04 novembro 2014

Resenha Crítica: "Interstellar" (2014)

 Filme de ficção científica que privilegia a emoção em detrimento da lógica e da razão, "Interstellar" surge como um épico ambicioso onde Christopher Nolan procura questionar o papel do ser humano e desafiar as suas limitações. O planeta Terra parece ser demasiado pequeno para as aspirações do cineasta que nos transporta para o espaço, ou melhor, para um infinito de possibilidades, onde a procura para encontrar um novo lar para os elementos da Terra ou uma protecção para a praga que ameaça destruir o território se transforma em algo de muito maior. Os limites físicos e morais dos personagens são colocados à prova, com o seu instinto de sobrevivência, inteligência e sentimento a ditarem muito do sucesso ou insucesso da missão, que o diga Cooper (Matthew McConaughey), o protagonista de "Interstellar", um agricultor viúvo que procura cuidar de Murphy (Mackenzie Foy) e Tom (Timothée Chalamet), os seus filhos. Este tem uma plantação de milho, habitando com os seus dois filhos e o sogro, Donald (John Lithgow), enquanto procura lidar com uma peste que tem dizimado as plantações e a comida da Terra. Cooper é um indivíduo algo duro, um antigo astronauta que não aprecia a vida no campo e conta com uma habilidade inata para falar aquilo que pensa sem grandes rodeios. Quer que o filho estude engenharia, tal como ele o fizera no passado (as estantes da sua casa recheadas de livros indicam a procura do personagem em cultivar-se do ponto de vista cultural), mas na escola dizem que não são necessários mais elementos dessa profissão mas sim agricultores, algo que até remete para o nosso presente onde cada vez mais somos desafiados a seguir áreas que não nos motivam mas sim "úteis" para a sociedade. A própria educação na escola foi alterada, com as missões à Lua a serem consideradas como ficção para assustar os russos durante a Guerra Fria, um medida para impedir os espíritos sonhadores dos mais jovens, existindo toda uma procura para que a humanidade se transforme num conjunto de elementos que cuidem da terra. Existe uma atmosfera de malaise a rodear todo este ambiente desolador, embora elementos como Cooper não desistam de lutar, com o filme a tirar alguma inspiração da Dust Bowl que ocorreu nos EUA durante os anos 30, trazendo-nos a espaços ténues recordações do ambiente de "The Grapes of Wrath". Se Tom aparenta ser forte a nível emocional, já Murph (alcunha da rapariga) é uma jovem mais delicada, mas também deveras inteligente, que pensa estar a ser alvo do contacto de um fantasma que comunica através de código Morse, tendo uma forte ligação com o pai. Os momentos iniciais do filme são deveras inteligentes e sagazes na forma como exploram esta dinâmica familiar. Antes de tudo o mais, Christopher Nolan pensa nos seus personagens, procurando evidenciar os seus defeitos e virtudes, bem como a forma como se relacionam, com a dinâmica formada por Matthew McConaughey, Mackenzie Foy, Timothée Chalamet e John Lithgow a funcionar de forma praticamente imaculada. O cenário que rodeia estes personagens é marcado por vastas plantações, mas também uma atmosfera desoladora devido à praga que assola o planeta que, mais tarde ou mais cedo, pode causar a sua destruição. Veja-se as plantações que têm de ser queimadas quando estão contaminadas, uma situação que conduz ao destruir do trabalho e ganha pão de vários elementos, incluindo de um vizinho que tinha uma plantação de quiabos. 

