02 fevereiro 2015

Resenha Crítica: "A Most Violent Year" (Um Ano Muito Violento)

 Num determinado momento de "A Most Violent Year" encontramos Abel (Oscar Isaac) e Anna Morales (Jessica Chastain) no interior de um carro durante a noite. Abel, o esposo de Anna e colega de trabalho desta, conduz, enquanto esta fala com o mesmo. A certa altura sentem algo embater no carro, desconfiando que é um veado que ficou ferido. Abel não consegue eliminá-lo. Anna saca da pistola e dispara uns quantos tiros no animal. A personalidade destes dois fica bem presente nestes breves momentos. Abel é um imigrante oriundo de algum país latino que conseguiu ascender no mundo do negócio de transporte e venda de combustível (fuelóleo), anteriormente pertença do pai de Anna, um gangster, pensando todos os seus actos ao pormenor, após ter começado como um simples condutor. Ao seu redor domina a violência. Estamos no Inverno de 1981, a neve e o crime cobrem o território de Nova Iorque. Abel tem sido alvo desses crimes, com vários dos seus meios de transporte a terem sido assaltados e os seus vendedores agredidos. No entanto, este rejeita armar os seus motoristas. Diga-se que este procura quase sempre evitar a violência, apresentando um comportamento muitas das vezes frio e calculista, completamente antagónico aos gangsters a que estamos habituados a ver a ser interpretados por Joe Pesci em filmes como "GoodFellas" e "Casino". O próprio lema que encontramos nos camiões da sua empresa é "We Set the Standards", algo que fica latente nas instruções que dá aos seus vendedores, tendo em vista a que estes exibam não só uma enorme confiança, mas também educação e refinamento. Veja-se quando diz para pedirem chá no caso dos potenciais clientes oferecerem esta bebida ou café de forma a que os funcionários pareçam mais refinados junto dos clientes. Tudo é pensado ao pormenor não só para evitar a possibilidade de ser detido, tendo Lawrence (David Oyelowo), um elemento do Ministério Público responsável por investigar fraudes nas empresas, no seu encalço, mas também para conseguir os melhores negócios possíveis, embora não tenha problemas em arriscar no capítulo negocial. Não se pense que este não parece apresentar uma certa ânsia por soltar a sua violência, mas os seus planos, bem como dos seus colegas, são outros. Anna é o oposto deste. É uma filha de um gangster poderoso, por vezes disposta a cometer ilegalidades, incluindo na contabilidade da empresa, tendo duas filhas com o protagonista. Ambos mantêm uma sólida relação, parecendo quase o yin e o yang. Ele é ponderado. Ela pronta a disparar o gatilho. Ele quer viver o american dream. Ela sabe que a obtenção do mesmo tem os seus custos. A cinematografia contribui para esta atmosfera de crueza que rodeia os personagens, onde a qualquer momento um negócio pode correr mal, um assalto inesperado pode ser cometido, naquele que foi considerado como um dos anos com mais registos de crimes da história da cidade de Nova Iorque. É um território onde a lei se procura fazer impor ainda que nem sempre de forma eficaz, a criminalidade é elevada, enquanto ficamos perante uma atmosfera meio neo-noir onde as forças da autoridade pouco conseguem controlar o crime. Veja-se quando Julian (Elyes Gabel), um dos motoristas da Standard Heating Oil, a empresa de Abel, é assaltado logo num dos momentos iniciais do filme, com o protagonista a procurar que as autoridades controlem a situação mas o que descobre é que se encontra a ser investigado devido ao personagem interpretado por David Oyelowo e os seus colegas considerarem ter indícios de ilegalidades no negócio do protagonista. Numa ocasião normal de um filme do género, onde o protagonista procura efectuar a sua ascensão social a todo o custo, poderíamos esperar um assomo de violência. Abel é mais inteligente do que todos podem pensar, procurando antes agir com calma, encontrando-se empenhado em conseguir o dinheiro para pagar o que falta para adquirir os terrenos que pretende a um conjunto de judeus ortodoxos com quem o encontramos a negociar no início do filme. Negoceiam em dinheiro, algo que deixa implícito que muito do que está ali não vai ser declarado, existindo uma vontade de parte a parte em fazer o negócio.

 Oscar Isaac incute uma repressão latente a nível de sentimentos no seu personagem, um indivíduo que sabe que ascendeu mais rápido do que todos esperavam, que procura o momento certo para praticar os seus actos, ao mesmo tempo que tenta manter a sua integridade num território onde todos, inclusive a sua esposa, o parecem puxar para a criminalidade. O actor consegue incutir a calma do seu personagem perante os momentos de maior inquietação, uma situação latente desde logo no seu tom de voz, quase sempre sóbrio e sem se levantar (apenas em sinais de maior fraqueza ou desespero se levanta ou torna mais furiosa), mas também a tentação que tem em soltar os seus instintos, embora "A Most Violent Year" não seja uma obra cinematográfica para nos dar a visceralidade encontrada nos filmes de gangsters de Martin Scorsese, bem pelo contrário. J.C. Chandor é um realizador que privilegia a contenção, o realismo na representação da época representada, o cuidado ao pormenor e os momentos de silêncio dos seus personagens, mas também personagens que lutam contra as adversidades. Foi assim em "Margin Call", foi assim em "All is Lost", é assim em "A Most Violent Year", aquela que é, até ao momento, a obra mais conseguida do cineasta, com este a procurar incutir "a sua voz" num meio onde nem sempre é fácil um realizador ser fiel aos seus princípios, algo que este partilha com os seus protagonistas. Não sou o maior dos defensores de "All is Lost", embora não tenha detestado o filme, enquanto "Margin Call" foi um filme que me surpreendeu pela positiva. Em "A Most Violent Year" surpreende como o cineasta não cai na tentação de nos dar banhos de sangue, de não nos oferecer aquele momento explosivo que por vezes esperamos que venha a acontecer, ancorando o enredo num realismo notório e coerente ao longo de todo um filme marcado pela subtileza. Não é fácil, mas J.C. Chandor consegue, contando ainda com uma equipa bastante competente a retratar este período. Veja-se desde logo o guarda roupa dos protagonistas, marcado por sobretudos, mas também pelos óculos e penteados da personagem interpretada por Jessica Chastain (veja-se ainda as unhas longas da personagem), já para não falarmos dos meios de transporte fiéis à época e até a própria representação do território. Esse cuidado, inclusive em colocar as Torres Gémeas no espaço de Nova Iorque, ganha outra dimensão quando ficamos diante dos planos abertos, prontos a exporem-nos a um território marcado pela neve e violência. O território tem um papel fulcral no quotidiano dos personagens, não só pelo crime que ocorre no mesmo afectar o quotidiano e negócios do protagonista, mas também por muitas das vezes sermos deixados perante estes elementos isolados diante dos cenários. Existe também um enorme mérito do director de fotografia Bradford Young, com este a contribuir para um conjunto de planos que claramente ficam na memória. Veja-se quando um tiro permite juntar sangue e petróleo, algo tão simples mas tão simbólico, num momento do último terço, associado ao poder, corrupção, morte e sentimento de honra. Abel é um indivíduo também marcado por um sentimento de honra e lealdade muito próprio, procurando exibir-se e comportar-se como um homem sério, mesmo perante as adversidades, embora lá mais para o avançar da narrativa seja obrigado a um ou outro acto desesperado que certamente irá contra os seus anseios iniciais. Esta é também uma cidade que surge representada como um espaço de corrupção e capaz de corromper, apesar de elementos como Abel pretenderem ficar afastados do crime e de rótulos associados ao pai da esposa. Esta é interpretada por Jessica Chastain, uma actriz que quase começa a ser redundante elogiar. Pode não ter as nomeações para prémios que o seu talento merece, mas as estatuetas douradas que, nem para candeeiro de Greta Garbo serviram, pouco são necessárias para validarem o seu talento, com esta a incutir uma forte presença a Anna.

 Se Oscar Isaac interpreta um personagem aparentemente calmo que procura sempre seguir o caminho que considera certo, mesmo que isso implique alguns riscos, já Chastain interpreta uma mulher misteriosa, também ela a querer ascender socialmente com o esposo, procurando ajudá-lo nos negócios, incluindo nas partes mais obscuras. Esta interpreta uma personagem de índole duvidosa mas comprometida com a causa do marido, parecendo muitas das vezes ter mais "eles no sítio" do que o esposo, surgindo bem mais pragmática em relação ao mundo que os rodeia. "A Most Violent Year" é competente a explorar a faceta dupla deste casal, quer como parceiros de negócios, quer como marido e mulher, com ambas a afectarem os seus comportamentos nas diferentes esferas. Por vezes Anna desconfia da capacidade do marido em proteger o lar e a família, mas nem por isso deixa de acreditar no mesmo, descrevendo-o como um homem honesto, algo que este tenta ser ou pelo menos deixar transparecer, embora dependa imenso da esposa para os actos nem sempre íntegros. Esta é uma mulher de armas e inteligente, mais discreta quando tem de ser, mais decotada quando de negócios se está a tratar, enquanto Abel procura a todo o custo conseguir o dinheiro que falta para comprar o almejado terreno no prazo de trinta dias. Os objectivos do protagonista sofrem diversos revezes que vão para além dos roubos. Bill (Peter Gerety), o elemento responsável pelos camionistas, arma-os para se poderem defender, algo que vai contra as ordens de Abel. O protagonista acaba por ter razão. No segundo assalto a Julian, este utiliza a arma contra os assaltantes e passa a ser perseguido pela polícia, com Abel a estar envolvido num caso problemático no pior dos momentos, ou seja, quando procura financiamento para o seu negócio. Este consegue um acordo com a polícia para ajudar a entregar Julian, contando com o apoio de Andrew Walsh (Albert Brooks), o seu advogado e conselheiro, um elemento que o vai acompanhar em diversas negociatas. Arthur (John Procaccino), o representante do banco que lhe garantira que iria emprestar o dinheiro para o negócio, recua perante os diversos casos em tribunal e o episódio do tiroteio, algo que obriga Abel a procurar novas opções. Enquanto isso ainda tem de lidar com o ataque de um ladrão à sua nova casa, bem como uma inspecção por parte da polícia no dia de aniversário de uma das filhas, algo que desperta a ira de Anna. Não é só a ira desta que a visita da polícia desperta. Também descobrimos que esta andou a falsificar informação da empresa, necessitando de esconder a mesma, para além de ter comprado uma arma para se defender. Abel condena as ilegalidades de Anna, mas também é certo que não as trava e a certa altura estas até vão ser bastante úteis. Se tudo já não se encontrasse suficientemente difícil, Abel ouve ainda que um veículo seu está a ser assaltado, perseguindo os criminosos embora evite eliminar o elemento que seguiu de forma furiosa, ficando a saber de uma vez por todas quem andava a roubar gasolina. As cenas são filmadas com sagacidade, com J.C. Chandor a incutir a tensão necessária, enquanto a câmara de filmar acompanha o sentido de urgência de todo este momento que rodeia o protagonista. Mais uma vez este é inteligente o suficiente para saber quais as medidas certas a tomar, apesar de quase ceder à tentação de eliminar o assaltante. É a perícia e a ambição deste homem, um latino inteligente e calculista, longe do criminoso espalhafatoso, que muitas das vezes damos por nós a contemplar, com J.C. Chandor a deixar-nos perante um personagem complexo. Abel deambula entre as franjas da lei e do crime, procurando poder e dinheiro, mas também manter uma certa reputação, com as suas ambições a parecerem ir muito mais além do que liderar uma simples empresa de transporte e venda de combustível. É um homem ambicioso, tal como Anna é uma mulher ambiciosa, com ambos a formarem uma dupla aparentemente fria, mas cúmplice, embora a segunda guarde alguns segredos do esposo.

 Apesar do escândalo que Abel pode fazer em relação a algumas atitudes da esposa também não parece deixar de ser certo que "são farinha do mesmo saco", embora este tente manter a sua integridade. Diga-se que a manutenção da integridade e dos valores morais num meio hostil é algo que marca "A Most Violent Year", com Abel a contrariar todos os estereótipos que possam colocar contra si e demonstrar que o "sonho americano" continua bem vivo. Claro que esta situação de "viver o sonho americano" traz algumas consequências para Abel, mesmo que ele queira passar impoluto a toda esta situação. Já Julian não tem a mesma sorte, surgindo como um latino cujo erro lhe vai sair caro, apesar da amizade que o protagonista tem pelo mesmo e pela família deste. Abel sabe dos problemas que teve e tem para ser aceite, tendo formado uma relação de cumplicidade com Julian que acaba por ter de desfazer devido a um crime deste personagem. Elyes Gabel consegue expor-nos aos diversos sentimentos pelos quais passa Julian, desde o medo por poder voltar a ser agredido no cumprimento do seu serviço, passando ao receio em ser encontrado e capturado pela polícia, com a sua imigração para o território a ter sido muito menos bem sucedida do que a de Abel. O personagem interpretado por Oscar Isaac conta com um irmão, embora pouco lhe ligue, tal como tem pouco tempo para estar com as suas filhas, surgindo como um homem de negócios obstinado em alcançar os seus objectivos, uma situação latente ao salientar: "não permitirei que a fraqueza dos outros me afecte". A certa altura encontramos Abel reunido com diversos negociantes do ramo de transportes. Com a sua calma habitual logo demonstra que é um exímio jogador deixando claro que um ou mais dos elementos naquela mesa é quem anda a comprar combustível roubado para vender, procurando aferir sobre esta situação. Parece que estamos diante de uma rodinha recheada de gangsters que domina nichos de território. Diga-se que os comportamentos que alguns destes personagens assumem não andam assim tão distante dos gangsters, incluindo Abel, apesar do negócio destes elementos seja o transporte e venda de combustível. Não se espere tiros, murros, violência nestes momentos à mesa, marcados por luz ambiente, embora a intimidade entre estes elementos seja mero "fogo de vista". J.C. Chandor por vezes procura seguir um caminho mais minimalista, marcado pelas subtilezas, quase a semear a dúvida junto de nós se terá mesmo planeado bem o enredo ou um rumo para o mesmo. No final de "A Most Violent Year" tudo se conjuga: poder, corrupção, morte, violência, valores morais, sangue, fuelóleo e a glória. Uma glória obtida de forma trabalhosa, com Abel a ter de negociar imenso, iniciar acordos, terminar acordos, rebaixar-se até finalmente encontrar um solução. Enquanto isso é perseguido pelas autoridades, com o personagem interpretado por David Oyelowo a procurar a todo o custo incriminá-lo embora no fim nos reserve uma surpresa em relação à sua personalidade. É um meio corrupto este que nos é apresentado, onde o crime é notícia quotidiana e evitar ceder à tentação parece ser o mais difícil. Nesse sentido, torna-se aprazível ver a tenacidade de Abel em tentar surgir como um homem sério, mesmo quando não o encaram como tal. Já J.C. Chandor pode e deve ser visto como um cineasta sério, competente e cada vez mais a ter em atenção. Gostei de "Margin Call", reconheço alguns méritos a "All is Lost" apesar de não ser fã, mas "A Most Violent Year" revela-se um retrato ácido sobre um pedaço da História e da sociedade dos EUA, com o cineasta a conseguir com sucesso desconstruir a utopia do "sonho americano" ou seja lá o que isso for. Diga-se que ainda recentemente James Gray colocou-nos perante o lado negro do mesmo no magnífico "The Immigrant", mas as comparações entre ambos os filmes param por aqui.

 O trabalho de Chandor sobressai ainda pela atenção ao pormenor, para o detalhe nos planos e na iluminação (para além da utilização das sombras), para o guarda-roupa e até uma banda sonora que parece discreta mas acerta bem no tom do enredo. Não é um filme cheio de ritmo, nem pretende ser. A violência rodeia mais o protagonista do que o próprio pretende, com este a nem parecer totalmente de acordo com a mesma. Não é tanto por valores morais, ou não é apenas por isso. Acima de tudo, Abel é um homem de negócios e sabe que não é a entrar numa onda de violência que consegue a ansiada ascensão e estatuto social, com vários dos seus actos a serem tomados para este conseguir o almejado respeito. O mesmo se pode dizer para os colegas de negócios que o aceitam não tanto por gostarem do mesmo, mas sim para ser necessária uma "guerra fria" que não coloque em causa a integridade dos mesmos e das suas empresas. São praticamente gangsters, para não dizer que são mesmo, regendo-se por leis muito próprias que por vezes vão contra as regras impostas pela sociedade. Essa situação é visível nas respostas evasivas de Anna sobre as contas da firma, mas também na certeza que existem pequenas fugas aos impostos, entre outras ilegalidades a rodearem estes personagens. Diga-se que "A Most Violent Year" sobressai ainda pela sua capacidade de dar oportunidade aos elementos secundários para sobressaírem. Veja-se o caso de Albert Brooks como Andrew Walsh, o advogado do protagonista, para além de Alessandro Nivola como Peter Forente, um rival de negócios do protagonista, a quem Abel pede dinheiro emprestado, ainda que sem sucesso, naquele que é um momento que representa o desespero do personagem interpretado por Oscar Isaac em conseguir os fundos necessários. O terreno é essencial para os planos de Abel: permite o acesso ao rio para este trazer o combustível directamente do fornecedor para a empresa; permite armazenar cerca de quatrocentos milhões de litros de combustível, algo que permite adquirir o mesmo quando estiver a um preço mais baixo, guardar e posteriormente vender com um valor menos elevado do que a concorrência quando o preço do petróleo subir, entre outros benefícios. É um negócio de risco para Abel, mas este não tem problemas em mostrar o seu lado mais capitalista, pronto a cometer riscos nos negócios e a contrair dívidas para mais tarde gerar lucros que as permitam pagar e ainda enriquecer. Ou seja, o sucesso deste homem é o sonho molhado de qualquer empresário: conseguir o dinheiro para os negócios, ter sucesso nos mesmos, pagar as suas dívidas e enriquecer após um risco essencial. Abel sabe da existência destes riscos mas também está consciente de que o pior é mesmo se não tomar um passo seguinte que o faça completamente vencer a concorrência, demonstrando a sua enorme ambição. Este é também um filme sobre a ambição de um homem em conseguir ser melhor do que a concorrência, algo que por vezes o leva ao desespero quando percebe que os seus planos iniciais de conseguir os fundos para pagar a compra do terreno não se avistam tão fáceis como este pensava, com Oscar Isaac a interpretar um personagem recheado de contradições e de enorme ambiguidade. Quer parecer sério  e evitar a violência mas nem por isso quer deixar de alcançar o poder, quer respeitar a lei mas sabe que a esposa faz o seu trabalho sujo, entre muitos outros exemplos que demonstram a complexidade deste homem. "A Most Violent Year" deixa-nos assim perante um retrato negro dos EUA em 1981, um território marcado pela violência, onde os valores morais por vezes são difíceis de manter perante tantas tentações e desejo por poder, enquanto Oscar Isaac e Jessica Chastain exibem mais uma vez o seu talento para a arte da representação e elevam de forma indelével o novo trabalho de J.C. Chandor. 

Título original: "A Most Violent Year". 
Título em Portugal: "Um Ano Muito Violento".
Título no Brasil: "O Ano Mais Violento". 
Realizador: J. C. Chandor.
Argumento: J. C. Chandor.
Elenco: Oscar Isaac, Jessica Chastain, David Oyelowo, Alessandro Nivola, Albert Brooks.

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