Jessica Alba protagonizará "The Insiders"?

27 Novembro 2009 | | 0 comentários

Em Junho deste ano, os direitos da graphic novel "The Insiders" foram adquiridos em parceria por Jessica Alba (O Olho do Mal) e Robert Rodriguez (Planeta Terror). Agora surge a notícia, no site Latino Review, de que Jessica Alba não só vai produzir, como também vai participar no filme, e tendo em conta a descrição da personagem principal, parece que Jessica Alba voltará aos seus tempos de Dark Angel.

A Graphic Novel foi criada em 2002, pela dupla belga, Jean-Claude Bartoll e Renaud Garreta. O filme irá centrar-se na heroína Najah Cruz, uma agente colombiana, que tem tanto de bela como de mortífera. Esta é uma espécie de James Bond feminino, hábil a lidar com armas e tecnologia, que terá como missão secreta emanda pela Casa Branca, infiltrar-se numa célula mafiosa composta por executivos e políticos, acabando por se tornar a guarda-costas do líder.

Segundo o Latino Review, o realizador será Mabrouk el Mechri, realizador de "JCVD".

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5 de Dezembro - CAETANO VELOSO NA CINEMATECA

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Caetano Veloso vai estar na Cinemateca a apresentar o seu filme de 1986 "O Cinema Falado" na sessão das 19h00 do dia 5 de Dezembro, numa inciativa organizada em colaboração com a Casa Fernando Pessoa que, pela mesma altura, recebe Caetano e o poeta e filósofo António Cícero como participantes de uma conferência sobre a influência da "Mensagem" de Fernando Pessoa no movimento tropicalista.

Se a música e a poesia são os dois grandes universos de Caetano, o cinema não lhe é alheio, integrando a sua obra desde finais dos anos 1960, quando tem início a sua extensa filmografia como compositor, igualmente marcada por várias participações como actor. Como realizador, Caetano Veloso estreou-se em 1986 com este filme de registo documental, "O Cinema Falado", que a Cinemateca exibiu pela primeira vez em Fevereiro de 2000.

In: http://www.cinemateca.pt/noticias.asp

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Trailer e Informações sobre "The Yellow Handkerchief"

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Após protagonizar o êxito de bilheteira "New Moon", Kristen Stewart vai protagonizar um filme oposto ao dos vampiros com brilhantina, "The Yellow Handkerchief", filme independente, sem o aparato da saga de Stephenie Meyer. No sentido de promover o filme, encontra-se online o trailer do filme, que poderão ver em baixo.
Sinopse: O filme centra-se em três estranhos que embarcam numa viagem pelo Lousiana, após a passagem do Furacão Katrina pelo território. O filme segue assim Martine (Kristen Stewart), Gordy (Eddie Redmayne) e Brett (William Hurt), durante a viagem destes, onde irão procurar por um sentido na vida e o amor.

Após meses sem conseguir distribuidor para o filme, "The Yellow Handkerchief" acabou por lograr esse objectivo, após a Samuel Goldwyn adquirir os direitos de distribuição do filme. "The Yellow Handkerchief" tem estreia prevista para dia 10 de Fevereiro, de 2010, nos Estados Unidos, mesmo a tempo do dia de São Valentim.
Apesar da distribuição ser bastante limitada, o filme conseguiu fugir ao destino de muitos filmes Indie, o lançamento directo para DVD. A presença de Stewart sem duvida alguma irá pesar na bilheteira do filme, visto ter adquirido uma larga base de fãs com a saga de Twilight.

O filme é realizado por Udayan Prasad, realizador indiano pouco conhecido do sector mainstream. Já o roteiro fica a cargo de Erin Dignam, que regressa à escrita após cerca de dez anos parado.
Elenco: With William Hurt, Maria Bello, Kristen Stewart, Eddie Redmayne.

Trailer:

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Fora de tempo: Trecho de "O Leão da Estrela" (1947)

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No terceiro post deste espaço decidi colocar um trecho de "O Leão da Estrela", filme realizado por Arthur Duarte, que ficou marcado para sempre pelo personagem Anastácio, interpretado por António Silva. Anastácio era uma fanático adepto do Sporting, que pretendia ir assistir ao jogo do seu clube contra o Futebol Clube do Porto, no Estádio das Antas, é então que tem a ideia de ir para a casa dos pais do namorado da sua filha, no Norte. O personagem vai meter-se em várias peripécias, desde fingir-se de homem abastado perante os sogros, quando na verdade a sua situação social e financeira não é tão famosa como a apresenta, para além disso ainda temos a célebre cena do Sportinguista a assistir ao jogo no meio de Portistas.

No trecho temos a cena de António Silva em plenas bancadas do Estádio do Futebol Clube do Porto, ao lado de adeptos adversários, a cena é hilariante, e se querem saber mais é só clicar no ficheiro em baixo.

Trecho:

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Novo Poster para The Book of Eli

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O blog, Trailer Park, pertencente ao MySpace, divulgou um novo poster do filme The Book of Eli, que podem ver na imagem à esquerda, aparecendo o herói solitário do título. The Book of Eli é protagonizado por Denzel Washington, tendo como realizador Albert e Allen Hughes (dupla de "From Hell"). O roteiro fica a cargo do estreante Gary Whitta.

O filme centra-se num guerreiro solitário, que luta para trazer o conhecimento perdido de volta, sendo este conhecimento capaz de salvar a sociedade do seu tempo. O cenário é o de uma América pós-Apocalíptica, onde Carnegie (Gary Oldman), um déspota de uma cidadela procura a todo custa obter o livro guardado por Eli.

Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones. The Book of Eli, tem data de estreia prevista para dia 15 de Janeiro de 2010, nas salas Norte Americanas.

Trailer:

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Carla Bruni em novo filme de Woody Allen

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Carla Bruni, mulher do actual Presidente Francês, Nicolas Sarkozy, aceitou o convite endereçado por Woody Allen para participar num filme deste. Anteriormente, Bruni aventurou-se pelo mundo da moda e da música, agora envereda pelo Cinema. Esta já tinha participado num projecto cinematográfico, nomeadamente na sátira da moda Prêt-à-Porter(1994), protagonizado por Sophia Loren e realizado por Robert Altman.

A mulher de Sarkozy disse que aceitou trabalhar no próximo filme de Allen, mas que não sabe qual o papel a desempenhar, afirmando não saber ainda se é uma boa actriz ou não. Ao Canal Plus esta referiu, Allen "pediu-me para entrar no seu próximo filme"(...) "Ainda não sei o papel. Mas eu disse sim... Eu costumo fazer tudo um bocadinho às cegas. Se não, não fazia nada."
"Eu não sou uma actriz. Talvez eu seja absolutamente terrível", acrescentou.

Este interesse (compreensível) de Woody Allen em trabalhar com Carla Bruni começou em Junho deste ano, ao encontrar-se com o casal presidencial. Onde Allen manifestou a sua vontade "Tenho certeza que ela seria maravilhosa. Tem carisma", disse o director.

O filme que marcará a inédita colaboração entre Allen e Bruni, será filmado em Paris depois de You Will Meet a Tall Dark Stranger, que Allen filmou em Londres e encontram-se em projecto de montagem. O trabalho mais recente do realizador foi Whathever Works, que contou com a participação de Larry David.

Podem ler mais em: http://www.hollywoodreporter.com/hr/content_display/news/e3i4cb8ab67c89c15aacfb58e0e22cb0446

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Apontamentos da Conferência: Fotografia e Cinema no Campo Ampliado da Arte Contemporânea

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Conferência: Fotografia e Cinema no Campo Ampliado da Arte Contemporânea.

Orador: André Parente. Realizador e Professor na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Neste post não vou efectuar uma transcrição literal da Conferência, mas sim disponibilizar uma série de apontamentos que tirei durante a Conferência, sobre uma temática que confesso conhecia muito pouco e acabou por me despertar alguma curiosidade.

