24 junho 2015

Estreias da semana - 25 de Junho de 2015

Boa-tarde, caros leitores, e bem-vindos a mais um post das estreias da semana.

A partir de amanhã, dia 25 de Junho, vão estrear sete novos filmes nas salas de cinema portuguesas, um deles acompanhado por uma curta-metragem, e ainda as seis obras que vão ser exibidas no Espaço Nimas no âmbito de uma nova retrospetiva dedicada a Ingmar Bergman.

Quanto aos sete filmes, como de costume separá-los-ei por nacionalidade, porque é mais prático para toda a gente.

Assim sendo, dos Estados Unidos chega-nos a comédia "Ted 2" e o filme de ação "Vice" (ao pessoal da Pris: com tanto filme bom para estrear não nos arranjavam um melhorzinho?), e de França a comédia "Não Incomodar" e o drama "O Homem Demasiado Amado".

Teremos também algumas produções multinacionais como o drama de pendor histórico "Madame Bovary", proveniente dos Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, e o drama/comédia "Um Pombo Posou num Ramo a Refletir na Existência", proveniente da Suécia, Alemanha, Noruega e França.

Teremos também o documentário português "Nós na Rua", que será exibido em conjunto com a curta-metragem "Timor Loro-Sae".

Quanto aos filmes de Ingmar Bergman, dar-lhes-ei o respetivo destaque no final deste post. Por agora, eis algumas informações sobre as estreias que, por um motivo ou por outro, suscitaram a nossa atenção.

Começamos por destacar a estreia de "Um Pombo Pousou num Ramo a Refletir na Existência", que apesar de ter um nome um bocado presunçoso foi bem recebido pela crítica estrangeira, tendo chegado a ganhar um Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2014.

O filme foi realizado por Roy Anderson, a partir de um argumento da autoria do próprio.

Holger Andersson, Jonas Gerholm, Lotti Törnros, Nils Westblom e Viktor Gyllenberg fazem parte do elenco da obra.

Sinopse: Três encontros com a morte: um homem morre de ataque cardíaco numa tentativa enérgica de tirar a rolha de uma garrafa de vinho, enquanto a mulher, inconsciente do que se passa, continua a fazer o jantar na cozinha. Uma idosa no seu leito do morte agarra-se a uma mala cheia de jóias enquanto os filhos a tentam tirar do seu aperto desesperado: “Não podes levar isto para o céu, mamã, no céu dão-te jóias novas...”. Um passageiro jaz morto no café de um ferry, tendo acabado de pagar o almoço. A empregada pergunta: “Alguém quer isto? É gratuito.”

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Mencione-se igualmente a chegada às nossas salas de "Madame Bovary", mais uma adaptação à obra de Gustave Flaubert, que o Aníbal já viu e não ficou impressionado, tendo-lhe escrito uma crítica que termina assim mesmo: «Diga-se que a actriz não é a única culpada, com Sophie Barthes a muitas das vezes parecer pouco preocupada em desenvolver os relacionamentos no tempo certo, retirando peso aos acontecimentos ao tratar muitos dos eventos de forma apressada. Veja-se como recebemos a notícia da morte do pai de Charles mas pouco sentimos a mesma já que o personagem até então não fora apresentado, nem sabíamos que o esposo da protagonista tinha uma ligação forte ao progenitor, algo que fica ainda notório na forma como personagens como Marquis e Leon entram e saem da narrativa com enorme facilidade. Temos ainda a presença de elementos como Henrietta (Laura Carmichael), a governanta da casa de Charles, e Emma, com Laura Carmichael a ter pouco espaço para sobressair, algo que acontece também com Paul Giamatti, com "Madame Bovary" a apresentar uma frivolidade semelhante a alguns dos desejos da protagonista. Sophie Barthes pode ser bem intencionada nos seus propósitos, mas não consegue incutir chama a um filme que tinha material para muito mais do que aquilo que proporciona ao espectador

O filme foi realizado por Sophie Barthes, tendo-se baseado num argumento da própria e de Rose Barreneche.

O elenco de "Madame Bovary" compõe-se de Mia Wasikowska, Henry Lloyd-Hughes, Paul Giamatti, Ezra Miller, Rhys Ifans, entre outros.

