12 abril 2012

Entrevista a José Filipe Costa sobre "Linha Vermelha"

O dia de hoje é marcado pela estreia de "Linha Vermelha" nas salas de cinema portuguesas. Realizado por José Filipe Costa, "Linha Vermelha" revisita o emblemático documentário "Torre Bela", de Thomas Harlan, três décadas e meia depois deste ter sido originalmente exibido. No âmbito da divulgação de "Linha Vermelha", o Rick´s Cinema, através dos bloggers Aníbal Santiago e Hugo Barcelos, teve a oportunidade de entrevistar o realizador José Filipe Costa sobre o seu mais recente trabalho.

Para quem não conhece, José Filipe Costa é doutorando do Royal College of Art. O seu doutoramento sobre o cinema português e o P.R.E.C. tem como caso de estudo o filme Torre Bela, (1977), de Thomas Harlan. É investigador colaborador da UNIDCOM/IADE. Realizou e escreveu as curtas metragens A Rua (2008), Chapa 23 (2006), Domingo (2006) e Undo (2004) e os documentários Senhorinha (1999) e Entre Muros (2002).

A entrevista concedida por José Filipe Costa foi marcada por momentos interessantíssimos, com o realizador a mostrar um vasto conhecimento cinematográfico, que muito enriqueceu a entrevista que certamente irá agradar aos cinéfilos.

Rick´s Cinema: O José Filipe Costa escreveu o livro “O cinema ao poder : a revolução do 25 de Abril e as políticas de cinema entre 1974-76: os grupos, instituições, experiências e projectos”, um livro que aborda um período algo conturbado da nossa história. O que o atrai neste período específico da nossa história?

José Filipe Costa: Tem sobretudo a ver com a mudança intensa, político-social. Não é só a política que é interessante neste período. Pelo menos quando nós o estudamos, abordamos sempre mais pelo lado da história factual e político/partidária. O que é muito interessante neste período é também o que se vê no cinema e o que se vê nos filmes. E o que se vê nos filmes tem a ver precisamente com novos objectos, novos sujeitos que são filmados, maneiras de montar as imagens, maneiras de dar a ver as imagens, vozes que se ouvem e que não se ouviam. O “Torre Bela” é um bom exemplo disso. É ver o povo que se via no “Pátio das Cantigas”, naquele cinema que evocamos sempre quando falamos do Estado Novo. Não foi só esse o cinema, houve também o “Acto da Primavera”... Aquele filme padrão que nós invocamos para falar do Regime do Estado Novo é sempre um tipo de filme que mostra uma determinada maneira de ver o povo. Em “Torre Bela” vemos o povo nessa complexidade, a emergir de uma obscuridade, ou seja menos domesticado. Que grita, que entra em conflito, alguns deles estão alcoolizados, mas é isso que é interessante. É isso também que distingue “Torre Bela”.

Rick´s Cinema: “Torre Bela” apresenta uma revolução muito diferente do que estamos habituados a ver nos outros documentários, apresenta uma revolução muito mais desorganizada...

José Filipe Costa: No “As armas e o povo” vê-se as pessoas a falarem e a dizerem “Somos muitos a dormir na mesma casa" e com todas as consequências que isso tem, vemos uma mulher que fala assim para a câmara a responder às perguntas do Gláuber Rocha. Os outros documentários não acompanham tão de perto e não dão a ver estes comportamentos em ebulição como dá o “Torre Bela”.

Ricks Cinema: Porquê a escolha de “Torre Bela” como objecto de análise em “Linha Vermelha”?

