31 maio 2014

Josh Brolin vai dar voz a Thanos em "Guardians of the Galaxy"

O elenco de "Guardians of the Galaxy" conheceu uma nova adição. O Latino Review noticiou que Josh Brolin ("Oldboy") vai dar voz a Thanos em "Guardians of the Galaxy". O filme é realizado por James Gunn ("Super"), através do argumento de Nicole Periman e Chris McCoy, posteriormente revisto pelo primeiro.

"Guardians of the Galaxy" conta no elenco com Chris Pratt (o mui admirado Andy Dwyer de "Parks and Recreation"), que vai dar vida a Peter Quill, mais conhecido como Starlord, o líder do grupo "Guardians of the Galaxy". Dave Bautista ("Riddick") vai dar vida a 'Drax, o Destruidor' em "Guardians of the Galaxy". O filme conta ainda no elenco com Zoe Saldana ("Avatar"), Michael Rooker ("The Walking Dead"), Ophelia Lovibond ("A Single Shot"), Lee Pace ("Lincoln"), Glenn Close ("Damages"), Karen Gillan ("Doctor Who"), Benicio Del Toro ("Savages"), Vin Diesel ("Riddick") e Bradley Cooper ("American Hustle").

Criada por Arnold Drake e Gene Colan, a equipa "Guardians of the Galaxy" surgiu pela primeira vez em 1969, em Marvel Super-Heroes #18. No filme, o piloto americano Peter Quill (Chris Pratt) é perseguido quando rouba um objecto desejado por Ronan, o Acusador (Lee Pace), um extraterrestre de raça Kree, algo que conduz o humano a reunir-se com grupo de renegados alienígenas, os Guardiões da Galáxia, formado por Gamora (Zoë Saldana), Rocket Raccoon (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel) e Drax, O Destruidor (Dave Bautista).

"Guardians of the Galaxy" estreia a 1 de Agosto de 2014, nas salas de cinema norte-americanas. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Adam McKay recusa realizar "Ant-Man"

A Variety e o Deadline noticiaram que Adam McKay encontrava-se em negociações avançadas com a Marvel para realizar "Ant-Man". No entanto, o The Hollywood Reporter noticiou que o McKay decidiu não realizar o filme. Vale a pena recordar que Edgar Wright abandonou recentemente o cargo de realizador de "Ant-Man" devido a diferenças criativas. A Marvel continua assim em busca de um cineasta para realizar "Ant-Man". McKay conta no currículo com "Anchorman: The Legend of Ron Burgundy", "Talladega Nights: The Ballad of Rick Bobby", "The Other Guys", entre outros.

O filme conta no elenco com Paul Rudd ("Prince Avalanche"), Patrick Wilson ("The Conjuring"), Michael Peña ("End of Watch") e Michael Douglas ("Behind the Candelabra"), entre outros. Ainda não existem detalhes quanto ao enredo de "Ant-Man". Ant-Man é o nome de vários personagens ficcionais da Marvel Comics que surgiram em diferentes comics. O primeiro Ant-Man surgiu na pessoa de Henry Pym, um personagem criado por Stan Lee e Jack Kirby. Pym surgiu pela primeira vez em "Tales to Astonish #27".

"Ant-Man" vai estrear a 17 de Julho de 2015 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Resenha Crítica: "Après Mai" (Depois de Maio)

 Olivier Assayas, na casa dos seus 16 anos quando o calendário apontava para 1971, transporta-nos para este ano no início de "Après Mai". O título é bem claro. Estamos depois do Maio de 1968, perante uma geração marcada por estes acontecimentos, mas também por um Mundo em mudança, procurando mudar o rumo dos acontecimentos, ou pelo menos pensa que os pode alterar. São jovens com ideais, embora nem sempre consequentes, que nos são apresentados ao longo deste filme realizado por Olivier Assayas, com o cineasta a rodear o filme de um ambiente praticamente capaz de nos transportar para esta época tão marcante. Veja-se os jovens idealistas a nível político, a descoberta das drogas, uma maior liberdade em relação ao sexo (exposto desde logo pelas atitudes dos personagens), o gosto pela cultura underground e à margem do universo mainstream, os actos politicamente extremistas, as guerras no interior das escolas secundárias e universidades, o gosto por quebrar barreiras, a música tão típica deste período (por vezes intervencionista). Assayas por vezes espalha-se ao querer contar muitos dos melhores e piores momentos deste período, faltando uma maior e mais assertiva contextualização de toda esta conjuntura fervilhante, enquanto nos deixa perante um grupo de jovens adultos ainda em formação das suas personalidades. Estes jovens procuram descobrir o que pretendem fazer, apreciam a arte de uma maneira muito própria, apresentam divergências com a geração dos seus pais e até entre si, caminhando a passos largos para a chegada definitiva à vida adulta. Não só à maioridade, mas também às responsabilidades de seguirem aquilo que pretendem, embora por vezes isso seja algo complicado de lhes pedir. Gilles (Clément Métayer) é um desses jovens, um indivíduo prestes a completar o ensino secundário, que gosta de pintar e tem um dom para essa arte, pretende aprender a realizar obras cinematográficas, encontrando-se num movimento politizado, tendo ainda terminado recentemente uma relação com Laure (Carole Combs), após esta ter ido viver para Inglaterra. Este encontra-se num grupo ligado à esquerda e ao Comunismo, onde se encontram Jean-Pierre (Hugo Conzelmann), Alain (Felix Armand) e Christine (Lola Créton). Um acto violento sobre um segurança da escola conduz a que viajem a Itália, com excepção de Jean-Pierre, o único a ser associado ao caso. Em Itália, estes lidam com jovens da sua idade, também de esquerda, hippies, com Alain a iniciar uma relação com Leslie (India Menuez), uma norte-americana que pretende aprender danças exóticas. É neste local que assistem a vídeos marginais, feitos à margem do sistema, no caso sobre o conflito do Laos, realizado pelos "Porco-Épico", com Olivier Assayas a deixar-nos perante o poder das imagens em movimento mas também destes movimentos à margem efectuados neste período, ainda sem a facilidade que a Internet hoje proporciona.

A não existência de redes sociais, telemóveis e afins permite ainda a que estes jovens saiam, lutem fora da cadeira do quarto e procurem viver fora do mundo virtual, apresentando um intervencionismo notório. Gilles inicia uma relação com Christine, que o fascina pela forma como adere às causas políticas e certamente pela sua enorme beleza, contrastando com a pouca envolvência de Laure, que parece mais preocupada com os prazeres temporários. No entanto, Christine pretende ficar em Itália, enquanto Gilles regressa a Paris para terminar o exame de Belas Artes. A vida destes jovens encontra-se em constante movimento, algo exposto ao longo deste fresco elaborado por Olivier Assayas, marcado pela irreverência destes jovens, mas também pelos seus anseios. Gilles quer deixar a sua marca, mas procura fugir a comprometer-se com profissões, desenha sinais anarquistas na sua mesa, crítica o estilo de escrita de Georges Simenon, não gosta de televisão, é politicamente informado, embora não pareça saber bem o que pretende. Mantém um relacionamento algo conturbado com o pai, que se encontra a escrever uma adaptação das obras de Simenon, em particular do Inspector Maigret para a TV, algo que confirma mais uma vez o personagem como alter-ego de Asssayas, ou não fosse o cineasta filho de um argumentista e realizador ligado à televisão. Mas voltemos a Gilles, interpretado por um competente Clément Métayer, com Assayas a ter acertado na escolha do elenco e a saber aproveitar o mesmo. A relação de Gilles com Christine nem sempre convence, embora termine rapidamente, com tudo a parecer de passagem e aprendizagem para estes elementos. Isso é visível em relação à personagem interpretada por India Menuez, uma jovem que está apenas de passagem, até regressar aos EUA, aprendendo muito pelo caminho. Assayas transporta-nos assim para um período de grande fulgor da vida destes jovens e de França, deslocando-os para Itália e Inglaterra, expondo os pontos de vista destes e os seus, parecendo claro que muitas das experiências da vida do realizador surgem expostas nas vivências dos personagens, em particular Gilles, ou não fosse este um aspirante a realizador. Este encontra-se entre duas mulheres, embora ambas não lhe proporcionem relações muito estáveis, ficando latente o à vontade com que estes personagens lidam com o sexo e a nudez (existe uma maior abertura nas questões ligadas com o corpo, algo evidente na colocação em espaço público de uma publicidade da DIM com uma modelo em roupa interior), mas também com a arte e a política. Gilles lê "Les habits neufs du président Mao" de Simon Leys, algo descrito por um elemento Maoísta como propaganda da CIA, existindo uma certa paranóia em relação aos EUA que não é de todo injustificada, embora a Revolução Cultural de Mao esteja longe de ser imaculada. Existe todo um conjunto de contradições a rodearem estes personagens, que ficam por vezes entre o activismo e a inércia, ou não fossem estes elementos da chamada "geração do Baby Boom" que cresceram numa sociedade em mudança, exposta com alguma clarividência por "Après Mai".

