11 novembro 2014

Resenha Crítica: "Pontes de Sarajevo" (Bridges of Sarajevo)

 "Pontes de Sarajevo" chega-nos como um projecto ambicioso que reúne treze curtas-metragens realizadas por diferentes realizadores, que conta com a direcção artística de Jean-Michel Frodon e a produção da Ukbar Filmes, Cinétévé, Obala Art Centar, MIR Cinematografica e Unafilm, tendo em vista a marcar o centenário do assassinato do Arquiduque Francisco Fernando, que contribuiu e de que maneira para o iniciar da I Guerra Mundial. Não faltam memórias, imagens, recordações e diversas interpretações ao longo destas treze curtas-metragens que abordam períodos distintos de tempo que vão desde 1914 até aos dias de hoje, procurando explorar os acontecimentos históricos em Sarajevo mas também o papel do território no contexto europeu. Nem sempre o objectivo é cumprido, nem se pedia a um projecto do género que todas as curtas fossem homogéneas ou nos estimulassem na mesma medida. Nesse sentido, uma das curtas que consegue despertar mais à atenção é "A Ponte dos Suspiros" de Jean-Luc Godard onde este se diverte mais uma vez a manter uma relação passivo/agressiva com o espectador, desafiando-o e desafiando-se, jogando com as imagens, os sons e as palavras, numa obra muito ao seu estilo. Não faltam as célebres referências literárias (Flaubert e Dostoyevski), cinéfilas (Antonioni e Vigo), musicais (Gershwin e Mozart), pintura (Cézanne e Vermeer), com Godard a distinguir aquele que cria arte daqueles que se limitam a referenciar os eventos, explorando o poder da imagem e as suas limitações. Estes nomes surgem depois de Godard efectuar a distinção entre aqueles que falam a regra” (t-shirt, televisão, cigarro, computador, turismo, guerra), daqueles que elaboram a excepção, pois esta não é dita, esta é escrita, composta, pintada, filmada ou vivida e "torna-se a arte de viver: Srebenica, Mostar, Sarajevo”. Claro que esta referência aos que falam a regra e os que elaboram a excepção é utilizada ainda para Godard salientar que "a regra para a Europa Cultural é organizar a morte da arte de viver, que ainda floresce", remetendo para a guerra como um coartar do livre pensamento. O cineasta aproveita ainda para desafiar as barreiras da linguagem e do significado das palavras. Veja-se quando salienta o significado da palavra “objectiva” e a associa às máquinas fotográficas para logo colocar em causa essa definição. A fotografia está sujeita a interpretações variadas, com o significado a estar muito para além daquilo que nos é mostrado, com Godard a separar espírito e matéria, apresentando os repórteres fotográficos como figuras nem sempre heróicas (parece ficar aberta a questão sobre aqueles que são pagos para fazer e fotografar a guerra e aqueles que não são pagos para sofrer com a mesma), embora permitam expor o conflito. A guerra e a violência são criticadas, bem como as imagens sensacionalistas e aquilo que as fotografias podem esconder, mas também o capitalismo e a falta de criatividade e a incapacidade daqueles que não são capazes de criar arte, preferindo antes gerar conflitos bélicos. Godard questiona, desafia o espectador e estimula os seus sentidos, trabalha as imagens, revelando mais uma vez o seu engajamento político, algo que vem já desde os tempos iniciais da sua carreira. Diga-se que para a elaboração desta curta Godard retira trechos de "Je Vous Salue, Sarajevo", onde já tinha deixado a sua mensagem sobre Sarajevo e a arte, utilizando a música clássica, citando os seus mestres e estimulando o espectador. Pelo meio temos a Guerra da Bósnia e a célebre imagem que Godard trabalha para nos expor às diferentes interpretações que esta pode ter consoante as partes que nos são exibidas, até nos deixar perante a violência que o seu todo transmite, com os militares a literalmente ficarem bastante mal na fotografia. Após vermos "A Ponte dos Suspiros" ficamos praticamente acometidos com o desejo de rever a curta e procurar novas interpretações sobre a mesma, com esta a ser a obra maior deste conjunto de curtas-metragens, sem desmerecer alguns trabalhos meritórios que encontramos em "Pontes de Sarajevo", mas Godard é um extraterrestre que não perde uma oportunidade para nos desafiar e estimular, colocar duvidas e questionar-nos, disparando informação a uma velocidade estonteante.

