28 fevereiro 2015

Resenha Crítica: "Labyrinth of Lies" (Labirinto de Mentiras)

 Ao finalizar o visionamento de "Im Labyrinth des Schweigens" é praticamente impossível não efectuar um paralelismo com os thrillers de investigação ou associados à atmosfera de paranoia política dos anos 70. Veja-se o caso de obras como "Klute", "The Parallax View", "All the President's Men", todas realizadas por Alan J. Pakula, mas também "Three Days of the Condor" de Sydney Pollack, "The Conversation" de Francis Ford Coppola e até "The Odessa File" de Ronald Neame. Pelas suas características, "Labyrinth of Lies" assemelha-se sobretudo ao caso de "All the President's Men", com o protagonista a partilhar a resiliência dos jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward, mas também a paranoia em volta dos antigos elementos pertencentes às SS e ao Partido Nazi presente em "The Odessa File". Nesse sentido, na sua estreia na realização de longas-metragens, Giulio Ricciarelli apresenta-nos a um thriller de investigação de boa cepa, baseado em factos reais, em particular na investigação intrincada que conduziu ao julgamento de diversos elementos das SS que cometeram atrocidades em Auschwitz. O protagonista do filme é Johann Radmann (Alexander Fehling), um jovem procurador que trabalha em casos de prevaricações no trânsito, entre os quais o de Marlene (Friederike Becht), uma mulher que foi apanhada a cometer uma infracção na estrada. Marlene não tem o dinheiro para pagar a quantia total da multa, algo que conduz o juiz a pretender baixar a mesma, uma situação que não é permitida por Radmann, que prefere emprestar o valor remanescente do que não cumprir lei. Fica desde logo demonstrado o zelo que Radmann tem pela lei, ao mesmo tempo que Marlene surge furiosa perante a inflexibilidade demonstrada pelo procurador. Este elemento é um dos poucos que vai demonstrar interesse pelo caso apresentado por Thomas Gnielka (André Szymanski), um jornalista e amigo de Simon Kirsch (Johannes Krisch), um judeu, artista e antigo prisioneiro num campo de concentração em Auschwitz. Quando ia a andar pela rua, Kirsch deparou-se com Alois Schulz (Hartmut Volle), um antigo guarda no campo de concentração, agora um professor de uma escola primária. Estamos em 1958, em plena República Federal da Alemanha, presidida pelo Chanceler Konrad Adenauer (no poder de 1949 a 1963), um período no qual quase todos parecem querer esquecer as memórias de Auschwitz e de outros episódios hediondos que ocorreram durante a governação do Partido Nazi e seguir em frente, algo que irrita profundamente Gnielka devido à geração mais jovem desconhecer parte daquilo que se desenrolou no passado recente da Alemanha. Todos os procuradores parecem ignorar o caso, temendo abrir uma caixa de Pandora que pode trazer consequências imprevisíveis. Racionalmente seria de esperar que todos pretendessem deter Schulz, mas aquilo que acontece é precisamente o contrário. No entanto, com uma carreira ainda no início, sem muito a perder e uma enorme curiosidade, Johann Radmann decide pegar no caso. Percebe desde logo a dificuldade de investigar material histórico sobre Auschwitz, para além de encontrar resistência por parte de vários colegas de trabalho e dos seus superiores, com excepção de Fritz Bauer (Gert Voss), o procurador geral, um indivíduo que entrega a missão de liderar esta tarefa ao protagonista, com Radmann a gradualmente começar a tomar conhecimento de uma realidade que desconhecia.