Esta França que nos é apresentada, em particular o espaço urbano, surge como um território em convulsão. Veja-se desde logo os protestos das cenas iniciais, logo coartados pela polícia com o recurso à violência, mas também visível na forma como estes jovens procuram por uma cultura à parte e mostrar o seu protesto em relação a tudo o que os rodeia. Temos alguns actos como cartazes colados, jornais elaborados por membros de diferentes movimentos, grafitis, um carro colocado a arder, algumas discussões, embora não surjam aprofundadas questões relacionadas com a Nova Esquerda, sobre as distinções entre os Marxistas e Maoístas, com Assayas a parecer procurar apresentar vários elementos deste período, embora em alguns momentos se esqueça de explorar adequadamente os mesmos. Se pensarmos em "La Chinoise" de Jean-Luc Godard (lançado em 1967), percebemos o quão assertivo este foi a expor este fervilhante ambiente político do final da década de 60 e as questões ligadas com o Maoísmo e os movimentos políticos da França. Assayas não aborda ainda questões relacionadas com o estatuto social destes jovens, provavelmente com algumas posses, algo que justifica as suas viagens, para além de não aprofundar a fundo as questões da violência dos actos destes personagens e as consequências dos mesmos (por exemplo, um carro é incendiado, mas pouco significado tem a não ser mostrar que estes jovens estão disponíveis para cometerem actos terroristas). Estamos perante um conjunto de jovens com sede de viver, de mostrar o seu papel no Mundo e prontos a mostrarem a sua revolta. Claro que estas actividades não parecem poder durar toda a vida, algo visível na figura de Leslie, com esta a decidir regressar aos EUA e procurar começar a formar os alicerces para a sua carreira, após alguns momentos marcantes em Itália e França. As cenas em Itália, são algumas das mais belas do filme, com "Après Mai" a sobressair pelo trabalho de câmara, capaz de captar cada momento de forma sublime, seja uma cena de enorme violência, seja um momento de maior candura. Olivier Assayas pontua ainda o filme com um cuidado notório a nível dos cenários e do guarda-roupa (bem como da caracterização) para fazerem justiça à época representada, sobressaindo ainda a banda sonora, composta por temas de elementos como Syd Barrett, Soft Machine, entre outros, que contribuem quase para nos transportar para este período, embora falhe um pouco na questão política. Não existe nostalgia, mas sim muita paixão na forma como tudo parece sido abordado, com o cineasta a parecer reverenciar estes personagens, procurando explorar as suas contradições e inquietações, enquanto nos coloca perante um período pródigo para o exponenciar dos sentimentos mais dicotómicos, deixando-nos a viver momentaneamente estes dias através das suas imagens em movimento.

Título original: "Après Mai".
Título em Portugal: "Depois de Maio".
Realizador:  Olivier Assayas.
Argumento:  Olivier Assayas.
Elenco: Clement Metayer, Lola Créton, Felix Armand, Carole Combes, India Menuez.

"Miss Julie" - Novas imagens

Foram divulgadas várias novas imagens da adaptação cinematográfica de "Miss Julie". Podem ver as imagens (via The Playlist) no final do post.

"Miss Julie" é realizado por Liv Ullmann ("Trolösa"), através do argumento da própria. O filme conta no elenco com Jessica Chastain ("Zero Dark Thirty"), Samantha Morton ("Minority Report"), Colin Farrell ("Seven Psychopaths"), entre outros.

O enredo de "Miss Julie" é baseado numa peça de teatro naturalista, escrita por August Strindberg em 1888. A peça lida com temáticas como as classes sociais, amor, luxúria, batalha dos sexos, e a interacção entre ambos. O enredo desenrola-se numa noite de Verão, em 1874, na propriedade de um Conde, na Suécia. A história acompanha Julie, uma jovem mulher que procura escapar aos costumes sociais e divertir-se um pouco junto dos serventes, em particular ao lado de Jean.

O enredo da adaptação cinematográfica realizada por Ullmann vai desenrolar-se na Irlanda do Norte. Chastain vai dar vida a Julie, Farrell vai interpretar Jean, enquanto Morton ficou com o papel de Christine, a cozinheira.

O filme ainda não tem uma data de estreia definida. Podem seguir o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/pages/Ricks-Cinema/













Jon Bernthal no elenco de "Sicario"

O The Hollywood Reporter noticiou que Jon Bernthal ("The Walking Dead") vai juntar-se a Josh Brolin ("Oldboy"), Benicio Del Toro ("Inherent Vice") e Emily Blunt ("Looper") no elenco de "Sicario". Bernthal vai interpretar um personagem chamado Matt.

O filme vai ser realizado por Denis Villeneuve ("Prisoners"), através do argumento de Taylor Sheridan. O enredo de "Sicario" acompanha uma oficial da polícia (Blunt) que trabalha com um misterioso operativo do Governo (Benicio Del Toro). Esta vai colaborar com um grupo de agentes que pretendem derrubar um barão da droga mexicano. Brolin vai dar vida a Matt, um elemento da CIA que recruta a personagem interpretada por Emily Blunt.

O filme ainda não tem uma data de estreia definida. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Rumor: Tom Hardy pode juntar-se a Leonardo DiCaprio no elenco de "The Revenant"

 O Schmoes Know nem sempre é uma fonte segura, por isso encarem este rumor com alguma parcimónia. De acordo com este site, Tom Hardy ("Locke") encontra-se em "negociações sérias" para juntar-se a Leonardo DiCaprio no elenco de "The Revenant". A mesma fonte salienta que o facto de Hardy estar comprometido com "Rocketman" pode colocar em causa a sua entrada em "The Revenant", sendo tudo uma questão de conseguir conciliar (ou não) os dois projectos na agenda do actor. O filme vai ser realizado por Alejandro González Iñárritu ("Biutiful").

O argumento do filme é baseado no livro "“The Revenant: A Novel of Revenge” de Michael Punke. A sinopse do livro, de acordo com a Amazon, é a seguinte:

"The Revenant conta a história de um acto de resistência humana quase inimaginável, levado a cabo por mais de 3.000 milhas de território inexplorado e selvagem, abrangendo os actuais Dakotas, Montana, Wyoming e Nebraska. Baseado na vida do caçador Hugh Glass, a obra contém inveja e traição, bem como os poderes da obsessão e da vingança.
 O Romance inicia-se em 1823, quando Hugh Glass, de 36 anos, se junta à Rocking Mountain Fur Co., numa jornada por território perigoso e inexplorado. Depois de ter sido selvaticamente atacado por um urso, o seu corpo, quase sem vida, é deixado aos cuidados de dois voluntários da empresa - John Fitzgerald, um mercenário sem escrúpulos, e o jovem Jim Bridger, o futuro "Rei dos Homens da Montanha" (King of the Mountain Men). Quando um grupo de índios se aproxima do acampamento, Fitzgerald e Bridger abandonam Glass. Pior ainda, roubam-lhe as armas e as ferramentas - as únicas coisas que lhe dariam a mínima hipótese de sobrevivência. Abandonado, indefeso e furioso, Glass jura pela sua sobrevivência. E pela sua vingança."

 As filmagens de "The Revenant" devem começar em Setembro de 2014. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Resenha Crítica: "Casino Royale" (2006)

 "Casino Royale" surge como um filme de charneira na saga cinematográfica de "James Bond", iniciando uma nova fase da mesma. Os filmes da saga foram relativamente influenciados pelo seu tempo, algo visível nas conspirações relacionadas com a Guerra Fria, mas também no humor da fase de Roger Moore (onde em "Live and Let Die" até existia uma certa influência blaxploitation) e até nos exageros "à Missão Impossível" da fase de Pierce Brosnan. Em "Casino Royale" temos uma história mais realista, menos dada a exageros e próxima da saga de Jason Bourne, algo desde logo visível nas cenas de acção, existindo um maior número de lutas corpo a corpo, menos dependentes do armamento. Nesse sentido temos James Bond a utilizar o físico nos combates, nas perseguições, a saltar de alturas elevadas, uma fisicalidade que a presença de Daniel Craig, uma escolha inicialmente polémica, ajuda a credibilizar. Mais musculado e aparentemente frio do que boa parte dos protagonistas da saga, Craig aproxima-se mais de uma faceta de Sean Connery, mantendo o carisma, mordacidade e capacidade de seduzir as mulheres do personagem, sempre sem descurar a sua faceta implacável perante os inimigos. No entanto, este James Bond também falha, deixa-se levar mais pelos ímpetos do que o costume, deixando imensos estragos pelo seu caminho. O argumento é muito interessante, sendo um dos mais elaborados da saga, não só explorando a evolução do personagem com os erros, visto estarmos nos primórdios deste com o estatuto de 007, mas também os personagens que o rodeiam e as consequências dos seus actos. Essa situação é visível desde logo nos eventos que se seguem ao prólogo, com James Bond a perseguir Mollaka, um criminoso, em Madagáscar, tendo em vista a procurar descobrir para quem este trabalha, mas acaba por causar uma enorme destruição na embaixada e a assassinar o alvo, algo que tem repercussões na imprensa e irrita M (Judi Dench) solenemente. No telemóvel de Mollaka, James Bond encontra o número de Alex Dimitrios (Simon Abkarian), um associado de Le Chiffre (Mads Mikkelsen), um banqueiro conhecido por "lavar" o dinheiro de terroristas, ditadores e outros elementos do género. Esta situação conduz Bond a Nassau, local onde curiosamente se desenrolara em parte "Dr.No", o primeiro filme da saga, com o reboot a escolher este local das Bahamas para um recomeçar. Neste local tropical, Bond logo encontra Dimitrios, mas também a esposa deste, Solange Dimitrios (Caterina Murino), com quem mantém um breve affair após ter vencido o personagem interpretado por Simon Abkarian num jogo de poquer.

Solange Dimitrios revela a Bond que o marido se dirige para Miami, algo que vai ter repercussões negativas para esta mulher, enquanto o protagonista acaba por eliminar Dimitrios e seguir Carlos, um homem de confiança de Le Chiffre, descobrindo que pretendem destruir um protótipo de um Skyfleet, de forma a arrasar com as acções da empresa que o fabricou, uma prática comum ao antagonista. Le Chiffre utiliza o dinheiro dos clientes em acções, lucrando com as mesmas, sendo que James Bond causa-lhe um prejuízo brutal após arruinar os planos do atentado. Para recuperar o dinheiro dos seus clientes, Le Chiffre organiza um jogo de poquer no Casino Royale em Montenegro, algo que vai conduzir James Bond ao território, contando com a companhia de Vesper Lynd, a sensual e sardónica empregada do tesouro que controla as verbas, bem como René Mathis (Giancarlo Giannini), um contacto do MI6 no local, sendo que a estes ainda se vai juntar Felix Leiter (Jeffrey Wright) da CIA. O jogo vai ser intenso e marcado pelo duelo de vontades entre Bond e Le Chiffre, enquanto o primeiro procura que o antagonista perca tudo e se veja obrigado a pedir asilo ao MI6 em troca das informações que tem sobre terroristas e ditadores. A missão vai ser marcada por vários perigos, mas também pelo crescente envolvimento a nível emocional de James Bond com Vesper Lynd, aquela que é uma das Bond Girls mais marcantes e complexas da saga. Possuindo uma sensualidade que muito tem de Eva Green, uma personalidade forte, carisma e um estilo de humor muito semelhante ao de James Bond, Vesper Lynd mescla ainda um enorme mistério em relação às suas intenções, mas também alguma fragilidade, uma situação visível quando se depara com o protagonista a eliminar dois elementos de forma violenta. A cena que esta protagoniza na banheira com James Bond, vestida, enquanto procura tirar o sangue que já não está no seu corpo é um dos momentos mais marcantes do filme e revelador da sua personalidade, com esta a não esconder as suas fragilidades, após ter mostrado um lado relativamente pragmático. Por sua vez, Daniel Craig procura expor a frieza do seu personagem perante os inimigos, embora não esconda alguma repugnância do mesmo quando se olha ao espelho, apresentando ainda uma soberba e ego enormes. Daniel Craig e Eva Green partilham uma enorme química, protagonizando momentos de maior ligação emocional do que o protagonista e as várias "Bond Girls" em vários outros filmes da saga, fazendo recordar a relação de Bond com Tracy em "On Her Majesty's Secret Service", sendo que em ambos os filmes vamos ter um final de enorme impacto.

