20 março 2015

Resenha Crítica: "Ran" (1985)

 Não faltam guerras entre irmãos, disputas de poder, batalhas violentas com consequências devastadoras, traições, dilemas morais e espirituais em "Ran", uma obra cinematográfica onde Akira Kurosawa junta um rigor estético primoroso e uma narrativa sublime para nos oferecer o último épico da sua carreira. Akira Kurosawa não poupa na atenção ao detalhe, com o estilo e conteúdo a sobressaírem de igual modo. Seja no guarda-roupa, seja na disposição dos personagens nos cenários, seja na utilização da paleta cromática, seja a controlar os ritmos da narrativa deste jidaigeki que teve como fonte de inspiração a obra "King Lear" de William Shakespeare e a história do daimyo Mōri Motonari. A inspiração em William Shakespeare não é novidade nas obras cinematográficas de Akira Kurosawa, algo visível em "Throne of Blood", livremente inspirado em "Macbeth", para além da associação muitas das vezes efectuada entre "The Bad Sleep Well" e "Hamlet", com o realizador a aproveitar mais uma vez uma obra literária do bardo britânico para criar um filme de época memorável. Notam-se ainda as influências do teatro noh, quer nas interpretações de alguns actores e actrizes, quer na maquilhagem, quer na própria utilização dos cenários, com os personagens a parecerem muitas das vezes que estão a entrar e sair de palco, uma situação que podemos encontrar logo no início do filme, onde assistimos Hidetora Ichimonji (Tatsuya Nakadai), um poderoso senhor da Guerra, acompanhado pelos seus três filhos, Taro (Akira Terao), Jiro (Jinpachi Nezu) e Saburo (Daisuke Ryu), num espaço verdejante nas montanhas onde constam ainda Kyoami (Pîtâ), um elemento que surge como uma espécie de bobo, para além de Fujimaki e Ayabe, dois indivíduos com algum poder que pretendem casar uma das suas filhas com o personagem interpretado por Daisuje Ryu, e ainda Tango (Masayuki Yui), um elemento leal ao seu líder. Os personagens encontram-se alinhados de forma quase simétrica, com cada um dos filhos a vestir-se de uma cor primordial (Saburo de azul, Taro de amarelo e Jiro de laranja), enquanto existe um pano amarelo e preto, com o símbolo de Hidetora, marcado por uma Lua em quarto minguante e um Sol, a dividir o espaço. Quando Hidetora, um indivíduo que conta com os seus setenta anos de idade, longos cabelos brancos e um cansaço notório, adormece, os restantes elementos atravessam o pano, quais actores a saírem do palco principal e vão para o outro lado do mesmo. O pano parece servir quase de entrada e saída do palco, enquanto a caracterização de Hidetora e a interpretação expressiva de Tatsuya Nakadai indicam a influência do teatro noh. Hidetora acorda em sobressalto, tendo um sonho que considera premonitório, algo que o conduz a dividir o poder pelos três filhos, uma decisão que se vai revelar desastrosa. Saburo é o primeiro a levantar a voz de forma bem viva contra a decisão do pai, algo que conduz o progenitor a deserdá-lo, numa discussão acesa que revela a personalidade forte do filho mais novo de Hidetora, o único que, apesar de parecer impertinente, revela uma verdadeira consideração pelo progenitor. Antes já o tinha demonstrado com pequenos actos como cortar uns galhos de uns arbustos para proteger o pai do Sol enquanto este dorme ou encontrar-se preocupado com a respiração deste, embora Hidetora não pareça ligar a isso, nem aos conselhos de Tango para se acalmar. Esta situação conduz a alterações no estratagema de gestão do território e castelos de Hidetora, com este a distribuir os mesmos por Taro e Jiro, deixando Saburo de fora.

