01 abril 2015

Estreias da semana - 2 de Abril de 2015

Boa-tarde, caros leitores, e bem-vindos a mais um post das estreias da semana.

A partir de amanhã, dia 2 de Abril, temos sete novos filmes nas nossas salas de cinema, quase todos, curiosamente, franceses, sem esquecer duas estreias italianas.

Os filmes italianos são "Corações Inquietos", um drama protagonizado por Adam Driver (norte-americano) e Alba Rohrwacher (italiana), e "Que Estranho Chamar-se Frederico", um documentário em homenagem de Frederico Fellini.

A legião francesa, por sua vez, compõe-se de "Suite Françesa", uma obra com um orçamento de vinte milhões, com algumas estrelas do cinema norte-americano, que o Aníbal não apreciou; o franco-belga "Papã ou Mamã", realizado por Martin Bourboulon; e dois filmes que fazem parte da "Soirée Especial" da Leopardo Filmes sobre o escritor e ator Michel Houellebecq: "O Rapto de Michel Houellebecq", que tem um título muito ilustrativo, e que foi premiado no Festival de Tribeca, e "Experiência de Quase Morte", da autoria da dupla Benoît Delépine e Gustave Kervern.

Não é de estranhar, no entanto, que a estreia mais mediática seja a de um filme norte-americano, em concreto "Velocidade Furiosa 7", que já não surpreende ninguém, e que nos mostra aquilo que promete.

Começo por realçar os filmes sobre os quais já temos uma opinião, começando por "Corações Inquietos", protagonizado pelo nosso amigo Adam Driver, distinguido nos festivais de Estocolmo e Veneza. A crítica sobre o filme, que já consta no nosso blogue, termina da seguinte maneira: «Facilmente ficamos inquietos em relação aos episódios do enredo, enquanto assistimos ao desabar de uma relação iniciada de forma caricata, numa obra cinematográfica tensa e envolvente, capaz de abordar temáticas relacionadas com o casamento, a paternidade e maternidade, ao mesmo tempo que permite à sua dupla de protagonistas sobressair. O último terço de "Hungry Hearts" não está à altura daquilo que nos foi oferecido ao longo de boa parte do filme, mas nem por isso deixamos de estar diante de uma obra cinematográfica capaz de nos desgastar, inquietar e surpreender, embora fique sempre a ideia que Saverio Costanzo não soube desatar o nó da intensa teia narrativa que criou

A obra foi realizada por Saverio Constanzo, a partir de um argumento do mesmo.

O seu elenco é composto por Adam Driver, Alba Rohrwacher, Roberta Maxwell, entre outros.

Sinopse: Mina e Jude encontram-se casualmente em Nova Iorque. Apaixonam-se e casam-se. Da união nasce uma criança. Até aqui estaríamos perante uma história de amor como muitas outras, contudo há um fator que destabiliza a linearidade deste sonho, quando a relação mergulha em circunstâncias de vida, ou de morte.

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Em seguida achamos por bem mencionar a estreia de "Velocidade Furiosa 7", o novo capítulo de uma franquia que dispensa apresentações. O Aníbal já viu o filme, achou-lhe alguma piada apesar das suas óbvias limitações, e escreveu-lhe uma crítica cuja conclusão é a seguinte: «Tem imensos problemas, por vezes tem momentos completamente irrealistas e idiotas, um pouco como esta pessoa que escreve o texto, talvez por isso me tenha divertido a ver de novo a "família" em acção, com "Furious 7" a cumprir de forma relativamente eficaz com aquilo a que se propõe, proporcionando momentos que podem ser nulos do ponto de vista crítico mas tão épicos como ver Vin Diesel à pancada com Jason Statham ou este último em confronto com Dwayne Johnson, com os actores a convencerem nos respectivos papéis. Ou seja, esta pessoa tem a perfeita consciência que "Furious 7" não é uma obra-prima, se calhar até dizer que é mediana pode ser excesso de boa vontade, mas seria um enorme hipocrisia se ignorasse o facto de me ter divertido imenso a ver o filme e ainda me ter comovido nos momentos finais. Lá para o final do ano, se me perguntarem por um guilty pleasure, é provável que assuma sem rodeios que foi "Furious 7"

O filme foi realizado por James Wan, através do argumento de Chris Morgan.