O argumento ajuda à construção de Vesper e James Bond, sendo que os papéis surgem incrementados pelas interpretações de Daniel Craig e Eva Green, duas escolhas bastante felizes, tal como Mads Mikkelsen o foi para Le Chiffre. Actor de enorme talento, Mikkelsen atribui uma frieza enorme a Le Chiffre, um antagonista que tanto tem dos tempos modernos, associado a falcatruas financeiras e lavagem de dinheiro, protagonizando momentos de enorme intensidade com Bond. Veja-se o jogo de cartas, mas também quando tortura o protagonista, com os close-ups a exacerbarem os rostos dos personagens e a exibirem as suas personalidades fortes e aparentemente inabaláveis. O elenco destaca-se, mas também a realização de Martin Campbell, um cineasta que tinha contribuído para revitalizar a saga em "GoldenEye" e volta a sobressair com "Casino Royale", uma obra cinematográfica que certamente pode ser colocada no top5 de melhores filmes da saga, contando com um argumento mais elaborado do que a maioria das películas da franquia, personagens que evoluem nitidamente ao longo da narrativa, boas interpretações, cenas de acção marcantes e um trabalho de fotografia bastante eficaz. O trabalho com a câmara destaca-se, seguindo os personagens de forma móvel nas cenas de acção, fixa em alguns momentos tensos (veja-se quando Le Chiffre e Bond fitam o rosto um do outro), ao longo de um filme que procura rejuvenescer uma saga que parecia estar a encontrar alguns problemas em manter o seu lugar em pleno Século XXI. Nesse sentido, o reboot acabou por revelar-se uma situação feliz, não descurando elementos que tiveram sucesso no passado, embora adaptado a um maior pragmatismo. Ainda não temos as invenções de Q, Miss Moneypenny está pela primeira vez de fora, o personagem apenas recebe as insígnias de 00 no prólogo (filmado a preto e branco), embora tenhamos elementos transversais, tais como a personalidade do protagonista, muito marcada pela ironia e capacidade de sedução, as Bond Girls, as cenas de acção intensas, as adversidades em que o protagonista é colocado, o tema musical marcante, e os vários locais onde se desenrola o enredo. Vale ainda a pena realçar o guarda-roupa cuidado do filme, algo visível não só nos fatos de James Bond, efectuados à medida de Craig, mas também a indumentária de Eva Green que se adapta na perfeição à evolução da personagem, ou seja, inicialmente mais sóbria e masculina, até posteriormente despir em parte o seu corpo, tal como esta gradualmente começa a deixar soltar os seus sentimentos. Desde Madagáscar, passando por Londres, Nassau, Montenegro e Veneza, "Casino Royale" coloca o famoso espião ao redor de vários locais enquanto este procura construir o seu estatuto, cometendo alguns erros, procurando a todo o custo cumprir a sua missão, acabando pelo caminho por conquistar e se deixa conquistar por Vesper Lynd. No final fica a certeza que estamos perante um dos melhores filmes da saga.

Título original: "Casino Royale".
Título em Portugal: "007: Casino Royale".
Realizador: Martin Campbell.
Argumento: Neal Purvis, Robert Wade, Paul Haggis.
Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikkelsen, Jeffrey Wright, Judi Dench.

Novo poster de "Deliver Us From Evil"

Foi divulgado um novo poster de "Deliver Us From Evil" (anteriormente "Beware the Night"), o novo filme realizado por Scott Derrickson ("Sinister"). Poster via Coming Soon.

O filme conta no elenco com Joel McHale ("Community"), Eric Bana ("Deadfall"), Edgar Ramirez ("Carlos"), Olivia Munn ("The Newsroom"), entre outros. O argumento foi desenvolvido por Paul Harris Boardman e Scott Derrickson.

O enredo de "Deliver Us From Evil" acompanha um polícia (Bana) céptico que se alia a um padre renegado, tendo em vista a resolverem um caso que pode envolver uma entidade demoníaca.

"Deliver Us From Evil" estreia a 2 de Julho de 2014 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema 

30 maio 2014

Novo trailer de "The Green Inferno"

Já se encontra online um novo trailer de "The Green Inferno", um filme realizado por Eli Roth ("Hostel"). "The Green Inferno" estreia a 5 de Setembro de 2014 nos EUA.

"The Green Inferno" é realizado por Eli Roth, através do argumento do próprio e Guillermo Amoedo ("Aftershock"). O elenco do filme é preenchido por nomes como Lorenza Izzo ("Aftershock"), Ariel Levy ("Aftershock"), Aaron Burns, Daryl Sabara ("John Carter"), Kirby Bliss Blanton ("Project X"), Magda Apanowicz e Sky Ferreria.

O enredo de "The Green Inferno" acompanha um grupo de estudantes idealistas, que é capturado por índios canibais na selva Peruana. 

Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em https://www.facebook.com/pages/Ricks-Cinema/

Chloe Moretz no poster de "If I Stay"

Foi divulgado o primeiro poster de "If I Stay", um filme protagonizado por Chloe Moretz.  "If I Stay" é realizado por R.J. Cutler, através do argumento de Shauna Cross. O filme conta no elenco com Chloe Moretz, Mireille Enos, Liana Liberato, Aisha Hinds, Joshua Leonard, entre outros.

O argumento de "If I Stay" é baseado na obra literária homónima da autoria de Gayle Forman. O enredo centra-se na jovem e talentosa Mia, uma música promissora, e no seu namorado Adam, um cantor de rock. O casal tem de enfrentar o desafio de conseguir conciliar a vida pessoal e profissional de ambos. No entanto, Mia vai ter de enfrentar o maior desafio da sua vida, quando tem de lutar contra a morte, após ter sofrido um grave acidente de viação. Em estado de coma, Mia depara-se com uma experiência fora do seu corpo, conseguindo observar a sua família e os seus amigos, ao mesmo tempo que vê as suas memórias passarem à frente dos seus olhos. Esta terá de decidir se deve acordar e viver uma vida com mais dificuldades do que antecipava ou morrer.

  "If I Stay" estreia a 22 de Agosto de 2014 nos EUA. Podem seguir o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Josh Brolin junta-se a Benicio Del Toro e Emily Blunt no elenco de "Sicario"

 A Variety noticiou que Josh Brolin ("Oldboy") encontra-se em negociações para juntar-se a Benicio Del Toro ("Inherent Vice") e Emily Blunt ("Looper") no elenco de "Sicario". De acordo com o Deadline, Brolin vai dar vida a Matt, um elemento da CIA que recruta a personagem interpretada por Emily Blunt.

O filme vai ser realizado por Denis Villeneuve ("Prisoners"), através do argumento de Taylor Sheridan. O enredo de "Sicario" acompanha uma oficial da polícia (Blunt) que trabalha com um misterioso operativo do Governo (Benicio Del Toro). Esta vai colaborar com um grupo de agentes que pretendem derrubar um barão da droga mexicano. 

O filme ainda não tem uma data de estreia definida. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Anthony e Joe Russo vão realizar adaptação de "The Gray Man"

A Variety noticiou que Anthony e Joe Russo (dupla de "Captain America: The Winter Soldier") vão realizar a adaptação cinematográfica de "The Gray Man". O filme esteve anteriormente ligado a James Gray ("The Immigrant"). O projecto está a ser desenvolvido tendo em vista a ser criada uma saga semelhante à de "Jason Bourne".

O argumento de "The Gray Man" é inspirado no livro homónimo da autoria de Mark Greaney, o primeiro de uma tetralogia. A história acompanha Court Gentry, um operativo da CIA conhecido como "The Gray Man". Gentry é uma lenda no mundo da espionagem, movendo-se silenciosamente, desaparecendo sem deixar rasto, apresentando sempre uma enorme eficácia no cumprimento das suas missões, que é como quem diz, eliminando o alvo. No entanto, existem forças mais letais do que Gentry que aos poucos o vão descartando a ponto de o quererem morto. Para além disso, Court tem duas filhas, cuja existência desconhecia, tendo de as proteger dos seus inimigos.

O argumento do filme está a cargo de Anthony e Joe Russo. O filme ainda não tem uma data de estreia definida. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Rawson Marshall Thurber, Adam McKay e Ruben Fleischer entre os nomes cogitados para o cargo de realizador de "Ant-Man"

O The Hollywood Reporter noticiou que Rawson Marshall Thurber ("We're the Millers"), Adam McKay ("The Anchorman") e Ruben Fleischer ("Gangster Squad") encontram-se entre os cineastas que estão a ser cogitados para o cargo de realizador de "Ant-Man". A mesma fonte adianta que estes já se reuniram com o estúdio.

Vale a pena recordar que Edgar Wright abandonou recentemente o cargo de realizador devido a diferenças criativas. O estúdio encontra-se a procurar activamente por um realizador, tendo em vista a respeitar a data de estreia planeada. O filme conta no elenco com Paul Rudd ("Prince Avalanche"), Patrick Wilson ("The Conjuring"), Michael Peña ("End of Watch") e Michael Douglas ("Behind the Candelabra"), entre outros.

Ainda não existem detalhes quanto ao enredo de "Ant-Man". Ant-Man é o nome de vários personagens ficcionais da Marvel Comics que surgiram em diferentes comics. O primeiro Ant-Man surgiu na pessoa de Henry Pym, um personagem criado por Stan Lee e Jack Kirby. Pym surgiu pela primeira vez em "Tales to Astonish #27".