- O conferencista começa inicialmente por explicar a temática em estudo.

- O Cinema de Dispositivos tem três dimensões:
1 – Dimensão Arquitectónica
2 – Dimensão Tecnológica.
3 – Dimensão Discursiva.

- Começa por discutir a relação entre Cinema e Fotografia. No inicio, existia uma dicotomia muito grande entre a produção cinematográfica e a produção fotográfica, entre a imagem móvel e a imóvel. Na fotografia e cinema contemporâneo, não só o cinema de sala mas também o vídeo arte, instalação, ou seja todo o tipo de cinema que cria mutações nos três dispositivos já referidos. Um dos exemplos paradigmáticos é Andy Warhol, os filmes deste são feitos quase como uma fotografia, chama artistas amigos como Bob Dylan, que ficam parados a olhar para a câmara, produzindo pequenos filmes muito parecidos com fotografias.

- Em “A Loucura e a Cultura”, de António Manuel, artistas como Caetano Veloso são filmados em pose, como estivessem a ser fixados pela polícia, sem falarem nada, parados em frente à parede, enquanto isso assistimos a um debate sobre a cultura durante a ditadura. No final do filme é tocada A Marselhesa.

- “Cosmococa - programa in progress” ou “Quase Cinema” de Hélio Oiticica e Neville D´Almeida, foi outro dos exemplos dados, estes pegam em capas de revistas, capas de CD´s de música, fotografias como a de Marilyn Monroe, elementos da cultura pop. Essas imagens eram muito agressivas, ao mesmo tempo que dialogavam com a cultura Pop, satirizavam-na cortavam essas imagens com linhas de Cocaína.

- “Sem Ótica” – imagens de bandidos mortos, o autor inventa cores para estas fotos dos corpos moribundos, o quase branco, quase verde, quase preto, etc.
- Os artistas que num determinado momento não tinham muito dinheiro, que não tinham acesso ao vídeo, como no Brasil até 1975, vão produzir o audiovisual, que consiste em slides sincronizados com fitas de áudio. No caso Brasileiro, o grupo de pioneiros da Vídeo-Arte começam a ganhar expressão a partir de 1974/1975.

- “Golpe do Corte” e “Descoberta do Amor”, estes dois trabalhos foram efectuados por Sólon Ribeiro, com fotogramas coleccionados pelo avô. A história é bastante engraçada, o avô trabalhou durante muito tempo como projeccionista e roubava pedaços da película, isso proporcionou uma colecção com mais de 70 mil fotogramas. Vai procurar elaborar uma narrativa com os fotogramas, fazer com que estes interajam entre si. As músicas utilizadas por Sólon, parece que dialogam com as imagens, sendo a duração das músicas muito importante para compreender certos trechos.
A técnica que Sólon utiliza no “Golpe do Corte” é denominada de Mixomatose, este é um nome de uma doença da pele, muitos dos termos que se utiliza para a vídeo arte estão ligados à pele, o próprio termo película vem de pele. Há uma frase de Bovarie que diz. “a superfície é a parte mais profunda” e aqui a frase aplica-se muito bem.
- A doença da pele é a doença dele entre as imagens, estas estão riscadas, envelhecidas, doentes, trazem a marca do tempo. De realçar o processo da fusão das imagens com a carne do matadouro e até com o próprio artista.
- O final é bastante duro, é uma situação muito forte, tenta mostrar que estas imagens tornam-se nele próprio, o corte na carne, a questão que diz respeito à tentativa de se juntar às imagens, de se fundir com elas, no final acaba por vestir a pele do boi ou da vaca.

- Alguns trabalhos que introduzem uma certa hibridização entre o cinema e a fotografia recorrem a imagens, esta situação ocorre até meados dos anos 60 e 70, quando surgem certos autores que criam uma certa problemática de tensão entre cinema e fotografia.

- Em “Terceiro Sentido” – o autor pega num fotograma do filme “Couraçado Potemkin” de Eisenstein, e tenta num gesto quase Proustiano, explicar que aquela imagem isolada poderia dar sentido ao filme.

- No livro “Há Cinema”, o cinema experimental é descrito como tendo duas tendências fundamentais:

1 – Filmes que produzem o máximo de movimento, em que cada fotograma é um plano, a cada momento vemos coisas novas, é uma percepção involuntária da nossa visão, num momento podemos olhar para uma coisa e noutro momento podemos olhar para outro.
2- Filmes que produzem um movimento mínimo, por exemplo, as obras de Andy Warhol, que ao invés de serem quase cinema são quase fotografias. Outro exemplo é a obra de Michael Snow, onde este grava um zoom no quarto, ao longo de 45 minutos, passado alguns anos dividiu a obra em três segmentos de quinze minutos cada e deu o título “Filmes para quem não tem nada para fazer”.
Outro autor que estuda “a parada” no cinema foi Serge Daney, dos Cahiérs du Cinéma, que teoriza que a partir do momento em que surgiu o vídeo a relação entre o espectador e o cinema mudou.

Philip du Poit fez uma exposição com fotografias, com actores de fotografias, com a ideia de que as fotografias também fazem o cinema. Sabem onde está o movimento, onde está o limite de uma coisa e outra.

“Tout” – Filme de Thierry Kuntzel: Espaço circular com sete fotografias, no fim do vídeo assistimos às imagens criadas pelo processo de decupagem. Quando olhamos para a imagem esta parece que se movimenta, o que é impossível, não se trata dum movimento real, mas sim, deformações da imagem criadas pelas diferentes poses.
Outra obra de Kuntzel mostrada na Conferência foi “A pele”, neste o autor pegou numa câmara de 70mm e tirou o obliterador, o que cria uma imagem única, sem cortes, o que está do lado de cá da imagem é o que está do lado de lá.
- Criada uma inversão entre o movimento aparente e o real, a ideia de estroboscopia, quando acendemos uma luz e depois apagamos, temos uma noção de movimento da esquerda para a direita, isso deve-se à nossa percepção ser descontínua. O descontínuo é o geral, o continuo é o particular ou seja a realidade.

- No Cinema, o fotograma é projectado a 48 quadros por segundo.

- Em “A Pele”, Kuntzel filma a pele dele e a de amigos, fundindo-as a ponto de não se saber de quem é a pele de quem, criou uma transição quase imperceptível entre as imagens. Utiliza o photomobil, projector que está sempre a passar e ao passar reproduz o que se está a passar nesse grande slide, que tem o filme todo. O filme tem uma duração de cerca de 30 minutos, é um filme imenso que apresenta diversas peles.

- Bernard Bonnamour – Pega no clássico “The Touch of Evil” de Orson Welles, pega na sequência inicial e através do deslocamento da câmara essa sequência dá lugar a uma fotografia.

- “Inútil Paisagem” de Kátia Maciel, apresenta um longo travelling, na praia de Ipanema. A imagem anula o efeito de paralaxe, não vemos as linhas deslocarem-se, estas estão paradas. A visão das grades, colocadas supostamente para proteger contra os criminosos, a verdade é que protege muito pouco e acaba por aprisionar as pessoas, que se tornam prisioneiras de si próprias.

- “Estereoscopia”, de André Parente: A imagem demonstrada foi feita para ser mostrada numa sala escura, numa dimensão de 4:3, é a imagem do autor no Jardim Botânico, em contra campo encontra-se Kátia. Pegou em duas fotografias muito grandes, que continham cada uma 10 mil imagens, o que se traduz num documento de 15GB que só pode ser aberto num programa desenvolvido por Parente. Este trabalho é uma grande superfície, que tem uma relação dita topológica, que funciona por semelhança, que percorre a superfície de uma imagem para a outra, essa ideia desenvolve a ideia de dentro e fora, de campo e contra-plano. A ideia do trabalho é demonstrar a união, eu sou o outro e o outro sou eu.