Existem muitas limitações. A sociedade alemã encontra-se ainda muito preenchida por ex-elementos do Partido Nazi. Alguns são inocentes, outros contam com crimes cometidos, embora vários estejam instalados em diversos sectores da sociedade alemã, incluindo em algumas áreas de enorme influência, que pretendem evitar reacender memórias dolorosas que não são assim tão antigas quanto isso. Mesmo estes indivíduos como Schulz apenas poderão ser conduzidos a tribunal se existirem provas e testemunhas que confirmem que eliminaram alguém, caso contrário será muito complicado deter estes elementos devido às limitações das leis. As dificuldades que Johann Radmann vai encontrar são desde logo visíveis quando visita o Centro de Documentação do Exército dos Estados Unidos da América na Alemanha, onde se encontra reunida informação sobre seiscentas mil pessoas. Encontra documentação que comprova o facto de Schulz ter sido um elemento da Waffen SS em Auschwitz, mas as medidas prometidas pelos seus superiores, tais como a suspensão deste elemento das suas funções, não chegam a concretizar-se. É então que Gnielka decide publicar um artigo enfurecido contra a passividade das autoridades perante estas situações, acabando por trazer problemas temporários a Radmann. Gnielka logo convida o protagonista para uma festa, onde se encontra presente Kirsch, mas também Marlene, a mulher com quem tinha entrado em confronto em tribunal. Esta é uma aspirante a estilista, iniciando uma relação amorosa com o protagonista, embora esta seja afectada pelo embrenhar de Radmann na investigação. Na casa de Kirsch, estes procuram investigar secretamente a documentação que o mesmo furtou do campo de concentração, onde encontram uma lista com nomes de elementos das SS que serviram em Auschwitz, algo que a juntar à informação nos arquivos militares dos EUA poderá conduzir a um reunir do material necessário para deter alguns dos criminosos. Ao mostrarem esta informação a Fritz Bauer, este logo encarrega o protagonista de liderar a investigação, com Johann a contar com o apoio de Otto Haller (Johann von Bülow) e Erika Schmitt (Hansi Jochmann), uma equipa diminuta mas dedicada à causa. Estes procuram analisar a documentação obtida no Centro de Documentação do Exército dos EUA que conta com informação sobre oito mil elementos que trabalharam em Auschwitz, com muitos destes indivíduos a terem contribuído para a colocação em prática das políticas anti-semitas de Adolf Hitler. A documentação é mais do que muita, as autoridades competentes não parecem muito satisfeitas com este abrir de processos por parte do protagonista que procura não só fazer justiça em relação à memória daqueles que morreram nos campos de concentração, mas também deixar este caso bem vivo junto da opinião pública ao invés de cair no esquecimento. Um dos elementos que o deixa obcecado é Josef Mengele, um médico que torturou as filhas de Kirsch, fazendo-o esquecer-se por vezes da importância de olhar para o caso num âmbito geral ao invés de se lançar numa procura individual. Nesse sentido, as perseguições a Mengele revelam-se infrutíferas, enquanto Radmann vai descobrindo cada vez mais indivíduos que cometeram crimes e elementos que pertenceram ao Partido Nazi, incluindo o seu falecido pai, um homem que este admirava com enorme zelo, apesar do progenitor estar desaparecido há quinze anos. Diga-se que estes excessos levam a que se embrenhe tanto em Mengele e Adolf Eichmann que descura a documentação que conduziria à detenção de Brandner, hoje um padeiro, outrora um elemento que participou nos actos atrozes das SS em Auschwitz, com este último a ter tempo para escapar às autoridades. É um erro crasso, com Bauer a procurar consciencializar o protagonista de que outros elementos também cometeram crimes que merecem ser punidos, com Johann a perceber de forma cabal que se envolveu num caso de proporções gigantescas. Aos poucos, a vida de Radmann parece descontrolar-se, com este a entrar em paranoia. Quanto mais verdades descobre mais perplexo e irritado fica, com Alexander Fehling a destacar-se a interpretar este procurador obstinado em conduzir os criminosos à justiça e trazer ao de cima a verdade. Fehling sobressai sobretudo pela sua capacidade em convencer-nos da obstinação do personagem que interpreta, da paranoia em que entra quando descobre que até elementos em quem este confiava tiveram ligações ao Partido Nazi, tais como Gnielka, um indivíduo que se torna muito próximo de Radmann.

O próprio pai de Marlene foi um soldado que combateu ao serviço das tropas alemães, ou seja, Radmann não só tem de aprender a liderar o processo de um dos casos mais "quentes" daquela época, mas também a conviver com a situação de que elementos próximos a si podem ter tido ligações ao Partido Nazi. O próprio começa a questionar-se se também seria um Nazi se tivesse vivido naquela época, uma situação que aos poucos o deixa a entrar numa espiral descendente. A vida de Radmann torna-se frenética, as ameaças à sua integridade física são mais do que muitas, este ainda pensa em desistir mas não o faz. Este é um personagem ficcional de uma obra que tirou inspiração num caso e personagens verídicos, com o seu desfecho a ser conhecido do grande público. A 20 de Dezembro de 1963 deu-se o início do julgamento de vinte e dois alemães no chamado "Julgamento de Auschwitz", que serviu acima de tudo para trazer à memória os episódios hediondos que ocorreram nos campos de concentração e condenar os elementos criminosos que contribuíram para o Holocausto. Apesar de sabermos o desfecho deste caso, Giulio Ricciarelli consegue incutir uma enorme tensão em volta da investigação e do destino dos personagens, procurando expor os acontecimentos com enorme credibilidade. Nesse sentido, deparamo-nos perante idas a arquivos, leitura de processos, reuniões em gabinetes, perseguições, mas também diante do drama de um indivíduo que desconhecia toda esta realidade que se encontrava escondida. Este depara-se com o "labirinto de mentiras" do título, tendo de fazer de tudo para não se perder pelo mesmo. A sua obstinação conduz a discussões com a mãe, mas também a colocar em perigo o namoro com Marlene e a amizade com Gnielka. O jornalista procura que seja feita justiça, mas também conta com os seus pecados no passado, com André Szymanski a conseguir criar um personagem afável que parece mais pragmático do que o protagonista. Diga-se que a certa altura Radmann parece perder e muito o controlo, com Marlene a observar e bem que este foca-se apenas no lado mau das pessoas, esquecendo-se dos elementos de boa índole que o rodeiam, com este a necessitar claramente de assentar ideias. A notícia de que o pai foi um membro do Partido Nazi devasta-o, algo natural se tivermos em conta que este tinha o progenitor como um exemplo e opositor do Regime, algo que na prática não se sucedeu. Na realidade, nem Johann sabe como reagiria se vivesse neste período, algo que atribui ainda mais complexidade a este personagem carismático. Já Fritz Bauer viveu esses acontecimentos e sabe das reticências que uma investigação deste cariz causam no interior de uma nação que parece querer esquecer o passado mais negro, com Gert Voss a interpretar de forma convincente este elemento que surge muitas das vezes como a voz da razão do protagonista. Do elenco sobressai ainda Friederike Becht como Marlene, uma mulher que vive de perto as melhorias económicas do território, o chamado Wirtschaftswunder, com o seu pequeno negócio a crescer de forma inesperada a ponto de em pouco tempo esta conseguir ter a sua própria loja. É um país em reconstrução, que procura "deitar para debaixo do tapete" os seus pecados do passado, mas aos poucos vê os mesmos serem desenterrados e expostos. Johannes Krisch interpreta um elemento judeu que sofreu as consequências das políticas completamente perturbadas e irracionais de Adolf Hitler, tendo perdido a família em Auschwitz, embora não pretenda deixar a Alemanha. A certa altura, Simon salienta que foi na Alemanha que conheceu a esposa, que teve as suas gémeas, que viveu algumas das melhores memórias da sua vida, surgindo como um elemento complexo que sabe do facto de que nem todos os alemães são nazis e anti-semitas, apesar das dores das perdas que sofreu ainda serem enormes. A iluminação é discreta e exacerbadora da atmosfera de intimidade entre o protagonista, nesta fase cheio de dúvidas após alguns revezes e surpresas desagradáveis, e Kirsch, com o personagem interpretado por Alexander Fehling a prometer ler o Kaddish para as filhas deste em Auschwitz. É talvez um dos melhores momentos de Johannes Krisch ao longo do filme, com Giulio Ricciarelli, também ele um actor, a surgir como um competente condutor de actores e actrizes, mas também dos ritmos do enredo, alicerçando-se ainda num argumento coeso.

O argumento escrito pelo cineasta e Elisabeth Bartel denota cuidado na representação do período histórico e da complexidade do mesmo, procurando reunir elementos ficcionais com episódios e personagens factuais, algo salientado por Uli Putz, um dos produtores do filme, no press kit: "While a Prosecutor General Fritz Bauer and a journalist Thomas Gnielka really did exist, our protagonist, the young public prosecutor Johann, was a fictitious character, a concentrate of the three public prosecutors who actually led the investigation back then (...)." Diga-se que os comentários de Putz confirmam exactamente muito do que encontramos ao longo do filme, incluindo a procura de expor temas como o facto de alguns prisioneiros de guerra, no período de tempo representado, ainda não terem regressado. Veja-se o caso do pai do protagonista, um indivíduo dado como desaparecido há quinze anos que se calcula estar morto. As palavras de Putz são importantes ainda para salientar o facto de "Labyrinth of Lies" procurar expor o outro "lado da moeda", através da figura de Walter Friedberg (Robert Hunger-Bühler), um promotor sénior que é contra a investigação, chegando a questionar o protagonista se "É verdadeiramente importante que todos os filhos na Alemanha tenham de saber que o seu pai é um assassino?". Para o protagonista não parecem existir dúvidas: a verdade tem de ser exposta. Claro que também irá sofrer com a mesma e a sua inflexibilidade por vezes irá conduzi-lo a cometer alguns erros. É um individuo novo e ambicioso, mas também com um enorme sentido de justiça que aos poucos se depara com toda uma nova realidade que o intriga e assusta, numa investigação intrincada, filmada com um engenho surpreendente se tivermos em conta que Giulio Ricciarelli é um estreante na realização de longas-metragens. Este consegue incutir os perigos que envolviam a investigação, mas também a complexidade e morosidade da mesma, conseguindo transmitir-nos isso sem recorrer a grandes maniqueísmos, ao mesmo tempo que nos faz recordar os bons exemplares do género elaborados na década de 70. A atmosfera de paranoia está lá, os elementos políticos também, bem como um personagem obstinado em desvendar a verdade, com Alexander Fehling a demonstrar talento e carisma para dar vida a este procurador que se envolve no labirinto de mentiras do título. "Labyrinth of Lies" é também uma obra cinematográfica cuja relevância é elevada ainda por dar a conhecer a um público mais alargado este "Julgamento de Auschwitz" e um lado da Alemanha ainda a lidar com as feridas abertas pela II Guerra Mundial e o Partido Nazi. Nota-se que não é fácil o assumir de muitos dos erros e atrocidades cometidos, tal como é notório que nem todos os alemães eram nazis, nem todos os elementos que eram obrigados a estar filiados no partido eram de má índole. Nesse sentido, "Labyrinth of Lies" procura acima de tudo expor aqueles que cometeram actos atrozes contra a humanidade, tais como os elementos que agiram de forma desumana e criminosa em Auschwitz e encontravam-se a viver como se nada de mal tivessem feito, com muitos deles a parecerem pessoas completamente normais.

Um dos aspectos que mais vai surpreender o protagonista centra-se exactamente no facto de indivíduos como Mengele serem elementos instruídos e aparentemente afáveis, mas foram capazes de cometer atrocidades que devem ser relembradas, recriminadas e jamais repetidas. No caso de Mengele, tal como alguns dos elementos que foram a julgamento, este encontrava-se nas SS por livre e espontânea vontade, com o filme a exibir que também existiram alemães que efectivamente partilhavam da ideologia do partido. Ou seja, a situação com que Johaan Radmann se depara é claramente complexa, sobretudo se tivermos em conta o contexto que envolvia o protagonista, algo exposto com assertividade ao longo do filme. O julgamento veio trazer um pouco de justiça à memória das vítimas e demonstrar que aquilo que aconteceu na Alemanha durante o Partido Nazi não é para esquecer mas para recordar e não repetir. Para recordar também deveria servir que para o chamado "milagre económico" alemão do período representado também contribuiu um perdão da dívida por parte dos credores avaliado em 62,6% da mesma (ver mais neste texto do Público), algo que facilitou o crescimento da Alemanha Ocidental, um "pequeno detalhe" muitas das vezes esquecido nos dias de hoje onde a palavra flexibilidade é utilizada mas o seu significado prático nem sempre é claro. Comentários políticos à parte, "Labyrinth of Lies" consegue expor com alguma competência este período representado, quer no guarda-roupa, quer nos carros representados, quer na forma como os elementos desta sociedade alemã se pretendiam representar a si próprios. No caso de "Labyrinth of Lies" ficamos diante de uma representação que está longe de ser maniqueísta, com Giulio Ricciarelli a apresentar-nos a argumentação de parte a parte, embora deixe sempre claro que a verdade tem de vir ao de cima. É a busca pela verdade e pela justiça que vai marcar o quotidiano de Johann Radmanm, numa investigação onde ouve muitos testemunhos de parte a parte, ficando claro que esta missão começa a afectá-lo e muito. A realidade que encontra nem sempre é a mais agradável, com Giulio Ricciarelli a ser capaz de controlar os ritmos das revelações e apresentá-las de forma credível ao mesmo tempo que nos envolve para o interior de uma investigação que ganha outra dimensão se pensarmos que alguns dos seus episódios foram verídicos, incluindo o julgamento que se sucedeu. A banda sonora é assertiva e adequada aos ritmos da narrativa, tal como a cinematografia, num filme que sobressai pela segurança apresentada por Giulio Ricciarelli na realização cinematográfica e pela sua capacidade em explorar uma investigação complexa que decorre num período histórico em que a Alemanha ainda estava em negação em relação ao seu passado. O próprio caso tem muito menos mediatismo na opinião pública do que os "Julgamentos de Nuremberga", embora seja o primeiro que opôs alemães contra alemães, com "Labirinto de Mentiras" a ser capaz de nos expor a esta situação com enorme eficácia, evitando muitas das vezes "aproveitar-se" das histórias das vítimas. Diga-se que ao invés de nos colocar perante repetidos depoimentos de judeus que sobreviveram e ofereceram o seu testemunho, Giulio Ricciarelli prefere antes deixar a banda sonora sobressair nestas cenas e destacar as emoções que perpassam pelos rostos dos personagens. Outro dos factores que sobressaem em "Labyrinth of Lies" passa também pela procura aparentemente sincera dos envolvidos em exporem o ambiente que rodeou todos os episódios e darem a conhecer ao público uma nação que deu por si a lidar com feridas mal cicatrizadas. Giulio Ricciarelli surge como um realizador a seguir com atenção, com o cineasta a desenvolver um thriller de pendor histórico marcado por alguma tensão, um argumento coeso, intérpretes competentes e um ritmo fluido que facilmente tornam "Labyrinth of Lies" como uma das obras mais recomendáveis da terceira edição da Judaica - Mostra de Cinema e Cultura, a par de "Félix e Meira" e "Gett: O Processo de Viviane Amsalem".

Título original: "Im Labyrinth des Schweigens".
Título em inglês: "Labyrinth of Lies".
Título em Portugal: "Labirinto de Mentiras". 
Realizador: Giulio Ricciarelli.
Argumento: Giulio Ricciarelli e Elisabeth Bartel.
Elenco: Alexander Fehling, André Szymanski, Friederike Becht, Johannes Krisch.

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