11 março 2015

Estreias da semana - 12 de Março de 2015

Boa-tarde, caros leitores, e bem-vindos a mais um post das estreias da semana.

A partir de amanhã, dia 12 de Março, vamos ter nove (nove!) filmes nas salas de cinema portuguesas, de géneros e nacionalidades muito distintas.

Temos dois que já estrearam, há poucos dias, na Judaica - Mostra de Cinema e Cultura, em concreto "Gett: O Processo de Viviane Amsalem" e "Corre, Rapaz, Corre", sobre os quais já temos críticas ao blogue.

Teremos ainda dois documentários, "Citizenfour", que já passou pelo Lisbon and Estoril Film Festival há alguns meses, e que se encontra disponível (de forma legal) para visionamento na Internet, e "Ballet 422", uma obra norte-americana mais discreta.

Entre os filmes mais comerciais teremos "Focus", protagonizado por Will Smith e Robbie Margot, "O Efeito Lazarus", um thriller de terror com Olivia Wilde e Mark Duplass, e "Antes de Adormecer", outro thriller, desta vez com Nicole Kidman e Colin Firth.

Não nos esqueçamos por fim do britânico "Paddington", que da nossa parte recomendamos, e "O Segundo Exótico Hotel Marigold", com Judi Dench e Maggie Smith.

Dentro desta onda de filmes, passo a debitar uma informação essencial sobre aqueles que, por uma razão ou por outra, achamos serem dignos de atenção.

O filme que destacamos em primeiro lugar é "Gett: O Processo de Viviane Amsalem", uma obra que o Aníbal já viu, muito apreciou, e recomenda. Recordo que fizemos até uma entrevista com um dos realizadores e argumentistas, Shlomi Elkabetz, que pode ser consultada aqui mesmo. Quanto à crítica ao filme, já consta no nosso blog, e acaba da seguinte maneira: «"Gett: O Processo de Viviane Amsalem" exibe-nos uma mulher que procura lutar pela sua independência numa sociedade que parece fazer de tudo para negá-la, numa obra cinematográfica que mescla com enorme eficácia os momentos mais dramáticos com o humor, ao mesmo tempo que exibe o talento de Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz, uma dupla que tem aqui um filme onde apresenta o culminar de uma maturidade cinematográfica assinalável. "Gett: O Processo de Viviane Amsalem" surge assim como um filme de visualização praticamente imprescindível, quer pelos seus valores cinematográficos, quer pela sua enorme relevância social, quer pela magnífica interpretação de Ronit Elkabetz

O filme foi escrito e realizado por Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz, e o seu elenco é composto por Ronit Elkabetz, Simon Abkarian, Gabi Amrani, Dalia Beger, Sasson Gabai, Albert Iluz, Menashe Noy, Rubi Porat Shoval, entre outros.

Sinopse: A história da batalha legal de Viviane, que durante cinco anos lutou por obter o seu divórcio junto da única autoridade legal competente para julgar casos de divórcio em Israel, o Tribunal Rabínico. Viviane enfrenta a atitude inflexível do seu marido, que se recusa a dar-lhe o divórcio, apesar de viverem separados já há alguns anos.

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Outra obra que merece algum destaque, mas que ainda não vimos porque não houve oportunidade para tal, é o documentário "Citizenfour", que chegou a ser galardoado como o melhor filme deste género nos Oscars de 2015.

O documentário foi realizado por Laura Poitras.

Sinopse: Em Janeiro de 2013, estava a realizadora Laura Poitras a fazer um filme sobre abusos de segurança nacional no pós-11 de Setembro nos Estados Unidos quando começou a receber emails encriptados de alguém que se identificava como "citizenfour", que estava preparado para denunciar os programas de vigilância massiva dirigidos pela NSA e outras agências secretas. Em Junho de 2013, ela e o repórter Glenn Greenwald voaram para Hong Kong para o primeiro de muitos encontros com o homem que revelou ser Edward Snowden. Ela levou a câmara com ela.


