06 setembro 2015

Resenha Crítica: "Fight Club" (Clube de Combate)

 [AVISO: Esta resenha tem spoilers!] A certa altura de "Fight Club", Tyler Durden (Brad Pitt) salienta as regras do clube do título: "Welcome to Fight Club. The first rule of Fight Club is: you do not talk about Fight Club. The second rule of Fight Club is: you DO NOT talk about Fight Club! Third rule of Fight Club: someone yells "stop!", goes limp, taps out, the fight is over. Fourth rule: only two guys to a fight. Fifth rule: one fight at a time, fellas. Sixth rule: No shirts, no shoes. Seventh rule: fights will go on as long as they have to. And the eighth and final rule: if this is your first time at Fight Club, you have to fight". Tyler é um indivíduo niilista de comportamento errático, supostamente vendedor de sabonetes, pronto a romper com o status quo e a desafiar as autoridades, surgindo em contraste com o narrador e protagonista (Edward Norton) do filme, um homem cujo verdadeiro nome não ficamos inicialmente a conhecer. No início de "Fight Club" encontramos o narrador diante de Tyler, com este último a apontar-lhe uma pistola, chegando a colocar a mesma na boca do protagonista, enquanto em voiceover é explicado que uma série de edifícios vão explodir devido a um plano do Comité de Demolição do Projeto de Destruição. Inicialmente pouco sabemos quem são estes personagens, nem duvidamos da sua existência, em momentos estilizados, onde a violência está muito presente e é dado o mote para uma obra cinematográfica que mescla a mesma com situações mais profundas e outras até cómicas ou pelo menos marcadas por algum sarcasmo e uma visão do mundo algo desencantada. Inspirado na obra literária homónima de Chuck Palahniuk, "Fight Club" surge como um pedaço explosivo de cinema, que se acerca da nossa mente, fica preso pela nossa imaginação várias horas depois da sua visualização, faz-nos escorregar por completo nas nossas certezas, enquanto nos coloca diante de um enredo onde o narrador é tudo menos confiável. A ideia de colocar um narrador em quem nem sempre podemos confiar não é nova, mas é utilizada com enorme acerto, com "Fight Club" a colocar-nos diante de alguns estranhos episódios que aos poucos revelam tanto a natureza perturbada do personagem interpretado por Edward Norton como a densidade de um filme que mescla de forma sublime estilo e substância. Norton e Pitt dominam o filme. O primeiro como o narrador, aquele que deveria ser o nosso ponto de contacto em relação aos episódios do enredo, embora a certa altura tire-nos o tapete e deixe-nos desarmados numa reviravolta que em nada faz perder o efeito provocado pelo filme em novas visualizações, bem pelo contrário. Norton interpreta um indivíduo aparentemente comum, com notórios problemas em adormecer, que trabalha para uma grande empresa do sector automóvel, como coordenador de devoluções, algo que o leva a deslocar-se regularmente em viagens onde conhece esporadicamente pessoas e espera ansiosamente que algum acidente aconteça para colocar fim à sua vida ou dar algum tempero à mesma. Este é um representante de uma classe média pouco entusiasmada com a sua rotina e o seu emprego, que parece ter visto parte dos seus sonhos ter sido dilacerada com o avançar do tempo. As dificuldades em dormir são combatidas de forma estranha, em particular a frequentar sessões de grupos como o de doentes que perderam os seus testículos, onde conhece Bob (Meat Loaf), um tipo de seios gigantes que padece de cancro numa zona sensível devido à utilização excessiva de esteroides, com a sinceridade deste indivíduo a fazer com que o protagonista chore e consiga dormir à noite, num dos vários momentos em que David Fincher exibe que não parece ter problemas em abraçar os excessos e o ridículo.