- A relação entre fotografia e imagem em movimento é bastante rica, tanto do ponto de vista da fotografia como do cinema de dispositivo, que é um meio audiovisual de recriar o cinema de sala.

- A utilização do DVD foi outro dos temas debatidos, ao parar a imagem esta transforma-se, aquilo que era uma sequência lírica transforma-se em algo necrófilo, que marca a passagem do tempo. O digital subverte a relação mítica entre espectador e cinema, de cinema como espaço de evasão.


Espero que tenham gostado dos apontamentos de uma Conferência bastante interessante.

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Novo trailer para Toy Story 3

26 Novembro 2009 | | 0 comentários

Toy Story encantou o Mundo, seguiu-se Toy Story 2 e como não há duas sem três, a Disney prepara-se para lançar o terceiro filme da saga. É no dia 18 de Junho de 2010, que os personagens Woody, Buzz e companhia, regressam ás salas de cinema. No sentido de promover o filme, foi lançado mais um trailer online, que não trás grandes novidades em relação ao primeiro.

Sinopse: Andy entra na Universidade e decide doar os seus antigos brinquedos a uma cresce. Estes terão de lidar com novas situações resultantes do seu novo "habitat", entre as quais lidar com novos personagens, entre os quais o bizarro Mr. Pricklepants (Timothy Dalton).

No elenco de dobragem estão: Tom Hanks (Woody), Tim Allen (Buzz), Joan Cusack (Jessie the Yodeling Cowgirl), Don Rickles, Wallace Shawn (Rex the Green Dinosaur), John Ratzenberger (Hamm the Piggy Bank), Estelle Harris, Laurie Metcalf, Jodi Benson (Barbie), Ned Beatty, Michael Keaton (Ken), Timothy Dalton (Mr. Pricklepants), Jeff Garlin, Bonnie Hunt, Whoopi Goldberg, entre outros.
Toy Story 3,é realizado por Lee Unkrich (estreia na direcção), com roteiro de Michael Arndt (Little Miss Sunshine).

O filme de animação chega às salas de Cinema dos EUA, a 18 de Junho de 2010, prevendo-se ser uma das grandes estreias do Verão.

Trailer:

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Fora de tempo: Entrevista a Humphrey Bogart e Lauren Bacall

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Após ontem ter aberto o espaço "Fora de tempo", com a primeira entrevista de Zhang Ziyi em Inglês, hoje aproveito para colocar uma entrevista dada por um casal mítico da História do Cinema: Humphrey Bogart e Lauren Baccall, do qual eu confesso ser um admirador. Para os que não estão informados sobre esta secção, ela irá caracterizar-se por ter entrevistas, trailers, pequenos artigos, sobre filmes que já estrearam a algum tempo, mas que merecem ser lembrados, relembrados e até divulgados, e até entrevistas interessantes dadas por intervenientes do universo cinematográfico Mundial, é nesse âmbito que hoje dedico um post à Entrevista dada pelo casal formado por Lauren Baccall e Humphrey Boggart, antes destes irem de férias para Paris. Pelo meio comentam sobre o novo projecto que Bogart prepara-se para filmar, The African Queen (realizado por John Huston), sobre os locais onde vão filmar. Para os mais distraídos este vai ser o filme que finalmente permitirá a Humphrey Bogart sair vencedor da cerimónia dos Óscars, com o título de melhor actor principal pelo papel de Charlie Allnut. Quanto a Lauren Baccal irá acompanhar Bogart nesse empreendimento em África, contando muitas dessas peripécias na sua autobiografia, "By myself and then some".
Quanto ao conteúdo restante da entrevista, vejam e apreciem a fantástica quimica entre o mítico casal:

Entrevista:

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Entrevista a Sean Connery sobre Sir Billi, the vet.

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Em entrevista ao billiproductions.com, Sean Connery fala sobre o seu estilo de vestir, explica que a originalidade do projecto que lhe apresentaram foi o grande factor para aceitar participar no filme de animação Sir Billi The Vet, para além disso será uma boa maneira de ajudar a produção de filmes de animação escoceses.

Sinopse: O enredo do filme centra-se em Sir Billi, um excêntrico veterinário que pratica skate nas horas vagas, sendo uma figura bastante respeitada no local onde mora, nomeadamente numa pequena comunidade das Highlands da Escócia. Sir Billi vai procurar mobilizar a comunidade local com o objectivo de resgatar um castor que corre risco nas mãos de estranhos.

A personagem do título terá voz de Sean Connery, para além deste, o filme tem vozes de Alan Cumming, Ruby Wax e Richard Briers. A banda sonora terá uma musica original de Shirley Bass, que já tinha colaborado num filme com Connery, nomeadamente, "Goldfinger".

Entrevista a Sean Connery:


A animação, que está em fase de produção há cinco anos, deve estrear em 2010, tendo roteiro e direcção de Tessa Hartman.

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Novo poster e dois clipes de "The Lovely Bones"

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A data de estreia de "The Lovely Bones", novo trabalho de Peter Jackson, está cada vez mais próxima. Nesse sentido a campanha de divulgação do filme começa a tornar-se mais forte, tendo sido lançado online um poster e dois clips com cenas do filme. No poster onde vemos as personagens de Saoirse Ronan e Stanley Tucci, vitima e assassino respectivamente. A frase do poster é paradigmático do que se pode esperar do filme, "The Story of a Life and Everything that came after..."

Sinopse: "The Lovely Bones" é inspirado no romance literário de Alice Sebold, a história centra-se numa jovem (Saoirse Ronan) que é violada e assassinada pelo seu vizinho Harvey (Stanley Tucci). No céu, assiste ao quotidiano da sua família e do seu assassino, tendo de controlar o seu desejo de vingança para ajudar a sua familia a superar a perda.

Elenco: O elenco do filme é composto por nomes bem conhecidos do grande público, Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Susan Sarandon, Stanley Tucci, Michael Imperioli, Saoirse Ronan, entre outros.

O roteiro fica a cargo da tripla de sucesso formada por Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens. O filme estreia nas salas Norte-Americanas no dia 11 de Dezembro, em circuito limitado, expandindo-se a partir de 25 de Dezembro, esperando-se que seja um dos possíveis candidatos aos Oscares.

Clip 1:


Clip 2:

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Novo Poster para "The Wolfman"

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"The Wolfman" ganhou mais um poster promocional, tendo sido colocado online pela Universal Pictures. O poster pode ser visualizado em baixo, e mostra o personagem de Del Toro em plena fúria durante a Lua Cheia.

O remake do clássico de terror vai ser realizado por Joe Johnston (Jurassic Park III; Hidalgo) e tem data de estreia prevista para 10 de Fevereiro (EUA).

Sinopse: O remake manterá o ambiente do primeiro filme, incluindo a época onde a história se desenrola, nomeadamente a Inglaterra vitoriana. No filme, Larry Talbot (Del Toro) regressa ao País de Gales para ir viver no castelo do pai. Neste regresso ao local conhece Gwen (Emily Blunt), por quem se apaixona, mas, numa fatídica noite, é mordido por um lobisomem, algo que amaldiçoará a sua existência.

"The Wolfman", remake dos clássicos filmes de terror da Universal, agora com Benício del Toro no papel imortalizado por Lon Chaney Jr, tendo ainda como restantes membros do elenco, Emily Blunt, Hugo Weaving, Anthony Hopkins, Geraldine Chaplin.

Poster:

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Trailer de "Greenberg"

25 Novembro 2009 | | 0 comentários
Já se encontra disponível na Internet, o trailer da nova "dramédia" de Noah Baumbach (The Squid and the Whale; Margot at the Wedding). O filme tem no elenco nomes como, Ben Stiller, Greta Gerwig, Rhys Ifans, Mark Duplass, Brie Larson, Juno Temple, Jennifer Jason Leigh. O roteiro e direcção ficam a cargo de Noah Baumbach.