Furious 7" conta no elenco com Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Jason Statham, Tyrese Gibson, Ronda Rousey (campeã de MMA), Tony Jaa ("Ong-Bak"), Kurt Russell ("Death Proof"), Djimon Hounsou ("Seventh Son"), entre outros.

Sinopse: Depois de derrotarem Owen Shaw e sua gangue, Dominic Toretto, Brian O'Conner, Letty Ortiz e restante equipa ponderam regressar aos Estados Unidos e recomeçar as suas vidas de forma legal, mas sobrepõe-se a isso a vontade do irmão mais velho de Owen de vingar a sua morte...

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Em seguida refira-se a chegada às nossas salas de "Suite Françesa", uma obra de época com um elenco talentoso que o Aníbal visionou e achou particularmente má. O próprio escreveu-lhe uma crítica, que também se encontra no nosso espaço, pelo que eis um excerto da mesma: «Falta exactamente complexidade e subtileza à relação, algo que incrementaria e muito este filme baseado parcialmente na obra literária homónima de Irène Némirovsky, em particular em "Dolce", a segunda parte do livro. Némirovsky pretendia escrever uma série de cinco obras, mas a sua prisão e morte num campo de concentração conduziram a que só tenha conseguido escrever "Têmpete en juin" e "Dolce". Com um elenco de luxo, uma história promissora e bons valores de produção, "Suite Française" parece contar com todos os elementos para ser uma obra cinematográfica acima da média mas no final resulta numa tremenda desilusão onde Saul Dibb não parece ter "unhas" para "tocar esta guitarra". Costuma-se dizer que sem ovos não se fazem omeletes. Saul Dibb tinha os ovos para a omelete mas, no final, saiu-lhe um pastelão que promete ser facilmente esquecido.»

O filme foi realizado por Saul Dibb, a partir de um argumento do próprio e de Matt Charman.

"Suite Françesa" tem no seu elenco nomes como Michelle Williams, Kristin Scott Thomas, Matthias Schoenaerts, Lambert Wilson, Ruth Wilson, Margot Robbie e Sam Riley.

Sinopse: França, 1940. Nos primeiros dias de ocupação, a bela Lucile Angellier encontra-se encurralada numa existência sufocada pela sua controladora madrasta, enquanto aguardam ambas por notícias do seu marido: um prisioneiro de guerra. Os refugiados parisienses começam a ocupar a pequena vila onde ambas vivem, seguidos por um regimento de soldados alemães que fixam residência nas casas dos habitantes. Lucile tenta, inicialmente, ignorar Bruno, o belo e requintado oficial alemão que fica com elas. Mas rapidamente um poderoso amor apodera-se dos dois e leva-os à tragédia da guerra.

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Quanto aos filmes que ainda não vimos, começamos por realçar o documentário italiano "Que Estranho Chamar-se Frederico", que homenageia o cineasta Frederico Fellini, distribuído pela Alambique.

A obra foi realizada por Ettore Scola, a partir de um argumento da autoria do próprio e de Paolo Scolla e Silvia Scolla.

Sinopse: Uma homenagem e um retrato de Federico Fellini por Ettore Scola na celebração do vigésimo aniversário da morte deste grande realizador.








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Teremos ainda o francês "O Rapto de Michel Houellebecq", que foi galardoado pelo seu argumento no Festival de Tribeca.

A obra foi realizada por Guillaume Nicloux, a partir de um argumento da autoria do próprio.

No seu elenco constam Françoise Lebrun, Luc Schwarz, Mathieu Nicourt, Maxime Lefrançois, Michel Houellebecq, entre outros.

Sinopse: O escritor Michel Houellebecq vive uma vida pacata, regida por regras precisas e imutáveis. Mas tudo muda quando é capturado, amordaçado e amarrado. Assim começa o seu rapto.





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