 Esta situação desoladora não impede a que assistamos inicialmente a alguns momentos de descontracção entre Cooper, Murph e Tom, incluindo quando encontram um drone proveniente da Índia que se encontra a vaguear pelos ares, perdido há cerca de dez anos. As guerras terminaram com as dificuldades alimentares, pelo que Cooper procura com o seu portátil comandar este drone, ajudando a filha a conseguir pousar o mesmo de forma a mudarem as suas funções para uma ceifeira-debulhadora. Temos ainda o humor relacionado com a personagem interpretada inicialmente por MacKenzie Foy ter um nome associado à Lei de Murphy, bem como a relação desta com o pai. Após mais uma tempestade de areia e uma anomalia gravitacional, é deixada uma mensagem com coordenadas que conduzem Cooper e a filha a um edifício secreto que pertence à NASA, agora uma instituição que funciona de forma não oficial devido à crise (e ser visto como imoral investir balúrdios em investigação espacial quando existe uma enorme crise a nível alimentar por resolver). O edifício encontra-se rodeado de enorme secretismo, tendo no seu interior todo um conjunto de profissionais com pouca experiência prática no trabalho de campo. A liderar as operações da NASA encontra-se o Professor Brand (Michael Caine), um indivíduo aparentemente calmo e ponderado que procura explicar todo o perigo que envolve a Terra, uma situação que conduziu a empresa a estudar possibilidades no espaço que permitam o transporte dos seres humanos para outro planeta. Essa hipótese é colocada devido à descoberta de um Wormhole nas proximidades de Saturno, colocado por uma entidade desconhecida, que conta com uma galáxia composta por doze planetas, dos quais três supostamente podem ter condições de ser habitados. Anteriormente foram enviados elementos para estes planetas, mas nenhum regressou, sendo incerto se estes encontram-se vivos ou mortos. Se não for encontrada uma solução para os problemas que afectam a Terra ou um novo planeta, a população ficará com a vida em risco visto que o número de oxigénio se encontra a diminuir de forma perigosa, algo que se deve às pragas que se alimentam de nitrogénio. A outra opção que não a procura de um novo planeta passa por uma bomba repovoadora que colocaria em risco todos elementos, algo que não é visto como exequível. É então que Cooper é convidado a integrar a missão que pode ditar o destino da Terra, um convite que o protagonista reluta em aceitar devido a ter de abandonar os filhos, embora saibamos que este não vai rejeitar a difícil tarefa. Murph fica desolada, enquanto Tom e Donald parecem aceitar melhor a decisão do pai. Cooper sempre questionou o papel do Homem e do planeta Terra junto do espaço que os rodeia, tendo nesta missão uma oportunidade para regressar à sua antiga profissão, algo que no íntimo lhe parece trazer alguma motivação. É desolador o momento em que tem de abandonar aqueles que ama, sobretudo a jovem Murph, que procura não falar com o pai no momento da despedida. A acompanhar Cooper encontram-se Amelia Brand (Anne Hathaway), a filha do personagem interpretado por Michael Caine, bem como Romilly (David Gyasi) e Doyle (Wes Bentley). Na aeronave encontra-se ainda CASE (voz de Josh Stewart) e TARS (Bill Irwin), dois robôs com inteligência artificial, com o segundo a apresentar um apurado sentido de humor. A missão é complicada e estes vão ter de escolher entre dois de três planetas supostamente habitáveis, com Christopher Nolan a explorar sobretudo a dinâmica entre Amelia e Cooper, descurando em boa parte os outros dois elementos. Amelia e Cooper conseguem contactar com os familiares através de vídeos, algo que vai proporcionando alguns momentos mais comoventes ao longo do enredo, com Matthew McConaughey e Anne Hathaway a destacarem-se, sobretudo o primeiro. Matthew McConaughey consegue convencer-nos da dor que Cooper sente ao deixar os seus filhos para trás, bem como da forte relação que tem com a família, algo que explica também porque se sentiu compelido a cumprir esta missão. No rosto de McConaughey podemos encontrar um turbilhão de sentimentos ao longo do filme, que vão desde a determinação às lágrimas, conduzindo-nos a um vulcão de emoções adensadas quando Christopher Nolan investe nos close-ups e deixa os seus actores e actrizes a conseguirem dizer tanto apenas com os seus rostos. 

