20 maio 2015

Estreias da semana - 21 de Maio de 2015

Boa-noite, caros leitores, e bem-vindos a mais um post das estreias da semana.

A partir de amanhã, dia 21 de Maio de 2015, vão estrear nove filmes nas salas de cinema portuguesas, que, desta vez, irei agrupar por género.

Há que realçar que três dos filmes que vão estrear são documentários, sendo dois deles sobre dois museus europeus conceituados, em concreto "O Grande Museu" e "National Gallery", e outro, intitulado "Na Cave", sobre o que certas pessoas fazem nas partes mais recônditas da sua casa.

Os géneros dos outros filmes são bastante distintos, de forma a que poderemos visionar tanto um musical, em específico "Um Ritmo Perfeito 2", a continuação da franquia protagonizada por Anna Kendrick que já fez um sucesso de bilheteira muito considerável nos Estados Unidos, como uma comédia de animação, o nosso já conhecido "Astérix: O Domínio dos Deuses".

Teremos, também, uma quantidade considerável de dramas: o francês "Respira", que desde já recomendamos; o francês e norte-americano "Pássaro Branco", protagonizado por Eva Green, e que se caracteriza também como um thriller; e o drama de ação histórico "A Última Carta de Galípoli", oriundo da Turquia.

Resta-nos mencionar o filme de ação "O Rapto de Freddy Heineken", produzido no norte da Europa.

Irei agora centrar-me, como é hábito, nos cinco filmes que, por um motivo ou por outro, nos chamaram mais a atenção.

E começo por destacar o drama "Respira", que marca a estreia da atriz Mélanie Laurent na realização, e que o Aníbal viu, apreciou. Já temos uma crítica ao mesmo no nosso rico espaço, que termina da seguinte maneira: «Charlie reprime e muito os sentimentos e maus-tratos contra si, tal como a mãe, enquanto Sarah procura ser tudo aquilo que a progenitora não é, assumindo comportamentos nem sempre agradáveis apesar de também contar com as suas fragilidades. Mélanie Laurent cria uma intimidade entre estas jovens, conseguindo ao mesmo tempo transmitir os sentimentos das mesmas para o espectador ao longo de um surpreendente drama humano. A volatilidade a nível das amizades, quer na adolescência e arriscamos a dizer que noutras idades, é algo comum que raramente deixa os dois elementos envolvidos satisfeitos. No caso de Sarah e Charlie este desfazer da amizade vem associado a episódios mais negros que aos poucos sufocam a segunda. Entre mentiras, amizades despedaçadas, segredos por revelar e interpretações dignas de atenção, "Respire" exibe-nos Mélanie Laurent como uma realizadora com um talento semelhante ao que apresenta nos seus trabalhos como actriz: elevado

O argumento do filme foi escrito por Julien Lambroschini e Mélanie Laurent, e o seu elenco conta com Joséphine Japy, Lou de Laâge, Isabelle Carré e Claire Keim.

Sinopse: Charlie encontra-se apanhada no turbilhão dos seus 17 anos. Um turbilhão de amigos, emoções, convicções... e também paixões. Uma adolescente quase como outra qualquer. Já não é criança, mas está longe de ser um adulto. Talentosa e bonita, ainda se sente presa a dúvidas e decepções. À solidão.É então que chega Sarah. A nova rapariga do liceu, bonita e audaciosa. Uma personagem, uma estrela imediata; nas aulas, em festas, com rapazes e raparigas. Mesmo para os pais, Sarah é uma lufada de ar fresco... Sarah escolhe Charlie. E Charlie alinha. Charlie ri. Charlie sente-se cheia de vida. Intensa e irreparavelmente. Mas rapidamente, Sarah farta-se. É do tipo de pessoa que deita fora as pessoas de quem se desinteressa... e escolhe outro amigo, outra vítima. Charlie sente-se perdida. É natural. Charlie está ferida. E será fatal.

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Realço em seguida os três documentários que vão estrear, que assim à primeira vista parecem recomendáveis.