"Ant-Man" vai estrear a 17 de Julho de 2015 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Rhys Ifans no elenco de "Through the Looking Glass"

O The Wrap adianta que Rhys Ifans ("The Amazing Spider-Man") está confirmado no elenco de "Through the Looking Glass", a sequela de "Alice in Wonderland". Ifans vai dar vida a Zanik Hightopp, o pai de Mad Hatter (Depp). A sequela não será realizada por Tim Burton (realizador do filme original), mas sim por James Bobin ("The Muppets") e conta com os regressos de Johnny Depp (como Chapeleiro Louco), Mia Wasikowska (como Alice) e Helena Bonham Carter (Red Queen). Sacha Baron Cohen vai interpretar um vilão chamado Time.

A sequela de "Alice in Wonderland" conta com o argumento de Linda Woolverton ("Alice in Wonderland"). O enredo de "Through the Looking Glass" ainda não é conhecido. A adaptação cinematográfica do clássico livro de Lewis Carroll foi o maior sucesso de bilheteira da carreira de Tim Burton, tendo alcançado cerca de 1 milhar de milhão de dólares ao redor do Mundo. O filme contou no elenco com Mia Wasikowska, Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Crispin Glover, entre outros.

As filmagens começam por volta de Julho de 2014. "Through the Looking Glass" estreia a 27 de Maio de 2016 nos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Michael Fassbender ganha companhia no elenco de "Trespass Against Us"

O Screen Daily noticiou que Brendan Gleeson ("Edge of Tomorrow"), Rory Kinnear (“Skyfall”), Lyndsey Marshal (“The Hours”), Sean Harris (“Prometheus”) e Killian Scott (“Calvary”) vão juntar-se a Michael Fassbender ("Shame") no elenco do filme de gangsters "Trespass Against Us". O filme será realizado por Adam Smith ("Skins"), através do argumento de Alastair Siddons.

 O enredo desenrola-se em volta de três gerações da família Cutler, cujos elementos vivem como criminosos, invadindo propriedades, desafiando a polícia, entre outros actos pouco correctos. A família Cutler sempre viveu desta maneira, mas Chad Cutler decidiu desafiar o seu pai e tentar abandonar a vida do crime.

As filmagens vão decorrer no Verão de 2014 no Reino Unido. A banda sonora vai contar com o contributo dos The Chemical Brothers. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Trailer final de "Edge of Tomorrow"

Foi divulgado o trailer final de "Edge of Tomorrow", um filme protagonizado por Tom Cruise. O filme já conta com crítica no blog (Edge of Tomorrow).

"Edge of Tomorrow" é realizado por Doug Liman, através do argumento de Dante Harper e Joby Harold. O filme conta no elenco com Tom Cruise ("Oblivion"), Emily Blunt ("The Adjustment Bureau"), o rapper T.I. (aka Clifford Joseph Harris), Charlotte Riley ("The Take"), Bill Paxton ("Haywire"), Marianne Jean-Baptiste ("RoboCop") e Jeremy Piven ("Entourage").

O enredo de "Edge of Tomorrow" é inspirado na obra literária "All You Need is Kill" de Hiroshi Sakurazaka. O livro tem a seguinte sinopse: Existe uma coisa pior do que morrer. É voltar do mundo dos mortos e voltar a morrer... vezes sem conta...
Quando um povo extra-terrestre, conhecido como Gitai, invade a Terra, Keiji Kiriya (no filme Bill Cage) é apenas um entre os muitos soldados que são recrutados entre os civis, equipados e armados a preceito, e enviados para matarem os invasores. Durante o conflito, Keiji acaba por ser morto no campo de batalha. No entanto, Kenji acaba por renascer na manhã seguinte e percebe que está destinado a morrer e a renascer, vezes sem conta, enquanto durar o conflito. Durante a 158ª vez em que renasce, Kenji encontra algo de diferente, uma mulher soldado, que poderá significar a sua fuga da maldição, ou a morte definitiva.

"Edge of Tomorrow" estreia a 5 de Junho de 2014 nos Estados Unidos da América. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema 

"Dawn of the Planet of the Apes" - Trailer japonês

Foi divulgado um trailer japonês de "Dawn of the Planet of the Apes", a sequela de "Rise of the Planet of the Apes". O trailer conta supostamente com algumas cenas inéditas e pode ser visto no final do post (via Omelete).

O filme é realizado por Matt Reeves ("Cloverfield"). O argumento de "Dawn of the Planet of the Apes" foi escrito por Rick Jaffa e Amanda Silver (dupla do primeiro filme), tendo sido rescrito por Scott Z. Burns ("Contagion") e Mark Bomback ("The Wolverine"). "Dawn of the Planet of the Apes" conta no elenco com Judy Greer, Keri Russell, Gary Oldman, Kodi Smit-McPhee, Jason Clarke, Andy Serkis, Toby Kebell ("Prince of Persia: The Sands of Time") e Enrique Murciano ("Without a Trace").

Sinopse (via Omelete): "Uma nação crescente de macacos geneticamente evoluídos, liderada por César, é ameaçada por um grupo de humanos sobreviventes do devastador vírus que se espalhou há uma década. Estes alcançam uma paz frágil, que se prova efémera à medida em que ambos os lados chegam à beira de uma guerra pelo domínio da Terra."

"Dawn of the Planet of the Apes" estreia a 11 de Julho de 2014, nas salas de cinema norte-americanas. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema



Jessica Chastain no poster internacional de "Miss Julie"

Foi divulgado um poster internacional da adaptação cinematográfica de "Miss Julie". O poster centra-se na personagem interpretada por Jessica Chastain. Poster via The Film Stage.

"Miss Julie" é realizado por Liv Ullmann ("Trolösa"), através do argumento da própria. O filme conta no elenco com Jessica Chastain ("Zero Dark Thirty"), Samantha Morton ("Minority Report"), Colin Farrell ("Seven Psychopaths"), entre outros.

O enredo de "Miss Julie" é baseado numa peça de teatro naturalista, escrita por August Strindberg em 1888. A peça lida com temáticas como as classes sociais, amor, luxúria, batalha dos sexos, e a interacção entre ambos. O enredo desenrola-se numa noite de Verão, em 1874, na propriedade de um Conde, na Suécia. A história acompanha Julie, uma jovem mulher que procura escapar aos costumes sociais e divertir-se um pouco junto dos serventes, em particular ao lado de Jean.

O enredo da adaptação cinematográfica realizada por Ullmann vai desenrolar-se na Irlanda do Norte. Chastain vai dar vida a Julie, Farrell vai interpretar Jean, enquanto Morton ficou com o papel de Christine, a cozinheira.

O filme ainda não tem uma data de estreia definida. Podem seguir o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/pages/Ricks-Cinema/

"Begin Again" - Novo trailer

A The Weinstein Company divulgou (via Coming Soon) um novo trailer de "Begin Again" (anteriormente "Can a Song Save Your Life?"), um filme realizado por John Carney ("Once"). "Begin Again" estreia a 4 de Julho de 2014 nos EUA.

Sinopse: Seduzidos pelo sonho de conseguirem triunfar na grande cidade, Gretta (Knightley) e o seu namorado (Adam Levine) de longa data partem em direcção a Nova Iorque para perseguirem a sua paixão pela música. Gretta fica devastada quando o namorado decide abandona-la, em troca da fama e fortuna de um contrato a solo, deixando-a completamente desamparada. O mundo da aspirante a cantora vira do avesso quando esta conhece um produtor musical (Ruffalo), que fica imediatamente cativado pelo talento bruto e autenticidade de Gretta. Algures entre a amizade e o amor que partilham pela música, os dois estranhos conseguem cativar todos os corações à sua volta, comprovando que uma grande história tem sempre uma banda sonora muito própria.

"Begin Again" é realizado por John Carney ("Once"), através do argumento do próprio. O filme conta no elenco com Keira Knightley ("A Dangerous Method"), Mark Ruffalo ("The Avengers) e Hailee Steinfeld ("True Grit"), Adam Levine (vocalista dos Maroon 5), James Corden (vencedor do Tony por "One Man, Two Guvnors"), Catherine Keener ("Captain Phillips") e Cee Lo Green.

Podem seguir o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema 

Resenha Crítica: "Cleópatra" (2007)

 De Júlio Bressane não poderíamos esperar uma história inspirada em Cleópatra completamente rigorosa em termos históricos e narrativos. Este realiza uma obra cinematográfica marcada por uma extravagante utilização da paleta cromática e um notório cuidado na elaboração e aproveitamento dos cenários interiores, estimula os nossos sentidos e sentimentos, enquanto adapta a lenda de Cleópatra à língua e cultura portuguesa, não faltando uma peculiar abordagem ao envolvimento desta com Júlio César e Marco António. Os momentos iniciais colocam-nos desde logo perante Júlio César (Miguel Falabella), com este a lamentar a morte de Pompeu, cuja cabeça lhe é enviada. Fala sobre Cleópatra e a dinastia dos Ptolomeus, descrita como incestuosa, traiçoeira e cruel, algo visível na relação desta com o irmão. Cleópatra é descrita pelos dois homens da confiança de Júlio César como alguém de descendência grega, inteligente, poliglota, que considera a Biblioteca de Alexandria a sua segunda casa. Júlio César tenta travar o confronto entre Cleópatra e o irmão, procurando que ambos se casem, enquanto as suas falas são brevemente travadas pelo som das espadas e cavalos, dando a ideia da batalha que se encontra a acontecer no fora de campo, embora o filme apenas nos exiba a capa vermelha do personagem interpretado por Miguel Falabella. A viagem de Júlio César também não é exposta, com mais uma vez Júlio Bressane a fazer uso das elipses (algo utilizado em "A Erva do Rato"), avançando com a narrativa e deixando-nos com a certeza que estamos no território não só pela presença de Cleópatra, mas também pelo próprio cenário, não faltando uma sombra de uma figura de perfil, bem ao jeito das figuras egípcias. Cléopatra surge bela, imponente, quase como se tratasse de uma estátua perfeitamente esculpida, com um vestido branco e azul, algo transparente e pronto a realçar as suas formas corporais, descalça, enquanto o vento mexe com as suas vestes e Júlio César observa-a atentamente. Posteriormente aproximam-se, mas a câmara afasta-se, deixando-nos perante um plano que destaca a fausta refeição que os espera, enquanto enquadra Cleópatra e César ao fundo, como se as cortinas fossem pequenas molduras que os unem, um momento revelador de todo o cuidado colocado por Júlio Bressane na construção das imagens. Saem do espaço fechado dos aposentos e dirigem-se para a beira-mar. Cleópatra fala, diz que têm a pedra, o mar e com a biblioteca têm tudo, separando-se posteriormente deste e aproximando-se dos seus conselheiros, discutindo sobre os possíveis objectivos de Júlio César. Mais tarde reúnem-se. César já não se encontra com a sua capa vermelha, mas sim mais despido, enquanto esta lhe dá comida à boca, algo revelador de uma maior intimidade entre ambos. Os aposentos de Cleópatra são reveladores do cuidado colocado no cenários interiores, quer a nível da iluminação, marcada por luz ambiente, quer na decoração, não faltando as célebres flores de Lótus típicas em algumas representações do Antigo Egipto, mas também três pequenas torres com fogo a iluminarem o espaço, dando uma atmosfera intimista e quente ao momento.

