21 janeiro 2015

Estreias da semana - 22 de Janeiro de 2015

Boa tarde, caros leitores, e bem-vindos a mais um post das estreias da semana.

A partir de amanhã estreiam cinco, possivelmente seis (veremos se é mesmo esta semana que estreia o constantemente adiado "Um Verão na Provença") filmes nas nossas salas de cinema, de diferentes géneros e nacionalidades, sobre os quais passo brevemente a debitar.

A estreia mais publicitada é certamente a de "Sniper Americano", o novo filme de Clint Eastwood, que eu próprio já vi, achei mais ou menos, e poderão comprová-lo pela crítica que irei publicar sobre o filme nos próximos dias.

O argumento de "American Sniper" foi escrito por Jason Dean Hall, inspirado na autobiografia homónima do Navy SEAL Chris Kyle.

"American Sniper" conta no elenco com Bradley Cooper, Sienna Miller, Brian Hallisay, Jake McDorman, entre outros.

O enredo de "American Sniper" acompanha a história de Chris Kyle, um sniper implacável que assassinou um número impressionante de rivais, a ponto dos rebeldes iraquianos terem colocado um prémio pela sua cabeça. No entanto, todo este sucesso a nível profissional é dicotómico da relação conturbada que este mantém com a mulher, com esta última a vê-lo afastar-se cada vez mais de si.

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Estreia igualmente "Blackhat: Ameaça na Rede", o mais recente filme de Michael Mann, que tem sido bastante atacado não apenas pela crítica mas também pelo público que o tem visto, constituindo até ao momento o primeiro flop de bilheteira de 2015. Seja como for, caso o leitor se interesse no cineasta, aconselhamo-lo a ver o filme e a fazer o seu próprio juízo, como é lógico.

Mann co-escreveu o argumento do filme ao lado de Morgan Davis Foehl.

"Blackhat" conta no elenco com Wei Tang, Leehom Wang, Holt McCallany, Viola Davis e Chris Hemsworth, entre outros.

O enredo do filme acompanha um hacker que é liberto da prisão pelas autoridades dos EUA e da China, tendo em vista a colaborar na detenção de uma rede de crimes cibernéticos.



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Teremos também nas nossas salas três documentários da Midas que nos relembram dos 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial, que irão passar no Cinema Ideal, diariamente.

Um deles é o franco-austríaco "O Último dos Injustos", escrito e realizado por Claude Lanzmann.

Em "O Último dos Injustos", de Nisko a Theresienstadt e de Viena a Roma, o filme revela como nunca antes a génese da solução final, desmascara o verdadeiro rosto de Eichmann e desvenda as contradições do Conselho Judeu.
1975. Em Roma, Claude Lanzmann filma filme Benjamin Murmelstein, o último Presidente do Conselho Judeu do gueto de Theresienstadt, o único que sobreviveu à Guerra. Rabino em Viena, Murmelstein, depois da anexação da Áustria pela Alemanha em 1938, lutou com unhas e dentes com Eichmann, semana após semana, durante sete anos, conseguindo fazer com que 121 mil judeus emigrassem e evitando a liquidação do gueto.
2012. Claude Lanzmann com 87 anos, sem mascarar a passagem do tempo, mas mostrando a permanência dos lugares, recupera estas entrevistas em Roma, regressando a Theresienstadt, a cidade “dada aos judeus por Hitler”, gueto modelo, gueto-mentira eleito por Adolf Eichmann para enganar o mundo. Descobrimos a personalidade extraordinária de Benjamin Murmelstein : dotado de uma inteligência fascinante e de uma coragem certa, memória incomparável, formidável contador de hitórias, irónico, sarcástico e verdadeiro.

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Outro documentário é o anglo-germânico "O Homem Decente", realizado por Vanessa Lapa (israelita) e co-escrito pela própria em parceria com Ori Weisbrod.

O Homem Decente é um retrato único de umas das figuras mais proeminentes do Terceiro Reich: o Reichsfuhrer SS Heinrich Himmler, braço direito e carrasco de Adolf Hitler.

Através de cartas, fotografias e diários encontrados na casa de família dos Himmler em 1945, o filme retrata a vida e a mente do “Arquitecto da Solução Final”. Himmler escreve: “na vida, é preciso ser decente, corajoso e ter bom coração”.

Como é que alguém pode ser um herói aos seus próprios olhos e um assassino aos olhos do mundo?




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O terceiro é o inglês "A Noite Cairá", realizado por Andre Singer e escrito por Lynette Singer.

A Noite Cairá segue as pisadas do filme conhecido como o “Hitchcock perdido”.

A 15 de Abril de 1945, as tropas britânicas libertaram o campo de concentração de Bergen-Belsen. Uma equipa de filmagens filmou as pilhas de cadáveres e os sobreviventes, provas irrefutáveis dos crimes cometidos pelo regime Nazi.

O produtor Sidney Bernstein planeava usá-las num filme e convidou Alfred Hitchcock para o montar. Mas, depois do fim da Guerra, as forças de ocupação mudaram a sua política e em vez de confrontar a Alemanha com a culpa, preferiram instalar a confiança para tornar possível a reconstrução do pós-Guerra.

E estas imagens de horror indizível foram confinadas aos arquivos.

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Se é esta semana que sempre estreia o francês "Um Verão na Provença", protagonizado por Jean Reno, só amanhã o saberemos.

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