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Realçamos ainda a estreia de "Focus", um filme que o Aníbal já visionou e do qual gostou não obstante algumas das suas limitações. Já temos uma crítica ao mesmo no nosso blog, que termina desta forma: «No final, "Focus" não se propõe a muito mais do que isto. A deixar-nos perante uma dupla de protagonistas com carisma, capazes de cometerem os crimes mais elaborados, ao mesmo tempo que acabam por deixar as emoções envolverem-se muitas das vezes nos seus actos. O próprio argumento parece levar-se pelos sentimentalismos perto do final, numa fase do filme em que já nos rimos a cada nova reviravolta e revelação, ao mesmo tempo que percebemos que o "foco" de "Focus" está na relação entre Jess e Nicky. Will Smith e Margot Robbie conquistam-se e conquistam-nos ao longo de "Focus", ao interpretarem uma dupla de vigaristas cheia de estilo que protagonizam uma obra cujo enredo pode perder algumas vezes o foco mas raramente deixa de prender a nossa atenção. O argumento é limitado, a história também, mas é um dos casos paradigmáticos em que o estilo sobressai em relação à substância, com "Focus" a conquistar-nos pela mescla de todas as suas virtudes e defeitos

O filme foi escrito e realizado por Glenn Ficarra e John Requa (dupla de realizadores de "Crazy, Stupid, Love"), e conta no elenco com Rodrigo Santoro ("Heleno"), Margot Robbie ("The Wolf of Wall Street"), Will Smith ("After Earth"), entre outros.

O enredo de "Focus" centra-se num criminoso veterano (Smith) ligado ao assalto e falsificação de obras de arte, que se apaixona por uma novata (Robbie) no "ofício". Como seria de esperar, a relação entre os dois não corre como o previsto e os encontros românticos do passado vão trazer-lhes problemas no futuro.

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Destaque também para a estreia de "Paddington", uma comédia britânica que tem sido bem recebido pela crítica estrangeira, e que foi um sucesso de bilheteira. O Aníbal até já o viu e gostou, e em breve, nas próximas horas, publicará uma crítica ao mesmo.

O filme foi realizado por Paul King ("Bunny and the Bull"), através do argumento de Hamish McColl, e a produção de David Heyman ("Harry Potter").

"Paddington" conta no elenco vocal com Nicole Kidman, Colin Firth, Hugh Bonneville, Sally Hawkins, Julie Walters, Jim Broadbent, Peter Capaldi, entre outros.

"Paddington" é inspirado na clássica série literária "Paddington Bear", criada por Michael Bond. O enredo dos livros centra-se num urso que fala, que é adoptado por uma família de Londres após ter sido encontrado na estação de Paddington.


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Realçamos, por fim, a chegada às nossas salas do filme de época germano-franco-polaco "Corre, Rapaz, Corre", que o Aníbal também viu, e do qual já há uma crítica no nosso blog. Este grandioso texto termina da seguinte forma: «A crueza da II Guerra Mundial fica bem representada, bem como das políticas anti-semitas, ao longo de um filme que nos coloca diante de uma estrutura narrativa algo episódica e repetitiva, por vezes incapaz de desenvolver os vários elementos que apresenta. Existe pouco tempo para explorar os personagens que rodeiam o protagonista, algo visível nas cenas com os jovens judeus, mas também na primeira família com a qual fica a habitar algum tempo, algo que raramente dá espaço para o elenco secundário sobressair ou os personagens que estes actores e actrizes interpretam evoluírem ao longo do enredo. Talvez aqui valha a pena recuperar novamente o exemplo de "O Pianista", nem que seja pela capacidade apresentada por Roman Polanski em agarrar por completo a narrativa e elevá-la, algo que Pepe Danquart nem sempre consegue. Pepe Danquart tem a vida facilitada devido ao poder da história que tem para nos contar, conseguindo transmitir com sucesso e impacto as dificuldades sentidas pelo jovem protagonista, embora falte algum refinamento que permita a "Corre, Rapaz, Corre" distinguir-se de outros filmes que abordam estas temáticas

O filme foi realizado por Pepe Danquart, e co-escrito pelo próprio em parceria com Heinrich Hadding.

Andrzej Tkacz, Kamil Tkacz, Zbigniew Zamachowski e Mirosław Baka fazem parte do seu elenco.

Sinopse: A história verdadeira de Jurek, um menino de oito anos que consegue fugir e esconder-se das tropas nazis, em Varsóvia, durante a Segunda Guerra Mundial, sobrevivendo na floresta e depois trabalhando no campo e fazendo-se passar por orfão polaco.

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