer espetáculos de rua com os seus fantoches. Um dia, João conhece Maria, uma rapariga com um triste passado com quem vive uma ilusória história de amor. Ao contrário do que acontece com as histórias que ele conta utilizando os seus bonecos, a vida mostra-lhe que nem sempre tem um final feliz.
O filme contava no elenco com as presenças de Raúl Solnado, Nicolau Breyner, Glicínia Quartin, Luís Cerqueira, Costa Ferreira, Rui Mendes, Olga da Fonseca, Fernanda Alves, entre outros.
Para o octogésimo primeiro post da rubrica "Fora de Tempo" decidi postar três trechos de "Dom Roberto", um dos filmes portugueses que mais aprecio. Podem visionar os clips de "Dom Roberto" ao clicarem em mais informações.
O filme estreou originalmente no dia 30 de Maio de 1962, no cinema Império e cedo despertou a atenção do público e da crítica, a ponto de ter sido seleccionado para o Festival de Cannes (1963) e recebido a Menção Especial do Júri do Melhor Filme para a Juventude). Curiosamente, José Ernesto de Sousa não recebeu o prémio, visto que tinha sido preso pela PIDE (a terceira vez que fora preso pela polícia política ao longo da sua vida).
Quando estreou, "Dom Roberto" foi muitas das vezes visto como um filme do "novo cinema português", um novo cinema que prometia surgir em Portugal, embora não tenha colhido um aplauso unânime. Por muitos considerado como inovador no panorama do cinema português, por outros visto como uma obra com traços neo-realistas e com diversas imperfeições. Luís de Pina salienta em "A Aventura do Cinema Português" que "Dom Roberto", "acusa muitas deficiências técnicas e certa imaturidade criativa, mas traz o povo para a tela, o povo e uma condição difícil, vista com olhos irmãos que, na miséria maior, se chamam esperança. Fita-bandeira, feita com as pequenas economias e construído na aventura de um novo cinema, «Dom Roberto» não podia salvar, ele só, o cinema português, mas dava o primeiro passo".
Para além de tratar temáticas algo distintas do que estávamos habituados a ver no cinema português de então (talvez com excepção de "Saltimbancos" de Manuel Guimarães), "Dom Roberto" foi produzido sem apoios do Estado, com fundos obtidos pelo movimento cine-clubista, algo pouco comum para época e que mostrou que era possível fazer cinema sem o apoio total do Estado (estava sempre sujeito à censura).
"Dom Roberto" acompanha a história de João Barbelas, mais conhecido por Dom Roberto, um homem pobre, que ganha a vida a fazer espetáculos de rua com os seus fantoches. Um dia, João conhece Maria, uma rapariga com um triste passado com quem vive uma ilusória história de amor. Ao contrário do que acontece com as histórias que ele conta utilizando os seus bonecos, a vida mostra-lhe que nem sempre tem um final feliz.
O filme contava no elenco com as presenças de Raúl Solnado, Nicolau Breyner, Glicínia Quartin, Luís Cerqueira, Costa Ferreira, Rui Mendes, Olga da Fonseca, Fernanda Alves, entre outros.
Para o octogésimo primeiro post da rubrica "Fora de Tempo" decidi postar três trechos de "Dom Roberto", um dos filmes portugueses que mais aprecio. Podem visionar os clips de "Dom Roberto" ao clicarem em mais informações.
Subscrever:
Mensagens (Atom)














