30 dezembro 2011

Top 2011 - Os meus 10 filmes preferidos de 2011 (Hugo Barcelos)

O Aníbal já disse o que havia a dizer, pelo que passo a postar o meu top 10 de 2011. Há que mencionar que, entre estes filmes todos, se destacam outros como "Habemus Papam", "A Dangerous Method" e, sobretudo, "Isto Não É Um Filme". Mas o top só tem direito a 10 filmes, e é essa característica que faz dele tão especial (!). Pelo que aqui vamos:

1 – Biutiful
É curiosa a forma como esta obra de Alejandro Iñárritu me marcou. Respeitava o trabalho do realizador e, como toda a gente, gostava de Javier Bardém. No entanto, se não tivesse tido a sorte de ganhar bilhetes para a ante-estreia, o mais provável era o filme ter-me passado ao lado. Lá consegui visualizá-lo, com expectativas moderadas, e a verdade é que, desde os primeiros minutos, fiquei completamente absorto no enredo, sofri com a saga de Úxbal e, no final, até sentia o meu coração a bater (muito) mais rápido do que o costume. Javier Bardém faz um desempenho incrível e o argumento e a realização, crua e realista, conseguiram fixar-me no ecrã e brincar com o meu coração de uma maneira completamente anormal.

2 – 50/50
Só soube da existência do filme no dia anterior à sua estreia, quando estava a escrever o post das estreias da semana. “O quê? Vai estrear um filme com o Joseph Gordon-Levitt esta semana? E com o Seth Rogen? E tem 90 e tal por cento no Rotten Tomatoes?!” – foi mais o menos o que pensei na ocasião da descoberta e que partilhei com o Aníbal. Ora bem, a obra está excelente e Jonathan Levine e Will Reiser, com o precioso auxílio da formidável (!) exibição de Joseph Gordon-Levitt, conseguiram fazer uma comédia original e excepcionalmente comovente. Podem ler a crítica ao filme aqui.

3 – The Fighter
Há qualquer coisa invulgar nos filmes centrados em lutadores de boxe. Há obras e obras sobre futebol, basketball, futebol americano, baseball, rugby e por aí fora; no entanto, apesar de um ou outro sucesso esporádico (como “Invictus” e, aparentemente, “Moneyball”), não há nada que iguale os filmes sobre a vida de um pugilista. Há “Rocky”, “Ali”, a fenomenal série “Hajime no Ippo” e, agora, há “The Fighter”. O filme está verdadeiramente épico e, à medida que avança, só vai melhorando. Realça-se Christian Bale, que fez mais um desempenho simplesmente inacreditável.

4 – True Grit
Mais uma obra impressionante dos irmãos Coen, que nos apresenta uma aventura excelente, bem escrita, bem protagonizada, bem-humorada e que nos entretém do início ao fim. Não há muito mais a dizer. Jeff Bridges esteve, também ele, espectacular

5 – Blue Valentine
Derek Cianfrance apresenta-nos um excelente drama sobre a progressiva deterioração de uma relação que, à partida, parecia mágica e perfeita, entre as personagens de dois actores em ascensão, Ryan Gosling e Michelle Williams. Se os flashbacks, que nos levam ao início da relação, são particularmente enternecedores, o resto da história é tristemente realista. É mais uma obra que apreciei muito mais do que estaria à espera.

6 – Black Swan
É um filme absolutamente perturbador e muito interessante, o que quer dizer que Darren Aronofsky esteve mais uma vez em grande. Como o Aníbal mencionou, Natalie Portman fez o desempenho da sua vida e, além disso, foi uma injustiça tremenda Mila Kunis não ter sido nomeada para os Óscares.

7 – Drive
Vi-o há algumas horas, pelo que o seu lugar no meu top 10 é incerto; o mesmo não se diz sobre a sua presença. É, na minha opinião, um dos melhores filmes do ano. Nicolas Refn fez um trabalho excelente ao dar ao filme a característica de, como diz o grande Roger Ebert, parecer invulgarmente realista. Ryan Gosling apresenta uma violência singular para os registos nos quais estamos habituados a vê-lo, e faz um óptimo par com Carey Mulligan. O único defeito é mesmo a música (que claramente não se adequa aos meus gostos), que, no entanto, não retira quase nada do brilho desta obra.

8 – Crazy, Stupid Love
É capaz de ser a minha comédia romântica preferida de sempre, com um argumento extremamente bem escrito, uma realização original e engraçada e excelentes desempenhos por parte do elenco, destacando-se principalmente Steve Carel, que demonstrou que não é apenas mais um actor de comédia (o filme tem muito drama), mas também Ryan Gosling, Emma Stone, entre outros.

9 – The Ides of March
Não é normal ter quatro filmes protagonizados pelo mesmo actor no top 10 de um só ano, mas a verdade é que Ryan Gosling esteve em altas em 2011. O mesmo se pode dizer de George Clooney, que não só protagonizou o candidato à presidência dos Estados Unidos Mike Morris (onde esteve discreto), mas também realizou (onde esteve excelente) uma obra inteligente e bem construída. Podem ver (e aconselho a verem) o que o Aníbal disse sobre o filme, precisamente aqui.

10 – Midnight in Paris
Mais uma excelente comédia, realizada por um artista, Woody Allen, que, mais uma vez, volta a estar em grande. A história é muito engraçada e interessante ao misturar a realidade com a fantasia e as personagens, imaginadas por Allen, dão uma magia rara ao filme. Owen Wilson esteve também irrepreensível, num papel que não era nada fácil de representar. Podem ver, neste local, a minha tentativa de crítica.

“Guilty pleasure” do ano:
A minha escolha recai sobre o mesmo filme elegido pelo Aníbal: “The Rise of the Planet of the Apes”, que, como tive ocasião de mencionar nesta crítica, tem um ritmo alucinante e uma história muito bem contada.

Menção honrosa:
Há dois filmes que, se não referisse, ficaria para sempre arrependido. São eles “Beginners” e “X-Men: First Class”. O primeiro é um drama/comédia com uma aura muito especial (e podem ler a crítica do mesmo aqui) e o segundo um filme de acção/ficção-científica muito interessante e cativante, muito bem encabeçado por Michael Fassbender e James McAvoy. São dois filmes que, por pouco, não integrei no meu grandioso (?) top.

2 comentários:

Aníbal Santiago disse...

Andas um verdadeiro fã do Gosling hehehe

Hugo Barcelos disse...

a minha masculinidade já teve melhores dias :<