07 setembro 2015

Resenha Crítica: "The Golden Era" (Huang jin shi dai)

 Realizado por Ann Hui, uma das cineastas de maior relevo da chamada Nova Vaga do Cinema de Hong Kong, "The Golden Era" surge como uma representação épica da vida e obra de Xiao Hong (Tang Wei), uma escritora que apresentou um percurso de afirmação admirável, embora o seu valor apenas tenha vindo a ser elevado vários anos após a sua morte. A vida de Xiao Hong foi curta, tendo falecido aos trinta anos de idade, em Hong Kong, mas a sua obra permitiu-lhe alcançar o estatuto de ser considerada como uma das escritoras mais relevantes da China no Século XX. A acompanhar o enredo encontram-se diversas figuras importantes na vida de Xiao Hong, com "The Golden Era" a deixar-nos muitas das vezes com discursos destes personagens como se fossem elementos a prestarem declarações para um documentário, ao mesmo tempo que evidencia com clareza as dificuldades em encontrar "a verdade" sobre alguns dos acontecimentos da vida da escritora. Os filmes biográficos assumem na maioria dos casos diversas liberdades ao serviço da narrativa, embora o trabalho dos investigadores também não esteja isento de lacunas, sobretudo quando não existem fontes ou estas são divergentes (veja-se quando Ann Hui nos coloca perante três versões distintas sobre a separação da protagonista e Xiao Jun). Ao longo das quase três horas de duração de "The Golden Era", a realizadora Ann Hui deixa-nos não só diante da história pessoal de Xiao Hong, introduzindo de forma subtil as mudanças que esta foi conhecendo ao longo da vida e a forma como os diversos episódios que vivenciou ajudaram a moldar os seus trabalhos, mas também perante algumas das transformações históricas e sociais da China durante a década de 30 e início dos anos 40 (Xiao Hong faleceu a 22 de Janeiro de 1942). Todos nós mudamos ao longo do tempo. Uns mais do que outros, mas é praticamente inegável que as experiências que vivemos e o contexto que nos rodeia acaba por influenciar a nossa vida. No caso de Xiao Hong esta situação não é diferente, com a protagonista de "The Golden Era" a encontrar-se inserida num período histórico fervilhante. As datas do nascimento e da morte de Xiao Hong, bem como o seu nome verdadeiro (Zhang Naiying), são apresentadas pela personagem interpretada por Tang Wei no início do filme. São momentos filmados a preto e branco, onde ficamos diante de um breve retrato sobre a história da protagonista, até Ann Hui preencher o ecrã de cor e nos estabelecer um fresco delicado e cuidado sobre esta mulher cuja vida conheceu diversos altos e baixos mas também situações de indelével relevo. Diga-se que a realizadora estabelece desde logo algo que vai utilizar de forma amiúde ao longo do enredo: um elemento a apresentar algo ou alguém, com esse personagem a narrar alguns dos acontecimentos de forma a acrescentar alguma informação adicional às imagens em movimento, algo que agiliza e incrementa a narrativa. Nem é preciso avançar muito na narrativa. Perto dos quatro minutos de duração, ficamos diante do depoimento de Zhang Xiuke, o irmão de Xiao Hong, como se fosse uma entrevista para um documentário, com este a relatar elementos sobre a vida da irmã, uma situação na qual encontraremos ainda Shu Qun, um amigo da personagem interpretada por Tang Wei, Bao Ling, uma editora que forma amizade com a protagonista, entre tantos outros personagens que povoam o enredo de "The Golden Era", numa medida que parece acima de tudo servir para Ann Hui dinamizar a narrativa, quase que procurando atribuir um tom documental à mesma. Inicialmente estranha-se mas depois entranha-se e conduz a que muitas das vezes pareça que nós próprios estamos a testemunhar algo de real e a compartilhar um certo sentimento de nostalgia em relação à perda desta mulher, com esta versão ficcional de Xiao Hong a acercar-se de nós enquanto somos colocados diante da sua história.

