30 outubro 2015

Resenha Crítica: "Rocky Balboa" (2006)

 Um dos poderes do cinema passa pela sua capacidade de emocionar, ou se preferirem, despertar sensações no espectador, com muitas das afinidades que geramos com certos filmes, personagens, realizadores, actores e actrizes a nem sempre poderem ser explicadas simplesmente no âmbito da racionalidade. Nesse sentido, confesso que, tal como um dos comentadores exibe um enorme entusiasmo por poder assistir o vivo a um combate protagonizado por Rocky no último terço de "Rocky Balboa", também este blogger passou por uma situação semelhante ao acorrer à sala de cinema aquando da estreia do sexto filme da saga. Já o tinha visto por duas vezes naqueles screeners que saem em épocas das premiações, mas queria ter a oportunidade de ver Rocky "The Italian Stallion" Balboa em acção no grande ecrã, ainda para mais tendo a certeza de que Sylvester Stallone tinha conseguido redimir-se da trampa que foi "Rocky V" e dar aquela que seria (aparentemente) a conclusão ideal de uma longeva saga. "Rocky" estreara originalmente em 1976, tendo catapultado Sylvester Stallone para o sucesso, com o actor a dar vida ao boxeador originário de Filadélfia, Rocky Balboa. Mais do que um filme sobre boxe, "Rocky" é um filme sobre um ser humano comum, que procura ultrapassar as adversidades da vida e conquistar Adrian (Talia Shire), a irmã de Paulie (Burt Young), o seu melhor amigo, ou algo que se pareça, num meio marcado por diversas dificuldades. No primeiro filme, Rocky é confrontado com uma proposta de Apollo Creed (Carl Weathers), o campeão em título, para participar num combate. É a oportunidade de uma vida, embora as chances de Rocky vencer parecessem ínfimas, ou não fosse um lutador relativamente amador, que até tinha considerado abandonar esta actividade. Com a ajuda de Mickey (Burgess Meredith), o apoio de Adrian e do casmurro Paulie, após algumas contrariedades pelo meio, Rocky treina como nunca para agarrar a oportunidade de uma vida. Surpreende tudo e todos, com o combate a terminar empatado, embora os jurados tenham atribuído a vitória a Apollo numa decisão polémica que dividiu os adeptos do boxe. No segundo filme assistimos à desforra, com a saga a atribuir mais uma vez uma relevância notória à vida familiar e ao lado humano dos personagens, sobretudo Rocky. Seguiu-se "Rocky III", onde assistimos à morte de Mickey e à derrota inicial de Rocky contra Clubber Lang (Mr. T), com o protagonista a ter de voltar a encontrar o "Eye of the Tiger" para vencer na desforra, contando com Apollo Creed, o seu anterior opositor, como treinador. Já em "Rocky IV" assistimos ao confronto épico na União Soviética entre Rocky e Ivan Drago (Dolph Lundgren), num combate que serve também para vingar a morte de Apollo às mãos deste último. "Rocky IV" foi provavelmente o filme mais político da saga, com o discurso pró-abertura de Rocky na União Soviética a indicar isso mesmo, com Sylvester Stallone a aproveitar o contexto da Guerra Fria para simbolizar o confronto entre duas nações através destes dois boxeadores, naquela que é a obra cinematográfica com as cenas de treino mais entusiasmantes e bem elaboradas da franquia. O fracasso de "Rocky V" parecia ser a estocada final na saga, com o filme a ser mal recebido pelo público e pela crítica, com esta obra cinematográfica a indicar aquela que seria uma fase menos positiva da carreira de Sylvester Stallone, algo notório se tivermos em linha de conta a segunda metade da década de 90 e início dos anos 2000.

Em 2006, "Rocky Balboa" estreara no grande ecrã, com as dúvidas a serem mais do que muitas em relação à capacidade que Sylvester Stallone teria para terminar a saga em beleza ou pelo menos revitalizar a mesma de forma digna. Tal como Rocky habituou os fãs a enfrentar as adversidades e desafiar as expectativas, também Sylvester Stallone surpreendeu com este regresso às origens do personagem, respeitando a saga e o seu legado ao mesmo tempo que lhe concede aquele que é um dos mais tocantes e emocionantes capítulos, com o actor, realizador e argumentista a transcender-se, parecendo ter guardado muito daquilo que tinha para dizer no hiato pouco positivo da sua carreira. Arrisco-me a dizer que "Rocky Balboa" é muito provavelmente o único capítulo da saga que fica ao nível do primeiro, para não dizer que o supera, embora tenha a noção que alguma da carga emocional inerente ao filme seria impossível de alcançar sem "Rocky" e as obras cinematográficas que se seguiram. Em "Rocky Balboa", Sylvester Stallone traz-nos o ex-boxeador como o dono de um restaurante especializado em comida italiana chamado "Adrian's". Também descobrimos que Rocky ficou viúvo, embora Adrian continue bem presente nas suas memórias, ou o protagonista não se encontrasse a lidar com uma crise existencial. Nos momentos iniciais, encontramos este a alimentar as suas tartarugas (algo que traz memórias do primeiro filme), a deixar comida para os pombos e provavelmente para os gatos que se aproximem das imediações da sua casa, bem como a fazer umas elevações numa barra da parte de fora da sua casa. Faz umas poucas elevações, com o esforço a ser latente, com este acto a parecer mais para este mostrar a si próprio que ainda é capaz de efectuar alguns exercícios como no passado, ainda que sem a mesma resistência. A banda sonora mescla os temas clássicos da saga, num tom nostálgico que é ainda visível quer na procura de Rocky em recordar constantemente a esposa, quer a prestar homenagem junto da sua campa, quer a deslocar-se por locais onde partilhara momentos de enorme candura e romantismo com Adrian, algo que certamente irá dizer mais a quem acompanhou os filmes da saga e sabe da importância desta mulher na vida do protagonista (uma situação que a espaços concede alguns momentos comoventes a "Rocky Balboa"). A não inclusão de Talia Shire inicialmente parecia descabida mas logo se revela uma decisão acertada, com Sylvester Stallone, o realizador de "Rocky Balboa" a aproveitar esta situação para incutir uma maior carga dramática na narrativa, explorando a dor provocada pela morte da esposa na alma do protagonista, com Rocky a apresentar uma enorme devoção em relação às memórias que guarda do passado. Veja-se quando Rocky recorda a cena da pista de gelo com Adrian, num dos primeiros encontros entre os dois, exibido em "Rocky", com o rosto de Sylvester Stallone a conseguir transmitir a tristeza por não contar com Adrian a seu lado, embora se encontre feliz por ter partilhado estes momentos com aquela que seria a sua futura esposa (é tocante a forma como este se recorda de Adrian e como o argumento explora esta ausência de uma figura que tanto nos diz). Por sua vez, Paulie, como não poderia deixar de ser, reclama do constante saudosismo que parece assolar a alma do protagonista. Burt Young mantém intacta a faceta algo rude e inconveniente de Paulie, com este a voltar a trabalhar num matadouro, tendo em Rocky um dos seus poucos amigos, apresentando uma postura algo pessimista em relação à vida e ao passado, tendo consciência que nem sempre tomou as melhores opções para si e para os outros. Diga-se que poucos são os personagens que povoam a narrativa de "Rocky Balboa" que não necessitam de um novo impulso na sua vida, com Rocky a encontrar-se recheado de "stuff in the basement" e Paulie a lidar mal com as memórias do passado e um presente amorfo. Veja-se desde logo nos momentos iniciais quando ficamos diante de Mason Dixon (Antonio Tarver), o campeão em título, a ser vaiado pelo público, devido a ter conseguido mais uma vitória com enorme facilidade.

 Ao contrário de Rocky Balboa, Mason é visto como um pugilista frio, sem grande empatia com o público, que colecciona por vitórias todos os combates no qual esteve integrado. Está longe de poder ser considerado um antagonista como Ivan Drago (Dolph Lundgren), procurando acima de tudo o reconhecimento ou compreensão por parte dos fãs do boxe, com o sucesso desportivo a não parecer traduzir-se na conquista de respeito, uma situação inerente à sua personalidade extremamente arrogante. Por sua vez, Rocky conta com uma relação algo conturbada com Rocky Jr. (Milo Ventimiglia), o seu filho, um indivíduo que se encontra a passar por uma crise por não conseguir sair da sombra do seu pai, com o progenitor a procurar reaproximar-se do rebento. Rocky reencontra ainda Marie (Geraldine Hughes), a jovem que o tinha ofendido no primeiro filme, agora uma mulher adulta, mãe de Steps (James Francis Kelly III), com estes a irem funcionar como um importante baluarte do protagonista e vice-versa. Não existe interesse amoroso de Rocky em Marie, mas sim um enorme instinto de protecção, com a bondade do ex-boxeador a ficar latente na procura deste em ajudá-la, enquanto esta e Steps parecem preencher um vazio latente no quotidiano solitário desta figura cuja rotina passa por ir ao mercado e contar histórias sobre o passado aos seus clientes. Um combate virtual entre Rocky Balboa e Mason Dixon, efectudo num programa desportivo, no qual o primeiro ganha, aliado ao facto do personagem interpretado por Sylvester Stallone requerer uma licença para poder voltar a combater, ainda que a nível local, conduz Lou DiBella e L.C. Luco, este último o manager de Mason Dixon, a procurarem convencer o protagonista a participar num combate de exibição em Las Vegas. O combate será entre Dixon e Rocky, com o primeiro a considerar que a ideia parece uma piada, o segundo a pensar bem na vida, enquanto o personagem interpretado por Milo Ventimiglia considera inicialmente a situação ridícula. Rocky já tinha explicado a Paulie que não se sentia totalmente bem, já que "There's still some stuff in the basement". Seria de esperar que aos cerca de sessenta anos de idade, mais de vinte anos depois de deixar os ringues, Rocky não tivesse qualquer hipótese, ou sequer ponderasse a possibilidade de embater de frente contra o campeão de boxe na categoria de pesos-pesados, mas isso iria contra o espírito do personagem, com Sylvester Stallone a dotar a narrativa de uma procura de se manter fiel aos ideais do mesmo e da saga, sobretudo dos dois primeiros filmes. Mais do que um filme sobre boxe, "Rocky Balboa" é uma obra cinematográfica sobre um homem que procura lutar contra os seus fantasmas interiores, contras as limitações inerentes à idade e provar que ainda é relevante, com a história de Rocky a estar intrinsecamente ligada à do seu intérprete, com Sylvester Stallone a ter nesta obra cinematográfica uma forma de voltar a exibir que ainda é um actor e realizador de relevo. Esta ligação fica particularmente latente quando assistimos a um momento emotivo entre Rocky e o filho, com Sylvester Stallone e Milo Ventimiglia a sobressaírem, enquanto a cidade de Filadélfia, cenário e personagem, fica em pano de fundo, e assistimos ao protagonista a salientar de forma bem viva: "The world ain't all sunshine and rainbows. It is a very mean and nasty place It will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me or nobody is going to hit as hard as life. But it ain't about how hard you're hit, it is about how hard you can get hit and keep moving forward, how much can you take and keep moving forward. That's how winning is done!". Esta tem sido a vida de Rocky ao longo dos vários filmes, com o personagem a ser conhecido pela sua enorme resiliência e teimosia, mas também bondade e lealdade para com aqueles que lhe são próximos. Veja-se no final do primeiro filme, quando o combate termina e a maior preocupação do lutador é saber onde se encontra Adrian, a amada.