 O patriarca declara que Taro fica com o estatuto de chefe dos Ichimonji e das suas terras, para além de passar a ter poderes sobre as mesmas e a cavalaria, cedendo ainda o torreão ao filho mais velho. Jiro ficará com outro castelo, as terras circundantes ao mesmo e o contingente de homens que habitam o espaço, enquanto Saburo ficaria com o terceiro castelo. Nesse sentido, Hidetora passaria a habitar o bastião, ficaria com um contingente de trinta homens, o título e a condição de grão-senhor, um conjunto de mordomias e poderes inferiores àqueles que tinha anteriormente. Para transmitir a sua ideia e justificar a sua decisão através da simbologia, Hidetora atribui uma flecha a cada filho e diz para partirem a mesma. Pouco tempo depois, oferece-lhes três novas flechas e salienta que estas unidas não se partem (esta história teria sido baseada num episódio protagonizado por Mōri Motonari), uma ideia que Saburo quebra ao utilizar o joelho para partir as mesmas. É mais uma demonstração da impertinência de Saburo, embora este até se revele extremamente sagaz ao ser dos poucos elementos a prever um possível conflito. No plano a longo prazo, Hidetora está a ver os três filhos a trabalharem em conjunto para defenderem as suas terras, esquecendo-se da ambição que marca cada um deles, com excepção talvez de Saburo que não tem problemas em afrontar o progenitor. Saburo é banido, acabando por ser chamado por Fujimaki que decide manter a proposta de casar a sua filha com o primeiro devido à personalidade forte deste indivíduo. No regresso de Taro e Jiro às respectivas habitações, assistimos à sede de poder que ambos começam a desenvolver e exibir. Taro, tal como Taketoki Washizu (Toshiro Mifune) em "Throne of Blood", começa a ser consumido pela sede de poder e a ser instigado pela esposa, a traiçoeira Lady Kaede (Mieko Harada), uma mulher oportunista que conta com uma agenda muito própria. A família de Kaede foi eliminada por Hidetora, com o castelo onde esta vive a ter sido outrora propriedade dos seus parentes, algo que deixou sempre algum ressentimento nesta mulher. Diga-se que Hidetora, tal como vários dos personagens principais de "Ran", está longe de não contar com os seus pecados e erros cometidos no passado, algo que o vai atormentar e praticamente enlouquecer quando se aperceber cabalmente daquilo que fez. Observamos este indivíduo e parece-nos alguém relativamente simpático, mas todo o poder a nível de territórios, propriedades e contingente humano que alcançou foi com recurso aos conflitos bélicos e destruição, eliminando e humilhando vários dos seus inimigos. Akira Kurosawa demonstra mais uma vez a densidade, humanismo e complexidade que atribui aos personagens que povoam a narrativa de boa parte dos seus filmes. Hidetora é um indivíduo que nos surge como um idoso aparentemente bem intencionado e simpático que é posteriormente traído pelos seus dois filhos mais velhos, embora o próprio tenha contado com um vasto número de crimes no seu passado. Tatsuya Nakadai é fundamental para gerarmos alguma empatia ou pelo menos simpatia para com este personagem. O actor é capaz de nos convencer do cansaço deste indivíduo, das suas boas intenções ao distribuir os seus castelos e posses pelos filhos, apesar de parecer algo inconsciente em relação aos planos que cada um destes tem para o futuro, tal como não parece ter a real noção dos actos que cometeu no passado. A certa altura do filme, encontramos este personagem a ser traído por Taro e a esposa deste, com o posicionamento dos personagens a ser fulcral para exibir o estado em que cada um se encontra. O casal encontra-se sentado num adereço que o coloca sempre acima daqueles a quem se dirigem, enquanto Hidetora está sem grandes condições para efectuar exigências. O assassinato de um dos soldados de Taro que pretendia eliminar Kyoami, após este elemento efectuar comentários considerados incómodos, muito como é o seu hábito, parece ser o golpe final nas relações entre pai e filho. Taro não gostou da posição do progenitor que, por sua vez, se recusa a acatar as ordens do filho, partindo em direcção ao castelo de Jiro. Hidetora é surpreendido pela falsa lealdade que Jiro apresenta em relação a Taro, com o segundo a proibir os homens do progenitor de entrarem no castelo, algo que conduz o veterano a abandonar o espaço em estado de plena irritação.