A informação que é exposta ao longo de "The Golden Era" é imensa, tal como os sentimentos, com Ann Hui a exibir uma clara reverência e paixão pela mulher que retrata, um fascínio que é transmitido para o espectador ao longo desta obra cinematográfica que nos deixa diante de uma escritora que procura acima de tudo: escrever. Xiao Hong nasceu a 2 de Junho de 1911, tendo procurado desafiar o seu progenitor ao fugir de um casamento arranjado, uma situação que a conduziu a procurar partir para Pequim em 1930. A protagonista gostava de Lu Zheshun, o seu primo, um indivíduo casado que a abandona após fugir inicialmente com esta, uma situação que a leva a envolver-se com Wang Dianjia (Yuan Wenkang), o noivo do qual tinha escapado. Quando Wang Dianjia a abandona, grávida, recheada de dívidas, em Harbin, esta fica desesperada a ponto de pedir ajuda aos elementos da redacção do International Gazette, um jornal local. Esta situação leva a que contacte com Xiao Jun (Feng Shaofeng), um dos elementos que labora para esta publicação, com quem irá iniciar uma relação. Uma cheia conduz a que a protagonista consiga escapar do motel onde se encontrava instalada, onde fora ameaçada de ser vendida a um bordel se não pagasse as dívidas. Esta entrega o seu filho para a adopção, começando aos poucos a fortalecer a sua relação com Xiao Jun, com ambos a irem viver inicialmente num quarto barato, onde até o colchão da cama é retirado devido a não terem dinheiro para pagar a presença do mesmo (o cuidado a nível do design dos cenários e guarda roupa para se adequar a cada momento é latente ao longo de "The Golden Era"). Xiao Jun consegue um trabalho como professor, que acumula com a sua escrita, com a relação entre ambos a ser marcada por momentos tão cândidos como uma refeição dividida ou o primeiro a cortar uma parte dos seus atacadores para colocá-la num sapato de Xiao Hong. A amizade que este forma com Cheng, uma jovem, deixa Xiao Hong com ciúmes, embora Xiao Jun venha ter um affair é com Yuehua, no período em que a protagonista tinha viajado para o Japão. Xiao Jun e Xiao Hong continuam a escrever, com o estilo de cada um a ser apreciado de forma distinta, chegando a existir um esboçar de uma certa rivalidade, enquanto contactam com outras figuras proeminentes da literatura chinesa, tais como Lu Xun (Wang Zhiwen), Duanmu Hongliang (Zhu Yawen), Ding Ling (Hao Lei), entre outras, com Ann Hui a procurar transmitir-nos uma ideia da atmosfera da época. Ding Ling era uma das escritoras mais populares deste período, enquanto Duanmu Hongliang vai contrair matrimónio com Xiao Hong, após esta separar-se de Xiao Jun. A relação entre Xiao Hong e Xiao Jun é desenvolvida com precisão, desde os momentos iniciais onde se encontram pela primeira vez, passando pelo crescimento de uma maior intimidade entre ambos, até às colaborações a nível profissional e alguma rivalidade. Encontramos a descrição que Xiao Jun fez da protagonista num texto da sua autoria, existindo uma química inicial que se desenvolve em algo mais profundo e complexo. Ambos os personagens evoluem ao longo do enredo, quer como escritores, quer como seres humanos, com o engajamento político de Xiao Jun a ser cada vez maior, enquanto o compromisso da protagonista é com a escrita. Aos poucos, aqueles momentos pitorescos e algo cândidos onde jantavam num restaurante algo atabernado são trocados pelo travo amargo do findar de uma relação. É nesta mulher progressista que se concentra o enredo de "The Golden Era", uma escritora que procura enfrentar o status quo da época e o papel menor que lhe poderiam querer atribuir, com esta a desafiar as expectativas e a deixar a sua marca na História. A evolução da personagem ao longo da narrativa é notória, com esta a começar a ganhar mais confiança em relação à sua escrita, mas também conhecimento sobre os acontecimentos políticos que envolvem o país, tais como a clandestinidade dos elementos Comunistas e as divergências destes elementos em relação ao KMT, a perseguição aos escritores associados à esquerda/Comunismo, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, com o filme a deambular entre os anos trinta e início da década de quarenta do Século XX.