Sinopse: Roger Greenber (Ben Stiller) após encontrar-se numa encruzilhada profissional, da qual não conseguia, nomeadamente do desemprego, acaba por ir tomar conta do irmão mais novo, na casa deste em Los Angeles. Lá ele encontra velhos amigos, mas quem lhe desperta verdadeiramente à atenção é a assistente pessoal do irmão, Florence (Greta Gerwig), uma aspirante a cantora. No meio do desencanto e sonhos frustrados, uma nova amizade floresce a algo mais pode acontecer entre os dois.

"Greenber" tem data de estreia marcada para 12 de Março de 2010, em circuito limitado, no mercado Norte Americano.

Trailer:

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Pode-se falar de uma ligação entre os filmes de gangster dos anos 30 e os filmes noir dos anos 40?

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Neste trabalho, procurará responder-se à questão, “Pode-se falar de uma ligação entre os filmes de gangsters dos anos 30 e os filmes noir dos anos 40?”, levantada após um estudo sobre as transformações da sociedade norte-americana durante o período em questão, e como estas afectaram o cinema. Para além disso serão referidos vários filmes considerados pertinentes, sendo efectuada uma análise mais aprofundada de um dos grandes clássicos do cinema “The Maltese Falcon” como exemplo de filme noir.
A nível de contexto, nos Estados Unidos da América, os loucos anos 20 foram um período de suposta prosperidade económica, euforia e optimismo, após a participação americana na 1ª Guerra Mundial, no entanto, a partir da segunda metade da década de 20, foram conhecendo vários problemas a nível financeiro, culminando esta crise económica com o chamado “Crash de 1929”. Para além disso registam-se alterações a nível de legislação, como a chamada “lei seca”, nomeadamente a 18ª Emenda à Constituição (1919), bem como problemas para integrar os regressados da 1ªGuerra Mundial. Estas alterações na sociedade levaram as massas de um estado eufórico para um estado disfórico, repercutindo-se esta situação na 7ªarte ao longo dos anos 30.
Esta crise económica não significou que deixe de haver produção cinematográfica muito pelo contrário, foi um dos meios utilizados pela população como evasão à realidade quotidiana, daí continuarem a ser produzidos filmes, de variados géneros e diferentes orçamentos, veja-se o caso de Grand Hotel que conseguiu reunir no mesmo filme, Greta Garbo, Joan Crawford, John e Lionel Barrimore, entre outros. Entre os filmes produzidos ao longo dos anos 30, um dos géneros mais apreciados pelo público da época era o dos filmes de Gangsters (com grande destaque os da Warner Brothers). O gosto por este género de filmes reflecte a falta de confiança da sociedade nas forças da lei e nos abalados valores morais do país. O gangster tanto poderia ser retratado como um criminoso sem escrúpulos, como um criminoso que tem fundo bom, e até como uma pessoa de bom carácter que é levado por circunstâncias várias ao mundo do crime. Entre estes filmes encontram-se clássicos populares ainda hoje em dia pelos amantes do cinema, como Little Caesar (1930) realizado por Mervyn LeRoy, The Public Enemy de William Wellman (1931), Scarface : The Shame of the Nation (1932) de Howard Hawks, The Petrified Forest (1936) de Archie Mayo. Entre as estrelas que sobressaíram neste género encontram-se actores como Paul Muni, Edward G. Robinson, James Cagney, Humphrey Bogart (geralmente como o rude gangster que acaba sempre no final por ser contemplado pela morte).
Um dos filmes que demonstra de forma paradigmática esta transição dos anos 20 para os anos 30, é a obra Roaring Twenties (1939), realizada por Raoul Walsh. Neste de forma quase documental, como se fosse fosse uma newsreel assistimos ao retrato de uma América desiludida, deprimida, onde a população em crise procura como meio escapista os clubes nocturnos e se possível que estes vendam bebidas alcoólicas, ainda que estas sejam um fruto proibido pela lei. Neste filme as próprias forças da lei são retratadas como passíveis de corrupção, frequentando e permitindo estes bares, como o de Panama Smith, ou seja demonstra um lado negro da natureza humano. No meio desta América entorpecida temos Eddie Bartlett, um soldado regressado da guerra, que se vê com o problema da sociedade em que vive já não precisar de si. Substituído no emprego, sem perspectivas de futuro, o protagonista interpretado por James Cagney acaba por envolver-se numa teia problemática que o conduz para o lado negro, passando a envolver-se no tráfico de bebidas alcoólicas durante a lei seca, tendo um negócio de táxis como fachada. No entanto, temos ainda a réstia de esperança numa América melhor embutida no carácter do protagonista. Este tem valores morais ao contrário da personagem de Bogart (que no filme personifica alguém completamente mau), não é um Duke Mantee (Petrified Forest), não é um matador a sangue frio, é o ser humano que qualquer um se poderia identificar na época, em que o destino poderia tornar qualquer um na personagem. Esta passividade perante o destino pode levar o protagonista a ser descrito como uma pessoa fraca que não toma decisões fortes, que deixa a sociedade dominá-lo.
Neste filme podemos ver como o contexto histórico afecta a produção artística, porque este afecta todos, desde quem produz essa arte, neste caso os filmes, até ao público que os assiste. Assim se pode explicar em grande parte o sucesso destes filmes de gangsters nos quais se destacam os da Warner Bros. Diferente dos outros filmes de gangters, The Roaring Twenties trás um lado nostálgico ao público que o assiste, convida-nos a entrar nos anos 30 através dos olhos da personagem de James Cagney, jogando com o factor da nostalgia de um tempo não vivido por nós e que tanta curiosidade suscita.
Nos anos 40, os Estados Unidos encontram-se noutro contexto, isolados do resto do Mundo enquanto decorre na Europa a 2ªGuerra Mundial, vêm-se aos poucos envolvidos no mesmo até que o ataque Japonês a Pearl Harbor em 7 de Dezembro de 1941, os leva a participar efectivamente no conflito. Em 1945 termina o conflito, no entanto o ambiente não é de paz visto que as diferenças entre EUA e União Soviética tornam-se cada vez mais evidentes após o final da Guerra, gerando-se um período de “paz armada” chamado de “Guerra-fria”, onde a ameaça nuclear afectou não só este dueto mas todo o Mundo que vê a possibilidade de destruição a apenas um click. Durante este período assiste-se a uma América mais soturna, eivada de um clima de suspeição contra a ameaça externa. Este clima reflecte-se na 7ªarte, onde para além de outros géneros, proflifera o chamado “filme noir” surge em grande força nos Estados Unidos. Este tipo de filmes, os chamados, Filmes noir clássicos, têm frequentemente como balizas temporais o início dos anos 40 - ou seja ainda antes da Guerra, quando a ameaça de algo estranho pairava pelo ar - com The Maltese Falcon (1941) de John Huston ou por vezes, Stranger on the Third Floor (Boris Ingster, 1940) e como final Touch of Evil (1958) de Orson Welles, ou Odds against Tomorrow (Robert Wise, 1959), ou seja teve um período de duração de cerca de vinte anos . Este tipo/género de filmes, são caracterizados por heróis/personagens principais, mais cínicos, que já não são apenas bons e maus, são personagens onde essa linha entre o bom e o mau se torna cada vez mais ténue, algo muito bem conseguido por Nicholas Ray na década de 50, com filmes como In a Lonely Place. Em termos de argumento vão utilizar muitas das vezes inspiração aos romances policiais de autores como Raymond Chandler, Dashiell Hammett, James M. Cain, entre outros. Nestes na maioria das vezes os protagonistas são detectives, que nem sempre utilizam os meios mais correctos para atingir os seus objectivos, no entanto, acabam quase sempre por no final se submeter à boa moral. Isto não quer dizer que os filmes noir sejam apenas filmes de detectives, existem outros como Mildred Pierce de Michael Curtiz, onde a personagem principal vê-se perante várias dificuldades estabilizar e posteriormente subir na vida, surgindo a filha como personificação do lado negro humano. A nível estilístico, estes filmes destacam-se pela utilização da luz e sombra, do chiaroscuro, utilização de flashbacks, narração, close-ups, entre outros, ainda que nem sempre se apliquem a todos os filmes.
Entre os filmes produzidos na década de 40, pode-se destacar, The Maltese Falcon (1941) de John Huston, bem como, Laura (1944) de Otto Preminger, Double Indemnity (1944) de Billy Wilder, Big Sleep (1946) e Key Largo (1948), ambos de Howard Hawks, Lady in the Lake (1946), Dark Passage (1947) de Delmer Davies , Dead Reckoning (1947) de John Cromwell, Raw Deal (Anthony Mann, 1948), entre muitos outros que proliferaram até cerca dos anos 60 (marcado por aquele que é considerado como o ultimo filme noir clássico, Touch of Evil(1958) de Orson Welles.
Um dos exemplos paradigmáticos de Filme Noir é a obra “The Maltese Falcon”, estreia como realizador de John Huston e a confirmação de Humphrey Bogart como uma das stars do cinema Norte-Americano (mais uma vez após aceitar um trabalho rejeitado por George Raft). Este tal como vários filmes noir é adaptado de um romance policial, no caso da obra com o mesmo nome do filme de Dashiell Hammett, que anteriormente já tinha sido adaptada pela Warner Bros (em 1931 com o mesmo título e em 1936 como 'Satan Met a Lady').