Akira Terao e Jinpachi Nezu atribuem um pragmatismo e cinismo notório aos personagens que interpretam, surgindo como dois indivíduos cujo discurso difere muitas das vezes em relação às suas acções, algo que contrasta com a impetuosidade de Saburo. Curiosamente, tanto Taro, como Jiro, vão ser alvo das jogadas de Lady Kaeda, com esta a procurar vingar-se dos Ichimonji através de um plano maquiavélico que passa por colocar os vários elementos em pé de guerra. Irritado com toda a desfaçatez que encontra, Hidetora decide tomar o castelo que pertenceria a Saburo, após descobrir que boa parte dos homens deste abandonaram o território em solidariedade com o personagem interpretado por Daisuke Ryû. Hidetora encontra mais uma surpresa negativa quando tem de lidar com os contingentes militares de Jiro e Taro, algo que culmina numa das cenas de maior impacto do filme, com o patriarca a surgir isolado, no interior de um espaço fechado, enquanto balas e flechas atravessam o local. Os momentos são marcados por poucos diálogos, com a banda sonora e a violência a invadirem a narrativa, enquanto os homens ao serviço de Hidetora são eliminados e este vê os contingentes dos seus dois filhos a arrasarem com o castelo. Hidetora não morre mas enlouquece, enquanto Taro é eliminado por Shuri Kurogane (Hisashi Igawa), um dos homens de confiança de Jiro. Segue-se a entrada de Jiro no castelo de Taro, sendo seduzido por Kaeda que logo pretende que este elimine Lady Sue (Yoshiko Miyazaki), a esposa, uma mulher cuja família também sofreu na pele a violência praticada por Hidetora. Toda a explosão de violência, traições e mortes deixa Hidetora enlouquecido, com este a deparar-se pela primeira com a experiência de estar no lado dos derrotados e a perceber aquilo que fez aos inimigos. Hidetora conta apenas com o apoio de Kyoami e Tango, encontrando surpreendentemente abrigo junto de Tsurumaru (Mansai Nomura), o irmão de Sue, um indivíduo que ficou invisual devido às acções militares do primeiro. Estamos em pleno período Sengoku, uma das épocas mais instáveis da História do Japão, na qual os vários senhores feudais disputavam o poder, algo traduzido paradigmaticamente nesta disputa entre irmãos. O próprio passado de Hidetora é marcado pela ambição excessiva agora existente em dois dos seus filhos, com este a poder contar apenas com o apoio de Saburo, um indivíduo impetuoso que pretende salvá-lo, independentemente dos episódios ocorridos no início do filme. O último terço de "Ran" é marcado por uma batalha magnificamente coreografada, onde tudo pareceu ter sido pensado ao pormenor e o pessimismo domina o seu desfecho. Desde o posicionamento dos contingentes militares de parte a parte, passando pela colocação das diferentes divisões até à forma como cada um avança e defende, até à exposição da imensidão do território por onde estes homens se deslocam, tudo parece ter sido habilmente pensado e colocado em prática. Akira Kurosawa já nos tinha deixado perante momentos memoráveis nas cenas de acção em obras como "Seven Samurai". Em "Ran" o cineasta faz ainda uso da paleta cromática para atribuir um maior impacto aos episódios que nos são apresentados, ao mesmo tempo que muitas das vezes afasta a câmara dos personagens e exibe a sua pequenez diante do território. É um filme que visualmente causa um impacto tremendo, com Akira Kurosawa a saber utilizar como poucos o poder das imagens, quase sempre ao serviço da narrativa, com estas a servirem propósitos claros. Nesse sentido, é óbvio que contar com aquele que fora na época o maior orçamento de sempre para um filme japonês ajudou imenso, numa fase da carreira de Akira Kurosawa bem menos produtiva, com este a ter de encontrar apoios financeiros noutros locais para além do Japão onde as suas obras pareciam já não atingir o sucesso do passado (neste caso contou com a ajuda do produtor Serge Silberman). É certo que encontramos um cineasta mais contemplativo, mas também mais rigoroso a trabalhar as imagens com cada plano a parecer ter sido pensado ao pormenor, algo que praticamente aconteceu, com Kurosawa a desenvolver storyboards dos planos durante um longo período, para além dos notórios elevados valores de produção.