A morte de Adrian permite a "Rocky Balboa" contar com uma carga dramática latente, com Sylvester Stallone a exibir de forma subtil como esta perda afectou o protagonista, com este a sentir que quase tudo aquilo que o rodeia se encontra a mudar, incluindo a própria cidade de Filadélfia. Stallone consegue exprimir que Rocky guarda no seu interior um vulcão de emoções que urgem ser soltas, tendo no regresso aos ringues um inesperado momento de poder enfrentar de frente o destino e a vida e mostrar que pode ultrapassar os obstáculos que lhe são colocados, com a vitória ou a derrota no combate a pouco interessarem. Durante cerca de uma hora e pouco ficamos diante do desenvolvimento dos personagens e dos seus relacionamentos, algo que dá espaço para diversos elementos secundários sobressaírem, até termos as célebres, emotivas e inspiradoras cenas dos treinos de Rocky, novamente com "Duke" (Tony Burton) como treinador, com este último a ter uma das muitas falas memoráveis que aparecem na narrativa de "Rocky Balboa": "To beat this guy, you need speed - you don't have it. And your knees can't take the pounding, so hard running is out. And you got arthritis in your neck, and you've got calcium deposits on most of your joints, so sparring is out. So, what we'll be calling on is good ol' fashion blunt force trauma. Horsepower. Heavy-duty, cast-iron, piledriving punches that will have to hurt so much they'll rattle his ancestors. Every time you hit him with a shot, it's gotta feel like he tried kissing the express train. Yeah! Let's start building some hurtin' bombs!". Começa a tocar a música "Gonna Fly Now" e somos transportados para aqueles momentos emotivos da saga Rocky que precedem a grande luta, com "Rocky Balboa" a dotar o combate de enorme realismo, com a própria cinematografia a parecer em alguns momentos emular o estilo de uma transmissão em directo de um combate do género. O combate é provavelmente um dos mais realistas da saga, com a cinematografia e a montagem, para além da coreografia e a banda sonora contribuírem para esta situação, ao mesmo tempo que existe a noção de Sylvester Stallone que naquele ringue estava muito mais em jogo do que uma vitória ou derrota de Rocky. Aos poucos, várias recordações surgem junto dos pensamentos de Rocky e do espectador, ou não estivéssemos habituados a encontrar este indivíduo a superar as expectativas, ficando particularmente na memória quando o combate começa a aquecer e o comentador salienta o óbvio, que chegámos à "Rockylândia", com as emoções a tomarem conta de todos e a ser praticamente impossível, sobretudo para quem é fã da saga, não sentir alguma inquietação. Aqui este que escreve parece quase sempre um puto a assistir ao duelo, ao mesmo tempo que se deixa sempre emocionar com o desfecho do mesmo, percebendo a necessidade que este personagem tem em expurgar as suas inquietações. Aquilo que presenciamos em "Rocky Balboa" é a luta de um homem contra o destino, a procurar ultrapassar as renitências colocadas em relação à sua capacidade física e mental, com este a provar acima de tudo que não existem impossíveis para a sua pessoa. Podemos falar que existe um misto de irrealismo e até uma procura de Sylvester Stallone em puxar ao sentimento do espectador, mas se é para isso ser feito que seja desta forma, com "Rocky Balboa" a confundir-se com a carreira do realizador e actor, mas também a dizer muito a quem assiste ao mesmo, ou pelo menos a esta pessoa. Diga-se que o personagem Rocky Balboa foi sempre algo que me inspirou ao longo de grande parte da minha vida, com o seu espírito de nunca desistir e de acreditar que nada é impossível, mesmo que por vezes falhe ou demonstre medo, a tornarem-no como uma figura inspiradora, com Sylvester Stallone a ter aqui um dos personagens da sua vida. De chapéu na cabeça, um modo de falar e agir muito próprios, pouca instrução (veja-se quando salienta que a esposa morreu de cancro das mulheres, ou comenta que Jamaica fica na Europa), Rocky surge inicialmente como um indivíduo que aparentemente procura viver uma vida comum, com a cidade de Filadélfia a ser exposta de forma amiúde, tendo em vista a explorar as diferenças da mesma em relação ao passado. No entanto, existe muitos elementos que se mantêm. Rocky continua com uma enorme humanidade e espírito de luta; Paulie é um casmurro de primeira; Spider Rico, que perdera um combate para Rocky no primeiro filme, aparece num papel secundário de algum relevo, para além da reintrodução de Marie.