Fazer uma breve sinopse sobre o filme é algo complicado, pode-se dizer que a acção principal gira em volta da procura do Falcão de Malta (o Mcguffin do filme), este é um falcão dourado, com várias jóias raras encrostadas, oferecido em 1539 a Carlos V, por parte dos Cavaleiros de Malta. A procura desta preciosa relíquia escondida nas areias da história, vai despertar a cobiça por parte dos vários personagens. No entanto, não vai ser o objecto em si que vai fazer avançar o enredo mas sim as constantes traições e mentiras entre personagens.
Numa das primeiras cenas do filme é-nos apresentado uma série de locais de São Francisco, dando a conhecer desde logo ao público o local onde se passa o filme, ou seja num local real, onde aparece em grande plano a ponte Golden Gate, que será o cenário de fundo da janela do escritório de Spade e Archer. Ora a câmara ao aproximar-se do escritório não só permite quebrar a visualização da cidade, como passar para a acção em si, no interior do escritório, deixando ao público a sensação de que na altura em que o filme foi filmado, uma reunião muito parecida com aquela poderia estar a acontecer. No interior do escritório encontra-se o detective Sam Spade (Humphrey Bogart) e o seu parceiro de profissão Miles Archer (Jerome Cowan), para além destes também trabalha no mesmo a secretária Effie Perine (Lee Patrick, que interpreta a mulher moralmente boa, o que no filme noir na maioria das vezes significa que é amiga e confidente do protagonista mas muito provavelmente nunca chegará a atingir o nível de interesse suscitado pela sedutora mulher fatal). É neste cenário que entra a mulher que será fatal a Archer e não escapará de Spade, nomeadamente Miss Wonderly. A cena do escritório, que dura entre os 4:00m e os 5:50m e filmado de forma não só a dar a sensação de reunião, confidencialidade dado pela proximidade dos personagens, como também mostrar o fundo real de São Francisco, as cidades vão ser um dos elemento muito importante no filme noir, a maioria das histórias passam-se nestas, no entanto estas não são locais onde só existem raios de sol e arco-íris, pelo contrário, são locais sujos, onde o mal circula, como se pode ver desde logo com a cena do assassinato de Archer pela arma de um desconhecido (algo que só é revelado ao publico com o desenrolar frenético dos acontecimentos). E este mal nem é assim tão desconhecido das ruas, despertando até a curiosidade de um morador do prédio em frente ao local do crime, que assiste à conversa entre Sam Spade e o oficial da lei.
A corrupção não se estende apenas às ruas, mas também aos valores morais das pessoas, veja-se que pouco tempo depois da morte de Archer, já a viúva deste corre para os braços de Sam Spade, que afinal era amante da mulher do colega e amigo. Este é um dos elementos que chamou a atenção dos espectadores amantes do filme noir na época, pois este retrato da mulher infiel era um dos retratos do quotidiano dos regressados de guerra que por vezes quando chegavam viam as suas mulheres com a vida refeita. A imoralidade presente nestas personagens é conhecida por estes, ou não faria sentido a desconfiança de Iva em ter sido Spade a disparar sobre Archer.
A partir daqui vamos começar a assistir a uma das características do filme noir clássico, que é a desinformação, ou seja os personagens nem sempre fornecem ao espectador a informação correcta, veja-se desde logo Miss "Ruth Wonderly" que afinal se chama Brigid O'Shaughnessy, que terá ainda mais segredos por revelar ao longo da história. A partir de agora Sam Spade passa a estar ao corrente da procura pelo objecto misterioso. Esta procura de ludibriar o público através das falsas informações dadas aos detectives é algo que acontece em The Big Sleep, onde as irmãs nem sempre contam toda a verdade a Philippe Marlowe.
O desenrolar da acção vai dever-se em grande parte devido à introdução de informações dadas à medida que surgem novos personagens, e que estes vão interagindo entre si. É assim por este motivo que a entrada de Joel Cairo, interpretado de forma magistral por Peter Lorre, dando ao personagem uma malícia e excentricidade únicas. Joel Cairo também encontra-se à procura da Relíquia, sendo um dos personagens alterado do livro para o roteiro sendo mais afeminado no primeiro, sendo que no segundo os seus desvios sexuais são representados de forma subtil através do lenço perfumado, alguns trejeitos. Estas alterações do livro para o roteiro são bastante frequentes na industria do cinema, no entanto nem sempre se deviam a imperativos de tornar o filme mais abrangente ou cinemático. Outra das figuras que também sofre alterações é a personagem Wilmer, que no livro é homossexual enquanto que no filme é apenas representado como capanga de Kaspar “Fat Man” Gutman.
Entre os 28:35 e os 37 minutos assistimos a uma cena frenética, começando com a saída de Sam Spade do Táxi, onde temos o edifício filmado do geral para o particular, onde o close-up é utilizado para revelar os botões carregados pelo detective, dando ao espectador a informação que a sombra que segue o protagonista não, consegue, acabando Spade por ludibriar o perseguidor. A entrada no apartamento 1001, é marcado pelo diálogo intimista entre Brigid O’Shaughnessy e Sam, onde as constantes deslocações pelo salão demonstra o nervosismo dos dois personagens, o de Bogart em querer saber a verdade e a de Mary Astor em ludibriar o detective. Quando Sam Spade refere o nome de Joel Cairo, esta descontrola-se completamente, treme, começa a mexer na lareira, acende um cigarro (o fogo da lareira e do isqueiro como que a representar o estado de espírito flamejante em que se encontra Brigid), as persianas fechadas marcam como que um confinamento naquele espaço, sugerem uma sensação de emprisionamento, até de claustrofobia demonstrando a impossibilidade de Brigid em fugir às perguntas. Nesta cena bem como na seguinte, já com a presença de Joel Cairo e posteriormente a polícia, através do posicionamento da luz do candeeiro, temos presente um dos aspectos mais significativos do filme negro que passa pelo estilo formal, nomeadamente a utilização do chiaroscuro, método muito utilizado no campo da pintura por Leonardo Da Vinci, no Renascimento, que se define pelo contraste entre a luz e a sombra na representação de um objecto . A utilização desta técnica encontra-se muito associada ao chamado “Expressionismo Alemão”. Este estilo visual reforça a fragmentação do espaço sobre o cenário, levando aos efeitos de câmara que produzem linhas e superfícies, sendo utilizado sobretudo para sugerir um mundo deslocado permeável pela alienação e desespero humano. De notar que esta técnica não é exclusiva do filme noir, sendo utilizado em filmes como os de terror, e até actualmente em pleno Século XXI, filmes como Hellboy de Guillermo del Toro utilizam esta técnica. Apesar de este filme não utilizar rigorosamente esta técnica, pode-se detectar no entanto este jogo de luz e sombra, onde as deslocações das personagens são acompanhadas pela sua sombra. Nesta mesma cena aquando da entrada dos dois policias, podemos destacar a facilidade com que o anti-herói Sam Spade, consegue ludibriar a policia, bem como o cinismo de Sam Spade, demonstrando assim através da sétima arte um dos sentimentos que pairava na sociedade daquele tempo, que passa pela descrença nos serviços públicos (polícia), desrespeito pela competência destes, algo que é altamente reforçado pela afirmação de Sam “lá esta a policia de novo, estão a ficar ridículos”. Posteriormente quando Joel Cairo coloca em causa a inteligência da história contada por Sam para ludibriar a polícia, o detective não tem pejo em afirmar “Não se preocupe com a idiotice da história. Uma história sensata punha-nos a todos na prisão”. Aquando do interrogatório inicial sobre o assassinato do sócio, já Spade se referira às questões das autoridades como “perguntas idiotas”; e aquando do interrogatório no gabinete do district attorney refere que “ (…) a melhor forma de me safar do sarilho em que me querem meter, é trazer os assassinos presos e a única hipótese que tenho…de os apanhar e os trazer… é ficar afastado de todos vocês pois só atrapalham.”. Todas estas afirmações para além de salientarem o sentimento de desconfiança perante a capacidade da polícia, reforçam o carácter cínico e auto-confiante da personagem de Bogart.
Aos 49 minutos do filme dá-se um dos momentos fundamentais do filme, a apresentação de Kasper Gutman a Sam Spade, onde a utilização da câmara em ângulo baixo permite destacar o estilo imponente do primeiro. É também no diálogo entre estes que o protagonista fumador toma realmente noção do que está em jogo na busca pelo Falcão de Malta. De notar que a câmara torna latente a espera de Gutman para que o seu interlocutor beba a bebida servida, algo que Sam não cai à primeira, no entanto, na segunda visita, somos convidados pela câmara a ver através do posicionamento dos personagens a espera do criminoso pelo desfalecimento do detective e esta a sentir a perda do controlo dos sentidos.