O perfeccionismo de Akira Kurosawa é visível desde logo quando pesquisamos alguma informação sobre o filme: ao todo foram criadas mais de mil e quatrocentas fardas, armaduras e vestimentas elaboradas à mão ao longo de dois anos; foram utilizados mais de duzentos cavalos; o cineasta filmou as cenas com três câmaras de filmar, cada uma com diferentes tipos de lente e ângulos; o terceiro castelo foi construído de raiz no Monte Fuji, tendo sido destruído propositadamente para dar realismo à cena do ataque, entre vários outros pormenores. Veja-se a utilização da paleta cromática, expressa desde logo nos momentos iniciais do filme com o guarda-roupa de cada personagem, mas também a atenção dada ao posicionamento de cada actor e actriz nos planos, com tudo a parecer pensado ao pormenor mas a surgir de forma orgânica ao serviço da narrativa. É um rigor estético que ganha impacto pelo forte argumento que acompanha o filme, com Akira Kurosawa a conseguir desenvolver a personalidade dos seus personagens, ao mesmo tempo que elabora uma obra onde não faltam traições, jogos de poder, estratégia militar, combates violentos, discussões familiares, entre muitos outros acontecimentos que permitem ao elenco destacar-se maioritariamente pela positiva. Veja-se o caso de Pîtâ como o aparentemente desbocado e meio louco Kyoami, um indivíduo que não tem problemas em ser inconveniente, duvidar das divindades e troçar daqueles que o rodeiam, embora surja como um dos poucos elementos a serem sempre fiéis a Hidetora. Pîtâ destaca-se pela vivacidade que atribui a este personagem cujo guarda roupa marcado por cores garridas adequa-se à sua personalidade. Já Mieko Harada aparece com uma maquilhagem com claras influências das máscaras do teatro Noh, mas também com uma personalidade fria e calculista. É a actriz que mais se destaca, conseguindo convencer-nos da capacidade da personagem que interpreta em preparar os mais variados ardis. Kaede trai tudo e todos, procura utilizar o seu corpo para seduzir os homens e prevalecer sobre os mesmos, conseguindo aos poucos criar uma influência junto de Jiro que supera aquela que Kurogane, o braço direito do mesmo, tem no personagem interpretado por Jinpachi Nezu. Existem dois momentos que ficam particularmente na memória: quando Kaede ataca Jiro para ameaçá-lo, abrindo-lhe uma ferida no pescoço até iniciar relações sexuais com o mesmo e incitá-lo a eliminar a esposa; quando Kurogane finge entregar a cabeça de Sue, algo que resulta num momento simbólico com este a oferecer a cabeça de uma estatueta de raposa, estabelecendo um paralelo entre este animal e Kaede. Este é também um filme muito marcado por simbolismos, sejam estes visíveis na exposição das nuvens, na oferta de uma cabeça de uma raposa, na exibição de uma figura de um Buda que cai e parece desolado perante tudo aquilo a que assistiu. Se "Seven Samurai" era uma obra que, apesar do pessimismo que rodeava muitos dos seus acontecimentos e até o seu final, no qual apenas um lado saiu vencedor, continha alguns momentos de humor, na maioria protagonizados pelo personagem interpretado por Toshiro Mifune, já em "Ran" a narrativa é claramente dominada por um tom mais negro. Veja-se que a espécie de bobo que acompanha Hidetora muitas das vezes faz observações que traduzem mais o pessimismo do que causam o riso, com o próprio final a ser marcado por um enorme sentimento de desilusão a rodear boa parte dos personagens.