"A Ponte dos Suspiros" é a sexta curta-metragem de "Pontes de Sarajevo", sendo seguida de "Reflexo(e)s" de Sergei Loznitsa. Se Godard nos estimula ao longo da curta-metragem, já Loznitsa apresenta imagens em movimento a preto e branco da vida na cidade de Sarajevo nos dias de hoje como pano de fundo para fotografias a preto e branco dos seus defensores, tiradas pelo fotógrafo bósnio Milomir Kovaˇcevic´ em 1992, durante o cerco da cidade. Começa por ser um exercício interessante, mas passado poucos minutos percebemos a mensagem do cineasta e tanto poderia dar para "Reflexo(e)s" ser uma curta-metragem como poderia ser uma longa-metragem, bastasse Loznitsa querer exibir mais retratos. O que começa a ser um interessante jogo entre o passado e o presente do território esgota-se numa ideia que parece funcionar melhor no papel do que na prática, em parte pela excessiva repetição e distanciamento apresentado pela curta. Já a última curta-metragem, "Silêncio Mujo", sobressai não tanto pela sua procura em quebrar barreiras narrativas, mas sim pelas suas poderosas imagens e uma história capaz de ligar passado e presente de Sarajevo, efectuando uma das pontes do título. No caso ficamos perante o jovem Mujo, um rapaz de dez anos de idade que falha uma grande penalidade nos treinos da sua equipa de futebol, tendo de ir procurar a bola no cemitério que rodeia o campo. As campas brancas enchem o cenário, os nomes surgem por vezes em destaque, enquanto o jovem fuma, conhece uma familiar de dois falecidos que se encontram sepultados no local, ao mesmo tempo que exibe uma falta de rumo que pode ser uma metáfora para o próprio território, ainda com "problemas de crescimento". Mujo utiliza uma camisola do Chelsea, embora não saiba de onde é o clube, com Ursula Meier a deixar-nos perante uma dicotomia interessante entre um dos clubes com mais dinheiro para investir no Mundo e um clube onde nem existe dinheiro para comprar bolas de futebol, ao mesmo tempo que exibe a integração de elementos culturais de outros países em Sarajevo. O jovem que dá vida a Mujo tem uma interpretação de relevo como este jovem que parece ter pouca atenção dos pais, rebelde e fã de futebol, apesar do pouco talento táctico e técnico. Já a cinematografia de "Silêncio Mujo" encontra-se em destaque com as cenas no cemitério a ficarem na memória, sobressaindo as numerosas campas brancas a rodearem um cenário que se encontra dividido entre os túmulos dos islâmicos e dos cristãos, algo revelador da diversidade religiosa. A própria indiferença com que o jovem encara a procura pela bola e posteriormente fuma um cigarrito no espaço do cemitério é reveladora de como estes elementos, mesmo bastante jovens, se encontram habituados a lidar com a morte. Veja-se que um cemitério rodeia um campo de futebol onde jovens treinam, existindo uma dicotomia entre estes momentos cheios de energia nos relvados e os corpos sem vida no interior das campas. "Silêncio Mujo" é uma das curtas que mais sobressai nesta antologia que começa com "Querida Noite" do búlgaro Kamen Kalev. Se "Silêncio Mujo" sobressai quando Meier nos deixa perante planos abertos que nos expõem os túmulos, já "Querida Noite" sobressai pelos seus close-ups, apresentando-nos inicialmente a dois homens a dialogarem numa piscina, que descobrirmos serem o Arquiduque Francisco Fernando e um amigo, com o primeiro a mostrar-se determinado a expor-se diante da multidão, uma situação que vai contra os conselhos do segundo. Discutem sobre o destino, se podem ou não fugir aos desígnios de Deus enquanto se encontram na piscina, numa atmosfera quase próxima de um sonho, até o Arquiduque e a sua esposa decidirem participar numa festividade de carro. As massas anónimas são filmadas, a banda sonora adensa o clima de paranóia, embora a morte surja quando menos se espera, com o Arquiduque e a mulher a serem assassinados num final já esperado para ambos os elementos do casal.