Geraldine Hughes tem um papel fulcral como esta mãe solteira que também conheceu uma série de revezes ao longo da vida, que inicialmente trabalha num bar até Rocky contratá-la para o restaurante, com Marie a surgir como um apoio importante do protagonista. Também Milo Ventimiglia tem espaço para ter algum destaque como o filho de Rocky, com o actor a interpretar um elemento inicialmente distante do progenitor, que aos poucos se aproxima do mesmo, tendo um papel fulcral na caminhada do personagem interpretado por Sylvester Stallone para alcançar o objectivo final de combater com enorme dignidade e força de vontade em Las Vegas contra Mason Dixon. As diferenças entre Rocky e Mason são visíveis desde logo nas escolhas das músicas que antecedem a entrada de ambos os pugilistas, com o primeiro a entrar ao som de "High Hopes" de Frank Sinatra, enquanto o segundo surge acompanhado pela canção "It's a Fight" dos Three Six Mafia. Tarver tem uma interpretação relativamente eficaz como este adversário temível e algo arrogante, que nunca chega a ser uma figura que odiemos, representando um boxeador moderno, longe dos tempos mais duros nos quais Balboa lutara, com os seus movimentos e modo de estar a traduzirem um pragmatismo que contrastam com uma certa ingenuidade do protagonista. O combate entre os dois é intenso e emotivo, com todo o trabalho a nível de construção de personagens efectuado por "Rocky Balboa" durante a primeira hora do filme a ter repercussão na forma como encaramos este último terço. No final pouco importa se Rocky ganha ou perde. O seu maior duelo é consigo próprio tendo em vista a expurgar aquilo que tinha preso no interior da sua alma, ao mesmo tempo que procura manter uma relação de proximidade com o filho e com aqueles que lhe são próximos. No entanto, a maior vitória é a de Sylvester Stallone que insere um enorme vigor numa saga que parecia moribunda, elaborando um capítulo de ouro da mesma, conseguindo jogar com a nostalgia dos fãs ao inserir elementos que vão dizer muito mais aos mesmos, sempre sem cair nas armadilhas de efectuar uma mera homenagem e reverência àquilo que foi feito. É assim que encontramos Rocky envelhecido, com a sua peculiar maneira de falar e gesticular, de "coração na boca" e uma enorme bondade, com Sylvester Stallone a conseguir que sintamos as dores deste personagem. Não vão ainda faltar elementos icónicos como Rocky a correr e subir as escadas em Filadélfia (acompanhado por Punchie, o seu novo cão, a fazer o papel de Butkus no primeiro filme), a ingerir ovos crus, mas também a dedicar o seu feito a Adrian, aquela que foi o grande baluarte e amor da sua vida. A devoção de Rocky a Adrian é um exemplo paradigmático de que o maior interesse de Sylvester Stallone centra-se acima de tudo em explorar o lado humano dos personagens, em exibir como a passagem do tempo afectou os mesmos e como a maioria precisa urgentemente de uma nova oportunidade ou de mudar o rumo da sua vida, com o combate de boxe a ser essencial mas não o cerne de uma narrativa emotiva e surpreendentemente sensível. No final, seja qual for o resultado do combate de Rocky, o grande vencedor de "Rocky Balboa" é Sylvester Stallone ao realizar um dos capítulos mais tocantes, emotivos e bem construídos da saga, marcado por diálogos de uma surpreendente profundidade e um protagonista capaz de nos fazer torcer pelo mesmo como se de nós próprios se tratasse.

Título original: "Rocky Balboa".
Realizador: Sylvester Stallone.
Argumento: Sylvester Stallone.
Elenco: Sylvester Stallone, Burt Young, Antonio Tarver, Geraldine Hughes, Milo Ventimiglia.

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