No exterior, estes ficam rodeados pela praia, com o mar a dar uma sensação de infinito, com o seu som a ecoar enquanto maioritariamente Cleópatra fala, em momentos de alguma sedução e poesia, tais como quando esta é colocada no interior de uma concha gigante por César. Este deixa-se encantar por Cleópatra e pelo Egipto, deixando-se literalmente penetrar pela mulher que desperta o seu desejo, até ser traído e assassinado depois de mostrar intenções de regressar a Roma, tornar-se Imperador e Rei, tendo em vista a unir o seu Império com o de Cleópatra. Chega então Marco António (Bruno Garcia), pronto a suceder a Júlio César, pragmático, guerreiro, disponível para seduzir a "Ísis", mas também se deixa inebriar por esta, com a relação entre ambos a ser marcada por gestos mais ferozes e intensos. Se entre César e Cleópatra tínhamos um duelo entre "Vénus e Ísis", já com Marco António ficamos perante "Baco e Ísis", com ambos a terem uma relação distinta, pelo menos até este ter um destino também pouco simpático. A história toma várias liberdades, com Júlio Bressane a transportar os mitos e lendas de Cleópatra para a língua e cultura portuguesa, sempre com algum lirismo, tendo como base os textos de Plutarco. Para criar o filme, Bressane salientou que pesquisou cerca de 200 quadros para "criar imagens, sequências, cenários". Essa situação é visível na forma algo expressionista como o cineasta utiliza a cor no interior dos barrocos cenários interiores, onde as tonalidades vermelhas e azuis surgem muitas das vezes em evidência, traduzindo e exacerbando estados de espírito e sentimentos. Existe ainda um notório cuidado em alguns momentos colocar o vestuário dos actores e actrizes a condizer com as cores dos cenários, mas também em aproveitar ao máximo a simbologia dos elementos que envolvem o espaço da narrativa, incluindo as sombras. Veja-se por exemplo quando César se prepara para se envolver sexualmente com Cleópatra e encontramos uma figura de perfil com uma erecção junto da parede, mas também quando a personagem interpretada por Alessandra Negrini se encontra numa banheira coberta de leite e a morte de César coincide com o sangue a cobrir um espaço até então aparentemente puro e imaculado. Existe alguma poesia neste momento da banheira, mas também na forma como os cenários interiores são explorados, como se estivéssemos perante pinturas em movimento, que ganham vida no ecrã e nos fascinam. A colaboração com o director de fotografia Walter Carvalho, colaborador habitual de Júlio Bressane, ajuda a incrementar e muito as imagens em movimento, com o cineasta a mais uma vez parecer tirar um pouco de inspiração a Godard, nem que seja na relação entre a literatura e o cinema, mas também no trabalhar das imagens e a palavra (sendo que as cenas banhadas a vermelho remetem para "Le Mépris", do genial e magnífico realizador francês).

 As imagens em movimento conquistam-nos com enorme facilidade, sobrepondo-se por vezes ao argumento, com Júlio Bressane, tal como fizera em "A Erva do Rato" e "Educação Sentimental", a criar uma obra sensorialmente cativante e estimulante. No entanto, ao contrário de "A Erva do Rato", em "Cleópatra" sobressaem muitas das vezes as cores vivas, embora voltemos a ter as imagens banhadas em luz ambiente e prontas a exacerbar as sombras. O argumento é aparentemente simples, por vezes parecendo que se esgota com facilidade, mesclando o anódino com a poesia e o requinte, deixando-nos diante de belas palavras, expostas com enorme vida pelos elementos do elenco deste filme de baixo orçamento. Os poucos recursos não tiraram ambição a Júlio Bressane, embora estes sejam algo visíveis na parca variedade de cenários exteriores. A praia é o cenário exterior primordial, com o som do mar e do vento a fazer-se sentir, sendo um local onde Cleópatra se reúne com Júlio César e Marco António, protagonizando com estes alguns momentos marcantes. Júlio Bressane não nos deixa perante um retrato com rigor de Cleópatra, mas sim perante o mito, expondo-nos uma mulher sensual, quente, pronta a atrair os homens, culta, mas também capaz de se deixar seduzir perante os prazeres da carne. O seu corpo é exposto pela câmara de filmar por várias vezes, algumas com reverência, outras de forma estranha, com Bressane a ter em Alessandra Negrini a sua musa, aproveitando a sua beleza natural ao serviço da personagem, com o guarda-roupa a expor muitas das vezes as suas formas e a dar o mote para algum do (estranho) erotismo que rodeia o filme. O momento em que esta bate as duas asas com os braços é carregado de simbolismo, quase que nos deixando perante a personificação da Deusa Ísis, com esta Cleópatra que nos é apresentada a ter algo de divino e distinto. Vale ainda a pena realçar as interpretações dos outros dois elementos masculinos. Miguel Falabella como César, com o actor a dar tudo o que tem ao seu personagem, mostrando empenho e exibindo a ambição deste personagem, mas também a forma como se deixa encantar por Cleópatra e o Egipto, procurando aprender com esta cultura. Já Bruno Garcia atribui uma maior dureza ao seu personagem, embora Marco António também se deixe seduzir pela protagonista. Cleópatra e os seus relacionamentos são alguns dos pontos centrais do filme, mais até do que o contexto político de Roma e do Egipto, com Bressane a jogar com as palavras e os silêncios, deixando os actores muitas das vezes quase a declamarem, como se estivessem numa peça de teatro, embora estejam a transmitir sentimentos bem reais. Diga-se que o teatro também parece ter influenciado a obra cinematográfica, algo visível não só na forma como as falas por vezes são expressas e expostas, mas também no aproveitamento dos cenários, na maioria interiores, utilizados durante um período de tempo relativamente prolongado. Temos ainda presentes elementos sobre a mitologia egípcia e grega, sobre a cultura e arte, com Júlio Bressane a não poupar em elementos que rodeiam a lenda de Cleópatra, adaptando-a à língua portuguesa e criando algo de diferente.

 Esta não é o primeiro filme sobre Cleópatra, nem será o último. Basta recordar que nomes como Claudette Colbert e Elizabeth Taylor já interpretaram a personagem, com Alessandra Negrini a ter uma interpretação bastante interessante, pese o seu sotaque bastante carregado e algo exagerado, criado propositadamente para a personagem, poder dividir opiniões, embora por aqui até tenha sido relativamente apreciado. "Cleópatra" é também um filme de alguns exageros, a espaços barroco, pronto a estimular sentidos, a jogar com os sons, palavras, silêncios, cores, marcado por belos planos mas também por um argumento que nem sempre sustenta as quase duas horas de duração do filme. O elenco agarra o filme, mesmo nos momentos mais estranhos como o ataque epiléptico que envolve Júlio César, mas também algumas cenas de sexo, para além das danças aleatórias, ou seja, elementos que não surpreendem quem já tiver visto alguns filmes de Júlio Bressane, um cineasta bastante interessante. Pode-se não "comprar" todas as ideias que este tem para nos vender, mas nem por isso nos deixa de desafiar, de estimular intelectualmente, de proporcionar propostas distintas do que estamos habituados a ver nas salas de cinema. O filme teve a sua estreia na edição de 2007 do Festival Internacional de Veneza, tendo ainda sido exibido em Portugal no IndieLisboa, onde Júlio Bressane, um dos nomes de relevo do "cinema marginal brasileiro", teve honras de ser o "herói independente", com o cineasta a justificar este estatuto autoral, independente, realizando o filme que pretende, sem estar a pensar em agradar a público e crítica. Em "Cleópatra", Bressane realizou a obra em dezanove dias, sem recursos financeiros avultados mas com muito engenho e pronto a oferecer uma abordagem distinta sobre a figura do título. Provoca-nos com as imagens e os sons (veja-se quando coloca César e Cleópatra a falarem e troca as vozes dos actores), explora os símbolos (veja-se o fumo azul que por vezes surge e corta as cenas de cariz sexual), apresenta uma banda sonora cheia de significado (instrumental quando temos Júlio César, música brasileira após a morte de Marco António), para além de termos algum cuidado na decoração dos cenários interiores do Egipto e Roma. O trabalho de câmara é sublime, sendo impossível não realçar ainda os close-ups, muitas das vezes extremos a exporem o rosto de Cleópatra, prontos a evidenciarem os sentimentos transmitidos pelas suas expressões com Júlio Bressane a mostrar mais uma vez a sua reverência para com Alessandra Negrini. Não temos direito a pirâmides, nem a grandes exércitos ou a grandes complexidades políticas, temos sim uma Cleópatra sedutora, pronta a marcar os homens que a conhecerem e a ser marcada por estes. Não a Cleópatra histórica, mas sim a lenda, ainda que adaptada à cultura portuguesa, com Alessandra Negrini a ser uma digna intérprete desta figura marcante da História do Antigo Egipto e Júlio Bressane a ser capaz de realizar um filme que não nos deixa indiferentes.

Will Smith abandona o elenco de "Brilliance"

O Deadline noticiou que Will Smith ("After Earth") decidiu abandonar o elenco de "Brilliance". A mesma fonte não revelou as causas para o abandono, embora os vários adiamentos para o início das filmagens possam estar entre as causas. Vale a pena recordar que Noomi Rapace ("Passion") encontra-se em negociações para integrar o elenco do filme. "Brilliance" vai ser realizado por Julius Onah (“God Particle”), através do argumento de David Koepp.