 Apesar de demonstrar enorme conhecimento e perícia para a actividade de astronauta, tendo uma atitude bem mais pragmática do que Amelia, também não deixa de ser notório que o protagonista aos poucos cede ao sentimento e começa a deixar-se levar pelo risco e aposta naquilo que não pode ser quantificado pela ciência. O momento em que vê os vídeos dos filhos é comovente, deixando-o (e ao espectador) com um nó na garganta, sobretudo devido ao investimento emocional colocado nos personagens no primeiro terço do filme. Já Amelia aparece inicialmente como uma figura aparentemente pragmática, de cabelo curto e personalidade forte, mas aos poucos demonstra todas as suas fragilidades, com Anne Hathaway a adequar-se bem a um papel que encarna com eficácia, enquanto "Interstellar" evita um romance entre a personagem e Cooper. Com um forte sotaque sulista, uma personalidade forte e uma capacidade de liderança notória, o personagem interpretado por Matthew McConaughey prepara-se ainda para lidar com uma série de contrariedades que desafiam o tempo e o espaço, com "Interstellar" a desafiar gradualmente toda a lógica e a deixar-se levar pelo lado emocional. Se inicialmente esta jornada dos cientistas é marcada por vários elementos científicos aparentemente credíveis, gradualmente o filme caminha para um lado mais emocional onde a lógica é desafiada e Christopher Nolan nos deixa perante uma aventura no espaço e no tempo marcada por diversas reviravoltas e algumas surpresas, conseguindo ligar várias das pontas soltas no seu último terço. Por vezes pede em demasia para deixarmos de lado o nosso lado mais pragmático, mas facilmente nos envolve para o interior daquele que é o grande blockbuster de 2014, curiosamente estreado fora da época veranil, com Christopher Nolan a mostrar mais uma vez a sua capacidade como realizador. Apelidado de nulo por uns, venerado como se fosse um génio por outros, a verdade é que poucos ficam indiferentes aos trabalhos de Christopher Nolan (veja-se a sala do primeiro visionamento de imprensa, cheia como em poucos dias), com este a voltar a conseguir realizar uma obra cinematográfica que privilegia o desenvolvimento dos personagens em detrimento da mera acção pueril e sem significado. Estamos longe da estética dos videojogos e muito no plano da emoção, embora exista uma procura em explorar o lado profissional dos astronautas, tais como a vertente técnica (onde notamos todo um fascínio de Nolan por esta actividade), bem como os sacrifícios e riscos efectuados nas suas missões, incluindo terem de deixar a família para trás e enfrentar planetas de natureza hostil onde as ondas e a neve se fazem sentir. Nolan convida-nos a participar nesta viagem efectuada pelos personagens no espaço, por buracos negros e planeta distantes, numa obra que ganha imenso com a visualização em IMAX. Tecnicamente "Interstellar" é inferior a "Gravity", onde parecia que estávamos à deriva no espaço, mas nem por isso deixam de ser impressionantes algumas cenas filmadas perante este fundo preto onde por vezes o silêncio impera e os sentimentos são díspares, já para não falar na entrada em dois planetas desconhecidos. O silêncio por vezes rodeia estes personagens, embora a banda sonora de Hans Zimmer se faça sentir e de que maneira, quer nas cenas de maior intensidade que por vezes ganham uma grandiosidade maior do que a vida, quer nas de maior dramatismo, contribuindo e de que maneira para adensar os elementos que nos estão a ser expostos. O trabalho de Zimmer é exímio sobretudo pela forma como se adequa de forma homogénea com o enredo, contribuindo muitas das vezes para elevar o tom emocional de um filme que também não poupa no silêncio. Diga-se que é notória uma procura de Nolan em atribuir algum realismo aos momentos de silêncio, deixando-nos a sós com o espaço, a contemplar o que o ecrã nos exibe e a deixar-nos perante o claustrofóbico meio em que se encontram os personagens.