O argumento procura explorar sobretudo estas figuras que envolvem o enredo de "The Golden Era", ao mesmo tempo que dá "umas pinceladas" em relação ao contexto, deixando-nos muitas das vezes a ter de efectuar todo um trabalho de pesquisa sobre o mesmo e os personagens inspirados em elementos reais para termos uma noção mais lata daquilo que nos é apresentado. Diga-se, novamente, que é impossível absorver à primeira, à segunda e duvido que à terceira tudo aquilo que "The Golden Era" tem para nos dar. São muitos os personagens e acontecimentos que nos são dados a conhecer, diversos flashbacks e flashforwards, aliados a um conjunto de valores de produção elevados que facilmente nos deleitam, algo notório na procura de representar a época de forma relativamente fiel ao ideal que temos da mesma, quer no guarda-roupa, quer nos cenários, quer no próprio contexto que envolve os protagonistas. Toda a atenção ao pormenor é notória, ou não existisse a noção que Ann Hui nos deixou com imenso para degustar. A cinematografia é particularmente cuidada, com cada plano a parecer ter sido pensado ao pormenor, sobressaindo sobretudo nas cenas nocturnas invernais onde as tonalidades azuis destacam-se, ou quando temos os cenários de Harbin dominados pela neve e a incerteza, com Ann Hui a contar com a preciosa colaboração de Wang Yu, um director de fotografia que trabalhou em filmes com Lou Ye, Jia Zhangke, entre outros e exibe aqui, mais uma vez, o porquê de merecer a confiança de tão ilustres cineastas. A estadia em Harbin foi marcada por momentos de incerteza. É neste local que encontramos a protagonista a falar com o irmão no café nos momentos iniciais de "The Golden Era", bem como Xiao Hong a escrever, enquanto Zhang Xiuke quebra a quarta parede e dirige-se para o espectador. É mais uma procura de Ann Hui em dinamizar a narrativa e transgredir possíveis regras e expectativas associadas aos filmes biográficos, com o espectador a ver-se muitas das vezes numa posição onde é praticamente "obrigado" a fazer parte da narrativa. Esta quebra da quarta parede, associada aos depoimentos de vários elementos, quase como se estivéssemos a presenciar os acontecimentos em directo, ou a assistir a um documentário, volta a remeter para aquilo que já salientei anteriormente sobre "The Golden Era", com muito a estranhar-se e depois a entranhar-se. Provavelmente nem toda a gente terá a mesma reacção a esta procura de Ann Hui em mesclar os convencionalismos dos filmes biográficos com elementos experimentais (veja-se ainda em alguns momentos a colocação dos personagens no centro dos planos quase a parecer que estão a olhar para o espectador, em trechos que fazem recordar as obras de Yasujiro Ozu), ao mesmo tempo que apresenta uma visão muito própria sobre a figura que retrata. Fica quase sempre claro que Ann Hui admira a personagem que retrata, ou pelo menos assim parece, ao mesmo tempo que procura expor e explorar o mistério em volta da sua figura. Temos fontes, temos os seus livros e cartas, mas vários episódios sobre a vida pessoal desta mulher ficaram em branco. Ann Hui não exibe logo tudo sobre Xiao Hong nos momentos iniciais do filme, tal como não nos vai deixar com totais certezas sobre quem terá sido esta fascinante figura, procurando transmitir não só a sua versão desta mulher mas também a de diversos relatos dos personagens que pontuam a narrativa. Tang Wei, uma actriz que teve um desempenho assinalável em "Se, jie" de Ang Lee, volta a exibir mais uma vez o seu talento e magnetismo, conseguindo explorar este lado fascinante da personagem que interpreta. A actriz consegue tanto expor as vulnerabilidades da personagem que interpreta, sobretudo no último terço quando o estado de saúde da protagonista se deteriora, como um lado mais forte e idealista, transmitindo os sentimentos de Xiao Hong com uma enorme facilidade, sempre sem deixar de lado algum mistério inerente à figura desta mulher que muitas das vezes parece ter procurado distanciar-se das questões políticas.