Já "A Vontade das Nossas Sombras" coloca-nos inicialmente perante um fundo preto e um narrador a apresentar os discursos, ideias e ideais de Gavrilo Princip, um anarquista radical que assassinou o arquiduque e a sua esposa. Nas imagens em movimento encontramos ainda uma espécie de arquivo, enquanto alguns jovens ouvem trechos dos seus discursos. Ficamos perante os discursos nacionalistas pró-Jugoslávia e anti-Áustria contra a monarquia de Gavrilo Princip, bem como o seu pouco arrependimento de ter eliminado o Arquiduque, numa curta que serve acima de tudo para exibir um outro lado do acontecimento, sobretudo através da narração em off. As curtas-metragens até agora apresentadas centram-se em Sarajevo e nas suas gentes, pelo que não deixa de ser curioso verificar a escolha do italiano Leonardo di Constanzo em "O Posto de Vigia", ao apresentar um grupo diminuto de soldados italianos que se encontravam a combater nas penosas guerras de trincheira durante a I Guerra Mundial. No caso ficamos perante uma trincheira cavada nas rochas do Monte Pasubio, com o tenente Alfani a enviar os seus homens para recuperarem um posto de comando, embora estes sejam eliminados um a um perante os tiros rivais. A ravina é marcada pela frieza da neve e dos corpos sem vida, com os italianos a não encontrarem uma estratégia para vencerem os "inimigos". Gradualmente o desespero aumenta e o sentimento de derrota é latente, sobretudo quando um soldado rejeita lançar-se para "a toca do lobo", num misto de medo e cobardia, algo que é considerado um crime. No entanto, é impossível não questionar o que sentiríamos numa situação semelhante, com a participação da Itália em defesa da Áustria a revelar-se penosa para os seus soldados, algo demonstrado com eficácia, realismo e grande economia de recursos em "O Posto de Vigia". Itália volta a estar presente nestas curtas-metragens em "A Ponte" do italiano Vincenzo Marra, que nos apresenta a Majo e Fátima, um casal que fugiu de Sarajevo há vinte anos tendo em vista a evitar as consequências do cerco ao local. Majo trabalha como cozinheiro em Roma, recebendo a notícia da morte do pai, algo que o parece apoquentar. Fátima pretende regressar a Sarajevo e voltar a rever os familiares e amigos que sobreviveram mas Majo é avesso a essa ideia. Este não se esquece dos bombardeamentos, bem como das discussões das famílias de ambos, para além de saber que aqueles que ficaram podem não perdoar a fuga. Mesmo em Roma o casal continua a manter bem vivas as memórias de Sarajevo, com "A Ponte" a estabelecer-nos um ponto de vista diferente sobre os elementos oriundos desta cidade, algo que enriquece esta antologia e permite ainda a Vincenzo Marra trabalhar temáticas sobre a memória e as marcas que os acontecimentos vividos no passado deixam no presente. Este é um casal unido, com ambos os intérpretes a parecerem reflectir uma relação de longo prazo, convencendo como esta aprazível dupla de protagonistas.