Esta personagem interpretada por Sidney Greenstreet (na sua estreia como actor de cinema), marca uma continuidade com o elemento criminoso presente nos filmes de gangsters dos anos 30 e não só. Há que salientar que apesar de ser um elemento de continuidade apresenta características diferentes, de um George Hally (Roaring Twenties), Hugh 'Baby Face' Martin (Dead End), Johnny Rocco (Key Largo), todos exemplos de gangsters mas nenhum apresenta a polidez de Gutman, este último utiliza o seu poder não tanto para fazer os crimes pelas próprias mãos mas sim para o mandar fazer.
Outro dos aspectos marcantes do filme são os diálogos rápidos, por vezes frenéticos, aqui a mortalidade das balas e a força dos punhos são largamente substituídos pela acutilância das palavras, a comprovar isto temos o diálogo entre Sam, Brigit, Joel e a policia, bem como o diálogo com a personagem de Sidney Greenstreet, “Fat Man” Gutman, entre outros. Estes diálogos rápidos são uma característica muito comum nos filmes negros, como por exemplo, The Big Sleep, onde mais uma vez assistimos a Bogart como um detective privado, bem como em Dark Passage, entre outros.
O momento em que o falcão finalmente aparece, quando falta cerca de 28 minutos para terminar o filme, não só une a história como inicia os acontecimentos que vão gerar os acontecimentos finais do filme. A forma como esta cena é feita, quase sem cortes, diálogos rápidos, sem tempos mortos, dá uma grande intensidade a cena, para além de não nos dar pistas sobre como a história vai ser finalizada.
A sequência final começa com o Detective Dundy (Barton MacLane) a escoltar B. O’Shaughnessy para for a do apartamento de Spade, rumo à esquadra, enquanto que Sam fica atrás juntamente com o Detective Tom Polhaus (Ward Bond). É então que Polhaus questiona Sam sobre o objecto em questão, sendo que a resposta do detective para além de lacónica, tornou-se uma das falas mais famosas da História do Cinema,“The stuff that dreams are made of.” Então Spade dirige-se ao corredor e fica a ver Brigid a entrar no elevador. Neste momento o jogo de luz e sombra, típico dos filmes negros é utilizado para dar a sensação de que as sombras das barras do elevador parecem as barras da prisão. O filme termina com Spade, a segurar a estátua falsa, a descer as escadas ao mesmo tempo que o elevador desce com Brigid e os polícias. Assim os valores morais prevalecem e Sam prefere perder a chance de tentar ter um futuro com a mulher fatal a desrespeitar o código de conduta imposto a si próprio e pela sociedade.
O tópico da Femme Fatale e o seu destino é algo presente na maioria dos filmes noir é a Femme Fatalle, no caso de The Maltese Falcon é interpretada por Mary Astor, onde esta é primeiro de tudo apresentada como uma personagem frágil, como se constata quando vai pedir ajuda a Sam e ao sócio, no entanto, aos poucos, com o desenrolar dos acontecimentos apercebemo-nos que esta é tão inescrupulosa como os outros perseguidores da relíquia, sendo capaz de matar e mandar matar pela mesma. Esta é causadora de desejo sexual, e se é verdade que não temos nenhuma cena explícita ao longo do filme, este acto é sugerido através do efeito de câmara ao colocar Sam Spade em posição de beijar Brigid, virando o foco para Wilmer que se encontra fora do hotel a espiar o casal, na manha acorda no hotel de Brigid. No caso deste filme, a Femme Fatale não tem um final redentor, sendo levada pelos oficiais de justiça. Este exemplo é bastante comum no filme noir, o do final infeliz desta, por vezes resultando até da morte da mesma como em Dead Reckoning, sendo a morte o final redentor para a personagem, como se fosse feito justiça. No entanto, como em qualquer género ou subgénero cinematográfico, existem sempre desvios, para além do final devastador da mulher fatal, existem outros, tais como em Dark Passage (1947), em que Irene Jansen decide ajudar Vincent Parry (Humphrey Bogart), um foragido de San Quentin, não só a limpar o nome deste como após o falhanço do mesmo esperar por uma chamada deste, reunindo-se o casal num romântico rendezvous .
Outro aspecto importante a salientar do filme são os cenários. The Maltese Falcon não apresenta uma grande variação, a nível de cenários, passando os personagens a maioria das cenas em salas, seja no escritório, no hotel, aparecendo muito pouco de exteriores. Esta situação deve-se em grande parte não só devido à necessidade de transmitir um ambiente fechado, um meio claustrofóbico até, mas sobretudo devido ao baixo orçamento do filme, que não permitia grandes veleidades a nível de despesas, levando os realizadores a filmarem em estúdio. Este é um caso comum em alguns dos primeiros filmes noir clássicos americanos, como Scarlet Street, The Big Clock, The Big Sleep, The Blue Dahlia (1946). Posteriormente outros filmes vão rodar em locações reais, como por exemplo Dark Passage, um dos pioneiros, no caso, San Francisco, algo que concede aos filmes noir uma nova sensação, garantindo um maior senso de realismo e modernidade.
Enquanto em filmes noir como Dark Passage a personagem principal é utilizado muitas das vezes como narrador (muito por culpa da forma como o filme é rodado), no caso do The Maltese Falcon, a informação que não nos é dada directamente pela acção é descrita no jornal, no caso o San Francisco Post-Disputch, em que aos 12:48 Hursby, Archer, Murders Linked, depois em baixo close up Private Detective Was Shadowing Thursby” e do incêndio.
Um dos assuntos levantados acima foi as alterações efectuadas no roteiro do filme, para corresponder às regras impostas no cinema pelo chamado Código Hays, que durou desde 1934 até 1967, para dar lugar ao novo sistema de avaliação de conteúdo dos filmes, o MPAA film rating system. Ora o The Maltese Falcon esteve sujeito a este Código, pelo que para além das alterações que geralmente são efectuadas aos roteiros, seja para agilizar os mesmos, porque não resulta tão bem no papel filmado como no papel, para tornar o filme “mais comerciável” pelo estúdio, teve ainda de lidar com os censores, que procuravam restringir as temáticas do pecado e corrupção nos filmes. Entre os roteiros analisados um dos rejeitados por "sexo ilícito e alcoolismo" foi, The Maltese Falcon, que requereram as seguintes alterações, Joel Cairo não deveria ser caracterizada como "pansy type" ou seja afeminado; a "sugestão de sexo ilícito entre Spade e Brigid" deveria ser eliminado; deveriam beber menos álcool; não deveria de haver contacto físico entre Iva e Spade, Gutman deveria de dizer "By Gad!" menos vezes; e o "diálogo de Spade sobre os District Attorneys deveria ser rescrito de forma a não haver a ideia de que estes são pessoas capazes de tudo para subirem na carreira”. Assim para além dos próprios filmes em si mesmos, temos os próprios relatórios censórios a confirmar a obsessão noir pela perversão sexual, pelo lado mais sujo da sociedade. Os vilões em filmes como The Maltese Falcon, Laura, Phantom Lady tendem a ter traços homossexuais, como no caso de Joel Cairo no primeiro, considerados pelos censores como uma ameaça aos valores democráticos e à masculinidade. Assim as obras literárias nem sempre poderiam ser seguidas literalmente devido ao seu conteúdo desafiador do status quo.
Este filme acaba por representar à imagem dos Roaring Twenties, uma sociedade desiludida, que confia pouco nas autoridades, em que crime seja este vender bebidas alcoólicas de forma ilegal ou roubar uma peça de arte valiosa é encarado com um meio para subir na vida. No caso do filme noir temos já um Mundo mais cínico, que vive com constantes receios internos e externos, no entanto, a moral superior acaba na maioria das vezes por prevalecer, no caso de Roaring Twenties, Cagney redime-se antes da morte, e em The Maltese Falcon, o Mcguffin é falso desfazendo os sonhos dos que procuravam enriquecer, para além de que os valores morais de Sam são mais altos do que a tentação causada pela Femme Fatalle.
Assim podemos constatar que a conjuntura económica, política e social são elementos preponderantes na produção artística, à qual a cinematografia não escapa. Assim se pode falar numa transição de um género para o outro, sendo que a partir do momento em que a sociedade norte-americana se vê mais preocupada com o inimigo externo do que o interno, torna-se mais preponderante o filme noir, isto não quer dizer que os filmes de gangsters tenham acabado, muito pelo contrário, apesar de em menor produção estes continuam a ser produzidos até aos dias de hoje, seja em Hollywood, na Ásia, na Europa, sendo que em 2006 o filme The Departed foi o vencedor do Óscar de melhor filme, algo que é válido também para os filmes negro, agora considerados como neo-noir, não só nos Estados Unidos como noutros países, sendo La Señal (2007) de Ricardo Darín e Martin Hodara um exemplo paradigmático, e no mercado norte-americano temos duas obras magistrais do realizador Christopher Nolan, Memento e Dark Knight, este último funde elementos de filmes de gangsters dos anos 30, com elementos noir, efeitos CGI contemporâneos numa das adaptações de heróis de Banda Desenhada mais bem conseguidas.
Estes dois géneros de filmes marcaram para sempre a história do cinema e serão sempre recordados, servindo de inspiração a muitos que se seguiram, marcando e sendo marcados por uma época.

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Estreias da Semana

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Se durante a semana passada o número de estreias surpreendia pela quantidade e diversidade, esta semana as estreias resumem-se apenas a New Moon e ao documentário de Michael Moore, Capitalism: A Love Story. Esta decisão deverá ter sido tomada pelo facto da estreia de New Moon ir mobilizar grande parte do publico.


Esta semana chega às salas Portuguesas a tão esperada sequela de Twilight, sequela essa que tem obtido excelentes resultados de bilheteira, como comprova o facto de ter batido dois records de bilheteira (melhor bilheteira na sessão da meia-noite; Melhor resultado num único dia), para além disso, ainda logrou ter ficado com o honroso terceiro lugar na tabela de filmes com maior bilheteira numa só semana, com cerca de 140 milhões de dólares. Para além disso somou 118 milhões de dólares internacionalmente o que gera o fantástico valor de 258 milhões de dólares, ultrapassando largamente o seu orçamento de cerca de 70 milhões de dólares. O filme deverá ser um dos poucos privilegiados a entrar no restrito lote de obras cinematográficas que alcançam mais de 300 milhões de dólares de bilheteira (internamente).

Muito sinceramente não entendo todo o êxito deste filme, por isso há que felicitar o departamento de marketing da Summit, que soube criar em volta do filme, uma aura de filme imperdível para todas as adolescentes.

New Moon, é a adaptação do segundo volume da saga de vampiros que celebrizou a escritora Stephanie Meyer e trouxe para o imaginário de milhares de pessoas o romance entre Bella e Edward. Na sequela, a relação de Bella e Edward sofre um grande impacto quando este a abandona, pensando ser a melhor opção a tomar tendo em vista a segurança da amada. Entretanto, Bella sofre com a solidão a que está confinado, indo formar amizade mais estreita com Jacob Black. No entanto, com esta amizade Bella volta a envolver-se com o sobrenatural, se os seus conhecimentos sobre vampiros já eram muitos, agora passou a lidar com lobisomens.
Pelo meio é perseguida por Victoria, que regressa para vingar a morte de James. Este acontecimento leva a que os lobisomens sintam necessidade de a proteger e que a família de Edward regresse. Entretanto o desespero de Edward leva a que este queira terminar com a sua existência do Mundo terreno, indo para Itália desafiar o Clã dos Volturi. Alice e Bella irão ter de correr contra o tempo para salvar Edward. Será que conseguirão?

Chris Weitz (The Golden Compass) realiza o segundo filme da saga, que tem roteiro de Melissa Rosenberg. O filme é lançado nas salas de cinema portuguesas, dia 26 de Novembro deste ano.

New Moon no Blog:
Entrevista a Kristen Stewart: http://bogiecinema.blogspot.com/2009/11/entrevista-de-kristen-stewart-e-taylor.html

Compilação de trailers: http://bogiecinema.blogspot.com/2009/11/compilacao-de-trailers-de-new-moon.html

Entrevista a Kristen Stewart e Tyler Lautner: http://bogiecinema.blogspot.com/2009/11/entrevista-de-kristen-stewart-e-taylor.html

Devido a já ter colocado os trailers disponíveis nos posts acima mencionados, vou optar por colocar uma montagem sobre "o por detrás das câmaras":



Capitalism: A Love Story:
Em "Capitalism: A Love Story", Michael Moore dá ao espectador a sua visão sobre o colapso económico de 2008 e como isso afectou várias pessoas à volta dos Estados Unidos, alguns que perderam os seus trabalhos, os seus bens e outros que ganharam com a desgraça destes. Basicamente vai analisar os efeitos malignos da economia capitalista Norte-Americana, bem ao estilo de Michael Moore, que consegue tratar de assuntos bem sérios com uma ligeireza impressionante.
O documentário obteve alguma adesão, tendo atingido uma bilheteira acumulada de cerca de 14,2 milhões de dólares, algo bastante assinalável para um documentário.

Trailer:


Entrevista de Michael Moore ao Good Morning America:


Bons filmes, para a semana cá estarei para trazer a informação sobre os filmes em estreia nas salas portuguesas:

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Primeira imagem oficial de Jonah Hex

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Depois de terem sido divulgadas algumas imagens do set e até um poster (que podem ver mais em baixo), Jonah Hex vê sair a primeira imagem oficial do anti-herói desfigurado, como podem ver no lado esquerdo do post.

Jonah Hex (Josh Brolin) é um caçador de recompensas desfigurado, um atirador exímio capaz de atingir qualquer um e qualquer coisa. Tendo sobrevivido à morte, a sua história situa-se entre o mito e a lenda, que tem um pé no Mundo terreno e outro no outro lado. O único laço que este criou com seres humanos foi com a bela Leila (Megan Fox), cuja vida num bordel a deixou com cicatrizes de outra natureza. Mas o passado de John volta a bater-lhe à porta quando o exército Norte Americano lhe faz uma oferta irrecusável, em troca da sua liberdade terá de parar o perigoso terrorista Quentin Turnbull (John Malkovich). Mas Turnbull, que se encontra a formar um exército próprio, para reverter o rumo da Guerra Civil Americana, estando também no encalço de Jonah Hex, ou não fossem ambos velhos inimigos. Inspirado na graphic novel, criada por John Albano e Tony DeZuniga "Jonah Hex" retrata a busca de Hex pela redenção, num cenário pós-Guerra Civil, opondo o bem contra o mal.

Elenco: Josh Brolin (No Country for Old Men; W.) ,John Malkovich (Burn After Readung; Disgrace), Megan Fox (Transformers, Jennifer´s Body), Will Arnett (Arrested Developement), Michael Shannon (Revoltuionary Road).

A adaptação da Graphic Novel é dirigida por Jimmy Hayward, que após realizar "Horton Hears a Who", aventura-se agora a dirigir actores de carne e osso, tendo como roteiristas, Mark Neveldine e Brian Taylor (dupla de Crank; Gamer).
O filme tem como data de estreia prevista, para 18 de Junho de 2010 nos Estados Unidos.

Poster:

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Fora de tempo: Entrevista a Zhang Ziyi sobre House of Flying Daggers

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A partir de hoje o blog passará a ter uma secção denominada de "Fora de Tempo", que se caracterizará por ter entrevistas, trailers, pequenos artigos, sobre filmes que já estrearam a algum tempo, mas que merecem ser lembrados, relembrados e até divulgados, é nesse âmbito que hoje abro esse espaço com a entrevista a Zhang Ziyi, efectuada no âmbito da divulgação de House of Flying Daggers (Shi mian mai fu), filme de 2004, realizado por Zhang Yimou. Esta é a primeira entrevista de Ziyi em Inglês, demonstrando-se ainda muito pouco à vontade com a língua.

Na entrevista, Ziyi vai responder a questões relacionadas com o filme e com o seu papel, sobre a dificuldade de juntar dança, artes marciais e dar verosimilhança a uma personagem que se fingia de cega; sobre entrar num elenco com nomes famosos como Andy Lau, Takeshi Kaneshiro, e sobre a sua participação em Memórias de uma Gueixa.

Entrevista:

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UFO das televisões para o Cinema

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A série de televisão UFO, grande sucesso nos anos 70, vai ganhar uma adaptação ao cinema. O filme baseado na criação de Gerry Anderson, será realizado por Matthew Gratzner, conhecido pelos seus trabalhos nos efeitos especiais de filmes como Godzilla, The League of Extraordinary Gentlemen, Superman Returns, The Departed, entre muitos outros. O roteiro ficará a cargo de Ryan Gaudet e Joseph Kanarek, que se estreiam na função.

O filme centra-se em Paul Foster (Joshua Jackson), um piloto recém chegado à organização secreta S.H.A.D.O. (Supreme Headquarters Alien Defense Organization), construída sobre um estúdio Hollywood, que defende a Terra contra uma raça de alienígenas que abduzem os seres humanos e utilizam os os seus orgãos corporais.

Até agora o único contratado para o elenco foi Joshua Jackson, conhecido sobretudo pelos seus trabalhos em séries de televisão, como Dawson Creek´s e Fringe.

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Peter Jackson fala sobre The Hobbit

24 Novembro 2009 | | 0 comentários

Peter Jackson falou para a imprensa da Grã-Bretanha, sobre o roteiro de "Hobbit", durante a gala de apresentação do seu novo trabalho, The Lovely Bones, que teve lugar no London Royal. Jackson comentou que o roteiro para a primeira parte de "The Hobbit", que irá ser dirigido por Guillermo del Toro, já se encontra completo.
"'The Hobbit' será dividido em duas partes, já escrevemos o roteiro da primeira e entregámos ao estúdio, que pareceu ter ficado satisfeito(...) estamos a meio do segundo roteiro, Philippa, Fran, Guillermo e eu estamos a divertimo-nos muito."

Acrescentou ainda: "É uma experiência interessante, porque passaram-se oito ou nove anos desde que escrevemos os roteiros de 'Lord of the Rings', eu estava preocupado, parecia estranho, difícil, ou até pouco confortável regressar, mas passado pouco tempo de termos começado a escrever, foi fácil e divertido."

Jackson referiu ainda que haverá continuidade entre as anteriores produções e The Hobbit apesar da mudança de director, "estamos a escrever os roteiros com ele (Del Toro), por isso em termos de roteiro haverá continuidade (...) estamos a escrever os diálogos de Ian McKellen tal como o fizemos em 'Lord of the Rings. Mas o facto de Guillermo, ser o director, irá obviamente levar a que a interpretação seja a dele, e que o filme seja o dele. Por isso será algo interessante para ver".

Jackson mencionou ainda que o filme não será lançado em 3D, "Guillermo pretende filmar numa câmara de 35mm, algo que eu aprecio, porque ele pretende manter estes dois filmes, no mesmo espaço da trilogia original."

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Cena de Perseguição em Avatar encontra-se on-line

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O primeiro trailer divulgado de Avatar apresentava um breve trecho da perseguição de um Thenatar do Planeta Pandora a Jake, agora a perseguição completa está on-line e o Bogiecinema como não poderia deixar de ser está aqui a divulgar o clip:



Sobre o Filme:
Em 1996, James Cameron encantou o Mundo com Titanic, maior sucesso de bilheteira de todos os tempos, superando os dois biliões de dólares. Em 2009, o mesmo James Cameron regressa às salas de cinema com Avatar, que representa não só um regresso do conceituado realizador após um longo afastamento, como também um regresso deste ao género da Ficção Científica.
Em Avatar a acção acontece no Século XXII, no Planeta Pandora. O personagem principal é Jake Sully, um antigo Marine confinado a viver numa cadeira de rodas. Inconformado com o seu estado de imobilidade, quer continuar a ser útil, é então que parte numa expedição ao Planeta Pandora. O propósito principal desta expedição é extrair um minério que vale qualquer coisa como vinte milhões de dólares por kg na terra. Devido a não conseguirem respirar em Pandora, e para facilitar a interacção com os nativos, os Na´Vi´S, os humanos utilizam um atalho de ligação, que os conecta a um corpo semelhante ao dos indígenas. Assim funcionam como uma espécie de híbrido, corpo de alienígena e mente de humano, a estes seres híbridos é dado o nome de Avatar.
Na forma de Avatar, Jake pode novamente andar, indo aproveitar a sua nova forma exterior para interagir e infiltrar-se no interior dos Na´Vis. Ao ter a sua vida em perigo é salvo por Neytiri, uma Na´Vi, que reluta em aceitar Jake pois este representa uma raça exterior que vem explorar e esgotar os recursos do seu mundo. À medida que a relação entre Jake e Neytiri vai-se aprofundando, este vai ter que lidar com conflito entre humanos e Na´Vis que poderá colocar um fim a Pandora. Ou seja um romance em tempos de guerra mas tudo num cenário futurista.
Mais informações no site oficial do filme: http://www.avatarmovie.com/ .

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