Xiao Hong começa como uma jovem idealista mas algo imatura e ingénua que procura fugir à autoridade do pai, aos poucos desenvolve um romance com Xiao Jun, conhece elementos importantes da literatura como Lu Xun e assume a sua vocação para a escrita, não tendo problemas em escrever aquilo que pretende ao invés de procurar agradar ao público (tal como Ann Hui parece realizar os seus filmes como pretende ao invés de estar dependente de procurar agradar a tudo e todos). A narração em off permite ainda que fiquemos diante de algumas falas da protagonista que parecem saídas das suas obras literárias, bem como dos escritos de Xiao Jun. As próprias obras escritas por Xiao Hong e Xiao Jun parecem ter saído de vivências particulares que ambos experimentaram ao longo das suas existências, ou pelo menos é isso que nos é dado a entender ao longo do filme. Veja-se quando Zhang Xiuke salienta que o encontro com a irmã inspirou o ensaio "Early Winter", escrito por esta. São vários os trechos das obras e das cartas que parecem ser citados ao longo de "The Golden Era", enquanto Ann Hui nos deixa diante desta escritora e de vários personagens e locais que marcaram a sua vida. Veja-se a sua passagem pelo Japão e Hong Kong, mas também o seu regresso ao território chinês, já com o conflito entre o país nipónico e a China, com o contexto a também influenciar os personagens. Esta situação é visível em Xiao Jun. Este surge como um elemento inicialmente afável, que se interessa pelo talento e personalidade de Xiao Hong, acabando aos poucos por se afastar ao mesmo tempo que o seu engajamento político parece aumentar. Trai-a, agride-a, embora pareça amá-la, até que esta inicia um caso com Duanmu Hongliang, um escritor que parece respeitá-la e admirá-la. Zhu Yawen tem espaço para se destacar como este personagem, um indivíduo culto, mais temeroso e menos impetuoso que Xiao Jun, embora a relação de Xiao Hong com os homens esteja longe de ser pacífica. Diga-se que o elenco secundário tem algum espaço para se evidenciar ao longo do filme. Veja-se casos como o de Huang Xuang, o intérprete de Luo Binji, um amigo do irmão da protagonista que viria a contactar de perto com esta nos últimos momentos da sua vida, tendo elaborado a primeira biografia sobre a mesma, ou Wang Zhiwen, o actor que dá vida a Lu Xun, um dos escritores mais importantes do seu tempo, que chegou a ser perseguido pelo KMT (existe a notícia da perseguição aos escritores comunistas por parte do KMT, embora Lu Xun seja descrito como alguém atacado por ambos os lados da contenda), surgindo como um indivíduo algo desiludido com a facilidade com que alguns escritores mudam os seus ideais, que forma amizade com Xiao Hong e Xiao Jun. A relação entre Xiao Hong e Xiao Jun também é marcada pelo convívio com alguns elementos do meio literário, com a primeira a procurar afastar-se da literatura excessivamente política e nacionalista (no contexto do filme). A dinâmica entre Tang Wei e Feng Shaofeng é muitas das vezes essencial para a química entre os protagonistas funcionar, com a dupla a demonstrar uma enorme competência a explorar aquilo que reunia e irá acabar por afastar os elementos a quem dão vida. Os personagens que interpretam seguem caminhos diferentes. Xiao Hong apenas quer escrever e manteve-se fiel à sua procura de manter alguma distância política, enquanto Xiao Jun assumiu uma postura distinta, tal como Ding Ling.