Os momentos tanto têm de cómicos como de trágicos, com o narrador a encontrar-se com a face bem junta dos seios de Bob, que descreve da seguinte forma "(...) enormes tetas suadas, enormes, tão grandes quanto Deus", numa das várias falas do filme que facilmente geram impacto junto do espectador, quer por nos desarmarem, quer por serem ditas num misto de seriedade e ironia que nos faz despertar um sorriso em situações por vezes inesperadas. Durante a noite, o protagonista consegue dormir melhor do que um bebé, algo que o torna viciado nestes grupos de ajuda, pelo menos até conhecer a peculiar Marla Singer (Helena Bonham Carter), uma mulher misteriosa, que prefere frequentar estes espaços porque é mais barato do que ir ao cinema e até bebe café sem pagar. Marla é uma das muitas personagens estranhas e solitárias que habitam a narrativa, com esta a surgir quase como uma femme fatale, que se envolve num estranho triângulo que, na realidade, nunca o chega bem a ser, com os personagens interpretados por Brad Pitt e Edward Norton. A presença de Marla incomoda o narrador a nível inicial, a ponto de o fazer voltar de novo às insónias, ficando num estado que descreve como algo em que nem se fica acordado nem a dormir, uma situação que se repercute no seu quotidiano. Sonha confrontar Marla, numa das várias cenas onde ficamos diante dos desejos do protagonista, tal como ficaremos diante de um hipotético desastre de avião, com David Fincher a não ter problemas em destravar por completo a narrativa da realidade, quer a expor aquilo que os personagens pretendem fazer, quer a colocá-los a dirigirem-se para o espectador, quer a colocar um órgão peniano no ecrã quando menos esperamos. Helena Bonham Carter é um dos destaques do filme, quer pela sua interpretação que dota Marla de uma personalidade deliciosamente negra, sarcástica e peculiar, uma espécie de femme fatale que se prepara para invadir a vida do protagonista conseguindo, para o melhor e para o pior, despertar a sua atenção. Esta vende roupas usadas, tal como compra outras, veste-se maioritariamente de preto e utiliza um penteado desgrenhado, com as suas longas olheiras a combinarem com o estilo de humor e fatalismo de Marla. O narrador acaba por entrar em contacto com Marla, com o estilo nervoso e pouco confiante do personagem interpretado por Edward Norton a contrastarem com esta mulher. Norton interpreta um personagem complexo, cujo apartamento encontra-se totalmente decorado a preceito, ou este não fosse viciado em produtos do IKEA, tendo um guarda-roupa adequado às modas da época, parecendo fazer parte de uma geração algo conformada diante do establishment, pelo menos até conhecer Tyler Durden, uma figura que representa quase o "macho-alfa", que tem um estilo de vida completamente louco. Se o narrador veste-se inicialmente de forma sóbria, pronta a expressar a sua personalidade algo discreta e pronta a levantar poucas ondas, já Durden aparece como alguém com casaco de couro, cabelo penteado de forma a expressar a sua rebeldia, envolvendo o protagonista no seu violento e louco quotidiano. Este trabalha a vender sabonetes, tendo ainda um suposto part-time como projeccionista onde se diverte a colocar trechos de imagens ou sons pornográficos nos filmes para toda a família para chocar o público, já para não falar que laborou num restaurante onde urina e gases faziam parte da refeição a entregar. As cenas na projecção e no restaurante de luxo são expostas pelo personagem de Edward Norton, em pessoa, directamente virado para o espectador, com David Fincher a não ter problemas em mudar o tom da narrativa, quebrar a quarta parede, criticar a sociedade de consumo e a passividade com que muitas das vezes encaramos a vida, expor a violência de forma visceral, numa obra intensa, sardónica e marcante. Quando chega a casa, após uma das suas muitas viagens de avião, o protagonista depara-se com uma explosão que conduziu à destruição de todos os seus bens, incluindo a mesa com o símbolo do yin e yang. É então que telefona a Tyler, com ambos a irem beber uns copos, até o personagem interpretado por Edward Norton ter coragem para pedir para ficar em casa do primeiro durante o período em que espera tratar de tudo com a seguradora. Seguem-se os primeiros momentos de brutalidade entre ambos. O cenário é marcado pelas tonalidades azuladas provenientes da entrada do clube nocturno, a iluminação é típica de um cenário neste período tardio do dia, ou seja, bastante baixa, com Tyler a pedir para que o seu interlocutor lhe dê um soco na cara.

