24 abril 2013

João Paulo Simões - Em Entrevista

 O Rick's Cinema teve a oportunidade de entrevistar João Paulo Simões, um cineasta com uma carreira bem interessante, que conta no seu currículo com várias curtas e longas metragens, trabalhos documentais, videoclips para diversas bandas internacionais e colaborações regulares com a BBC e diversos outros canais. João Paulo Simões tem o bacharelato em Film Studies pela Sheffield Hallam University, é o Editor da secção Filmreel da Now Then Magazine e co-criador de COR/PO em parceria com a dançarina/coreógrafa Angelina Abel – projecto que incorpora a poesia do seu avô, Maurício de Almeida Gomes.

Vale a pena darem uma leitura na entrevista, que beneficiou imenso da enorme disponibilidade do João Paulo Simões, que respondeu a todas as questões colocadas de forma interessante e pertinente. Na entrevista foram abordadas questões relacionadas com vários trabalhos de João Paulo Simões, sobre a sua decisão de enveredar na carreira de realizador, as suas principais referências cinematográficas, entre muitos outros temas. Sem mais delongas, fiquem com a entrevista concedida pelo cineasta:

Rick's Cinema: Porquê a escolha de enveredar na carreira de realizador?

João Paulo Simões: Como bom português, eu gosto de acreditar que não foi uma escolha. Foi o que sempre soube que iria ser e é uma verdadeira vocação. Tudo na minha vida convergiu sempre para tal. É uma paixão à qual estarei sempre agrilhoado. Mas, diria que dentro desse “aprisionamento” tenho mais liberdade de espírito do que em qualquer outra ocupação, tarefa ou circunstância da vida. Portanto, vou sorrindo...




 RC: Quais os principais desafios que tem encontrado ao longo da sua carreira?

JPS: Para além das batalhas mais ou menos evidentes que qualquer realizador independente tem de travar, o meu trajecto não tem sido nem o mais óbvio, nem o mais fácil.
 Faço poucas (ou nenhumas) concessões, pois a prioridade máxima é sempre o próprio filme. Isto coloca, logo à partida, uma série de obstáculos numa arte rotulada de colaborativa. Mas, também, ao nível do resultado final, pois esta mesma arte tem se vindo a diluir com o passar das décadas e o que pretendo sempre oferecer ao espectador é o destilar da essência pura do Cinema.
 Existe ainda o conflito moral, em termos dos trabalhos que me encomendam e que produzo com a Frontier Media, de estar a fazer uso da minha visão artística em contextos que me são menos naturais e espontâneos.
 À semelhança daquele que é a minha referência suprema, JS Bach, o que me sinto sempre impelido a fazer nestes trabalhos, é entregar algo que expresse o essencial da forma mais sublime e fiel ao formato pretendido. Tal como ele, tenho vindo a encontrar com regularidade incompreensão e perplexidade. Mas a Frontier Media está bem estabelecida e, verdade seja dita, trabalho tem gerado sempre trabalho.

RC: O João Paulo Simões vive e trabalha em Inglaterra. Como tem sido a longa experiência de trabalhar em Inglaterra?

JPS: Vivo na Inglaterra profunda – que é preciso distinguir da imagem cosmopolita de Londres que se tem e que o próprio país projecta. Trata-se, de certa forma, de um exílio auto-imposto.
 Talvez por um culto à Saudade, talvez por servir de alimento à alienação e estranhamento que exploro nos meus filmes, gosto de não me sentir em casa. Claro que o ter de lidar com um povo que te tolera, mas que nunca te entenderá (ou aceitará) tem as suas desvantagens.
 Ainda assim, como matéria-prima, a realidade britânica vai ao encontro daquilo que priviligio abordar no meu Cinema: a formalidade, o distanciamento, a repressão de sentimentos, a ténue contenção de uma violência latente..

Imagem de "Antlers of Reason II - Morning Interim"

  RC: Conta já com um vasto conjunto de obras cinematográficas realizadas. Pode apresentar algumas das suas principais obras aos leitores que ainda não estão familiarizados com o seu trabalho?

JPS: Tenho por hábito olhar mais em frente do que para trás. E, normalmente, o meu preferido dos meus filmes é aquele que acabei de terminar (estando já de atenção e energias viradas para o próximo). Mas, claro, o passar do tempo e o acumular de experiência convidam a alguma introspecção – apenas viável através de uma consciência retrospectiva. Tenho vindo, assim, a encontrar uma coerência no trabalho feito até então.
 Considero a longa-metragem “Antlers of Reason” (2006), um dos meus mais bem-sucedidos trabalhos. Tanto ao nível do enredo, como da forma - pois tudo quanto é abstracto ou estilizado dentro desse mundo fechado que o filme apresenta, está em sintonia com o lado mais humano e visceral.
 De certa forma, re-interpreta o tema central da minha primeira curta-metragem, “Imogen Meets The Merchant” (2001), em que uma jovem é assombrada por um mito urbano, mas vem substituir este por algo mais profundamente pagão e enraízado na sexualidade da personagem central.
 Entre um e outro filme, explorei outros temas e abordagens que se viriam a tornar recorrentes no meu Cinema. Se a média-metragem “Overture” (2002) evidencia vertentes mais tortuosas (e menos saudáveis) dentro da vida conjugal, “Duchess, Duchess” (a minha primeira longa-metragem, produzida em 2004, pré-seleccionada em Cannes e comprada mais tarde pela Sky TV) eleva o tema para uma tradição literária e teatral, sendo simultâneamente, o mais comercial dos meus filmes.
 A minha Trilogia das Ausências, que permanece inacabada, volta a incorporar o meu interesse e fascínio por Arquitectura. Tanto nas deambulações por Lisboa de uma personagem em “Ausências de Espírito” (2005), como o reverso destas, na peregrinação de outra por Roma em “Águas Furtadas e Outras Ausências” (2007).
 Um ponto comum que estes dois filmes têm com outros que viria a realizar mais tarde é a exclusão do ser masculino das conivências entre mulheres, cujo retrato recorre por vezes ao lesbianismo, mas não exclusivamente. Isto está presente no episódio-piloto da série web “Where Her Dreams End” (2011), na média-metragem “Mercy” (2012), mas também nos projectos híbridos (em que vídeoclipes se transmutam em Cinema) “Amar Salgado” (2009), “Victim” (2011), “He Can Delve In Hearts” (2012) e, mais recentemente, “Lust” (2012)...
 Consideram muitas vezes o meu trabalho impenetrável. Não é intencional. O mistério é um ingrediente vital e não tenho medo de enveredar pelo absurdo. Isto por sua vez gera incertezas e abana as espectativas de quem vê.
 Mas, gosto de desafiar o espectador. De convidar aqueles não desprovidos de curiosidade a encontrar (as suas próprias) respostas às constantes questões que deixo em aberto.


Imagem de "Overture"
 
RC: Numa entrevista ao Rua de Baixo salienta que já lhe chamaram “compositor de filmes”. Considera que essa designação se adequa ao seu trabalho?

JPS: Acho uma observação muito perspicaz. A primeira pessoa que a fez foi um ex-colaborador meu. Um homem do som e da música que sabia do meu passado como membro de uma banda de rock alternativo (Freud’s Groin), mas que discernia um raciocínio musical na forma como estruturo os meus filmes. Sim, são orquestrações (quando a escala do projecto o permite) ou arranjos para instrumentos a solo (quando me centro num número restrito de intervenientes ou personagens).
Música, em si, tem um papel pronunciado na minha filmografia. Mas, o espaço que dou para que ambiências, atmosferas ou abstracções passem para primeiro plano, segue sempre uma lógica orquestral (quase no sentido tradicional da palavra). Sempre que posso, insiro Bach nas minhas bandas sonoras. Invariávelmente, para sublinhar certos conteúdos com o que mais há de divino. Mas mesmo o ritmo e sequência das minhas cenas obedece muitas vezes ao sistema de contraponto que Bach criou. 

Imagem de "Torpor"
 
RC: Nessa mesma entrevista salienta que em videoclips (sejam híbridos ou não) “pode-se ser mais ousado em termos de linguagem visual e estética”. Sente que estas obras podem ser um bom “tubo de ensaio” para posteriormente aplicar nas longas e curtas-metragens que realiza? Quais os principais desafios na elaboração deste tipo de vídeos?

JPS: Para além do valor intrínseco desses trabalhos, que possuem uma autonomia e identidade muito próprias, existe, sem qualquer dúvida, esse lado – que advém quase exclusivamente da experimentação.
Quando se faz um filme, não há (nem pode haver) muita margem de manobra na abordagem visual e estética. Não existem muitas maneiras de filmar determinada cena. Existe apenas a maneira certa (para essa cena específica). Em vídeoclipes, o mesmo princípio aplica-se, mas só em teoria. Na verdade, o formato convida a contrariar essa lógica.
O desafio principal está em encontrar e perservar a integridade dentro daquele determinado trabalho, que, por sua vez, irá reter sempre uma subserviência para com a música.
Em Cinema, quando feito como deve ser, essa hierarquia inverte-se. E ainda bem.

RC: Um dos exemplos dessas obras de natureza híbrida é “Lust”. Pode apresentá-la aos nossos leitores?

JPS: “Lust” aborda muitos mais temas do que a luxúria que o título explicita. Está dividido em segmentos mais ou menos distintos, mas que se unem pela procura incessante de prazer da parte das múltiplas personagens. Apresento no filme várias vertentes da luxúria, quase sempre com consequências drásticas ou morais. Desde a personagem da noiva que se entrega a um momento fugaz de carnalidade ao vínculo do desejo pós-morte que as duas amantes sustentam, sendo uma delas nada mais que uma presença etéria...

Sara Belo em "Lust"

RC: Uma das influências que teve na elaboração deste projecto foi a banda-desenhada Manga. É um admirador deste tipo de livros?

JPS: A banda-desenhada fez parte do meu desenvolvimento artístico. Desde a prática de escrever e ilustrar os meus próprios comics a um coleccionar ávido quando adolescente.
Sempre apreciei Manga também, mas de forma mais periférica. No entanto, para além das referências estéticas, encontrei um paralelo no que pretendia expressar no “Lust” com os conteúdos e abordagens que Manga, no seu melhor, explora: a sexualidade pronunciada, o aparente desfasar entre as cenas, o minimalismo visual e narrativo, as atmosferas como pronúncio de algo refrescantemente imoral...

RC: Ainda no âmbito dos projectos de natureza hibrída, reparei na colaboração com Matt Howden em projectos como “He Can Delve In Hearts”. Sente-se particularmente à vontade na elaboração destas obras?
 
JPS: Se o primeiro dos meus híbridos, “Amar Salgado”, foi fruto de uma alquimia nova na altura (na qual, a esperança de um resultado equilibrado com a música teve um papel determinante), os que se seguiram cimentaram uma abordagem lógica dentro da minha visão artística.
Nunca deixa de ser um desafio – todo o equilibrar das duas vertentes, com o mesmo intuito – mas, sim, diria que viajo com desenvoltura dentro de cada híbrido, ousando mesmo re-orquestrar (por vias do design de som) o que os músicos pretendiam com o tema.
Digo isto sem qualquer arrogância. Muito pelo contrário, pois todo o processo requere humildade tanto da minha como da parte dos artistas ou banda.
Há apenas que saber que são meios de comunicar distintos (filme e música) e que a transmutação é necessária de ambas as partes. 

Imagem de "Amar Salgado"
 
RC: Ao assistir a alguns destes trabalhos parece evidente que as músicas servem de fio condutor para um conjunto de obras que procuram despertar os sentidos e sensações dos espectadores. Muitas das vezes chega a parecer que estamos perante uma atmosfera próxima de um sonho. Esta procura de proporcionar ao espectador uma experiência sensorial e visual única é algo que tem em mente quando está a realizar as obras?

JPS: Eu acho que começa um pouco mais por mim. Como disse antes, a prioridade vai exclusivamente para com o filme (ou vídeo), mas o que me predisponho sempre a fazer é desafiar-me e surpreender-me a mim próprio. Se o projecto tiver algo de inesperado na sua essência, se me conseguir manter curioso e interessado ao longo de todo o processo de realização e pós-produção (que tanto tem de frustrante, como de mágico), então só me resta a eterna fé de que existem espectadores igualmente interessados no desconhecido (ou no menos reconhecível).

RC: Numa entrevista ao site Thirsty Rabbit comentou que “A Vida é Simples” tem sido “um desafio maior do que o esperado”. Pode falar-nos um pouco dos desafios que encontrou na elaboração do projecto?

JPS: “A Vida é Simples” tem como base o suicídio de Dani, um jovem estudante de Engenharia – a forma como o planeou ao detalhe e o impacto que ele teve na vida de diversas pessoas.
As filmagens tiveram os seus momentos mais exigentes ao nível emocional. Acompanhar o pai do Dani ao local onde encontrou o filho enforcado não é para qualquer um, mas não terá sido por acaso que me seleccionaram a mim para realizar este filme.
O maior desafio, no entanto, deu-se na fase em que o projecto se encontra agora: a pós-produção.
Surgiram-me muitas dúvidas assim que comecei a organizar o que filmei com material complementar filmado por terceiros (incluindo vídeos caseiros). Felizmente pude contar com a intervenção da co-produtora do filme, a Sara Belo, que, de certa forma, me abriu a porta para uma edição mais elíptica e experimental – que vai contribuir muito para a originalidade e dinâmica do resultado final. 

Imagem de "A Vida é Simples"
  
RC: Nessa mesma entrevista ao Thirsty Rabbit revelou que se encontra a desenvolver um filme de terror chamado Streaming”. O que nos pode adiantar sobre este projecto?

JPS: Não muito. Aprendi a ter cautela e a proteger os meus projectos quando ainda estão numa fase dita embrionária. Mas levantarei um pouco mais do véu aqui.
Streaming” vai ser a primeira vez que enveredo pelo género de terror mais explícito. Vários dos meus filmes roçam um terror atmosférico, sem nunca caírem numa categoria pré-estabelecida. Mas, este projecto vai assumir-se como tal, de forma a ter uma base em que o conceito se apoie.
 Acaba por ser uma maneira de o proteger também – como quem compra um dobbermann, deixa-o solto, mas convida toda a gente a entrar...
 Em termos de conteúdo, não posso adiantar muito mais para além de que o filme vai abordar “a construção de memórias na era digital” e fazer-nos questionar a nossa relação com a internet.
Vai ser um projecto de grande envergadura e a longo prazo, que poderá começar a ser filmado ainda este ano, mas cuja produção está reservada para todo o ano que vem, nos intervalos de outros projectos, tendo em vista uma estreia no Natal de 2014.
 O casting está a ser feito aos poucos, procurando formar um elenco internacional que se reflecte de imediato nos nomes que já estão ligados ao projecto – como a actriz sueca Sofia Zouagui, a espanhola Bea Urzaiz e a americana Kate Rodger.

RC: Conta ainda com mais projectos cinematográficos em desenvolvimento? Pode falar-nos um pouco sobre estes?

JPS: Sim. Tenho alguns já em andamento ou à espera de entrarem em pós-produção, o que quer dizer que sairão neste ano e no próximo. Refiro-me, maioritariamente ao “Torpor Revisitado” e ás duas sequelas de “Antlers of Reason”, que fecharão essa trilogia.
 Mas, em desenvolvimento propriamente dito, tenho uma longa-metragem lusitana intitulada “O Tempo e Dez Mulheres” que vai ser co-produzida, uma vez mais, pela Sara Belo; a ideia muito concreta de escrever spin-offs de dois dos segmentos do “Lust” (nomeadamente o “Alfama Monogatari” e o “...Yet Her Fire Must Burn”) e a sequela de “Mercy” – que se vai chamar “Verity” e lida, uma vez mais, com o tema de segredos e conflitos familiares...
Agora, de todos estes projectos, qual avançará primeiro, nesta altura, é difícil prever.
A existência de um cineasta é repleta de incertezas. Mesmo quando se sabe bem o que se quer... 

Imagem de "Torpor Revisitado"

RC: Se lhe fosse oferecido um orçamento generoso, qual o projecto que desenvolveria?

JPS: Já soube responder melhor a essa pergunta. Quando se é mais jovem e se está a começar a dar os primeiros passos cinematográficos, julgamos que os apoios entrarão sempre e concebemos projectos sem pensar verdadeiramente na viabilidade dos mesmos.
 Faz parte da filosofia de trabalhar independentemente de grandes estúdios ou de certos parâmetros da chamada indústria, a aprendizagem de um minimalismo em todos os sentidos.
 Quero acreditar que o meu método de trabalho não se alteraria em nada. Apenas certos aspectos da produção iriam fluir melhor, libertando-me de certas pressões ou mesmo responsabilidades.
Mas, para não deixar a sua pergunta sem resposta concreta, aqui vai: provávelmente, faria um remake de um filme de 1971 do Jesús Franco (que faleceu este mês) que tem como título original “Sie tötete in Ekstase” (ou, em inglês, “She Killed in Ecstasy”). É um filme que me fascina, não por nenhuma grande sofisticação narrativa, mas foi feito na altura que este cineasta (cheio de filmes maus, mas a quem, simultâneamente, não se dá crédito suficiente) se encontrava no pico da sua criatividade, a trabalhar com a sua alma-gémea, a actriz portuguesa Soledad Miranda.
 Adaptaria o guião de forma a enfatizar a profundidade psicológica das personagens, a tragédia das circunstâncias e daria o papel principal a alguém como a Elizabeth Moss (da série Mad Men) – convidando também o Quentin Tarantino (outro apreciador de Franco) para um papel secundário.

RC: Quais as suas principais referências cinematográficas?

JPS: Há nomes que considero incontornáveis para qualquer um de nós que faz filmes. Muitos desses nomes foram igualmente cruciais no meu desenvolvimento artístico, tais como: Ingmar Bergman, Michelangelo Antonioni, Andrei Tarkovsky, Stanley Kubrick...
A um nível mais mainstream, aprecio, claro, Michael Powell, Alfred Hitchcock ou Michael Mann.
Numa outra vertente: David Lynch, David Cronenberg e Atom Egoyan.
Ainda noutra, mais Europeia: Michael Hanneke, Leos Carax, Andrej Zulawski, Bruno Dumont...
E na perspectiva Indie, dois americanos: Todd Haynes e Lodge Kerrigan.
Mas um dos homens do Cinema que mais respeito e com quem sinto que aprendo inesgotávelmente nem sequer é realizador. Trata-se de Walter Murch, que montou e fez o design de som dos melhores filmes do Francis Ford Coppola. O trabalho dele com o Anthony Minghella é inigualável...

RC: Uma última pergunta. Para si qual é o papel dos blogues/sites/revistas on-line na divulgação das obras cinematográficas?

JPS: É absolutamente crucial. Cada vez mais relevante e necessário. É muitíssimo importante como veículo de promoção para o Cinema independente, que possui menos recursos de divulgação. Mas, até os grandes estúdios já reconheceram este meio vital (aliado a redes sociais) de chegar directamente ao público, mantendo assim o interesse constante dos fãs e cinéfilos.
 Mas, o vosso trabalho tem também uma importância maior, a meu ver, pois, apesar de se basear na actualidade do panorâma cinematográfico, cria também um registo para a posteridade.
É sempre fascinante encontrar ligações e coerências históricas em filmes produzidos na mesma época.

IMDb (João Paulo Simões): http://www.imdb.com/name/nm3498249/

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