A certa altura Ding Ling e Xiao Hong encontram-se, com a primeira a assumir o seu apoio ao comunismo e à defesa da nação, algo que não se evidencia de forma latente na protagonista cujas preocupações passam menos por estas lides. Diga-se que não vão faltar personagens que assumem o seu engajamento político, sobretudo a partir do momento da Segunda Guerra Sino-Japonesa, algo visível em Xiao Jun. Xiao Hong sobressai pela integridade que mantém, com os acontecimentos bélicos a não desfazerem a sua procura em escrever sobre aquilo que lhe interessava, sendo elogiada pela sua capacidade em transmitir os seus sentimentos para o papel. Também Ann Hui se evidencia, com esta mais uma vez a criar uma obra plena de humanidade, marcada por enorme delicadeza e humanismo. Por vezes é certo que, apesar de acrescentar algo ao enredo, a narração em off é utilizada de forma algo excessiva ao longo da história, para além de se tornar demasiadas vezes fundamental efectuar uma pesquisa prévia sobre os elementos retratados antes de nos atirarmos de frente para uma obra que nos traça um fresco sobre Xiao Hong, com o argumento a carregar na informação mas a parecer por vezes que também não consegue dar conta do recado de nos dar a conhecer a complexidade da miríade de personagens apresentados. É um fresco que procura explorar não só o lado humano desta mulher e a sua talentosa escrita, mas também os seus sentimentos e pensamentos, com Ann Hui a parecer muitas das vezes querer desenvolver as possibilidades que esta personagem lhe dá para divagar sobre a essência da mesma. A certa altura do filme podemos encontrar a protagonista a fumar. Este é um vício de vários personagens que envolvem o enredo. Ao contrário do fumo destes cigarros que facilmente se dissipa e foge da nossa visão, a história de Xiao Hong e as suas obras têm perdurado ao longo do tempo, embora nem sempre sejam conhecidas pelo público ocidental. Para ser sincero, é a primeira vez que descubro a sua existência, com "The Golden Era" a ter servido como ponto de partida para procurar saber mais sobre esta figura fascinante da literatura chinesa. O fascínio que nos desperta advém também daquilo que Ann Hui consegue transmitir ao longo de "The Golden Era" mas também da interpretação de Tang Wei, uma actriz de inegável talento que tem tudo para conseguir uma carreira de bom nível, uma situação que já tinha exibido em "Se, jie". Naquela que é uma das obras mais ambiciosas da carreira de Ann Hui, a realizadora mostra-se à altura do desafio, acrescentando mais um título de relevo ao seu recomendável currículo. Podemos dizer que por vezes se perde no seu fascínio e reverência pela figura que retrata, mas nós a certa altura também nos perdemos e embrenhamo-nos pela sua história, com Ann Hui a dar tempo para desenvolver diversas nuances da protagonista, os seus relacionamentos, a procurar descobrir quem era esta escritora e como pensava, ao mesmo tempo que nos exibe os ideais da mesma. O trabalho de caracterização aliado a uma interpretação de bom nível de Tang Wei permitem expor o delicado estado desta mulher a certa altura da narrativa, uma figura que parece ter tocado de forma indelével aqueles que contactaram de perto consigo. Temos ainda um conjunto de interpretações de relevo por parte do elenco principal, já para não deixar de lado a interessante utilização da paleta cromática e o magnífico guarda-roupa, ou até a representação bem viva dos episódios a ponto de parecer muitas das vezes que os vivenciamos. A própria representação dos territórios reflecte os diferentes contextos políticos, algo visível na degradação do último terço com os ataques japoneses, existindo todo um conjunto de elementos que facilmente atraem a nossa atenção ao longo do filme. "The Golden Era" é também mais um capítulo dourado no currículo de Ann Hui com a realizadora a exibir mais uma vez a sua enorme sensibilidade e capacidade de nos fazer embrenhar nas histórias que nos apresenta.

Título original: "Huang jin shi dai". 
Título em inglês: "The Golden Era". 
Título em Portugal: "A Era de Ouro".
Realizadora: Ann Hui.
Argumento:
Li Qiang.
 Elenco: Tang Wei, Feng Shaofeng, Wang Zhiwen, Zhu Yawen.

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