José Filipe Costa: A história do cinema daquela época consagrou o “Torre Bela” como um documentário exemplar, um documentário em contraponto a outros documentários mais expositivos, com uma narração off, às vezes a obedecer a uma lógica mais visivelmente militante. Estou a lembrar-me do José Manuel Costa, quando fala dos documentários que foram feitos nessa altura, que “eram documentários que queriam dizer tudo”. Não é só numa voz. É uma argumentação. Por exemplo, há o catálogo da cinemateca de 1984, nesses textos, nas mesas redondas que ali estão transcritas, o “Torre Bela” é sempre mostrado como qualquer coisa que está em contraponto a essa grande produção documental dessa época, que é dificilmente símbolo do querer tudo, uma lógica argumentativa política, muitas vezes até a influenciar a própria ordem da lógica da montagem das imagens.
Eu não estou completamente de acordo com essa posição. Há sempre lampejos e momentos nos outros filmes que contrariam um bocadinho essa lógica que é sempre descrita para os documentários militantes da altura. Ainda por cima há uma outra questão, nós não vemos muitas coisas. Há uma série de documentários que não estão disponíveis para serem vistos. Por exemplo, havia um documentário do António de Macedo chamado “Candidinha ou a ocupação de um atelier de alta costura“ que é muito interessante, é um documentário que tem um determinado contexto de produção, foi feito para a RTP, não teve um tempo de maturação e de filmagem que teve o “Torre Bela”. É um documentário que visa corresponder a uma necessidade específica de programação televisiva, mas que é muito interessante. É sobre um atelier onde as trabalhadoras (as costureiras) tomam o poder, portanto os proprietários abandonaram o local de trabalho, pelo menos é como assim é descrito. Há um momento em que a própria presença da câmara ou da equipa acaba por desencadear o momento em que as costureiras vestem as roupas que estavam a costurar para as senhoras da família Mello, Espírito Santo, etc, que eram as grandes clientes daquele atelier. Faz um ponto de confronto muito interessante com aquilo que se vê no “Torre Bela”, quando as pessoas vestem as roupas dos senhores, mas de outra maneira, brincando com as roupas. Naquele caso é muito engraçado de ver no filme de António de Macedo, as costureiras têm alguma vergonha de estarem vestir a roupa que não são delas, ou que não eram para ser delas, e isso é interessante.
Ali está um lado que nós por muitas vezes esquecemos. Que a revolução não é uma revolução apenas político-partidária. É uma revolução que tem muito a ver com o regime do espaço, do uso do corpo, da maneira como as pessoas se relacionam umas como as outras, da sociedade organizada por classes sociais. Aquilo que se vê no corpo destas mulheres e nos trabalhadores de “Torre Bela”, é essa libertação daquela camada que tinha a ver com as relações de poder: “Eu estou aqui sou trabalhador rural, eu sou a costureirinha, eles são os senhores”. Isso, eu acho muito interessante de ver nestes filmes. Não é só a história do Regime derrubado, ou o 25 de Novembro, ou o 11 de Março, essas datas simbólicas. É também estas coisas.
Há também outra sequência no filme “Bom Povo Português” do Rui Simões, que eu acho deliciosa, em que um comício do CDS é invadido por alguém que está a gritar palavras de ordem e depois na sequência seguinte vê-se essas pessoas a discutirem com os militantes do CDS. O congresso, se não estou em erro, é no Algarve. Os militantes do CDS queixam-se da má educação das pessoas que foram interromper o Congresso. Há uma das pessoas que diz “nós não temos educação porque vocês não nos deram educação”. Eu acho esta troca de palavras muito interessante. Coloca muita coisa a nu.

Rick´s Cinema: Numa entrevista concedida ao Público salientou que a “ideia original era confrontar as imagens de Torre Bela com as imagens rodadas hoje, uma coisa entre o passado e o presente mais observacional”. Teve de efectuar muitas alterações ao documentário durante a sua elaboração?

José Filipe Costa: No início a ideia era mais usar as imagens do “Torre Bela” e captar as imagens hoje, para comparar o tempo e as experiências. A ideia era perceber o que tinha mudado na experiência de vida das pessoas, ou de que maneira é que aquilo tinha deixado marcas nelas. Nós começámos a filmar fizemos as reuniões com o Presidente da Junta de Manique do Intendente, que era um dos ocupantes e membros da cooperativa da Torre Bela, também estivemos numa Assembleia Municipal. A ideia era perceber de que maneira é que aquele período tinha tido impacto na acção política ou nos comportamentos das pessoas hoje. Depois é que me apercebi que o filme era sempre qualquer coisa que intermediava a nossa relação com as pessoas que estávamos a filmar. O filme estava sempre a vir ao de cima. Primeiro, era uma espécie de instrumento, uma espécie de utensílio e depois tornou-se ele próprio o objecto principal do filme. O Thomas Harlan afinal tinha tido aquele papel interventivo do qual ele falou logo na primeira entrevista, e falou logo na entrevista que deu aos “Cahiers du Cinéma”, o Thomas Harlan dizia que o que lhe interessava sobretudo era produzir a história e depois fazia-se um filme. Portanto, era produzir acontecimentos. Quando viu as primeiras imagens, ele dizia o quão arrogante ele tinha sido, tendo a câmara nas mãos da equipa, e como isso pode ser redutor de comportamentos. Mas é engraçado que, depois, ele tem também esse lado de perceber que o que lhe interessava era utilizar a câmara para produzir a história, não era para registar uma coisa neutral.

Rick´s Cinema: Durante o ciclo “Cinema de Abril” na Cinemateca Portuguesa, João Lopes afirmou que “Torre Bela mais do que qualquer outro caso, trata-se muito claramente de ir ao encontro dos acontecimentos, de os registar ao vivo, em toda a sua diversidade e complexidade”. Ao vermos “Linha Vermelha” percebemos que grande parte destes acontecimentos tiveram em Thomas Harlan um elemento interventivo. Sente que “Linha Vermelha” vem ajudar a desconstruir certos mitos sobre “Torre Bela”?

José Filipe Costa: Pois, esse é o tal discurso que tem a ver com essa ideia que o filme distingue-se de toda a outra produção. De alguma maneira, o filme acaba por dar outras perspectivas a “essa diversidade e complexidade”, que o João Lopes falara. Depois de conhecer o papel do Thomas Harlan e da equipa, eu pelo menos continuei a olhar para o “Torre Bela como um objecto documental, com todo o valor histórico que lhe tinha sido atribuído, isso não diminui em nada para mim o valor testemunhal do filme. Eu lembro-me das pessoas dizerem que o “Torre Bela” captura a energia do real e eu digo que captura a energia e que nesse real já está a câmara, ou seja, captura a energia do real daquelas pessoas e do real da equipa, ou seja, ali não há diferenças. O real é uma palavra cheia de armadilhas, mas é a que está mais à mão e que se pode usar para dizer precisamente isso, que a câmara já faz parte desse real. Não há uma coisa que é o ficcional e o encenado que está do lado da equipa, e o real é o que está do outro lado. Aquilo é muito mais complexo as coisas não são assim tão divididas, os planos atravessam-se, são coisas que se cruzam umas nas outras. São coisas que acontecem ainda hoje, por exemplo, uma câmara numa manifestação.
Não sei porque se exige tanto à “Torre Bela”, eu percebo que seja por causa daquilo que se vê e o estilo de documentário é um estilo observacional, ou seja, provavelmente se fosse Thomas Harlan num registo diarístico, a dizer “neste dia eu fiz isto e aquilo”, seria outra perspectiva, mas é um perspectiva que foi incorporada na própria história do cinema, essa ideia de mostrar o sujeito a produzir o próprio objecto, provavelmente para relativizar essa questão de captar o real, é que também o documentário passou a ter essa faceta de ter a própria equipa a aparecer. Às vezes, também é um jogo formal, sem grande resultado, mas tem muito a ver com esta ideia, ou seja, como é possível haver essa distância entre o que é filmado e o que filma, então assumamos, nós também fazemos parte daquilo que é filmado, há uma interacção. Se calhar é esse o equívoco. Nós, como espectadores, o contacto que o filme de “Torre Bela” propõe ao espectador é um contacto que tem a ver com o cinema documental mais tradicional, mais observacional e nós ao sabermos que houve ali uma equipa não apenas observadora, mas ao mesmo tempo participante, gera uma certa tensão entre uma coisa e outra, entre aquilo que vemos e aquilo que sabemos, mas foi qualquer coisa que o Thomas Harlan, mais do que os analistas da sua obra, foi ele o maior analista da sua obra. Foi ele que mais tornou visível essa própria intervenção com o discurso dele.

Rick´s Cinema: Para elaborar “Linha Vermelha” teve de contactar com vários dos elementos que protagonizaram os episódios de “Torre Bela”. Como foi para si o contacto com várias das pessoas que integraram o documentário de Thomas Harlan?

José Filipe Costa: O Wilson foi das primeiras pessoas com quem eu contactei e filmei, quando ele estava a ser entrevistado pela Alexandra Lucas Coelho do Público para uma reportagem que saiu em 2007. O Wilson tinha-se colado à sua própria faceta de personagem de “Torre Bela”, como se tivesse incorporado aquele papel do personagem de “Torre Bela”. Ele sempre foi muito consciente da importância de ter lá uma câmara, de ter lá a comunicação social. Esse primeiro encontro foi logo muito interessante. No início, trabalhei muito proximamente com o Pedro Pinho, que também fez a câmara, e uma das coisas que nós falávamos era tentar chegar a aqueles que eram menos protagonistas, que não tinham aparecido. O Wilson é uma das pessoas que é sempre entrevistado.
Queríamos ir a aqueles que tinham contribuído menos para a história do “Torre Bela”, os “sem história”, utilizando uma expressão do José Manuel Sobral. Portanto, a ideia era ir a aqueles que não aparecem tanto, não tinham contribuído tanto para a construção da memória da “Torre Bela”. Mas houve encontros de terceiro grau. Uma das pessoas que aparentemente sofre de stress pós-traumático, que tinha estado na guerra colonial e que depois também tinha-se juntado ao movimento de ocupação, e que depois pareceu-nos difícil sentir-se à vontade a ser filmado. Houve outras pessoas que não quiseram falar mesmo Estou a lembrar-me daquela que é conhecida como uma das cozinheiras ou a cozinheira da Torre Bela, eles disseram que não estavam interessados em falar sobre isso, porque algumas daquelas pessoas também se cansaram entretanto de ser solicitadas. Houve mesmo uma pessoa que recusou liminarmente conversar connosco e de ser filmado... depois lá conseguimos filmá-lo numa manifestação da CGTP. Isso muito porque ele já tinha dito que tinha tido problemas com os vizinhos, tinham usado as imagens para criticá-lo.
Uma outra pessoa que também me impressionou bastante foi o João Meio-Dia. É assim conhecido na Ereira. Na cooperativa da Torre Bela, no início, havia muito a filosofia de agregar os mais necessitados, os pobres entre os mais pobres, e o João Meio-Dia era um deles. A história de vida dele está escrita num livro do Francis Pizzani sobre “Torre Bela”. Este era um jornalista do Le Monde, que na altura foi lá morar na cooperativa para escrever o livro, que é pena que não seja reeditado, e na história da vida de João Meio-Dia, por exemplo, tem um pai alcoólico, é uma história muito trágica. Penso que ele nem tinha tido instrução primária, a cooperativa era o grande amparo dele. Quando a cooperativa terminou, ele mudou para outra cooperativa. Hoje, ou pelo menos na altura que falei com ele, estava a viver do rendimento mínimo de inserção. Muitas dessas pessoas ainda vivem muito da agricultura, ou seja, são assalariados rurais, esperam ser chamados para determinados trabalhos agrícolas que são sazonais, como por exemplo a poda. O João Meio-Dia é um deles. Vive numa casa que não tem grandes condições na Ereira. Esse foi um dos mais impressionantes.
Como o meu objectivo também acabou por centrar-se mais no objecto filme, essas pessoas continuaram também por ficar um bocadinho sem história. No “Linha Vermelha” também a ideia é essa, vocês são estudantes de História, ou que outras pessoas que são estudantes de história e de antropologia e que se interessem não só pelas questões de “Torre Bela”, mas também daquela região, que levantem questões, que vão lá e que vão aos arquivos e vão de encontro às pessoas, não pode ser o único objecto a ser produzido sobre aquela ocupação.

Rick´s Cinema: O público e o cinema português parecem por vezes manter uma estranha relação de distância. O que é preciso mudar para que o público comece a interessar-se mais pelo nosso cinema?

José Filipe Costa: Eu acho que já não é bem assim...

Rick´s Cinema: Ultimamente tem sido melhor…

José Filipe Costa: Sim, têm passado documentários, por exemplo, que têm tido sucesso. E documentários que não são muito tradicionais na sua forma, mas que têm congregado um bom número de público. Estou-me a lembrar de “Os Lisboetas” do Sérgio Tréfaut. Ultimamente, há um documentário que parece-me ter suscitado uma rememoração, que é o 48 da Susana Sousa Dias, que é um documentário que tem essa força, que é um documentário muito específico, com fotografias e um tratamento particular do som. Bom e agora estamos a ver, estão três, quatro, cinco filmes portugueses ao mesmo tempo.

Rick´s Cinema: O próprio “Tabu” em 4 dias teve 3 mil espectadores…

José Filipe Costa: E há o Florbela também com mais de vinte mil… e agora o novo do Gonçalo Tocha. Muitas vezes até acabam por ter um vida interessante, não apenas nas salas comerciais mas também nos cineclubes. Há cineclubes que estão a fazer um trabalho muito interessante, estou a lembrar-me do Cineclube de Santarém, da Associação Milímetro do Porto, e agora vou ter oportunidade de conhecer outros cineclubes. Não estou aqui a citar o nome de muitos que haverá, o Cineclube de Viseu, por exemplo, mas o “Linha Vermelha” vai ter algumas sessões organizadas por cineclubes e vai estar em auditórios municipais. Vou ter oportunidade de conhecer melhor este outro circuito de exibição. Às vezes, não é só uma grande quantidade de espectadores, são espectadores de qualidade que estão lá, que estão com grande vontade de ver aqueles filmes, que estão lá e por vezes até debatem os filmes.
A experiência de ver esses filmes nessas sessões é diferente da de os ver em salas de centros comerciais. São experiências de grau diferente. Não se pode dizer que são melhores ou piores espectadores, são é relações diferentes. É uma relação que se estabelece, que eu acho que é muito interessante. Acho que também se deve ter em conta isso. E eu acho que há um cinema português que tem estabelecido esta relação com os espectadores. E nós, com o “Linha Vermelha”, estamos a tentar fazer isso, pelo menos em 16 salas, para além das salas comerciais. Eu, infelizmente, não posso estar em todas, porque tenho limitações de tempo. Mas se eu pudesse, ia. Acho que é uma sessão de cinema que é outra coisa, que não aquela que se calhar uma pessoa tem quando vai ver um blockbuster. Penso que seja interessante organizar os filmes portugueses por este lado. Eu acho que é isso que vai acontecer cada vez mais, talvez passados dois anos, que este tempo agora talvez seja uma espécie de estertor da morte, não é? Quando há assim último pontapé, não é? Em que há muitos filmes de repente e o resultado da paragem que vai haver, só se vai ver daqui a algum tempo.

Rick´s Cinema: Com “Linha Vermelha” prestes a estrear no grande ecrã, já conta com novos projectos cinematográficos para o futuro? Pode falar-nos um pouco sobre estes?

Agora é essa a questão. Posso concorrer ao ICA, que continua a ser o grande financiador da produção cinematográfica em Portugal. Agora há esta esperança, que tem a ver com a aprovação da lei do cinema, não é? E com as possibilidades financeiras que este projecto traz. Ainda no outro dia, saiu no jornal um discurso que retomava a velha questão de que os filmes portugueses não são vistos e que não são amortizados. E eu lembro-me que o artigo referia-se a alguns filmes e, com alguma má fé, contabilizava só a audiência que o público tinha feito nas salas comerciais. Não contabilizava os festivais, não contabilizava a exibição desses filmes na televisão.

Rick´s Cinema: Caro José Filipe Costa, muito obrigado pelo tempo que nos dispensou nesta interessantíssima entrevista. Votos de grande sucesso para "Linha Vermelha".

Crítica a "Linha Vermelha": http://bogiecinema.blogspot.pt/2012/04/resenha-critica-linha-vermelha-2012.html

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