Inspirado no livro "Tengo ganas de ti",
de Federico Moccia, o novo filme realizado por Fernando González
Molina continua os acontecimentos de "Tres metros sobre el
cielo", um romance espanhol que fez um sucesso considerável
junto do público. Novamente protagonizado por Mário Casas, a
narrativa acompanha Hache, um jovem que regressa a casa após dois
anos em Londres. Separado de Babi (Maria Valverde), a sua paixão do
primeiro filme, que procura evitar a todo o custo, Hache logo começa
a tentar reconstruir a sua vida e tentar afastar as memórias do
passado, enquanto procura por um emprego e tem como hobby praticar
boxe no ginásio.
O que este não esperava era encontrar o amor no lugar mais inesperado, nomeadamente, na bela e enérgica Gin (Clara Lago), uma aspirante a fotógrafa/cantora/bailarina que tem na espontaneidade uma das suas maiores qualidades. Enquanto procura voltar a reunir-se com os seus amigos, esquecer Babi e encontrar um emprego, Hache estabelece gradualmente uma relação de grande intimidade com Gin, que aos poucos se desenvolve em algo mais do que pura amizade. No entanto, é complicado escapar-se ao passado, sobretudo quando se habita a uma grande proximidade da antiga paixão e tudo se complica quando Babi ressurge na vida de Hache. Obrigado a tomar opções, este é colocado perante uma dúvida inesperada, enquanto os seus sentimentos estão ao rubro e o espectador é colocado perante este romance intenso, mas recheado de clichés, no qual um (esperado) triângulo amoroso é formado e várias decisões difíceis têm de ser tomadas.
O que este não esperava era encontrar o amor no lugar mais inesperado, nomeadamente, na bela e enérgica Gin (Clara Lago), uma aspirante a fotógrafa/cantora/bailarina que tem na espontaneidade uma das suas maiores qualidades. Enquanto procura voltar a reunir-se com os seus amigos, esquecer Babi e encontrar um emprego, Hache estabelece gradualmente uma relação de grande intimidade com Gin, que aos poucos se desenvolve em algo mais do que pura amizade. No entanto, é complicado escapar-se ao passado, sobretudo quando se habita a uma grande proximidade da antiga paixão e tudo se complica quando Babi ressurge na vida de Hache. Obrigado a tomar opções, este é colocado perante uma dúvida inesperada, enquanto os seus sentimentos estão ao rubro e o espectador é colocado perante este romance intenso, mas recheado de clichés, no qual um (esperado) triângulo amoroso é formado e várias decisões difíceis têm de ser tomadas.
Não deixa de ser curioso verificar a
popularidade que "Tengo Ganas de Ti" atingiu junto do
público espanhol, ao ponto de ter conseguido um resultado de
abertura superior a "The Avengers" em terras de "nuestros
hermaños". Como se justifica este sucesso? Por vezes, torna-se
complicado perceber, visto que o filme apresenta uma história pouco
original, recheada de clichés, que pouco escapa às temáticas dos
filmes do género e depende em demasia dos desempenhos de Clara Lago
e Mário Casas. No entanto, importa salientar que vários elementos
contribuíram para este sucesso, pois "Tengo Ganas de Ti" é
a sequela de uma obra cinematográfica bem-sucedida, Mário Casas é
um actor com uma popularidade considerável no país vizinho, o filme
conta com alguns momentos simples mas de puro romantismo, enquanto a
dupla de protagonistas interpreta um casal que é capaz de gerar
alguma simpatia, entre outros elementos.
Realizado por Fernando González Molina,
o mesmo cineasta que realizou "Tres metros sobre el cielo",
o filme que antecedeu "Tengo Ganas de Ti", este romance não
poupa no melodrama relacionado com o protagonista e na procura deste
em refazer a sua vida após o regresso a casa, enquanto tenta
esquecer a ex-namorada (a grande paixão no primeiro filme) e começa
uma relação com a espirituosa Gin. Grande parte da narrativa
centra-se exactamente nos avanços e recuos que conhece a relação
entre Gin e Hache, enquanto Clara Lago e Mário Casas revelam alguma
química e talento, criando alguma empatia entre os seus personagens
e os espectadores. Apesar da relação entre Gin e Hache estar
relativamente bem desenvolvida ao longo do enredo, com os vários
elementos da trama a beneficiarem do eficaz trabalho de fotografia de
Xavi Giménez, o mesmo não se pode dizer das subtramas (a gravidez
da irmã de Babi pouco relevo tem na narrativa e parece apenas estar
na história para encher) e dos personagens secundários, tais como
Babi, a ex-namorada do protagonista, que surge como muito superficial
e raramente percebemos como é que estes personagens viveram um
romance no passado, algo que surge adensado pelo frágil argumento
que raramente sustenta as temáticas que apresenta.
Com cerca de duas horas, a história de
"Tengo Ganas de Ti" nunca justifica esta excessiva duração, revelando-se sempre demasiado superficial, numa obra onde não falta
melodrama, desilusões e alegrias amorosas, corridas de motas,
eventos banais que parecem sempre ser apresentados com uma
importância excessiva, um protagonista que não parece saber muito
bem aquilo que pretende, num romance como muitos outros que estreiam
nas salas de cinema que raramente deixam marca no espectador.
Classificação: 2 (em 5)
Título: “Tengo Ganas de Ti”.
Realizador: Fernando González Molina.
Argumento: Ramón Salazar.
Elenco: Mario Casas, Clara Lago, María Valverde, Álvaro Cervantes, Diego Martín.
Elenco: Mario Casas, Clara Lago, María Valverde, Álvaro Cervantes, Diego Martín.

1 comentário:
Achei a resenha um pouco repetitiva, mas gostei do ponto de vista. assiti aos dois filmes assim como li os romances. Tengo ganas de ti ficou devendo na construção da personagem Gin, ao meu ver, que é muito mais doce do que foi mostrado. No livro Spet/Hache nunca ficou na dúvida de deveria ficar com Gin ou Babi, na verdade ele tem uma recaída mais porque ela insiste e ele se deixa levar, mas em seguida se arrepende, os diários da Gin não foram mostrados, a faixa que ele coloca na casa dela...enfim...ficou devendo.
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