A batalha final resulta num conjunto elevado de mortes, com a utilização das espingardas a facilitarem ainda mais o aumento dos corpos mortos. Estas surgem quase como uma metáfora para a forma como a evolução a nível de armamento traduz-se num facilitar da eliminação da vida humana, com Akira Kurosawa a representar um pouco o clima do medo da bomba atómica e do sentimento de malaise que afectou parte da Guerra Fria. Se em "Seven Samurai" o cineasta ainda se focava imenso nos rostos dos personagens, apesar das armas de fogo e as flechas serem utilizadas, em "Ran" a morte a longa distância é bem visível, sobretudo no último terço. Veja-se o posicionamento estratégico dos elementos com espingardas, com Akira Kurosawa a deixar-nos perante um conflito que mescla a racionalidade das tácticas pensadas de defesa e ataque com a irracionalidade inerente a estes acontecimentos. No entanto, apesar de todo o impacto causado por estas cenas de maior violência, quer pela coreografia, quer pelas mortes, quer pela atenção ao detalhe, o que sobressai mais é o desenvolvimento dos personagens, é ver Hidetora a quase cair nas malhas da loucura após aperceber-se definitivamente das consequências dos seus actos. Este pensava que dividir o território pelos filhos seria a melhor decisão para este espaço ter finalmente paz, mas a realidade com a qual esbarra é bem mais dolorosa, deparando-se com um conflito entre irmãos e a certeza que os próprios rebentos não têm problemas em traí-lo. Hidetora está envelhecido, longe dos tempos de glória das grandes conquistas, também elas feitas provavelmente às custas de muitas vidas. É um Japão marcado pela violência, este que nos é apresentado, onde a lei pouco parece importar e os laços familiares logo são esquecidos perante a sede de poder. Hidetora é bem intencionado mas esqueceu-se que os planos dos seus filhos poderiam não ser os seus, acabando por contar com as ajudas mais inesperadas, uma triste ironia que logo é salientada por Kyoami. Como salientou Saburo no início do filme, três flechas juntas podem quebrar-se. O problema é que separadas prometem causar uma enorme destruição numa obra onde as traições são mais do que muitas, na qual é difícil distinguir vencedores e derrotados. Quase todos os personagens principais perdem algo ao longo do filme. Seja território, seja elementos do contingente militar, seja dignidade, seja vergonha, seja a lucidez e sanidade mental, seja a vida, seja o pragmatismo, entre tantos outros elementos. A religião também está presente ao longo do filme, com os deuses a serem mencionados, algo visível em personagens como Sue, uma mulher incapaz de odiar o Hidetora devido a ser uma budista convicta. Esta ainda se reúne com o irmão, embora o seu destino, tal como o de vários personagens que se destacam pela bondade ou procura pela redenção, não seja o mais feliz, naquela que é uma das obras-primas de Akira Kurosawa. Os cenários interiores e exteriores são utilizados com acerto, a banda sonora composta por Toru Takemitsu é utilizada de forma paradigmática nas cenas de batalhas onde praticamente apenas ouvimos a mesma, a iluminação natural é aproveitada de forma exímia, entre tantas outras qualidades já apontadas a esta obra. "Ran" é também um exemplo que o tempo veio dar razão a Akira Kurosawa e à sua genialidade, surgindo como um dos grandes filmes da História do Cinema, reunindo imagens em movimento belíssimas e elaboradas com um rigor assinalável, contando com uma história emocionalmente poderosa, onde a violência surge sentida e marcante.  

Título original: "Ran". 
Título em Portugal: "Ran - Os Senhores da Guerra". 
Realizador: Akira Kurosawa.
Argumento: Akira Kurosawa, Hideo Oguni, Masato Ide.
Elenco: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu, Daisuke Ryu, Masayuki Yui, Kazuo Katō.

Sem comentários: