04 fevereiro 2015

Estreias da semana - 5 de Fevereiro de 2015

Boa-tarde, caros leitores, e bem-vindos a mais um post das estreias da semana.

Estreiam, desta vez, cinco novos filmes, curiosamente todos falado em inglês, sendo que já temos uma opinião formada sobre dois deles.

O filme que destacamos em primeiro lugar é "Um Ano muito Violento", a nova obra de J. C. Chandor, que o Aníbal já viu e apreciou. Escreveu-lhe inclusive uma crítica, que acaba da seguinte maneira: «Este é também um filme sobre a ambição de um homem em conseguir ser melhor do que a concorrência, algo que por vezes o leva ao desespero quando percebe que os seus planos iniciais de conseguir os fundos para pagar a compra do terreno não se avistam tão fáceis como este pensava, com Oscar Isaac a interpretar um personagem recheado de contradições e de enorme ambiguidade. Quer parecer sério e evitar a violência mas nem por isso quer deixar de alcançar o poder, quer respeitar a lei mas sabe que a esposa faz o seu trabalho sujo, entre muitos outros exemplos que demonstram a complexidade deste homem. "A Most Violent Year" deixa-nos assim perante um retrato negro dos EUA em 1981, um território marcado pela violência, onde os valores morais por vezes são difíceis de manter perante tantas tentações e desejo por poder, enquanto Oscar Isaac e Jessica Chastain exibem mais uma vez o seu talento para a arte da representação e elevam de forma indelével o novo trabalho de J.C. Chandor

O filme foi escrito e realizado por J. C. Chandor, e conta no elenco com Oscar Isaac, Jessica Chastain, David Oyelowo, Alessandro Nivola e Albert Brooks.

O enredo de "A Most Violent Year" desenrola-se em Nova Iorque, no Inverno de 1981, estatisticamente considerado como um dos anos mais violentos da história da cidade. O filme segue um imigrante (Oscar Isaac) e a sua família, enquanto procuram expandir o seu negócio e capitalizar as oportunidades que lhes surgem, ao mesmo tempo que têm de lidar com a crescente violência e corrupção que ameaçam derrubar tudo aquilo que construíram.

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Outro dos estreantes sobre o qual temos uma opinião é "O Meu Nome é Alice", protagonizado por uma Julianne Moore em grande. O Aníbal já o viu, reconhece-lhe qualidades, escreveu-lhe uma crítica e a sua conclusão é a seguinte: «"Still Alice" nem nos engana nos seus propósitos, ao surgir como um melodrama que parece mais preocupado em despertar a atenção do espectador para os efeitos do alzheimer do que ficar guardado para a História como uma obra inovadora ou até muito acima da média. Nem vamos comparar a um telefilme, nem a trabalhos televisivos, pois só quem não acompanha os mesmos é que poderá utilizar esse argumento para adjectivar negativamente um filme (veja-se a qualidade de séries como "The Affair"), com "Still Alice" a surgir como uma obra cinematográfica simples, com notórios problemas em sair da mediania, tecnicamente pouco vistoso, que sobressai sobretudo pela força da sua temática principal e de elementos como Julianne Moore, Kristen Stewart (2014 foi um excelente ano para a actriz) e Alec Baldwin. É um filme que procura comover o espectador mas também despertar à atenção para os efeitos do Alzheimer, ao mesmo tempo que surge como um veículo para Julianne Moore explanar o seu talento, com a actriz a surgir com uma interpretação poderosa, emotiva, que facilmente nos emociona e destroça

A obra foi escrita e realizada por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth e Hunter Parrish fazem parte do seu elenco.