 O narrador primeiro hesita, posteriormente dá-lhe um murro na orelha, com Tyler a ficar feliz até ripostar, com os dois a terem na violência e na pancadaria uma forma de extravasarem emoções. Ao início são apenas os dois à pancada em actos que tanto têm de brutais como de infantis, num jeito meio estranho de afirmarem ou não a sua masculinidade. Passado algum tempo mais gente adere e forma-se o "Fight Club", um clube de lutas ilegal, com regras muito próprias, localizado inicialmente numa divisória de um clube nocturno, com David Fincher a efectuar uma representação do espaço citadino que a espaços nos faz recordar "Seven". O espaço citadino marcado pela violência, por vezes apresentado de forma estilizada, tal como a espaços a chuva bastante forte, remetem para "Seven", mas também a capacidade de Fincher em criar jogos psicológicos intrincados, algo visível no duelo interno formado pelo protagonista, um indivíduo complexo, cuja mente encontra-se num estado caótico. Edward Norton é sublime a interpretar esta estranha figura, um empregado de uma empresa que aparenta ter uma vida perfeita mas encontra-se num estado completamente caótico. Inicialmente encontra-se numa cena intensa com Brad Pitt, com quem vai protagonizar alguns dos trechos mais memoráveis do filme, embora seja impossível retirar da memória aqueles momentos ao lado da personagem interpretada por Helena Bonham Carter, onde tudo parece ter saído de forma perfeita. A canção "Where is my mind" dos Pixels incrementa o momento, tal como a iluminação e as tonalidades marcadas por tons azulados, enquanto este salienta que Marla conheceu-o numa fase complicada da sua vida. O quotidiano do protagonista é alterado quando conhece Tyler mas também quando descobre a verdade sobre o mesmo, com "Fight Club" a colocar-nos diante de duas figuras distintas que têm mais em comum do que aparentam. Brad Pitt atribui uma intensidade notória a Tyler, com o actor a incutir sempre um misto de loucura, irreverência e sentimento de perigo a esta figura que aos poucos arregimenta um núcleo de indivíduos dispostos a cometer actos de vandalismos e a participarem numa operação intitulada de "Projecto Destruição" que tem como objectivo final destruir a sede de empresas de cartões de crédito e assim apagar os registos dos devedores. O protagonista não aprova estes actos, enquanto Tyler é o cabecilha dos mesmos, algo revelador dos objectivos aparentemente dicotómicos de ambos. A própria casa de Tyler é representativa da dicotomia das personalidades destes personagens a nível inicial. O narrador tem, ou melhor, tinha, uma casa metodicamente decorada e algo impessoal, recheada de produtos que o tornam praticamente adequado à nossa sociedade de consumo, contando até com pratos de vidro com pequenas imperfeições que foram efectuados por trabalhadores locais. Tyler habita numa espelunca onde nada parece funcionar, marcada pela falta de higiene, paredes recheadas de humidade e gordura, que remete para a sua personalidade anti-capitalista, anti-sistema e anti-consumista, uma situação expressa em vários dos seus diálogos, tais como: "(...) God damn it, an entire generation pumping gas, waiting tables; slaves with white collars. Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need. We're the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact. And we're very, very pissed off." ou "You're not your job. You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world.". Diga-se que esta onda de violência, protagonizada por esta geração pontuada por indivíduos de sonhos desfeitos, surge quase como um grito de revolta, com David Fincher a utilizar a espaços o exagero para o comentário social, com a brutalidade da pancadaria a evidenciar o inconformismo ou pelo menos uma forma de expurgar as frustrações de um quotidiano de merda, formando-se uma espécie de "clube do Bolinha", onde "menina não entra" e os rapazes, já adultos, andam à pancada como se fossem uns garotos inconsequentes.

 Tyler é a outra face da moeda do narrador, com este último a gradualmente parecer moldar-se ao primeiro, apesar da grande reviravolta onde descobrimos que o personagem interpretado por Brad Pitt nunca existiu, ou melhor, foi criado pela mente do segundo. Fincher desarma-nos e ao protagonista, apesar de ter deixado várias pistas pelo caminho em relação a Tyler, uma figura musculada, irreverente e aparentemente confiante, cuja rebeldia raramente é escondida tal como raramente reprime os seus sentimentos e ideias, surgindo como o "lado negro" do narrador. Tyler vai servir para efectuar o comentário social efectuado por David Fincher, com os objectivos do personagem interpretado por Brad Pitt, de uma sociedade igualitária ou totalitária, ao pretender arruinar com os registos de dívida, a exporem pensamentos que ficam entre a utopia (a procura de se despojar dos bens) e o terrorismo (a violência e a forma como arregimenta um grupo que o segue de forma quase cega), mas também a exibirem aquilo que poderá acontecer diante de uma possível revolta de uma classe média insatisfeita. Ao longo do filme não vão faltar episódios de violência, com esta a aumentar de forma exponencial quando a casa de Tyler se transforma praticamente numa sede que reúne vários indivíduos revoltados com a sociedade, o emprego e até consigo próprios, sem que se apercebam que as suas personalidades encontram-se sugadas diante da reverência ao personagem interpretado por Pitt. Existe ainda lugar para o absurdo ao longo do filme, mas também para falas brilhantes e recheadas de ironia. Veja-se quando encontramos Marla a salientar que "O preservativo é o sapato de cristal da nossa geração. Enfia-se um quando se encontra um estranho. Dança-se toda a noite. E depois deita-se fora". Esta tem uma relação intrincada com a dupla de protagonistas, tendo em Tyler um parceiro sexual e no narrador uma figura que lhe é próxima embora nem sempre compreenda os seus actos. Aos poucos, muita da estranheza do narrador é explicada, sobretudo na reviravolta do último terço, onde percebemos que a mente deste é capaz de gerar uma figura completamente antagónica para lhe dar coragem para fazer aquilo que não conseguiria pelos meios normais. Está entre a loucura e a sanidade, com a última a ser envolvida pela primeira apesar de em alguns momentos vir ao de cima, numa obra que não poupa nos momentos de irreverência. Não falta pancadaria, diálogos sardónicos, barulhos do foro sexual capazes de colocarem paredes a estremecer, pénis a surgirem do meio do nada para imitar o que Tyler efectuara na projecção, numa obra onde David Fincher expõe mais uma vez a sua mestria a nível visual e de exploração da narrativa, com estilo e substância a juntarem-se de forma perfeita. Parte do sucesso do filme deve-se também à dinâmica entre Edward Norton e Brad Pitt, com estes a interpretarem personagens que mantêm uma relação a espaços algo homoerótica, com a dupla a mostrar serviço e expor talento para a representação, incutindo uma enorme intensidade às figuras que interpretam. Veja-se a título de exemplo quando andam à pancada, ou quando o narrador se decide demitir e finge estar a ser espancado pelo seu chefe de forma a receber uma indemnização choruda, ou até as lutas sangrentas entre diversos personagens, numa obra que não poupa nos episódios que facilmente ficam agarrados na memória. Uma dessas lutas onde fica visível a violência remete para o combate entre o personagem interpretado por Edward Norton e "Angel Face" (Jared Leto), um dos integrantes do grupo, com o primeiro a espancar violentamente a face do segundo. Os combates são marcados pela intensidade destes embates corpo a corpo, onde a violência parece andar por todos os poros dos planos e dos protagonistas.