Também centrado em dois casais é a curta "Europa" do romeno Christian Puiu. Com longos planos fixos, este apresenta-nos ao senhor Popescu e à sua esposa, com esta a ler um livro de História escrito por Hermann Keyserling e este a discordar  dos elementos ali presentes. O primeiro erro é desta que salienta que o livro foi escrito antes da I Guerra Mundial e o autor previra os acontecimentos, quando a obra literária apresenta uma data posterior, mas tudo piora quando o esposo revela o seu anti-semitismo e anti-americanismo, para além de enorme aversão aos ciganos e húngaros. É sobretudo uma obra que exibe como a intolerância pode toldar o bom senso, exibindo uma maneira de pensar que infelizmente não é exclusiva deste personagem (o próprio livro não tem problemas em cometer algumas liberdades históricas e "meter no mesmo saco povos diferentes"). O que não deixa de ser curioso é que fora do quarto do casal encontrarmos uma árvore de Natal, recheada de luzes que se acendem e apagam, por vezes a um ritmo acelerado pelas imagens, com o famoso espírito natalício a estar distante de Popescu. É uma visão intolerante em relação ao outro, tal como este personagem acaba por gerar alguma repulsa nas nossas pessoas devido ao seu conservadorismo exacerbado. Se em "Europa" ficamos perante a intimidade de um casal no seu quarto, já em "A Viagem de Zan" do espanhol Marc Recha ficamos perante o personagem do título, nascido em 1991, tendo fugido com a família com quem vive na Catalunha. O realizador demonstra que viu "Hiroshima, Mon Amour", com o irmão a salientar várias vezes que este não viu Sarajevo e os episódios penosos que decorreram no local. Veja-se quando fala da procura da população em proteger os livros (já na curta de Teresa Villaverde e "Europa" o livro tem um papel de relevo) que seriam queimados, bem como as destruições e as dificuldades em sair do território. São exploradas as memórias de tempos difíceis, tal como acontece na curta "Álbum" de Aida Begic, uma realizadora da Bósnia e Herzegovina, com esta última a aproveitar depoimentos de elementos que viveram de perto a Guerra da Bósnia em Sarajevo. Aida Begic utiliza uma fotografia algo granulada para nos apresentar os depoimentos e ficarmos perante alguns diálogos arrepiantes onde o terror da guerra é explicado de forma bem viva. Já "O Rapaz" de Isilda le Besco deixa-nos perante um protagonista de apenas cinco anos de idade, que ainda sofre as consequências desse conflito, habitando com a sua avó após ter perdido os seus pais. Este tem no seu gato a melhor companhia, bem como nos cães de rua que procura alimentar. A esperança e o futuro parecem estar em jovens como este, embora as marcas da guerra sejam visíveis nas casas destruídas e abandonadas e na floresta ainda marcada pelas minas, algo que não permite que este rapaz ande livremente pelo território. Mesmo a perda dos familiares indica as consequências da Guerra para este jovem que ficamos a conhecer um pouco ao longo desta curta, tal como ficaremos perante uma jovem rapariga em "Sara e a Sua Mãe", uma curta realizada pela cineasta portuguesa Teresa Villaverde.