O livro em que se baseou "Still Alice" foi publicado em Portugal com o título "Ainda Alice" e conta com a seguinte sinopse (via Wook): «O mundo de Alice é perfeito. Professora numa conceituada universidade, é feliz com o marido, os filhos, a carreira. E tem uma mente brilhante, admirada por todos, uma mente que não falha… Um dia, porém, a meio de uma conferência, há uma palavra que lhe escapa. É só uma palavra, um brevíssimo lapso. Mas é também um sinal de que o mundo de Alice começa a ruir.
Seguem-se as idas ao médico e, por fim, a certeza de um diagnóstico terrível. Aos poucos, Alice vê a vida a fugir-lhe. Amada pela família, unida à sua volta, é ela que se afasta, suavemente arrastada para o esquecimento, levada pela Alzheimer.
Ainda Alice é a narrativa trágica, dolorosa, de uma descida ao abismo, o retrato de uma mulher indomável, em luta contra as traições da mente, tenazmente agarrada à ideia de si mesma, à memória de uma vida e de um amor imenso

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Estreia também "Selma - A Marcha da Liberdade", um filme nomeado para uma diversidade de Óscares, elogiado pela crítica e pelo público norte-americanos.

O filme foi realizado por Ava DuVernay ("I Will Follow"), a partir de um argumento de Paul Webb.

"Selma" conta no elenco com David Oyelowo, Carmen Ejogo, Tom Wilkinson, Andre Holland, Omar J. Dorsey, Tessa Thompson, Tim Roth, entre outros.

Selma é o nome de uma pequena cidade no Alabama que abrigou um dos momentos mais marcantes da luta dos negros pelos direitos civis, a marcha histórica para Montgomery. Esta marcha contou com a presença de elementos como Martin Luther King Jr. e Amelia Boynton, tendo sido interrompida por actos de violência e racismo contra os negros. Esta situação conduziu o então Presidente dos EUA Lyndon B.Johnson a procurar assinar o Civil Rights Act.

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Teremos ainda nas nossas salas o blockbuster "Ascensão de Júpiter", a nova obra escrita e realizada pelos irmãos Andy e Lana Wachowski ("Cloud Atlas"), que não parece ter entusiasmado muito nem a crítica norte-americana, nem sequer o seu público. 

O filme conta no elenco com Channing Tatum, Mila Kunis, Eddie Redmayne, Sean Bean, Douglas Booth, Tuppence Middleton, Doona Bae, James D’Arcy, Doona Bae, entre outros.

Sinopse de "Jupiter Ascending": Jupiter Jones (Mila Kunis) nasceu sob um céu nocturno, com sinais que previam que esta estava destinada a grandes feitos. Em idade adulta, Jupiter sonha com as estrelas mas acorda para a fria realidade, onde trabalha como empregada de limpeza. Quando Caine (Channing Tatum), um antigo militar geneticamente alterado chega à Terra para localizá-la, Jupiter começa a vislumbrar o destino pelo qual sempre ansiou - a sua assinatura genética coloca-a como a próxima para receber uma herança extraordinária, que poderá alterar para sempre o equilíbrio do cosmos.

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Estreará, por fim, o documentário britânico "O Espírito de 45", escrito e realizado pelo inglês Ken Loach.

Nota de intenções do filme: «A Segunda Guerra Mundial foi uma luta, talvez a maior e mais considerável luta colectiva em que este país esteve envolvido. Apesar de outros terem feito sacrifícios maiores, o povo da Rússia, por exemplo, a determinação de construir um mundo melhor era tão forte aqui como nos outros países. Nunca mais, acreditava-se, iríamos permitir que a pobreza, o desemprego e o fascismo desfigurasse as nossas vidas.
Ganhámos a guerra juntos, juntos podíamos ganhar a paz. Se conseguíamos planear campanhas militares, não conseguiríamos também construir casas, crear um serviço de saúde e um sistema de transportes, fazer o que era necessário para a reconstrução?
A ideia central era a do bem público, em que a produção e os serviços beneficiariam todos. Não deveriam uns poucos ficar ricos em detrimento de todos os outros. Foi uma ideia nobre, popular e aclamada pela maioria. Foi o Espírito de 45. Talvez seja altura de o relembrar hoje.» - Ken Loach.

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