O argumento de "Brilliance" é baseado no livro homónimo de Marcus Sakey. O enredo de "Brilliance" desenrola-se num futuro próximo onde 1% das crianças nascidas são consideradas "brilhantes" e possuem poderes especiais. A história centra-se num agente cujas habilidades especiais levam-no a ser enviado para capturar um terrorista que tem a intenção de iniciar uma guerra civil. Rapace vai interpretar uma "brilhante" que é considerada terrorista pelo Governo.

O filme ainda não tem uma data de estreia definida. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Jack Huston no elenco de "The Longest Ride"

O Deadline noticiou que Jack Huston ("Boardwalk Empire") vai juntar-se a Britt Robertson ("Under the Dome"), Oona Chaplin ("Game of Thrones") e Scott Eastwood ("Fury") no elenco da adaptação cinematográfica de "The Longest Ride", um livro de Nicholas Sparks. O filme vai ser realizado por George Tillman Jr. ("Faster").

Chaplin vai interpretar a jovem Ruth, uma mulher que sobreviveu à II Guerra Mundial e colecciona pinturas com Ira. Eastwood vai dar vida a Luke, um cowboy misterioso que se apaixona por Sophia (Robertson). Huston vai dar vida a Ira, nas as cenas em que o personagem é mais jovem.

"The Longest Ride" foi publicado em Portugal com o título "Uma Vida a Teu Lado" e tem a seguinte sinopse (via Wook): Quando Sophia Danko conhece Luke, algo dentro dela muda para sempre. Luke é muito diferente dos homens ricos e privilegiados que a rodeiam. Através dele, Sophia conhece um mundo mais genuíno e puro do que o seu, mas também mais implacável. Ela tem uma vida protegida. Ele vive no limite. À medida que se descobrem e apaixonam, Sophia encara a possibilidade de um futuro diferente do que tinha imaginado. Um futuro que Luke tem o poder de reescrever... se o segredo que o atormenta não os destruir a ambos. Não muito longe, algures numa estrada escura, um desconhecido está em apuros. Ira Levinson tem 90 anos e acabou de sofrer um acidente de carro. Ao tentar manter-se consciente, Ira sente a presença de Ruth, a sua mulher que morreu há 9 anos, materializar-se a seu lado. Ela encoraja-o a lutar pela vida, relembrando a história de amor que os uniu. Ira sabe que Ruth não pode estar no carro com ele mas agarra-se às suas delicadas memórias, revivendo as tristezas e alegrias que definiram a sua paixão. Ira e Ruth. Sophia e Luke. Dois casais com pouco em comum, cujas vidas vão cruzar-se com uma intensidade inesperada nesta celebração do poder do amor e da memória.

"The Longest Ride" estreia a 3 de Abril de 2015 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Roland Emmerich vai realizar o reboot de "Stargate"

Roland Emmerich está confirmado como realizador do reboot de "Stargate". Gary Barber (CEO da MGM) confirmou esta notícia, tendo ainda revelado que Dean Devlin (argumentista do filme original) vai assumir as funções de produtor. Espera-se que este seja o primeiro capítulo de uma trilogia. Fonte: CS.

"Stargate" estreou originalmente a 28 de Outubro de 1994. O filme foi realizado por Roland Emmerich, através do argumento do próprio e Dean Devlin, tendo alcançado cerca de 196 milhões de dólares em receitas de bilheteira e gerado uma franquia que se estendeu por várias séries televisivas. Ainda não existem detalhes em relação ao enredo do reboot de "Stargate".

A produção ainda não conta com um cronograma definido. O filme vai ser produzido pela MGM e a Warner Bros. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema


29 maio 2014

Poster de "The Book of Life"

Já se encontra on-line o primeiro poster de "The Book of Life" (anteriormente "Day of the Dead"), um filme produzido por Guillermo del Toro ("Pacific Rim", "Pan's Labyrinth"). Poster via IMP Awards.

O filme é realizado por Jorge R. Gutierrez ("El Tigre"), através de argumento deste último e Doug Langdale. "The Book of Life" conta no elenco vocal com Channing Tatum, Zoe Saldana, Diego Luna, Christina Applegate, Ice Cube, Kate del Castillo, Ron Perlman, Cheech Marin, Hector Elizondo, Placido Domingo, Ana de la Reguera, Eugenio Derbez, Gabriel Iglesias, Ricardo Sanchez e Danny Trejo.

"The Book of Life" é um filme de animação em computação gráfica que tem como pano de fundo o "Dia dos Mortos" mexicano. O enredo centra-se em Manolo, um jovem que se encontra dividido entre seguir o seu coração e seguir as expectativas dos seus pais. Antes de escolher o seu caminho, Manolo embarca numa incrível aventura que se expande por mundos fantásticos onde este vai ter de enfrentar os seus maiores medos. O filme de animação terá na música uma componente muito forte, pelo que a banda sonora irá contar com vários nomes de primeira linha do Mundo da música que irão cantar músicas inéditas ou reimaginar grandes êxitos.

"The Book of Life" estreia a 17 de Outubro de 2014, nas salas de cinema dos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Trailer de "A Walk Among the Tombstones"

Foi divulgado o trailer de “A Walk Among the Tombstones", um filme protagonizado por Liam Neeson. O filme é realizado por Scott Frank ("The Lookout"), através do argumento do próprio. "A Walk Among the Tombstones" conta no elenco com Ruth Wilson ("Luther"), Dan Stevens ("Downtown Abbey"), Liam Neeson ("Taken 2"), Boyd Holbrook ("Milk"), entre outros.

O argumento de "A Walk Among the Tombstones" é baseado no livro homónimo de Lawrence Block e centra-se em Matt Scudder (Liam Neeson), um antigo agente do departamento da polícia de Nova Iorque, agora um agente privado sem licença, que procura recuperar dos problemas relacionados com o álcool e ultrapassar os erros que cometeu no seu passado. Matt é contratado para encontrar a esposa de um traficante de droga, que é raptada e encontra-se em parte incerta. Este terá de agir fora da alçada da lei e conseguir descobrir aquilo que a polícia parece incapaz de fazer: descobrir os criminosos.

"A Walk Among the Tombstones" estreia a 19 de Setembro de 2014 nos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/pages/Ricks-Cinema/

Katie Holmes junta-se ao elenco de "The Woman in Gold"

O Deadline noticiou que Katie Holmes ("The Giver") vai juntar-se a Ryan Reynolds ("The Voices"), Helen Mirren ("Hitchcock") e Daniel Brühl ("Rush") no elenco de "The Woman in Gold" (anteriormente "The Golden Lady"). O filme vai ser realizado por Simon Curtis ("My Week With Marilyn"), através do argumento de Alexi Kaye Campbell. Não foram revelados detalhes em relação ao papel de Holmes.

O enredo de "The Woman in Gold" é baseado na história real de Maria Altmann, uma refugiada judia que nos anos 80 decidiu lutar contra o Governo austríaco para recuperar as obras de arte que pertenciam à sua família. Reynolds vai dar vida ao advogado de Maria, Randol Schoenberg, enquanto que Daniel Brühl vai interpretar o rival deste último.

A produção ainda não conta com um cronograma definido. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Trailer de "The Book of Life", um filme produzido por Guillermo Del Toro

Foi divulgado o trailer de "The Book of Life" (anteriormente "Day of the Dead"), um filme produzido por Guillermo del Toro ("Pacific Rim", "Pan's Labyrinth").

O filme é realizado por Jorge R. Gutierrez ("El Tigre"), através de argumento deste último e Doug Langdale. "The Book of Life" conta no elenco vocal com Channing Tatum, Zoe Saldana, Diego Luna, Christina Applegate, Ice Cube, Kate del Castillo, Ron Perlman, Cheech Marin, Hector Elizondo, Placido Domingo, Ana de la Reguera, Eugenio Derbez, Gabriel Iglesias, Ricardo Sanchez e Danny Trejo.

"The Book of Life" é um filme de animação em computação gráfica que tem como pano de fundo o "Dia dos Mortos" mexicano. O enredo centra-se em Manolo, um jovem que se encontra dividido entre seguir o seu coração e seguir as expectativas dos seus pais. Antes de escolher o seu caminho, Manolo embarca numa incrível aventura que se expande por mundos fantásticos onde este vai ter de enfrentar os seus maiores medos. O filme de animação terá na música uma componente muito forte, pelo que a banda sonora irá contar com vários nomes de primeira linha do Mundo da música que irão cantar músicas inéditas ou reimaginar grandes êxitos.

"The Book of Life" estreia a 17 de Outubro de 2014, nas salas de cinema dos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Trailer de "What If"

Já se encontra online o trailer de "What If" (anteriormente "The F Word"). O quad centra-se nos personagens interpretados por Daniel Radcliffe e Zoe Kazan (via IMP Awards).

O filme é realizado por Michael Dowse ("Goon"), através do argumento de Elan Mastai ("The Samaritan"). O argumento foi baseado na peça "Cigars and Toothpaste" de T.J. Dawe e Michael Rinaldi. "What If" conta no elenco com Daniel Radcliffe ("Harry Potter"), Zoe Kazan ("Ruby Sparks"), Rafe Spall ("The Life of Pi"), Amanda Crew ("Miss Dial"), Adam Driver ("Frances Ha"), Megan Park ("So Undercover"), entre outros.

"What If" acompanha a história de Wallace (Radcliffe), um indivíduo marcado por várias relações amorosas que correram mal. Este decide parar de procurar relacionamentos, acabando pelo caminho por conhecer Chantry (Kazan), uma jovem com um relacionamento de longa data com Ben (Spall). Wallace e Chantry formam uma ligação imediata e tornam-se bastante próximos, existindo uma grande química a rodear o seu relacionamento. Estes começam a questionar se o amor da vida de ambos pode na realidade ser o seu melhor amigo. 


"What If" estreia a 1 de Agosto de 2014 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema 

Trailer de "Kill the Messenger"

Foi divulgado o trailer de "Kill the Messenger", um filme realizado por Michael Cuesta. O poster centra-se no personagem interpretado por Jeremy Renner.