 Os planos são elaborados com precisão, embora nenhum permita igualar aquilo que nos é apresentado nos momentos finais, num filme que sobressai ainda pela magnífica decoração dos cenários tendo em vista a exprimir as personalidades dos personagens, algo visível nas casas do narrador e de Tyler, com este último espaço a também influir na vida do protagonista. Apesar dos largos elogios efectuados neste texto, vale a pena salientar que "Fight Club" é um filme que esteve e está longe de gerar consenso, algo visível desde logo no texto de Roger Ebert que atribuiu duas estrelas e começou o seu texto de forma precisa e concisa: "'Fight Club' is the most frankly and cheerfully fascist big-star movie since "Death Wish," a celebration of violence in which the heroes write themselves a license to drink, smoke, screw and beat one another up". O último terço pode exactamente remeter para esse fascismo assinalado por Ebert, com o personagem interpretado por Pitt a procurar reunir um grupo quase sem personalidade que presta vassalagem ao líder e aos seus ideais, iniciando um conjunto de actos perigosos e violentos que podem causar o caos. Também Dennis Schwartz, do site Ozu's World Movie Reviews, não ficou totalmente convencido, tendo salientado que "The fatuous simplicity the film offers for linking America's penchant for violence and sex with a lack of fulfillment one has from their jobs, is too much of a generality to be taken seriously. This response to what has gone wrong with the American Dream is just as banal and wrong-headed a response, as those who would blame films such as this one for America's problems", algo que até vai contra aquilo que "Fight Club" nos apresenta. É certo que o filme muitas das vezes não se leva a sério, é certo que algumas das suas mensagens não são para ser seguidas à letra, mas está longe de optar pela via simplista, com David Fincher a criar uma obra cinematográfica que tanto tem de controversa como de desafiadora e capaz de nos colocar a pensar sobre a mesma e até sobre a sociedade que nos rodeia e as frustrações inerentes ao quotidiano. O seu último terço, controverso, é certo, expõe, a facilidade ridícula com que um indivíduo conseguiu arregimentar um bando elevado de frustrados para actos pouco recomendáveis, que contrariam a democracia mas acabam por evidenciar o quão fácil uma população em crise, seja a nível financeiro, ou de valores morais, pode entrar num movimento perigoso. A aparente inconsequência destes indivíduos e o tom algo sarcástico de Fincher por vezes podem retirar algum peso a estes episódios mas, quando o Projecto de Destruição é colocado em prática, estamos diante de um grupo terrorista ou se preferirem perante a génese de um movimento fascista que não respeita os princípios da democracia. A violência é mais do que muita, a sua mensagem pode ser interpretada de forma distinta, um pouco como em cada filme, embora "Fight Club" esteja longe de ser "apenas mais uma obra cinematográfica". No final, edifícios explodem, personagens revelam as suas forças e fraquezas, sentimentos são transmitidos e David Fincher procura que não levemos tudo totalmente a sério ao expor mais uma vez que estamos diante de um filme que, por sinal, consegue permanecer na memória, gerar os mais diversos sentimentos, criar interpretações nem sempre consensuais e acima de tudo envolver aqueles que se deixaram embrenhar neste universo narrativo que tanto tem de violento como de irreverente e memorável.

Título original: "Fight Club". 
Título em Portugal: "Clube de Combate".
Título no Brasil: "Clube de Luta".
Realizador: David Fincher.
Argumento: Jim Uhls.
Elenco: Brad Pitt, Edward Norton, Helena Bonham Carter, Meat Loaf, Jared Leto.

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