 A cineasta procura deixar-nos perante a terceira mudança de casa da jovem Sara e a sua mãe, durante os dias de hoje, mas raramente é bem sucedida, quer a explorar a relação entre a progenitora e a petiz, quer a abordar a relação destas com o território. É verdade que quando os livros da mãe de Sara são desencaixotados surgem memórias da Guerra, mas é uma ponte demasiado esburacada entre o passado e o presente, bem como na relação entre a progenitora e a sua filha, embora não seja a curta mais desinteressante de "Pontes de Sarajevo" (esse papel cabe a "Princip, Text"). É notório que existiu uma procura de deixar subentendido que o passado deixou marcas na mãe da protagonista, mas fica tudo muito pela rama com a narrativa a não acompanhar a elogiável cinematografia de Rui Poças. Teresa Villaverde deixa-nos ainda perante um conjunto de mensagens de protesto relacionadas com o encerramento de um museu e a falta de investimento na cultura (onde encontramos um cartaz a salientar "a cultura é uma necessidade, não é um luxo"), parecendo estar simultaneamente a enviar um recado para o Governo Português ou a efectuar um paralelo do desinvestimento cultural dos países em crise e a abordar a situação no território. Diga-se que a cultura, através dos livros, tem um papel de relevo neste segmento, não só pelos livros assinalados com uma bola serem aqueles que a mãe de Sara leu durante a guerra, mas também pela petiz salientar que a pilha de livros é maior do que ela (a cultura como algo que transcende o ser humano), embora pareça sempre que Teresa Villaverde poderia ir mais além na abordagem dos temas. Numa obra que procura reunir realizadores de diferentes nacionalidades e gerações, seria sempre de esperar que alguns trabalhos surgissem mais equilibrados do que outros e as diferenças qualitativas entre ambos ficassem latentes, algo evidenciado paradigmaticamente em "Pontes de Sarajevo", que se propõe a efectuar pequenas "pontes" entre cem anos de História de Sarajevo. O resultado final é bastante satisfatório, apesar de faltar alguma contextualização histórica que certamente enriqueceria a obra, nem que fosse entre as curtas-metragens, algo que não acontece. Ao invés disso as curtas são reunidas por pequenos mas inspirados momentos de animação a cargo de François Schuiten e Luís da Matta de Almeida, surgindo literalmente como as pequenas pontes animadas que ligam estes filmes. Diga-se que existem vários pontos de ligação entre algumas curtas, tais como as memórias e recordações do passado de Sarajevo, o papel da imagem (Godard e Loznitsa), as relações entre os casais (“Europa” e “A Ponte”), a procura de explorar como os mais jovens lidam com o território (“O Rapaz”, “Silêncio Mujo”), a experiência dos elementos naturais de Sarajevo no estrangeiro (“A Ponte” e “A Viagem de Zan”) para além da própria cidade do título.

Não deixa também de ser curioso verificar a forma como cada cineasta procurou incutir o seu cunho pessoal, independentemente das suas curtas funcionarem melhor ou pior no contexto global, conseguindo manter as suas individualidades apesar de estarem num projecto colectivo. Essa situação é notória em nomes como Jean-Luc Godard, que trabalha as imagens, os sons, as palavras, as referências, por vezes quase de forma violenta, exibindo o seu engajamento político e a sua criatividade. Por sua vez Loznitsa procura explorar o poder da imagem da fotografia em conjunto com as imagens em movimento, embora o resultado seja demasiado opaco e sensaborão, perdendo-se uma oportunidade para criar algo de relevante que se fica apenas pelas boas intenções. Com os retratos, Loznitsa procura juntar o passado e o presente do território, algo que é notório ao longo de várias curtas do filme. Veja-se logo nas duas primeiras curtas-metragens que remetem para o assassinato do Arquiduque e o seu assassino, bem como em "A Viagem de Zan", onde este fica perante as memórias que não viveu do território. Por vezes fica a sensação de que muito ficou por abordar, mas também não parece exequível tentar juntar ainda mais curtas-metragens a uma antologia capaz de demonstrar algum do talento dos seus realizadores e realizadoras, para além de ser de elogiar a cinematografia de boa parte das curtas. Entre a dor da Guerra e da morte, o lirismo de algumas imagens em movimento e uma constante procura em nos dar pequenos fragmentos do que Sarajevo parece querer dizer a cada realizador, “Pontes de Sarajevo” retrata com respeito este território e as suas gentes numa obra cinematográfica demasiado intrigante e interessante para que não mereça uma visualização. Podemos não apreciar todas as curtas, mas existe material de sobra para "Pontes de Sarajevo" despertar o nosso interesse.

Título original: "Bridges of Sarajevo".
Título em Portugal: "Pontes de Sarajevo".
Realizadores: Leonardo di Costanzo, Jean-Luc Godard, Kamen Kalev, Isild Le Besco, Sergei Loznitsa, Vincenzo Marra, Ursula Meier, Vladimir Perisic, Cristi Puiu, Marc Recha, Angela Schanelec, Aida Begic e Teresa Villaverde.
Género: Filme colectivo
País: França, Bósnia e Herzegovina, Suíça, Itália, Alemanha, Portugal, Bulgária.

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