 "Kill the Messenger" é realizado por Michael Cuesta ("Homeland"), através do argumento de Peter Landesman ("Parkland"). O filme conta no elenco com Ray Liotta, Andy Garcia, Tim Blake Nelson, Barry Pepper, Michael Sheen, Mary Elizabeth Winstead, Rosemarie DeWitt, Paz Vega, Jeremy Renner e Michael Kenneth Williams.

O enredo de "Kill the Messenger" é baseado em factos reais, tendo como ponto de partida os livros "Dark Alliance: The CIA, the Contras, and the Crack Cocaine Explosion" de Gary Webb e Nick Schou "Kill the Messenger: How the CIA’s Crack-Cocaine Controversy Destroyed Journalist Gary Webb". A história é baseada em Gary Webb, um jornalista que escreveu três artigos, onde detalha as ligações da CIA com o narcotráfico, nomeadamente, a forma como a CIA permitiu a entrada de Cocaína nos Estados Unidos da América. Esta era uma fonte de receita para a agência de segurança financiar os movimentos rebeldes em Nicarágua.
 Perante a publicação destes artigos, Webb foi perseguido, tendo ficado sem trabalho, até entrar numa espiral descendente e cometido suicídio.

"Kill the Messenger" estreia a 10 de Outubro de 2014 nos EUA. Podem seguir o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Emilia Clarke, Jai Courtney e Arnold Schwarzenegger nas fotos do set de "Terminator: Genesis"

Foram divulgadas (via Omelete) duas fotos do set de "Terminator: Genesis", o reboot da saga "The Terminator". As fotos centram-se em Jai Courtney, Emilia Clarke e Arnold Schwarzenegger. 

O filme será realizado por Alan Taylor, através do argumento de Laeta Kalogridis ("Avatar", "Shutter Island") e Patrick Lussier ("Drive Angry)". O enredo do novo filme da saga "Terminator" ainda não é conhecido. A saga começou em 1984 com "The Terminator", um filme realizado por James Cameron, onde Arnold Schwarzenegger interpretava um cyborg enviado para o passado para eliminar Sarah Connor. O sucesso do filme levou a que fossem desenvolvidas três sequelas ("Terminator 2: Judgement Day", em 1991; "Terminator 3: Rise of the Machines", em 2003 e "Terminator Salvation", em 2009) e uma série de televisão, intitulada "Terminator: The Sarah Connor Chronicles", transmitida em 2008 e 2009.

Vale a pena recordar que Emilia Clarke ("Game of Thrones") vai dar vida a Sarah Connor, Jason Clarke ("Zero Dark Thirty") vai interpretar John Connor, e Jai Courtney ("A Good Day to Die Hard") ficou com o papel de Kyle Reese. O filme conta ainda no elenco com Arnold Schwarzenegger, J.K. Simmons, Dayo Okeniyi, Byung-hun Lee, Michael Gladis, Sandrine Holt, Matt Smith, entre outros.

O novo filme da saga "Terminator" vai estrear a 1 de Julho de 2015 nos EUA. Podem seguir o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema 


Liam Neeson no poster de "A Walk Among the Tombstones"

Foi divulgado um poster de “A Walk Among the Tombstones", um filme protagonizado por Liam Neeson. O poster centra-se no protagonista (via IMDB e IMP Awards).

O filme é realizado por Scott Frank ("The Lookout"), através do argumento do próprio. "A Walk Among the Tombstones" conta no elenco com Ruth Wilson ("Luther"), Dan Stevens ("Downtown Abbey"), Liam Neeson ("Taken 2"), Boyd Holbrook ("Milk"), entre outros.

O argumento de "A Walk Among the Tombstones" é baseado no livro homónimo de Lawrence Block e centra-se em Matt Scudder (Liam Neeson), um antigo agente do departamento da polícia de Nova Iorque, agora um agente privado sem licença, que procura recuperar dos problemas relacionados com o álcool e ultrapassar os erros que cometeu no seu passado. Matt é contratado para encontrar a esposa de um traficante de droga, que é raptada e encontra-se em parte incerta. Este terá de agir fora da alçada da lei e conseguir descobrir aquilo que a polícia parece incapaz de fazer: descobrir os criminosos.

"A Walk Among the Tombstones" estreia a 19 de Setembro de 2014 nos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/pages/Ricks-Cinema/

"She hit the road. The road hit back." - Novo poster de "Tammy"

Foi divulgado um novo poster de "Tammy", um filme protagonizado por Melissa McCarthy. O poster centra-se na protagonista do filme e conta com a frase de efeito "She hit the road. The road hit back.". Poster via Fandango e IMP Awards.

"Tammy" é realizado por Ben Falcone (o marido de Melissa McCarthy). Melissa McCarthy assume as funções de protagonista, argumentista e produtora-executiva de "Tammy". O filme conta no elenco com Allison Janey ("The West Wing"), Dan Aykroyd ("Ghostbusters"), Susan Sarandon ("Snitch"), Melissa McCarthy ("Identity Thief"), Mark Duplass ("Safety Not Guaranteed"), entre outros.

Sinopse: Tammy está a ter um dia mau. Esta arrasou com o seu carro, foi despedida de um trabalho manhoso que tinha numa hamburgueria e quando chegou a casa encontrou o marido envolvido com a vizinha. Tammy decide mudar algo na sua vida, mas está sem dinheiro e sem carro. A pior notícia é que a única opção da protagonista é a avó, Pearl que tem um carro, dinheiro e uma vontade enorme de ver as Cataratas do Niágara. Não é a fuga que Tammy esperava para a sua vida, mas provavelmente é justamente aquilo que esta necessitava.

"Tammy" estreia a 2 de Julho de 2014 nos EUA. Podem seguir o Rick´s Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

"Annie" ganha um novo trailer

Foi divulgado mais um trailer da nova adaptação cinematográfica de "Annie". O filme é realizado por Will Gluck ("Friends With Benefits"). O argumento do filme foi rescrito por Aline Brosh McKenna ("The Devil Wears Prada"), tendo sido inicialmente desenvolvido por Emma Thompson ("Brave").

A jovem Annie é interpretada por Quvenzhané Wallis, a Hushpuppy de "Beasts of the Southern Wild". O remake de "Annie" conta ainda no elenco com Rose Byrne ("X-Men: First Class"), Jamie Foxx ("Django Unchained"), Cameron Diaz ("Gambit"), Adewale Akinnuoye-Agbaje ("Lost"), Bobby Cannavale ("Blue Jasmine"), entre outros. O remake do célebre musical da Broadway é produzido por Shawn “Jay Z” Carter, Jay Brown, Jada Pinkett Smith, Will Smith e Tyran “Ty Ty” Smith.

 Annie surgiu pela primeira vez nas tiras de banda desenhada "Little Orphan Annie", que geraram um sucesso considerável, tal como o espectáculo da Broadway inspirado nas mesmas. Em 1982, foi a vez de estrear a primeira adaptação cinematográfica de "Annie", tendo sido realizada por John Huston ("The Maltese Falcon"), através do argumento de Thomas Meehan e Carol Sobieski. O enredo do filme original desenrolava-se durante o período da chamada "Grande Depressão", e centrava-se numa pequena e simpática órfã, que passa uma semana na casa de um multimilionário nova-iorquino e acaba por conquistar o coração deste.

O filme estreia a 19 de Dezembro de 2014 nos EUA. Podem seguir o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

James Mangold em negociações iniciais para realizar filme sobre Joe Namath

O The Hollywood Reporter noticiou que James Mangold ("Walk The Line") encontra-se em negociações iniciais para realizar o filme biográfico sobre Joe Namath para a Fox 2000. O argumento está a cargo de Michael Brandt e Derek Haas (dupla que trabalhou com Mangold em "3:10 to Yuma").

Joe Namath é uma das figuras mais admiradas na história do desporto de Nova Iorque. Este é um antigo jogador de futebol americano, tendo alinhado na posição de quarterback. Boa parte da sua carreira foi passada no New York Jets (anos 1965 a 1976). Namath também ficou conhecido pelo seu lado mulherengo e dado a festas.

A produção ainda conta com um cronograma definido. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Carter Blanchard vai efectuar alterações no argumento da sequela de "Independence Day"

A Variety noticiou que Carter Blanchard ("Spyhunter") foi contratado para efectuar alterações no argumento da sequela de "Independence Day". O argumento anterior foi escrito por Jamie Vanderbilt, tendo como base o argumento inicial escrito por Dean Devlin e Roland Emmerich. Bill Pulman e Jeff Goldblum estão confirmados no elenco. Will Smith está fora do elenco.

O enredo de "Independence Day 2" ainda não é conhecido. Emmerich revelou recentemente que "Os humanos sabiam que um dia os extraterrestres regressariam. Também sabiam que a única forma de viajar pelo espaço é pelos 'wormholes'. Para os aliens [contra-atacarem] poderia levar duas ou três semanas, mas no tempo da Terra isso seria 20 ou 25 anos". Esta situação leva a que o enredo se desenrole cerca de 20 anos depois do filme original: "É um mundo alterado. Os humanos estudaram a tecnologia extraterrestre. Não sabem como reproduzi-la, porque é uma tecnologia com base no crescimento orgânico, mas já sabemos como pegar num aparelho antigravitacional e colocá-lo numa nave humana".