Sinopse: A história de Emma, uma mulher sonhadora pequeno-burguesa, criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles Bovary, um médico do interior tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Emma, cada vez mais angustiada e frustrada, ao sentir-se presa a um indissolúvel casamento, busca no adultério uma forma de encontrar a liberdade e a felicidade. Apesar da intensa procura de uma vida plena, dificilmente consegue sentir-se satisfeita com o que é e o que tem.

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Quanto a "O Homem Demasiado Amado", diga-se que não temos expectativas particularmente elevadas, a própria crítica nem gostou muito dele, mas a verdade é que é protagonizado pela nossa amiga Adèle Haenel, pelo que é difícil não sentirmos alguma curiosidade.

O filme foi realizado por André Téchiné, a partir de um argumento do próprio, de Cédric Anger e de Jean-Charles Le Roux.

Adèle Haenel, Catherine Deneuve, Guillaume Canet e Mauro Conte fazem parte do elenco.

Sinopse: Nice, 1976. Agnès, filha de Renée Le Roux, dona do casino Palais de la Méditerranée, apaixona-se por Maurice, um advogado dez anos mais velho e conselheiro da sua mãe. Enquanto ele mantém outras relações, ela vive uma paixão arrebatadora. Após o casino sofrer um duro golpe, Renée vê-se nas mãos da máfia e do seu rival, Fratoni, que oferece três milhões de francos pelo casino. Maurice convence Agnès a votar contra a sua mãe e Renée perde o casino. Após esta decisão, Maurice acaba a relação com Agnès, que fica ressentida com a traição à mãe. Após uma tentativa de suicídio a jovem desaparece.O "Caso Le Roux", como ficou conhecido, chocou o mundo e especialmente a França em 1977, merecendo a atenção da imprensa a nível mundial. O corpo de Agnès le Roux nunca foi encontrado e a sua mãe não desistiu de procurar a verdade sobre o que teria acontecido. Em 2014, e após cerca de 30 anos de investigações, Maurice foi condenado pelo assassinato de Agnès. Esta condenação surgiu praticamente na mesma altura em que "O Homem Demasiado Amado" esteve presente no Festival de Cannes, integrando a Selecção Oficial, Fora de Competição.

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Estreará também "Ted 2", que penso dispensar quaisquer apresentações, e que como era expectável não caiu nas boas graças da crítica norte-americana.

O filme, tal como o seu predecessor, foi realizado por Seth MacFarlane.

O argumento ficou a cargo do próprio MacFarlane, que contou com a colaboração de Alec Sulkin e Wellesley Wild.

O elenco do filme conta com Mark Wahlberg, Amanda Seyfried, Jessica Barth, Liam Neeson, Morgan Freeman, entre outros.

Sinopse: Emparelhado recentemente com Tami-Lynn, Ted quer constituir família e ter filhos. O problema será provar em tribunal que é qualificado para ser pai. Mais que isso: que é mesmo uma pessoa e não um mero urso de peluche.



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Quanto à retrospetiva de Ingmar Bergman, composta por seis filmes do realizador sueco (1918-2007), que vão ser exibidos no Espaço Nimas, (podem aceder à programação aqui) passo a transcrever parte do texto disponível no site da Leopardo Filmes, que até é informativo.

«A programação das seis novas obras de INGMAR BERGMAN já está disponível e pode ser consultada. Depois do sucesso das 17 obras de INGMAR BERGMAN, a LEOPARDO FILMES e a MEDEIA FILMES apresentam uma programação com seis novas obras do mestre do cinema sueco, três delas em versões restauradas.

A FLAUTA MÁGICA (versão restaurada), LUZ DE INVERNO (versão restaurada), A FONTE DA VIRGEM (versão restaurada), O ROSTO, RUMO À FELICIDADE e A FORÇA DO SEXO FRACO são os filmes que integram esta programação.

Este ciclo estará presente no ESPAÇO NIMAS, em Lisboa, durante seis semanas, entre 25 de Junho e 5 de Agosto. No Porto, no TEATRO MUNICPAL CAMPO ALEGRE, estas obras de INGMAR BERGMAN poderão ser vistas a partir de 2 de Julho e estarão em exibição durante quatro semanas

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