O primeiro do grupo que vou referir é "Na Cave", de nacionalidade austríaca, e que parece ter uma premissa bastante curiosa.

O filme foi realizado por Ulrich Seidl, um cineasta já premiado, noutros anos, numa diversidade de festivais europeus.

Sinopse: O filme é sobre pessoas e caves e o que as pessoas fazem nas suas caves, no seu tempo livre. O filme é sobre obsessões. O filme é sobre música de fanfarra e árias de ópera, sobre mobília cara e piadas machistas baratas, sobre sexualidade e tiro, actividade física e fascismo, chicotes e bonecas.




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Em seguida realço os dois documentários que vão estrear distribuídos pela Leopardo Filmes, que têm em comum o facto de retratarem o universo de dois conceituados museus.

Um deles é "National Gallery", uma co-produção francesa, norte-americana e britânica.

O filme foi realizado e escrito por Frederick Wiseman, um veterano que, ao longo da sua carreira, já venceu uma carrada de prémios.

Sinopse: A National Gallery em Londres é um dos maiores museus do mundo com cerca de 2400 pinturas do séc. XIII ao séc. XIX. Quase todas as experiência da vida humana estão representadas nos seus quadros. Explorando a relação entre pintura e história, este filme mostra o público nas suas várias galerias: programas educacionais, académicos, cientistas e curadores, que estudam, restauram e planeiam as exibições.

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O segundo documentário é "O Grande Museu", de nacionalidade austríaca, premiado no Festival de Berlim de 2014.

A obra foi realizada por Johannes Holzhausen, a partir de um conceito criado pelo próprio e por Constantin Wulff.

Sinopse: Um olhar particular sobre os bastidores do Kunsthistorisches Museum em Viena.
A câmara faz a viagem pelas magnificas galerias e corredores, enquanto acompanha interessadamente curadores e peritos em restauro. Entre todos os que trabalham neste autêntico baú de tesouros existe uma relação de proximidade, que se estendem aos seus patronos de Habsburg. Para alguns a relação com a herança cultural é quase um casamento.





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Por fim realço um filme bem distinto, de animação, que é um novo capítulo de uma franquia que, penso eu, já todos conhecemos. Refiro-me a "Astérix: O Domínio dos Deuses", que o Aníbal já viu, achou uma certa piada, e sobre o qual já publicou uma crítica. Eis um excerto da mesma: «É óbvio que o fio que conduz a narrativa é sempre bastante simples ou não estivéssemos diante de um filme que procura chegar acima de tudo ao público infantil, mas Alexandre Astier e Louis Clichy conseguem criar algo que também envolve os adultos com enorme facilidade, a ponto de alguns elementos da história provavelmente apenas irem ser compreendidos pelos mesmos. O trabalho a nível de animação é relativamente competente, ficando particularmente na memória os frenéticos momentos finais ao mesmo tempo que surge a certeza que estes personagens funcionam muito melhor neste ambiente do que em boa parte dos filmes com actores reais. Com piadas a piscar o olho a adultos e crianças, uma história capaz de despertar minimamente a atenção, acompanhada por alguns comentários culturais, sociais e económicos pelo meio, "Astérix: O Domínio dos Deuses" marca o regresso de Astérix e companhia ao formato de animação. Esperamos que seja para ficar. »

O filme foi realizado por Louis Clichy e Alexandre Astier, e o seu argumento escrito por Alexandre Astier, Jean-Rémy François e Philip LaZebnik.

Roger Carel, Lorànt Deutsch, Laurent Lafitte e Guillaume Briat fazem parte do seu elenco vocal.

Sinopse: Estamos no ano 50 A.C., e toda a Gália está ocupada pelos romanos... Toda? Não! Porque uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses resiste ainda e sempre ao invasor. Exasperado com a situação, Júlio César decide mudar de tática. Já que os seus exércitos são incapazes de se impor pela força, será a civilização romana, ela própria, que irá seduzir os bárbaros gauleses. Será então necessário construir ao lado da aldeia um condomínio residencial, luxuoso, destinado a proprietários romanos: "O Domínio dos Deuses".

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