A sequela de "Independence Day" vai ser realizado por Roland Emmerich. O filme estreia (em princípio) a 1 de Julho de 2016 nos EUA. Podem acompanhar o Rick's Cinema no Facebook em: https://www.facebook.com/RicksCinema

Resenha Crítica: "Goldfinger" (1964)

 Ter uma bond girl com o nome de Pussy Galore permitiu a "Goldfinger" ser um dos filmes do famoso espião britânico com mais trocadilhos de cariz sexual (uma das tradições da saga), mas também com uma das personagens femininas mais fortes, para além de contar com um dos antagonistas mais memoráveis. Falamos de Auric Goldfinger, interpretado pelo aparentemente impassível Gert Fröbre, um actor que atribui uma aura temível ao personagem, um negociante de ouro que pretende assaltar o Fort Knox. A missão de James Bond (Sean Connery) passa inicialmente por travar conhecimento com Goldfinger e descobrir como este se encontra a vencer tantas vezes um indivíduo financeiramente abonado que se encontra a gozar férias no mesmo hotel em Miami. Bond descobre que é Jill Masterson (Shirley Eaton), uma bela mulher, que se encontra de binóculos a dar informações a Goldfinger, enquanto este utiliza um auricular, algo que James Bond interrompe, conquistando pelo caminho a sensual loira. Esta acaba por pagar caro o envolvimento com o agente, sendo morta por Oddjob, com o seu corpo a ser completamente coberto por tinta dourada, naquele que é um dos momentos mais icónicos da franquia. O MI-6 e a CIA vêm-se obrigados a intervir a favor de Bond, enquanto M logo lhe atribui a missão de descobrir se Auric Goldfinger, um magnata ligado aos negócios relacionados com ouro, anda ou não a transportar este metal precioso ilegalmente. Esta missão conduz o protagonista à Suíça, onde encontra Tilly Masterson, a irmã da falecida Jill, com esta a procurar vingar a morte da familiar, embora acabe por ter o mesmo destino. Bond acaba por ser capturado pelos homens de Goldfinger e transportado para os EUA no avião comandado por Pussy Galore, uma mulher com uma personalidade forte, devido a Goldfinger pensar que este pode saber informações sobre a Operação Grandslam. As cenas que antecipam esta revelação surgem inquietantes, com Goldfinger a apresentar um laser que promete cortar o corpo do protagonista (a começar pelas partes baixas), num momento de grande intensidade (a fazer recordar a tarântula na cama de 007 em "Dr.No"), até o protagonista jogar a cartada de fingir saber algo sobre a Operação. Esta passa por um ataque ao Fort Knox, com Goldfinger a surgir como mais um dos antagonistas com ideais megalómanos da saga 007, enquanto James Bond tem de travá-lo, salvar a economia ocidental e pelo caminho "apelar aos instintos maternais de Pussy Galore".

Baseado no livro homónimo de Ian Fleming, "Goldfinger" marca o terceiro filme de James Bond, naquela que é uma das obras mais populares da franquia, apresentando um antagonista que surge realmente à altura do protagonista e revela-se uma ameaça capaz de nos fazer crer que nem tudo pode correr pelo melhor ao agente secreto. Sean Connery interpreta o personagem pela terceira vez consecutiva, numa actuação muito ao seu jeito, com o actor a ter ajudado a moldar o personagem de James Bond à sua pessoa, incutindo uma mordacidade e humor negro muito próprios ao personagem, mesclando harmoniosamente esta faceta de galante e sarcástico com a de um agente implacável que raramente falha na obtenção dos seus objectivos, capaz de resolver o mais difícil dos casos com a mesma calma que pede um martini "shaken, not stirred". Em “Goldfinger” o agente secreto tem um antagonista à altura, com o personagem interpretado por Gert Fröbe a surgir como um dos vilões mais carismáticos e temidos da saga 007, sendo um dos poucos que consegue ser uma ameaça à altura do nosso conhecido agente. É curioso verificar que um personagem que tinha tudo para ser ridículo acabou por se tornar num dos vilões mais carismáticos da franquia. Fröbe foi uma escolha particularmente feliz por parte dos elementos responsáveis pelo casting, ainda que o processo tenha sido caricato. Os produtores ficaram interessados pelo trabalho do actor quando o viram interpretar um pedófilo num filme alemão (“Es geschah am hellichten Tag”) e perguntaram ao seu agente se Fröbe sabia inglês e estava interessado no papel. Perante a resposta positiva do agente, o actor partiu em direcção aos estúdios de Pinewood, e surpreendeu tudo e todos quando perceberam que este não sabia falar inglês com a fluência necessária para o papel. As suas falas foram dobradas por Michael Collins e o resto é o sucesso que se sabe, tendo contribuído para criar um antagonista icónico, tendo sido eleito em 2003 o 43º vilão mais ameaçador dos últimos cem anos pelo American Film Institute.

Num filme da saga James Bond não poderiam faltar as célebres Bond Girls, sendo que em “Goldfinger” ficamos perante duas das mais carismáticas da franquia, Pussy Galore e Jill Masterson, interpretadas por Honor Blackman e Shirley Heaton. Blackman foi convidada para integrar o elenco após o grande sucesso como Catherine Gale na série britânica “The Avengers”. Em “Goldfinger”, a actriz interpreta a aliada de Goldfinger, a bela e sensual Pussy Galore. Esta é uma das mais personagens mais polémicas da franquia. Desde logo pelo próprio nome, causador de muitos trocadilhos, quer no filme, quer fora do grande ecrã, algo exponenciado pelas frases irónicas de James Bond como “You're a woman of many parts, Pussy!” A polémica em torno da personagem não vem só da inusitada escolha do nome, mas também por esta apresentar características de homossexualidade, algo que é pela primeira vez abordado nos filmes da franquia. Esta homossexualidade da personagem é algo que fica patente quando esta diz a James Bond que é “imune” aos seus encantos, mas também na forma algo masculina como se veste e comporta. No entanto, nenhuma mulher consegue resistir ao espião irresistível e Galore logo se rende aos encantos de Bond. Por fim, resta ainda destacar a curta, mas marcante presença de Shirley Heaton como Jill Masterson, uma jovem mulher que é paga por Goldfinger para ser vista com o vilão e para ajudá-lo a trapacear no póquer. Esta mantém um caso de curta duração com James Bond, sendo assassinada por Oddjob através de sufocação cutânea. A cena em que Bond descobre o cadáver da bela rapariga coberto com tinta dourada deixa o espectador com um ar incrédulo, sendo um dos momentos mais carismáticos do filme, não só pelo forte impacto que a visualização do cadáver causa, mas também por expor um dos primeiros falhanços de Bond. A carreira de Heaton ficou para sempre marcada por este papel, tendo aparecido em diversas capas de revista, e concedido diversas entrevistas.

Para além destes actores, importa ainda destacar Harold Sakata como Oddjob, o criado coreano de Goldfinger, que não fala durante todo o enredo, mas participa em várias das cenas de maior entusiasmo, com o seu chapéu cortante a efectuar muitos estragos. O filme conta ainda com Desmond Llewelyn como Q, Lois Maxwell como Miss Moneypenny e Bernard Lee como M, com estes a terem alguma relevância ao longo desta obra que conta com algumas inovações em relação às duas primeiras. Uma dessas inovações passa pela introdução de uma cena pré-créditos que pouco ou nada tem haver com o enredo principal do filme. No caso de “Goldfinger”, esta cena serve sobretudo para apresentar o implacável agente aos espectadores, numa curta cena em que não faltam os vários ingredientes da saga, com acção, explosões, belas mulheres, momentos non-sense como o herói vestido com um smoking no interior do fato de mergulho. Outra das inovações em relação aos filmes anteriores passa pela contratação de uma estrela da música para cantar o tema principal do filme. No caso de “Goldfinger”, o tema principal conta com a poderosa voz de Shirley Bass, num tema composto John Barry e com letra de Leslie Bricusse e Anthony Newley. A música é uma das mais icónicas da saga, com a potente voz de Bass a ser acompanhada pelos créditos iniciais de excelente recorte com o corpo dourado de uma bela mulher a reflectir os vários personagens principais do filme. Mas não foi só na cena pré-créditos e no tema musical que “Goldfinger” inovou em relação a “Dr. No” e “From Russia With Love”. Veja-se a magnífica introdução de Q e das suas célebres engenhocas. A primeira alteração passa pelo carro, Bond passa a utilizar um Aston Martin DB5 ao invés do habitual Bentley. O novo bólide aparece recheado dos mais diversificados apetrechos, como o para-brisas e vidros à prova de bala, matrícula giratória para poder circular livremente em vários países, um acento que permite ejectar o passageiro ou condutor, entre outros apetrechos inventados por Q. “Goldfinger” marcou ainda inicio da escalada orçamental dos filmes da saga James Bond, tendo um orçamento de 3,5 milhões de dólares, valores que totalizam a soma dos dois primeiros filmes da saga.

A franquia James Bond é conhecida por apresentar vários cenários exóticos, colocando o personagem nos mais diversos países a resolver intrincadas intrigas internacionais. No caso de “Goldfinger”, a acção decorre em Inglaterra, Estados Unidos da América e Suíça. O facto de grande parte do enredo ter-se desenrolado em terras de Tio Sam não é inocente, sendo uma forma clara do estúdio aproveitar a popularidade que o personagem estava a conquistar no território, ganhando uma cobertura a nível dos media como nunca antes teve. Aliás, o filme foi o primeiro da franquia a ter direito a uma forte campanha de merchandising, tornando-se um ícone da cultura popular da época. Os cenários, apesar de não apresentarem o exotismo de outras obras da franquia, são um dos pontos fortes do filme, com os estúdios de Pinewood a servirem de casa para o interior do Fort Knox e o esconderijo em que Goldfinger revela os planos da Operação Grand Slam. A construção do interior do Fort Knox está bastante bem conseguida, sobressaindo o forte cordão de segurança que rodeia o cofre, mas também o aparato da estrutura. De salientar que “Goldfinger” foi um dos factores catalisadores do interesse popular em todo o cenário que rodeia o famoso cofre. Todas as cenas interiores foram filmadas no interior do estúdio, enquanto as cenas nas bases militares foram rodadas no local. O filme realizado por Guy Hamilton (que viria ainda a realizar mais três filmes da franquia) apresenta ainda várias das características que tornaram a saga marcante e que mantiveram-se ao longo das várias obras da saga. Não falta a missão de difícil execução, humor, acção, belas mulheres, sensualidade, bons carros, suspense, diferenciando-se de muitos outros por ter um antagonista à altura de James Bond, sentindo-se pela primeira vez que a vida do herói está em perigo. Com muita acção, suspense, humor, sensualidade, uma história simples e coesa, sem mensagens moralistas, que pretende apenas divertir os espectadores, proporcionando momentos de puro escapismo em relação à realidade quotidiana, “Goldfinger” desafia o teste do tempo e continua a mostrar-se como um dos filmes mais icónicos da saga. 

Título original: "Goldfinger".
Título em Portugal: "007 - Contra Goldfinger".
Realizador: Guy Hamilton. 
Argumento: Richard Maibaum e Paul Dehn.
Elenco: Sean Connery, Gert Fröbe, Honor Blackman, Harold Sakata, Bernard Lee.