 O tempo que os personagens passam no espaço é demorado e sentido, embora por vezes pareça certo que Christopher Nolan pudesse ter encurtado um pouco o filme, sobretudo se não tivesse a constante necessidade de nos estar a explicar sempre tudo o que o acontece. Veja-se desde logo o facto da operação chamar-se Lazarus e os personagens interpretados por Michael Caine e Matthew McConaughey fazerem questão de salientar que remete para Lázaro, um personagem bíblico que supostamente ressuscitou (algo que nos deixa desde logo com a pulga atrás da orelha em relação ao final do filme), para além de termos a filha de Cooper em idade adulta a gravar um vídeo e posteriormente vermos o protagonista a ver o mesmo com as cenas quase que a se repetirem, já para não falar na alusão à Lei de Murphy, exposta no nome de Murph e citada várias vezes ao longo do filme. Nesse sentido, Christopher Nolan volta a ser Christopher Nolan e a exagerar nas explicações, numa obra ambiciosa que nos remete várias vezes para "2001: Uma Odisseia no Espaço", não faltando uma cena a fazer lembrar o momento do osso a ser atirado e o célebre raccord que avança a narrativa em vários milhões de anos, algo exibido no caso em que Cooper se encontra no carro e logo ouvimos diálogos deste no interior da aeronave a falar com os três companheiros, com o som a permitir efectuar a ligação entre estas duas cenas e ao mesmo transportar a narrativa para um tempo distinto. Diga-se que o avançar do tempo de diferentes formas e em diferentes territórios e dimensões vai ser uma das temáticas bastante exploradas por Nolan ao longo de "Interstellar", algo que vai permitir ao cineasta apresentar-nos ao protagonista com a sua idade actual enquanto está no espaço e os filhos a crescerem no planeta Terra. Jessica Chastain e Casey Affleck sobressaem como os filhos do personagem interpretado por Matthew McConaughey em idade adulta. Em idade adulta, Murph torna-se cientista na NASA, onde trabalha com o Professor Brand para tentar controlar a gravidade, algo que vai permitir a Jessica Chastain sobressair devido ao papel fulcral da sua personagem na Terra. Murph partilha muito da resiliência do pai, apresentando um feitio deveras obstinado e algum idealismo, guardando ainda alguma dor pela saída do progenitor. Chastain é fulcral para nos acreditarmos nesta personagem que guarda em si uma enorme fé no seu pai, uma mulher que procura desafiar os seus limites e apresenta um entusiasmo único pela ciência. Já Tom constitui família, tendo um filho e contraído matrimónio, procurando ao longo dos anos deixar mensagens para o pai apesar de aos poucos perder a esperança de que este esteja vivo. O relacionamento de Murph e Tom não parece ser o melhor no presente, apesar do destino logo os reunir, sobretudo quando a situação no planeta começar a ficar insustentável. A poeira invade os cenários e o desastre parece estar próximo, com "Interstellar" a não se esquecer dos personagens que ficaram na Terra. O argumento explora não só os episódios da equipa no espaço mas também os acontecimentos que rodeiam aqueles que ficaram na Terra, algo que confere um maior sentimento de urgência às missões dos vários personagens. No espaço, Cooper e companhia deparam-se com dois planetas onde a cinematografia e os efeitos especiais permitem proporcionar alguns momentos grandiosos e marcantes. Veja-se o planeta rodeado por água que logo é invadido por ondas gigantes mas também o planeta rodeado por gelo que nos deixa enregelados embora a sala até esteja bem aclimatizada. Por vezes parece que vamos ser engolidos pelas ondas gigantes, quase congelamos na sala de cinema, com Christopher Nolan a fazer com que nos preocupemos com os seus personagens e a embrenhar-nos pelos locais para onde estes se deslocam (efectuando pelo meio uma referência ao "coração das trevas" parecendo remeter para a obra literária homónima de Joseph Conrad). Pelo meio não faltam algumas reviravoltas, traições, um Matt Damon numa interpretação que rouba por momentos o protagonismo a Matthew McConaughey, alguma acção e uma enorme vontade de Christopher Nolan em explorar questões ligadas com o espaço, o tempo e as relações entre pais e filhos.

 Parte do argumento de "Interstellar" foi baseado nas teorias de Kip Thorne, um físico teórico dos EUA cujas pesquisas e teorias abordam questões relacionadas com buracos negros, wormholes, entre outros elementos que surgem representados ao longo do filme. Thorne foi um dos consultores do filme, tendo ainda assumido a função de productor-executivo, notando-se todo um cuidado na utilização dos termos técnicos, com "Interstellar" a procurar utilizar teorias de pendor científico para explorar o seu lado mais ficcional. A mescla da ciência e emoção resultam surpreendentemente bem, mesmo quando Nolan nos "brinda" com alguns diálogos mais lamechas que, gradualmente, até fazem sentido e aquecem o coração de alguns espectadores. Outro dos méritos do argumento passa pela sua capacidade de procurar tentar ligar com alguma coerência os acontecimentos da narrativa (todos os pequenos pormenores, incluindo o do "fantasma" que apoquenta Murph são relevantes) e atribuir-lhes alguma credibilidade, algo que nem sempre alguns argumentistas conseguem efectuar com sucesso (veja-se recentemente o desastroso "Tartarugas Ninja: Heróis Mutantes"). Diga-se que o argumento ficou a cargo de Jonathan e Christopher Nolan, uma dupla que já colaborou em "The Prestige", "The Dark Knight" e "The Dark Knight Rises" e volta a exibir em "Interstellar" que o sucesso junto de vários sectores da crítica e do grande público não foi obra do acaso. A dupla junta pragmatismo e emoção, fé e ciência, numa obra cuja duração raramente é sentida, onde nos sentimos compelidos a seguir esta procura dos personagens em sobreviverem e salvarem a Terra. Os filmes sobre um possível Apocalipse não são novos, mas "Interstellar" está longe de poder ser inserido neste grupo, tal como está longe de ser apenas uma obra cinematográfica centrada numa aventura espacial, ou não estivéssemos também perante um intenso drama humano onde um pai procura fazer aquilo que considera ser melhor para os seus filhos. Não é o novo "2001: Uma Odisseia no Espaço" nem saberemos se o será (daqui a vinte ou trinta anos veremos como "Insterstellar" amadurece e a própria carreira de Christopher Nolan como realizador é encarada), mas não deixamos de estar perante um filme de ficção científica ambicioso e intrigante, polarizador e gerador de debates, algo que já por si merece alguns elogios. O filme conta ainda com algum humor que resulta geralmente da interacção de TARS, um robô com um sarcasmo muito próprio, com o protagonista, para além de não faltarem os momentos inspiradores (veja-se quando é citado o poema “Do Not Go Gentle Into That Good Night” de Dylan Thomas) e emocionantes. Vale ainda a pena realçar o cuidado na elaboração dos cenários, visível na casa da família do protagonista, com o quarto da filha a ter um papel primordial no enredo, bem como um bom trabalho de sonoplastia e uma cinematografia capaz de acompanhar o escopo grandioso que Nolan procura incutir no filme. No final, um nó prende-se na garganta. O choro quase que surge. A razão cede à emoção, a ciência perde para aquilo que é desconhecido e impossível de qualificar, enquanto "Interstellar" quebra as barreiras da lógica para nos exibir que não existem limites para o amor de um pai pelos seus filhos e vice-versa, tal como não parecem existir barreiras para a resiliência humana e capacidade de luta perante as adversidades e o impossível. O centro do enredo acaba por estar no elo de ligação entre um pai e os seus filhos, sobretudo a sua filha, com "Interstellar" a arrebatar-nos emocionalmente para o interior daquela que é uma das grandes estreias nas salas de cinema portuguesas em 2014. 

Título: "Interstellar". 
Realizador: Christopher Nolan.
Argumento: Jonathan Nolan e Christopher Nolan.
Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Michael Caine, Bill Irwin, Ellen Burstyn, John Lithgow.

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